Escolhas Seguir história

xhasashi Hasashi Rafaela

Após a morte de Madara, Hashirama se via em um dilema consigo mesmo. Seus sentimentos estavam bagunçados e nada naquele momento parecia correto, incluindo o fato de sua esposa ter tornado-se uma jinchuuriki de uma maneira tão repentina. Compreender certas escolhas não seria fácil para ele, mas Mito sabia como lidar com isso.


Fanfiction Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#FNS #Universo Original #Naruto #HashiMito
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Capítulo único

Eu olhava para os cabelos vermelhos espalhados pelo travesseiro, os olhos sem nenhum brilho por estarem fechado. Gostava mais quando me encaravam cheio de expectativas, traziam carinho, amor e afeto. Senti saudades até dos olhares repressores quando falo demais. Fiquei me questionando a razão de ter feito o que fez, mesmo sabendo do seu amor pela vila e por mim. O problema é que o seu sacrifício me faz sentir responsável por não ter impedido ou encontrado outra opção, te fazer passar por isso era a última coisa que eu gostaria.

Delineei com meus dedos o selo em sua barriga e pensando o quanto talvez poderia ter evitado isso.

Havia acabado de matar meu melhor amigo, ainda era difícil pensar que Madara chegou a esse ponto. Porém, os meus sentimentos não eram comparados ao que você fez.

Sim, sei muito bem o quanto tudo foi ruim; que ainda era dolorido saber que alguém que compartilhou um sonho comigo preferiu se revoltar contra algo que ele próprio contribuiu. Olhar para minhas mãos, relembrar da guerra que lutei para evitar não era agradável. Me sentia de luto, um que fui o responsável.

Mas tudo estava bagunçado aqui dentro, porque nada mais parecia correto. Ainda sim, minhas próprias dores eram pequenas perto do que sabia que você vai passar daqui para frente.

Vão te olhar diferente, julgar pelas costas e teme-la.

Algumas pessoas tentarão te fazer mal, outras irão querer tirar isso de dentro de ti e eu me sinto responsável antecipadamente.

Que droga, Mito.

Sempre soube que você é uma ninja poderosa e excepcional, às vezes suspeito que mais que eu. Entretanto, a partir de agora vou ter medo de alguém querer tirá-la de mim; detesto esse tipo de sentimento, o de impunidade. Não posso te trancar dentro da nossa casa e te vigiar vinte e quatro horas por dia mesmo querendo, não apenas pelo receio de algo acontecer, mas pela sua presença.

- Hashirama. – Ouvi sua voz ainda baixa e acordei dos meus devaneios. – Para de me olhar desse jeito, está me incomodando.

Acabei rindo e me aproximando mais, sentando ao seu lado. Passei minhas mãos em seus cabelos, me abaixei deixando um beijo em cima do losango lilás.

- Como você sabe que eu estava te olhando? E outra, não posso admirar minha linda esposa? – Perguntei, e ela abriu os olhos.

Se levantou, olhando para o próprio corpo coberto por uma faixa que deixava apenas sua barriga a mostra. Suspirou pesado, me encarando novamente. Pareceu pensar nas palavras que iria dizer enquanto seus olhos verdes buscavam alguma resposta nos meus.

- Eu posso sentir, agora com a Kyuubi parece que ganhei o poder sensorial. Mas não é por isso que percebo as coisas, Hashirama. Te conheço muito bem. – Me deitei em seu colo como sempre fazia para me acalmar. – Não deve ter sido fácil matar seu melhor amigo, sinto muito. – Suas mãos foram para meus cabelos, afagando levemente e eu respirei fundo. Mito fez aquele sacrifício enorme e ainda se preocupava comigo?

- É difícil pensar que nós dois compartilhávamos o mesmo sonho. O Madara foi para mim um presente divino em um período de guerras. Quando éramos crianças, achávamos que era possível mudar tudo. Mas vejo que isso teve um preço alto demais...meu sonho teve um custo maior do que imaginei. – Naquele momento todo o entendimento do que aconteceu caiu sobre mim, acabei deixando algumas lágrimas rolarem. Abracei as pernas da minha esposa me sentindo quase uma criança novamente.

- Querido. – Sua voz era suave, como sempre. – Eu sinto por você ter tido que fazer esse sacrifício, sei que ele era alguém importante em sua vida...até demais. Porém, nós somos formados de escolhas. Você teve a sua e Madara a dele. Infelizmente os caminhos que decidiram traçar são diferentes, e está tudo bem. – Passou a mão em meu rosto, limpando onde estava molhado. – Não queria que tivesse sido trágico dessa forma, e posso imaginar como deve ser ter as mãos sujas de sangue do seu melhor amigo. Mas meu amor, lembre-se que independente do que for, aconteceu da maneira que o destino quis. Não foi errado defender o que acredita, algumas de nossas escolhas são difíceis e tem uma consequência. Irá doer, todos os dias...mas estarei aqui para ajudar que isso cicatrize um pouco mais rápido. – Olhei para cima, observando o rosto bonito que Mito tem e isso me acalmou. – O importante é se recordar de quando vocês possuíam o mesmo sonho e deixa-lo vivo em sua memória e em seu coração. E serve também para o Madara.

- Me sinto um egoísta. – Me levantei, sentando em frente a ela. Segurei em suas mãos e respirei fundo. – O sacrifício que você fez, sua vida está diferente a partir de agora. Não quero que sofra e...- Os dedos dela foram para os meus lábios, ouvi uma risada baixa e olhei confuso.

- Hashirama, eu fiz uma escolha. Acima de nós, tem a minha vida como ninja. Meu dever com a vila era protege-la, e eu farei isso, não me importando o que isso me acarrete. – Acabei abaixando a cabeça por saber que ela estava certa. – Eu era a única capacitada para fazer aquilo, sei que sou forte o suficiente para carregar uma besta dentro de mim e está tudo bem.

- Eu me sinto tão imaturo perto de você, acho que a minha fama deveria ser passada para a minha esposa. – Mito acabou rindo, se mexeu sentando-se entre as minhas pernas. – Mas me preocupo com seu bem-estar. Não quero que sofra por causa dessa escolha.

- Querido, a última palavra que você disse: Escolha. – Passou as mãos em meu rosto, me encarando do jeito sério e repreensivo de sempre. – Por mais que seja meu marido, quem tem a última palavra sobre minha vida sou eu. E nada que fizesse poderia ter mudado a minha decisão.

- Sei disso, conheço a esposa que tenho. – Mito sorriu para mim, pegando minhas mãos e deixando um beijo ali. – Me perdoe, mas é inevitável não me preocupar.

- Sim, eu sei que você vai se preocupar por qualquer bobagem e se deprimir com elas também. Confie em mim, querido...está tudo bem. E mesmo se não estiver, nós daremos um jeito. – Se acomodou em meu colo, deixando um beijo rápido em meus lábios. – Em algo você precisa concordar. -Olhou para o próprio corpo. – Fiquei sexy com esse selo aqui. – Acabamos rindo, do mesmo jeito de sempre. Era bom vê-la assim.

- Você é sexy de qualquer jeito, raposinha. – Recebi um olhar curioso, mas foi acompanhado de um tapa em meu braço. – Ai, Mito!

- Não ouse me chamar assim mais, Senju Hashirama. – Ficou emburrada, mas obviamente que eu não deixaria passar.

Forcei meu corpo para a frente, ficando agora por cima dela. Segurei suas mãos na altura de sua cabeça e abri um sorriso.

- Raposinha. – Deixei um beijo no pescoço dela. – Raposinha. – Outro, mas dessa vez sua bochecha. – Raposinha. – O último foi nos lábios.

Acabei começando a rir do olhar bravo que me lançou, definitivamente eu sabia aonde estava me metendo ao provoca-la dessa forma, porém, não posso dizer que era ruim. Pelo contrário, amava vê-la “bravinha”.

- Hashirama! Não começa! – Ralhou comigo, e quanto mais fazia isso, mais eu dava risada. – Vou te prender com as minhas correntes!

- Tentador, raposinha. – Mordi seus lábios e percebi que ela ficou arrepiada. – Podemos tentar.

- Eu vou te bater, Hashirama! – Reclamou novamente, mas começou a rir em seguida. Dando a mesma gargalhada gostosa de sempre. – Kami-Sama, querido, que apelido horrível.

- Não achei horrível, pelo contrário. – Soltei suas mãos apesar do receio de começar a apanhar. – Combinou com você. Assim como os nove rabos irão combinar também. – É, acho que fui longe demais. Mito me empurrou para o lado, me dando alguns socos em meu braço e foi inevitável não rir mais uma vez.

Ao final daquela brincadeira, estávamos sobre nossos lençóis abraçados aproveitando algo que gostávamos de fazer sempre: Ficar unidos antes de dormir.

Se eu dissesse que estava bem, que a situação não me magoava, estaria mentindo. Perdi o meu melhor amigo e minha esposa fez um grande sacrifício; a culpa ainda pairava sobre mim e infelizmente demoraria para cicatrizar.

Entretanto, encarar os olhos verdes que me traziam o conforto que sempre busquei em outros lugares para acalentar minhas dores. Madara havia sido de fato um presente divino para mim, e sempre será. Estará vivo em minhas memórias e em meu coração, mesmo com tudo que aconteceu.

Sua morte possivelmente nunca seria superada, assim como a ausência.

Mas agora percebo que tenho a sorte de ter outra benção em minha vida...e ela se chama Uzumaki Mito.

Ou no caso, a minha raposinha.

10 de Março de 2018 às 02:36 2 Denunciar Insira 5
Fim

Conheça o autor

Hasashi Rafaela Faço estágio de Scorpion nas horas vagas, principalmente quando Plano Terreno precisa de salvação. Tenho sangue Uzumaki e dou aula de como lidar com Senju Cretino, interessados chamar no probleminha. Apaixonada por Mortal Kombat e a mama da igreja HashiMito.

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Margot Sorensen Margot Sorensen
ME FODE MESMO RAFAELA caralho eu to chorando mas tô aplaudindo demais OLHA QUE COISA LINDA MANO DO CÉU
14 de Agosto de 2018 às 21:45
Danielle Botelho Danielle Botelho
Awnttttt... Foi muito fofo, Rapha!!! A história passou todos os sentimentos: preocupação, alegria, saudades, a leveza da brincadeira. Eu adorei. Acho que essa raposinha é muito brava viu? kkkkkkk Passei a amar HashiMito. Bjosssss Dani
9 de Março de 2018 às 22:21
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