wesleydeniel Wesley Deniel

Hanzo Hashima agora vivia isolado. Sem fazer ideia de como chegara à abandonada ilha de Miyake, seus dias eram de vigília e luta contra um ambiente mortífero ao seu redor. E, claro, contra sua própria mente. Vivendo cada dia como o anterior e também o último, tudo o que desejava era coragem para partir, fosse como fosse. Mas de certas prisões talvez seja impossível se escapar.


#3 em Conto Todo o público.

#sobrenatural #mistério #morte #psicológico #solidão #loucura #medo #perigo #japão #sobrevivência #ilha #coragem #isolamento #assombrado #isolado #desafio-de-escrita #sobreviventedailha #névoa
Conto
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Miyake Jima

Hanzo Hashima não conseguia respirar. Despertou sentindo-se sufocado em seu catre, as mãos agarrando a garganta num gesto inconsciente, como se tentasse se livrar de alguém que o estivesse estrangulando.

Quando fora se deitar, no começo da noite, o ar estava pesado, com aquele fedor sulfuroso que nunca ia embora, mas era respirável. Agora Hanzo seria capaz de implorar por aquele mau cheiro. Sua cabeça doía; se seu corpo não tivesse se encarregado de acordá-lo, talvez não houvesse uma história a ser contada aqui.

Tateou, desesperado, a mesinha toda embolorada junto à cabeceira, em busca de sua máscara de gás. Seus olhos ardiam e, por um momento, fora tomado pelo pavor de não se lembrar quando havia abastecido o cilindro de oxigênio pela última vez no pequeno hospital. Teria sido na tarde anterior?

Era o lugar. Mexia com sua mente. Tinha a memória fraca e vinha notando que ela se deteriorava a cada dia, mas aquele seria um erro terrível, um que podia custar sua vida.

Enfim sentiu o desagradável metal gelado que conectava sua máscara ao tubo meio carcomido que ia até o cilindro. Meteu-a no rosto, girou uma válvula e, graças a Fujin, o ar puro invadiu seus pulmões.

Bendizendo todos os deuses, respirou fundo até que sua mente se desanuviasse. Então sentou-se no catre e passou a pensar no que teria falhado: seus filtros? O velho gerador? Os próprios miolos, que o permitiram adormecer sem ter checado os equipamentos?

É bem possível, pensou, ajustando as correias da máscara na nuca. E se foi isso? O que esquecerei numa próxima vez?

Ergueu o tanque de oxigênio que metera numa bolsa velha, com um protesto de suas costas e saiu. As luzes, abençoada fosse Amaterasu, se acenderam quando alcançou o interruptor. Hanzo subiu devagar a escada e destravou a pesada escotilha de aço.

Na superfície, o silêncio era perturbador. Não havia um só grilo cricrilando ou coruja piando; somente o vento sacudindo os galhos secos da floresta morta.

O sono passara completamente. A ideia de esperar até o amanhecer para checar o suporte de vida era inconcebível. Após uma minuciosa revisão (deveria tê-la feito antes, a mente insistia em censurá-lo), viu o problema: um duto corroído na ventilação. Mais tarde, visitaria a cidade, atrás de materiais.

Quando tomou a trilha no sopé da pequena colina, o dia já raiava. Outro dia cinzento numa vida sem maiores propósitos que não fosse sobreviver.

Hanzo achou que não faria mal ir antes até a praia, ver se seu sinal de S.O.S, feito com pedras vulcânicas, continuava intacto.

A fogueira deve ter-se apagado. Se é que a acendi.

De fato, Hanzo sequer havia feito uma. A madeira reunida jazia empilhada junto às árvores retorcidas. Mas o pedido de socorro ao menos permanecia lá.

Tão inútil quanto uma carroça sem bois, imaginou. Quem você espera que veja isso? A névoa que se espalhava muito acima da praia em fumarolas rodopiantes, cobria tudo. A ilha não era mais que um borrão, em toda direção por onde olhava.

Hanzo fitou o velho barco coberto de líquens, tombado no final do ancoradouro. Quantas vezes seus nervos arruinados não o tinham impelido a simplesmente lançá-lo à agua e tentar a sorte com o mar?

Vá embora. Ao menos morra com um pouco de honra, tentando.

Certo. Até onde poderia chegar, o nevoeiro toldando sua visão não muito além de seis ou sete metros adiante?

Até as escarpas, com um pouco de sorte. Os fantasmas escuros de um sem número de embarcações, com cascos fendidos pelas rochas riam dele. Ou era o que sua cabeça lhe dizia.

Havia quanto tempo que não via o sol? Aliás, outras ótimas questões eram quando e como chegara ali.

Quando você morreu, sussurrou a vozinha da loucura lá no fundo de suas engrenagens. Hanzo enxotou-a como a um mosquito.

Que, por sinal, também não existem aqui, já reparou, Hanzo?

Reparara, sim, é claro. Nada vivia ali, com excessão (supostamente) dele. Subiu o caminho de volta de cabeça baixa, sem se deixar levar por pensamentos extravagantes. A fome agora era maior que eles.

Hanzo passou pelo trieiro que ia até a boca de concreto do bunker. Era hora de fazer compras.

A vila ficava a uns dez minutos de seu refúgio, e, inexplicavelmente, tinha sempre o que oferecer, como se tivesse sido abandonada há um ou dois dias. A não ser, lógico, por um calendário que vira certo dia, no mercado de peixes, e que tinha o ano de 1945 estampado sob uma fotografia manchada do venerável imperador Hirohito, sentado atrás de uma mesa com o mapa mundi tomado por miniaturas bélicas.

Hanzo evitava passar pela loja. Se seus cálculos não o enganassem, 1945 ficara num passado distante. Aquele maldito calendário estava errado! Tudo ali era terrivelmente errado. Miyake Jima era uma ilha amaldiçoada. Todos lá precisavam usar máscara, para começar. O monte Oyama, seu maior vulcão, expelia dióxido de enxofre regularmente por suas várias caldeiras há séculos.

Mas isso não impedia seus velhos moradores de permanecer aqui. Onde estão agora?

Olhou para o avião Mitsubishi A6 Zero, destroçado sobre o telhado de uma casa do outro lado da rua e estremeceu. Era outra coisa que sempre buscava evitar, ainda que não soubesse a razão.

— Sorte tudo estar vazio — disse ele para o avião. O som da própria voz soando de maneira estranha. Passava dias e dias sem falar. Se começasse a matraquear sozinho, seria outro passo rumo à insanidade.

Mas pensar loucuras o tempo todo, pode, certo?

— Calado!

Foi até a mercearia local e, outra vez, apanhou uma sacola de vime e pôs-se a enchê-la com garrafas de água e mantimentos enlatados. Nunca que se atreveria comer dos peixes ou frutas expostas àquele ar pestilento.

No bunker, preparou o arroz, abriu uma lata de atum e outra de cenouras em conserva. Pôs um disco de Tokkoutai Bushi, chamado "Vento Divino", que era como um hino de despedida dos pilotos kamikaze durante a Segunda Guerra, e que, por algum motivo o deixava emocionado sempre que o ouvia. Comeu devagar, murmurando sua melodia.

Estava satisfeito, o ar era limpo novamente. Tão puro que se permitiu acender um cigarro. Era feito a mão e fora encontrado em uma bonita caixa de laca. Havia parado de fumar no mundo antes da sepulcral Miyake Jima, mas agora já não fazia diferença. Iria morrer ali – se já não o estivesse –, então, que se danasse.

Terminou o cigarro, tossiu, deu um suspiro e foi contemplar sua corda na viga acima do fogareiro.

Enforcar-se não era uma maneira muito honrada de morrer, mas ele não possuía uma wakizashi nem um companheiro para decapitá-lo depois de esventrar-se, então a corda teria de servir.

Colocou a no pescoço, sorriu com desdém de si próprio, olhou para a máscara de gás, enojado, e disse a ela que apodrecesse. Se tinha de partir, seria em seus termos, não envenenado aos poucos.

Deixou um dos pés pender de cima do banquinho... Parou. Tirou com raiva a corda do pescoço, colocou a odiosa Parafernalha no rosto, o cilindro nos ombros a tiracolo e foi para a praia.

A corda já devia estar gasta de tanto roçar em sua barba por cada vez que subira naquele banquinho e contemplara o fim.

Não pensou muito mais naquilo, só caminhou até o barco no cais, empurrou-o na água, encaixou seus remos e partiu, chorando.

Remou por horas, desviando-se das rochas, rumo ao grande vazio. Quando suas forças acabassem, se deitaria no chão do barquinho e dormiria. Que a morte o apanhasse nos sonhos, se quisesse.

— Venha me buscar — disse Hanzo entredentes. — VENHA! PARE COM SEUS JOGOS!

Logo a exaustão o fez largar os remos. Venha, venha...

Mirou o firmamento, desafiador. Para seu espanto, a cortina de névoas se abriu. Um olho... Por todos os deuses, por Buda, o que era aquilo?! Um olho, e depois outro, abriram-se no céu. Hanzo sentiu todo o mundo ser suspenso e o mar se agitar como numa tormenta.

— Feitiçaria! — gritou, sem deixar de encarar aquele assombro. — Eu não acredito em feitiçaria!

Mas parecia crer, sim, pois cobriu os olhos com as mãos quando tudo se agitou como no dia em que seus criadores voltariam para reclamar novamente o mundo.

Uma voz de trovão – ainda que de tom estranho (quase infantil) – se fez ouvir:

— Veja, Yuri... Acho que ele estava tentando fugir de novo!

— Bonitinho! — respondeu Yuri, a voz de um jovem que não escondia muito bem seu desinteresse.

Apesar do nome estrangeiro do rapaz que agora também surgia no céu, Hanzo podia entendê-los.

— Nunca me canso de observar este aqui.

— Deixe-o quieto.

— Ah, tudo bem... Vamos reiniciar.

— Boa ideia — disse Yuri. — Volte ele na prateleira antes que o vovô te pegue brincando com seus globos, Katioska.

A entidade chamada Katioska afastou os olhos e Hanzo viu claramente o semblante curioso de uma menina sapeca.

— Ei... Quem são vocês?! — gritava Hanzo Hashima, pasmo, sacudindo um remo em protesto contra o céu. — Que lugar é...

Então o mundo se apagou. As duas entidades se foram e o mar se acalmou.

Hanzo sentia-se tonto. Seu corpo foi ao chão e tudo deixou de ter importância.

Quando despertou, sabia Buda quanto tempo mais tarde, estava outra vez em seu catre, dentro do bunker onde talvez seria sua eterna morada.

— Não... NÃO! — mas as palavras se confundiam em sua mente e logo deixaram de ter significado.

Com um novo dia pela frente, o morador daquele estranho globo apanhou sua máscara de gás, o cilindro, e retomou a vida.

Ad aeternum.

12 de Junho de 2023 às 10:59 56 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Wesley Deniel Meu nome é Wesley Deniel, e tenho uma mente cheia de fantasmas. Pelos últimos 20 anos eu tenho vagado pelos recônditos mais escuros deste e de infinitos outros mundos e trazido desses lugares de insondáveis terrores os pesadelos que compõe minhas obras. Embora escreva todos os gêneros e esteja aberto a qualquer desafio, é no horror e no terror que permito que alguns desses fantasmas ganhem força o bastante para atravessar para o nosso mundo.

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Ariel Souza Vergueira Ariel Souza Vergueira
Cara, que barato mais daora! Adoro esses bagulhos que bugam a mente e essa aqui, além de muito bem escrita, bugou o meu totalmente!!!
Francis Henrique Soler Francis Henrique Soler
Fascinante, colega. Se me borrei com aquela da paralisia do sono, estou intrigado com essa, de verdade. Toda essa aura de isolamento, mistério, e essas criaturas titânicas, é um senhor segredo o que criou!! Amo obras que tratam do oriente e que fazem nossas mentes voarem por seu folclore incrível e você aqui entregou tudo isso! Já tem um fam aqui pode ter certeza.
May 25, 2024, 08:30
Alfredo Herculano Alfredo Herculano
Muito interessante, mano!
May 11, 2024, 11:38
Rodolfo Damasceno Rodolfo Damasceno
Cara, é sempre uma experiência surpreendente ler você. Seja ficando horrorizado, seja me emocionando ao ponto de chorar ou rir até não poder mais, mas é sempre uma surpresa e um prazer!!! Que conto! Como nos prende fácil. A magia de seja o que estiver acontecendo com Hanzo é assustadora e me faz querer mais. Li alguns comentários que outro conto seu é um tipo de continuação desse, o que passa na Rússia né? Já vou pular pra ele, não vai ter jeito! A proposta e a qualidade são tentadoras!!
May 10, 2024, 08:50
Eleuses Samer Trevisan Eleuses Samer Trevisan
Que tema intrigante você nos propôs. Ao nos arrastar para junto de Hanzo, em sua solidão, desespero por compreensão e luta por manter-se vivo nesse ambiente inóspito, não há quem não queira saber desse mistério! Ainda mais quando entram forças maiores na trama!! Deixo meus parabéns! Um ótimo conto!
April 28, 2024, 08:42
Natália Laje Santori Natália Laje Santori
Já vi que manda bem em qualquer tipo de estória! Super intrigante essa aqui!
April 20, 2024, 07:58
Jéssica Alvarenga Jéssica Alvarenga
Muito interessante esse mundo em que inseriu nosso pobre Hanzo. Ele está numa espécie de limbo? Que clima sombrio e opressivo. Me fez sentir lá, presa com ele naquela ilha. Parabéns! Li uma outra obra tua, curta mas boa o bastante para começar a pesquisar seu trabalho. Uma sobre Neil Gaiman... Depois vi que seu campo é o terror. Adoro terror apesar de ser meio medrosa rsrsrs Parabéns! Vou ler mais 🥰
April 19, 2024, 04:50
Gerson Abadia Gerson Abadia
Cara, você manja muito de como nos levam para os lugares mais surreais!!! Conto incrível. Incrível!!!
April 14, 2024, 10:46
Rômulo Silvério Dantas Rômulo Silvério Dantas
Muito boa, mano! Essa desolação, solidão e pra coroar, um mistério! Ficou de mais!
April 13, 2024, 13:14
Raissa Amarantes Raissa Amarantes
Que demais! Adoro essas pegadas sobrenaturais!
April 11, 2024, 02:45
Juliano Ramos Silva Juliano Ramos Silva
Cara, tô só que encontro outras histórias suas!! Eu fico de olho no terror e esqueço de dar uma conferida nas outras categorias.... Essa aqui mesmo, muito boa!!!
April 09, 2024, 11:15
Nicole Clarke Nicole Clarke
Muito interessante, Wesley. Adoro esses mistérios sobrenaturais. E amo cultura japonesa, apesar da história não se focar nela.
April 01, 2024, 11:01
Diego Luna Diego Luna
Fascinante em seu mistério! Dá pra sentir algo errado naquilo tudo.Mas nada me preparou para esse final [que não me soa como um fim definitivo] e quem são aquelas criaturas cósmicas?!?! Muito bom! Marca sua já.
March 25, 2024, 08:17
Bernardo Guimarães Costa Bernardo Guimarães Costa
Incrível colega! Essa é curta, mas cheia de camadas de mistérios. Há uma melancolia na vivência solitária de Hanzo naquele estranho lugar parado no tempo. E claro que fiquei extremamente empolgado quando notei uma ponta de horror cósmico, mesmo mais sutil. Outra obra que dá o que pensar e me faz querer ler sem parar seu trabalho!
March 24, 2024, 11:38
Alice Parintins Alice Parintins
Muito intrigante. Você escreve em vários gêneros pelo que vi. Isso é incrível, porque as histórias são fantásticas independente qual for. É um don que eu queria ter! Espero um dia ter! Por enquanto só arrisco umas fics, mas quero me aventurar num suspense qualquer hora. Parabéns, fiquei realmente surpresa. E cheia de perguntas rsrsrsrs
March 19, 2024, 08:59
Aline Smith Aline Smith
Como vc bola essas coisas migo?! Ficam muito boas! Super original, impensável. Eu amo!!!
March 15, 2024, 09:54
Dean Montes Dean Montes
O sobrenatural em sua melhor forma!
March 06, 2024, 02:37
Donovan Carneiro Freitas Donovan Carneiro Freitas
Que viagem velho! É um lance meio MIB, sei lá. Meio horror cósmico. Eu simplesmente adorei o clima que você criou para fazer da vida de Hanzo um inferno! E eterno!!!! Parabéns Wesley, foi um dos contos que mais curti nos últimos nem sei quanto tempo!
March 04, 2024, 08:58
Tyler Moore Tyler Moore
Caracaaaa meu camarada! Que conto foi esse?! Isso foi simplesmente inacreditável Wesley! Surreal é a palavra. É um domínio em contar uma história curta e incrível que poucas vezes eu vi, tanto aqui quanto em muito livro famoso de gente grande, se me permite. Mas não se sinta menor porque nem sempre essa tal gente grande tem o dom que alguém ainda não "encontrado". E eu espero muito que as tuas histórias ganhem o mundo cara. Pra valer!! Parabéns! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
February 26, 2024, 09:09
Lia Goes Lia Goes
Meu vai e vem no Inkspired sucede em encontros incríveis, como no seu caso. Escritor Wesley Deniel. Fui obrigada a usar adblock para poder ler com fluidez as histórias por aqui. Mas se vocês autores ganham algo com anúncio, me avise que desativo para não perderem seus ganhos. Penso em publicar aqui, e seria um privilégio ter sua opinião sobre isso, se vale a pena, dado seu tempo na plataforma e reconhecimento alcançado por mérito próprio. Parabéns, você é talento puro.
February 18, 2024, 00:57

  • Wesley Deniel Wesley Deniel
    Olá ! Seja muito bem-vinda ao meu humilde gabinete dos horrores ! 😊 Obrigado por sua leitura, prestígio e pela preocupação. De verdade ! É muito importante para nós escritores(as) receber suas impressões. Nós só existimos por vocês. Sem a gentileza e o apoio de vocês, não creio que haveria muito sentido em passar meses, às vezes, debruçado sobre uma história, pesquisando, escrevendo, revisando, criando capas... Então, de verdade, muito obrigado ! 😊 E pode usar o Adblock tranquilamente. Por enquanto, ao menos eu, não recebo nada. Minhas histórias estão todas gratuitas, tanto as escritas quanto as narradas em canais de áudio-livros no YouTube. Por mais que já esteja na estrada há anos, foi só de uns cinco pra cá que passei a publicar o que escrevo. Então ainda estou na fase de amealhar meu público leitor ! Será uma honra tê-la em minhas obras ! Espero que se divirta, se emocione e se choque com meus pequenos pesadelos. 🙂 Fique com Deus ! 🙏🏻 February 18, 2024, 01:25
  • Wesley Deniel Wesley Deniel
    2 Quanto a publicar na plataforma, eu recomendo apenas pelos amigos e amigas que certamente fará. Aqui tem uma galera genial e muito gentil, comprometida com a escrita, em apoiar uns aos outros sempre. Serve, como te disse, para criar uma base de leitores, criar um nome, o que no Brasil é essencial. Suas histórias tornam-se sua vitrine e isso ajuda muito. Mas para ganhos, nós mesmos que estamos aqui há anos, não vemos nenhum. Tanto que nos falamos sempre, pensando no próximo passo, pois a plataforma não se importa em ter contato com editoras, por exemplo, em criar um berço de autores(as). O dono está bastante confortável, pelo jeito, usando nossas histórias como lenha para sua fornalha e ganhando com anúncios. Mas eu meio que já aceitei isso aqui. Os amigos, o reconhecimento, são mais importantes. Um dia levarei minha obra para outros lugares mais interessados de verdade na literatura. Até lá, aqui vem sendo tranquilo para mim. Esteja em paz. 🙏🏻😊 February 18, 2024, 10:26
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