Grávidos Seguir história

hime-chan_ Hime-chan

Por mais que Sakura tivesse uma vida conturbada desde a sua infância, jamais esperava engravidar de seu ex-melhor amigo após uma noite da qual ela sequer lembrava totalmente. Mas havia acontecido. Agora, teria que lidar com os novos e antigos sentimentos que aquele fruto traria à tona, além de problemas não-resolvidos de seu passado, pondo não só sua vida em risco, mas, também, a de todos que permanecem à sua volta.


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#Gravidez Inesperada #Sakura Haruno #Sasuke Uchiha #SasuSaku
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Capítulo I: Como tudo começou.

O som agudo do despertador fazia minha cabeça zunir e rodopiar, como se eu estivesse em um carrossel, girando lenta e tortuosamente. Eu queria muito abrir meus olhos, mas minhas pálpebras pareciam pesar como chumbo.

O que havia acontecido?

O barulho irritante cessou tão repentinamente quanto surgiu e, em seguida, o colchão macio afundou bem próximo ao meu corpo. Alguém se mexia ao meu lado... Alguém? Espera, como assim?

Em uma velocidade quase anormal para o meu corpo debilitado, sentei ereta. Meus olhos se abriram rapidamente e pude sentir um incomodo absurdo quando os raios fortes e majestosos de sol me segaram por vários instantes. A luz adentrava livremente pelas janelas escancaradas do quarto que, por um acaso, não era o meu.

Tentei focar em alguma parte mais sombreada do cômodo antes que minhas retinas entrassem em combustão espontânea. Pisquei repetidas vezes. Pontos negros dançavam por minha vista, me deixando ainda mais tonta do que anteriormente. Fitei a organização exagerada e os desenhos espalhados pela parede à minha frente. Eles não me eram completamente estranhos... Aquele era o quarto do Sasuke?

Sim, aquele era, definitivamente, a droga do quarto do Sasuke. Fodeu.

Cacete! – murmurei. – Caralho! Mil vezes merda. Puta. Que. Pariu.

Como não ficar chocada quando você está completamente nua na cama de um semi-desconhecido? E para completar com ele, também nu, estirado ao seu lado.

Ei, dá pra fazer silêncio? Minha cabeça ta doendo. – resmungou aconchegando-se mais às cobertas, ainda em estado de sonolência.

Cacete. – xinguei baixinho.

Rezei ardentemente para todos os deuses que conhecia. Tudo que eu menos queria e precisava naquele momento era acordá-lo.

Levantei sentindo uma vertigem ainda mais potente tomar meu corpo de forma repentina. A vontade de regurgitar tudo, que até o momento, habitava meu estomago sensível era quase dominante. Apoiei-me na parede com as mãos espalmadas, inspirando e expirando de forma lenta, com os olhos fechados. Isso quase sempre funcionava, nem que fosse por alguns instantes.

O mais silenciosamente que pude, ainda vendo alguns poucos pontos pretos piscando vez ou outra, comecei recolher as peças de roupa espalhadas por todos os cantos do lugar.

Droga! – xinguei ao ver o trapo rendado no chão. Trapo esse que antes se tratava de uma calcinha. – Mas que merda! Era a minha favorita... – o muxoxo alto deixou meus lábios antes que eu pudesse o conter.

Ouvi o som grave e leve de uma risada contida.

Uma risada masculina.

Merda!

Com os olhos comprimidos e o corpo encolhido em uma inútil tentativa de me esconder, girei cento e oitenta graus, voltando as minhas rezas, agora, mais arduamente do que há instantes atrás.

Pude notar duas coisas em seguida:

A primeira é que, definitivamente, os deuses não tinham dó desse medíocre ser humano de cabelo rosa que eu sou. Sasuke estava muito bem acordado, deitado em toda sua glória, coberto apenas sobre o seu pau com um lençol. Um sorriso sacana se repuxava em seus lábios finos enquanto me analisava intensa e minuciosamente.

A segunda, bem, é que eu ainda estava completamente nua!

Vira! – gritei com a voz mais esganiçada que o normal. Um rubor que daria inveja à Hinata tomou meu rosto e colo. Eu simplesmente queria morrer naquele minuto. – Vira agora, seu pervertido!

Novamente uma risada escapou de seus lábios e, como se quisesse me deixar ainda mais envergonhada, virou-se de costas, permitindo que o tecido negro do lençol escorregasse, o deixando completamente descoberto.

Por poucos segundos pude analisar seu traseiro branquinho e carnudo, perfeitamente arredondado. Caralho! Se eu não estivesse em uma situação totalmente constrangedora e se ele fosse alguém mais intimo eu, sem duvidas, o apertaria com muito gosto.

Ignorando meus pensamentos que acreditei serem nada coesos, me vesti de forma desajeitada, o mais rápido que pude, guardando o pano rasgado no bolso dos meus jeans. Jamais deixaria uma peça intima atirada ali, a relento. Aquilo seria como dizer um “Me ligue para combinarmos uma próxima rodada de sexo, não quero que se esqueça da nossa transa fantástica da qual eu nem me lembro”. Seria o fim.

Dei mais uma olhada para a cama antes de sair em disparada do quarto, batendo a porta com tudo.

Aquilo, simplesmente, não podia estar acontecendo. Ou melhor, não devia ter acontecido.

Ohayo, Sakura-chan! – Naruto gritou me olhando estranho. – O que estava fazendo no quarto do teme? – perguntou inocentemente.

Às vezes eu agradeço por um dos meus melhores amigos ser tão inocente.

Caralho Naruto! Não grita! Minha cabeça parece que vai explodir. – resmunguei, desconversando.

Naruto não podia e nem precisava pensar na hipótese de eu ter transado com o seu melhor amigo.

Sakura! Espera! – Sasuke, agora semi-nu, escancarou a porta de seu quarto.

Ignorando o Uchiha, corri direto para a porta, pegando minha bolsa jogada sobre o sofá da sala no caminho, e saí correndo, sem nem ao menos deixar o Uzumaki questionar mais uma vez sobre a situação. Eu estava atolada na merda se ele soubesse daquilo.

Sakura-san! Ohayo! – desejou o velhinho porteiro dando-me um sorriso meio banguela.

Praguejei mentalmente. Maldita seja à hora em que dei conversa á ele enquanto esperava por Naruto na semana passada.

Ohayo Ebizo-san! Como está a Chiyo-san? – perguntei o mais educadamente que minha irritação e dor de cabeça permitiam.

Vai bem! Ela me pediu que quando a visse lhe entregasse isso, ela disse que costumava usar bastante quando estudava medicina e poderia te ajudar. – disse me entregando um livro grosso e bastante antigo.

Arigatou, diga a ela que mandei lembranças.

Voltei a correr quando avistei Sasuke terminando de descer o ultimo lance de escadas, agora vestido, e só parei quando já estava distante o bastante do prédio em que moravam. Me apoiei na parede de tijolos atrás de mim, tentando inutilmente normalizar minha respiração completamente errática. Um suspiro de alivio deixou meus lábios. Foi por pouco.

Voltei a caminhar, agora me permitindo ir com mais calma. Fui a pé para casa. Eu não tinha carro e nem paciência o bastante para esperar um ônibus, fora que eu não morava longe, a final, todos que frequentam a faculdade de Konoha moram pelos arredores do bairro central.

A cada passo que eu dava meu corpo abrandado reclamava com mais urgência. Eu realmente tinha tomado um porre daqueles! O problema todo era que nunca fui muito fã de beber, o que deixava a situação ainda mais estranha, e aquela amnésia alcoólica não estava ajudando em nada, tudo o que havia acontecido não passava de um borrão indefinido de cores e sons. É claro que às vezes, só bem às vezes, eu tinha meus descontroles com o álcool, eram muito raros, só para constar. Isso só acontecia quando eu ia pra alguma festa com a Ino...

Oh, merda!

Disquei desesperadamente o número da Yamanaka.

Porquinha, me diga que se lembra do que aconteceu na noite passada? – perguntei no exato momento que a Yamanaka atendeu o celular.

Testuda? – a voz grogue da loira indicava que eu a havia acordado de seu sono de beleza.

Não, a sua mãe! – respondi irônica.

Idiota! – resmungou bufando – Você sabe que são duas horas da tarde de um domingo e...

Que seja! Agora fala logo, eu realmente não tenho todo tempo do mundo! – a interrompi ante que ela se estendesse mais.

Ah, caralho, calma ai. – fez uma pausa e, por um momento, achei que ela tivesse voltado á dormir. – Nós fomos pra um bar com o pessoal, você e o Sasuke tomaram tanta tequila que não conseguiam parar em pé, Naruto levou vocês pra casa e, pelo que eu sei, só isso. Por quê? O que aconteceu?

Puta que pariu. Como diabos deixam dois bêbados nas mãos do Naruto... – murmurei para mi mesma, parando em frente ao meu prédio – Ino, por favor, vem pra cá assim que puder.

Pra cá onde? No apartamento dos meninos ou...

No meu. Preciso desligar. Vem logo e traz analgésico. – pedi encerrando a ligação.

Abri o portão com certa dificuldade e corri escada á cima, quase caindo quando cheguei ao terceiro andar. Agradeci pelo quase-tombo não virar, de fato, um tombo. Tudo o que eu menos precisava no momento era sair rolando escada á baixo. Era, no mínimo, irritante aquela merda de falso degrau no fim de cada lance! Aquilo ainda me mataria um dia desses.

Por algum milagre, quando abri aquilo que eu chamava de apartamento, tudo estava em perfeita ordem. Provavelmente Hinata devia ter passado por ali mais cedo e sentido pena do pobre ser que eu sou. A namorada de Naruto, também uma das minhas melhores amigas, sabia o quão puxado eram os meus horários, por isso costumava me ajudar como podia. Ela era meu anjo da guarda.

Fui diretamente para o banho, ligando o chuveiro em uma temperatura agradável o bastante para relaxar meu corpo exausto.

Pensa Sakura, pensa! – resmunguei com a cabeça apoiada na parede forrada de azulejos brancos – Pelo menos vocês usaram camisinha? – forcei meu cérebro, tentando, inutilmente, lembrar de algo.

Mas eu sabia que não lembraria tão cedo.

Amnésia alcoólica é algo complicado. As memórias do antes, durante e pós porre são fragmentadas e trancadas por uma barreira que somente pode ser quebrada quando passamos por situações semelhantes. É, basicamente, como ter vários déjà vus.

O real problema de toda essa situação era que eu não queria passar por ela de novo. Por mais que eu quisesse tirar a prova de que Sasuke era aquilo tudo que falavam, a final, quem não ouvira falar que o Uchiha é um Deus do sexo?

Sacudi a cabeça mandando aquelas imagens dele, completamente nu, deitado sobre a cama naquela manhã, para o abismo do esquecimento. Obviamente eu não posso negar: ele é um deus grego. Mas ele é o melhor amigo do meu melhor amigo e, por mais insatisfatória que fosse, tinha uma namorada, então, o mais prudente a se fazer é esquecer tudo, assim que eu lembrar é claro, e agir como se nada tivesse acontecido.

Desliguei o registro e me enrolei em uma toalha felpuda, parando em seguida em frente ao espelho para poder, finalmente, observar o estrago.

Testuda! Onde você ta? – perguntou Ino, provavelmente entrando na casa.

Fiz uma nota mental para trocar o esconderijo da chave reserva e comunicar apenas à Hinata. O que seria de mim se Ino ou, até mesmo, Naruto pudessem entrar no meu apartamento assim, sem mais nem menos?

Banheiro. – respondi apenas, focando em tentar desembaciar o espelho.

Caralho garota! Foi atropelada por um caminhão? – exclamou parando ao meu lado. Naquele momento minha auto-estima caiu para o centro da terra. – Que chupões são esses? Quem foi o boy que te pegou de jeito? Eu jurava que você tinha ido pra casa dos meninos e...

Eu transei com o Sasuke.

Ino arregalou os olhos, abrindo e fechando a boca diversas vezes antes de conseguir formular algo coerente em sua cabeça de loira oxigenada.

Foi bom?

Porra!

Eu esperava todo o tipo de sermão e xingamento, mas ela me perguntava isso? Oi?

Yamanaka porca! Se liga! Eu transei com o melhor amigo do meu melhor amigo! – gesticulei apavorada. Só naquele momento eu me dei de conta em o quanto estava fodida. – Eu trepei com um cara que tem namorada! Puta que pariu! E ele frequenta a porra da mesma roda de amizade que eu! Eu nunca mais vou conseguir ter uma conversa normal com ele sem lembrar que nós fodemos loucamente e eu ele, não lembro como, rasgou a porra da minha calcinha favorita! – surtei. – E sabe o que é pior? Eu não me lembro de nada, nem se usamos camisinha e eu to na droga do período fértil! – gritei sentando sobre a tampa do vaso sanitário.

Caralho! Eu já tinha ouvido falar que o Uchiha é selvagem, mas nunca pensei que fosse pra tanto... – a fitei de maneira incrédula e ela pigarreou, parecendo dar-se de conta de que aquele não era o momento certo para brincadeiras. – Sakura, calma. – disse suspirando – Toma os analgésicos e descansa um pouco, se acontecer de vocês não terem usado camisinha você toma a pílula do dia seguinte e resolvido.

Como eu vou olhar pra cara dele amanhã? E a Karin?

Olha, relaxa, não adianta ficar se escabelando agora testuda. O que aconteceu, aconteceu. Se for pra dar merda, vai dar. Não tem muito que fazer...

Você está certa – suspirei derrotada.

Mas me prometa só uma coisa... – a loira falou com ar sério – Prometa que vai me contar se o Uchiha merece o titulo o qual ele ocupa! Dizem que ele tem a melhor pegada de toda faculdade. – riu me encarando maliciosa.

Ah! Cala boca porquinha! – respondi dando uma tapa em seu ombro.

Como eu sou uma boa amiga, vou fazer um lanchinho pra você enquanto coloca uma roupa para vermos um filme. Tudo bem?

Uhum e Ino... – chamei quando ela já ia para a cozinha – Obrigada... Por tudo.

Ah, de nada testa, você sabe que eu te amo... – respondeu atirando um beijo no ar.

Os meus gemidos escoavam pelo cômodo. Era quase impossível contê-los enquanto a língua de Sasuke vibrava avidamente sobre meu clitóris e seus dedos estocavam profundamente na minha boceta, levando-me ao delírio.

Ah! Sasuke... – ronronei erguendo meus quadris a seu favor.

Quando meu êxtase estava próximo, ele parou. Soltei um suspiro frustrado, mas logo sorri satisfeita ao senti-lo traçar um caminho de beijos até meus lábios, atacando-os com uma vontade arrebatadora. Tratei de corresponder com a mesma intensidade.

Nos separamos para que se posicionasse entre as minhas pernas. Um arrepio de antecipação percorreu meu corpo. Logo o vi pegar o pacotinho de plástico metálico e rasgá-lo com os dentes, olhando-me de uma forma selvagem, como se fosse literalmente me devorar. De forma rápida deslizou a camisinha por toda extensão de seu pau.

Apoiou-se sobre seus antebraços deixando seus lábios próximos à minha orelha, mordiscando o lóbulo, deixando-o escorregar lentamente por entre seus dentes. Me provocou esfregando sua glande por minha vulva, posicionando-a em minha vagina.

Agora eu vou foder você como eu jamais fodi outra mulher, Sakura. – sussurrou sensualmente antes de se enterrar com força dentro de mim.”

Acordei em um sobressalto ouvindo o meu celular tocar em algum lugar em baixo das cobertas. Eu estava deitada desajeitadamente com metade do corpo para fora do sofá enquanto Ino ocupava boa parte dele, em uma posição completamente confortável. Aquela porca era espaçosa desde mais nova.

Espreguicei-me, bocejando, e em seguida esfreguei os olhos, agradecendo mentalmente por ter me lembrado de fechar as cortinas antes de ver o filme. Nós simplesmente havíamos apagado na sala.

Porra! – praguejei quando o celular não parou de tocar.

Arranquei indelicadamente as cobertas da Yamanaka a ouvindo resmungar de frio enquanto eu as sacudia. O aparelho caiu sobre o meu pé e eu tive que me conter pra não gritar de dor. Aquilo era um celular ou um tijolo?

Ohayo Sakura-chan! – Naruto falou em seu costumeiro tom alegre – Vai querer carona hoje?

No momento em que eu fui responder um “sim”, uma reprise do dia passado invadiu a minha mente, juntamente com o sonho, ou lembrança, que eu tive pouco antes de ser acordada pelo loiro Uzumaki.

Caralho, Kami-sama, obrigada! Eu usei camisinha! – comemorei aliviada.

Hein? – gritou Naruto de volta, confuso.

Puta. Que. Pariu.

Ah! Nada Naruto! Nada! Esquece! – respondi imediatamente – Obrigada por perguntar mas eu não vou precisar, Ino dormiu aqui e o Gaara ficou de nos levar hoje. – inventei torcendo para que fosse verdade.

Certeza? – murmurei um “Uhum” desejando poder desligar antes que ele fizesse qualquer pergunta relacionada à ontem – Ahm, Sakura-chan, me diz que você sabe o que aconteceu ontem pro teme estar desse jeito?

O que? Que jeito? E-eu não sei de nada... – murmurei afobada.

Ah, ele ta meio esquisito... A Karin chegou ontem e ele nem quis ver ela... E você saiu correndo com aquela cara... – falou. Parecia realmente preocupado. Droga.

Vai ver ele só ta chateado com ela... Ou pode ser a ressaca! Isso, pode ser a ressaca. – menti.

É, você ta certa, deve ser só isso mesmo, te vejo na faculdade. Dattebayo. – disse e em seguida desligou.

Joguei o celular sobre o sofá, quase atingindo a cabeça da loira, que ainda resmungava meio sonolenta. Me atirei sobre o estofado relaxando todo o meu corpo.

Que horas são? – perguntou enquanto bocejava.

Nós usamos camisinha! – falei animada, erguendo os braços para o teto.

Legal, agora, que horas são?

Caralho Ino porca, você não ouviu o que eu disse? Nós usamos a porra da camisinha! – gritei rindo.

Espera ai... – ela arregalou os olhos e me fitou com um sorriso malicioso – Então você lembrou como foi?

Lembrei um pouco... Mas esquece, eu não vou te contar esses detalhes.

Ah! Onegai Sakura-chan... – pediu afinando a voz.

Esquece porquinha, agora vamos nos arrumar, não to a fim de perder a aula com a Tsunade-shishou, nossos primeiros períodos são dela hoje.

Ah, quase esqueci que é segunda... – resmungou automaticamente enchendo-se de mau-humor – Odeio aquela velha... – murmurou soltando um muxoxo antes de ir para o banheiro. – O Naruto vem nos buscar, né? Porque o Gaara começa o estágio hoje e não tem como nos levar...

Então... – comecei já imaginando quantos palavrões Ino conseguiria pronunciar naquele intervalo de tempo entre sair do meu prédio e chegar à faculdade. E eu sabia que seriam muitos, com certeza.

Cacete testa! – a Yamanaka xingou pela enésima vez nos últimos cinco minutos. – Eu odeio a porra da segunda-feira e, pra piorar, você ainda tinha que recusar a merda da carona do baka do Naruto só porque fodeu com o merdinha do... – tapei sua boca apavorada.

Já chega Ino, já chega. – resmunguei contando até dez para não gritar com ela.

Que seja! Mas eu só falei a verdade e, pra variar, eu não estou nem um pouco errada! A final você estava querendo isso, não é? – perguntou com um sorriso sarcástico.

Você está completamente louca! Realmente a água oxigenada não está fazendo bem pro seu cérebro de ervilha porquinha... – falei gesticulando, exasperada.

Olha só testuda, uma pesquisa provou que o álcool não muda os pensamentos e sentimentos de uma pessoa, mas sim a torna mais despreocupada com o que está falando e fazendo. – comentou cutucando o queixo com uma de suas unhas extremamente cumpridas. O sorriso em seu rosto me assustava. – Resumindo: Quando você está bêbado você fala e faz tudo aquilo que normalmente não teria coragem. Então, Haruno Sakura realmente queria foder loucamente com o gostosão do...

Sakura-chan! Ino-chan! – Naruto gritou, interrompendo Ino com a costumeira algazarra.

O sorriso que ameaçava se formar em meu rosto morreu no momento em que me deparei com a figura de Sasuke seguindo o loiro Uzumaki. Meu coração falhou uma batida e, mais uma vez, comecei a rezar.

Sakura – chamou a voz mansa e indiferente, porém, pude notar um toque de receio que me fez tremer na base. – Precisamos conversar.


9 de Março de 2018 às 00:44 0 Denunciar Insira 0
Continua… Novo capítulo Todos os Domingos.

Conheça o autor

Hime-chan ♔Sakura Haruno/Uchiha 2.0; ♔SasuSaku é meu ship eterno, venero esse casal divoso; ♔Apreciadora de K-pop, Naruto e todos os tipos de livros; ♔Gemini amorzinho; ♔Escritora e leitora assídua de putaria; ♔Em um relacionamento sério com Uchiha Itachi.

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