Alguém como você Seguir história

amazzon Gabriela Morello

Para Sakura a primeira vez deveria ser especial. Ela não esperava pelo príncipe encantado no cavalo branco, mas apenas queria que fosse quando ela se sentisse pronta. Depois de ter saído de um relacionamento sem amor próprio de sua parte, ela decide dar nova chance ao seu coração. E quase um ano e meio depois, ela não poderia ser mais feliz. Sasuke e Sakura eram o casal perfeito. Amigos, companheiros, amantes. Além de namorados, melhores amigos. Mas uma conversa descontraída com suas amigas a leva a um questionamento. Porque, depois tanto tempo juntos, Sasuke nunca tocou- a? Contudo, Sasuke irá mostrar à namorada o quanto ela é linda e suas motivações que o levaram a seguir o ritmo da Haruno, apesar de desejá- la fervorosamente.


Fanfiction Para maiores de 18 apenas.

##SasuSaku ##Relacionamento ##Uchiha Sasuke ##Haruno Sakura
12
7.0mil VISUALIZAÇÕES
Em progresso
tempo de leitura
AA Compartilhar

Prólogo

— Obrigada pela preferência, senhor! Vá com cuidado para casa.

O sorriso gentil de Sakura foi a última coisa que o cliente viu antes da porta se fechar. O suspiro cansado dela veio após perceber que aquele cliente era o último a sair do café e que seu horário de trabalho havia chegado ao fim. Arrumou, junto de Karin, o salão principal, limpando mesas, organizando cadeiras, recolhendo o lixo do dia e varrendo o chão.

Quando tudo estava limpo e em seus devidos lugares, as duas amigas entraram pela porta restrita apenas para funcionários. Passaram pela cozinha, cumprimentando o chefe Yamato, e se encaminharam para os vestiários. O expediente tinha sido puxado e tudo que Sakura mais desejava era poder tomar um banho e desmaiar em sua cama quentinha. Retirou o uniforme do trabalho de meio período e colocou o seu uniforme do colégio. O cachecol rosa bebê foi parar no pescoço, já que a noite estava fria.

— Vai precisar de carona hoje, Ka?

— Hoje não. Suigetsu já mandou mensagem dizendo que está me esperando. — Sorriu animada. — Aliás, tem alguém te esperando também.

Sakura se limitou a rir sem graça. Pegou sua mochila de dentro do armário e trancou- o. Karin já esperava por ela do lado de fora e a rosada apenas apagou a luz e saiu. A saída nos fundos dava para um pequeno beco onde também era a lixeira do café. As duas foram em direção a rua principal andando lado a lado e conversado sobre a semana de provas que logo chegaria. Mesmo com o trabalho não sendo tão puxado, ainda ficava um pouco difícil se organizar para estudar.

Estava frio, mais frio do que elas esperavam. Sakura abraçou o próprio corpo com a rajada de vento que balançou seus cabelos trançados e já sentia seu nariz e mãos gelados. A situação da ruiva não estava muito diferente, já que também tinha esquecido o casaco.

Ao chegarem na Avenida, algumas pessoas transitavam por ali e o fluxo de carros não eram tão intenso como no horário de pico. O mustang negro estava estacionado na vaga em frente ao Coffee Point’s em toda sua glória. Os dois caras sentados no capô batiam um papo caloroso sobre o último treino de basquete e não notaram a aproximação das duas garotas.

— Se o time se organizar como no treino, acho que dá para…

— Bu! — Karin gritou ao pé do ouvido do namorado.

Suigetsu deu um solavanco para frente, quase caindo e as duas não seguraram o riso. Sasuke, que já tinha visto a ruiva, deu de ombros.

— Droga, Karin! Eu sou cardiaco, mulher!

— Você… — secou as lágrimas nos cantos dos olhos. — … tinha que ver a sua cara. Hilário!

Suigetsu se recompôs praguejando impropérios contra a namorada, que ainda ria. Sakura já tinha cessado sua crise de risos e olhava para o casal mais maluco que conhecia. SuiKa era o casal vinte e dois da tropa.

Sasuke foi até a namorada, roubando toda atenção dela para si. As mãos foram até a mochila negra, a tirando do ombro da rosada e a colocando no seu. Ela sorriu em agradecimento e lhe deu um selinho rápido.

— Cansada? — A voz rouca de Sasuke se fez presente.

— Não, mas estou com um pouco de dor de cabeça. — Sakura suspirou, esfregando os olhos. — O movimento foi intenso hoje. E o treino, tudo bem?

— Aa. Kakashi tem pegado pesado, já que as interestaduais estão chegando.

O Uchiha jogou a mochila pesada no banco de trás do mustang enquanto que abria a porta do carona para a namorada. Antes de entrar, Sakura lembrou- se de que eles não estavam sozinhos.

— Ka, amanhã você vai passar lá em casa?

— Vou sim! Não se atrase, bela adormecida. — A Uzumaki colocou o capacete e subiu na moto de Sui. — Até amanhã, amiga e azedo!

Sakura riu e mandou língua para a ruiva. Sasuke revirou os olhos e apenas fechou a porta quando a rosada já estava acomodada em seu lugar. Deu a volta e girou a chave na ignição dando partida. Naquele horário não havia trânsito, logo o bonito mustang circulava pelas ruas de Miami livremente. A música suave que tocava era confortável e Sakura cantarolava baixo. Sua cabeça começava a pesar e seus olhos ameaçavam se fechar. Era tão confortável estar ali.

— Amor, não dorme. — Sasuke a chacoalhou de leve. Sabia que ela precisava descansar. Sakura, às vezes, parecia se esquecer de que não era indestrutível. O vestibular estava a consumindo e ainda tinha esse trabalho de meio período para a deixar louca. Mas o Uchiha sabia que a garota por quem havia se apaixonada não era teimosa e nunca desistia. Uma cabeça dura! Contudo, na mesma proporção era gentil, doce e amorosa. Ele até cogitava uma dupla personalidade e sempre que o moreno falava com Sakura sobre isso, ela achava graça e lhe dava um soquinho inofensivo. — Vamos, dorminhoca. Já estamos chegando.

— Ok, ok, você venceu! — Disse bem humorada. Sakura pegou sua mochila no banco de trás e começou caçar algo dentro dela. Tirou de lá um embrulho quadrado e sorriu.

— Quase esqueci. Hoje o Yamato fez torta e trouxe um pedaço.. — Sakura colocou o pacote dentro do guarda volume com cuidado.

— Devo admitir que a torta de tomates do Yamato é gostosa ‘pra caralho, mas a sua é mais. — Sorriu de canto, deixando a namorada um pouco envergonhada.

— Bobo! — Ela riu. — Pena que não posso dizer o mesmo dos seus dotes culinários, amor! — Alfinetou.

— Hey! Eu sei fazer um ótimo pão com manteiga!

Sakura desatou a rir e o sorriso que despontava nos lábios do Uchiha deixava claro que ele não estava irritado. O moreno fez a curva na rua onde a namorava morava e parou em frente a uma casa de dois andares com um muro pequeno num tom de amarelo claro. Assim que a menina abriu a porta do mustang, conseguiu ouvir a voz estridente de sua mãe. Com toda certeza Naruto deveria ter dado alguma mancada e agora ela ralhava com ele. Um bocejo emergiu e Sakura passou a mão no rosto para despertar.

Sasuke entregou a mochila para ela, a vendo abrir o bolso da frente e retirar o molho de chaves. Ela destrancou o portão e foi recebida por Thor, seu pastor alemão. Sakura abaixou para cumprimenta- lo e logo depois ele latiu para Sasuke e pulou em cima dele. A Haruno inflou as bochechas enciumada por ter sido trocada e o Uchiha riu de sua cara.

— Thor, seu traidor! Sou eu quem te alimenta e me apunhala desse jeito? — Ela tentava se manter séria, mas foi impossível quando o pastor alemão se embrenhou no meio de suas pernas como se tivesse arrependido. Ela e Naruto ganharam Thor quando ainda eram crianças, cresceram juntos. Sasuke sabia como ela era louca pelo cachorro.

— Não quer jantar aqui hoje, amor? — Sakura perguntou, desejando ficar um pouco mais na companhia do namorado. — Acho que dona Kushina fez lasanha. Um de seus pratos prediletos. — Subornou.

— Tentador, princesa. Mas não vai dar. Itachi pediu o carro emprestado e não posso demorar. — Ele a puxou para si pela cintura. Seu rosto foi a curva do pescoço dela, aspirando o leve cheiro que emanava do corpo de Sakura. Ela riu. Ele sempre fazia isso quando estava nervoso com alguma coisa. As mãos dela foram parar nos cabelos negros, fazendo um cafuné gostoso. — As interestaduais estão chegando.

A voz dele saiu abafada, mas a garota conseguiu entender. Diferente de Sasuke, seu irmão estava surtando pela aproximação do campeonato e todo dia falava a mesma coisa. Sasuke era mais fechado quanto suas emoções, mas ela sabia decifrar cada mudança de humor só observando- o.

— Dê o seu melhor na quadra, independente da vitória ou da derrota. — Ela sorriu incentivando- o. Sasuke a apertou mais contra si, sentindo o peso cair de seus ombros. A pressão estava insuportável e a ansiedade estava corroendo suas entranhas.

Sasuke subiu o rosto pelo pescoço pálido de Sakura, num carinho charmoso. Beijou o caminho da bochecha dela até os lábios avermelhados, que antes estavam sendo mordidos pela dona e os roubou para si. Um, dois, três, quatro selinhos e ele puxou o lábio inferior dela para depois dar um último beijo ali. Antes de partir, beijou a testa da Haruno, carinhosamente, e voltou para o carro.

Esperou que ela entrasse dentro de casa para então dar partida até seu próprio lar. Estava cansado e dolorido, mas leve graças ao remédio que ele chamava de Sakura Haruno.

26 de Fevereiro de 2018 às 22:40 0 Denunciar Insira 2
Leia o próximo capítulo Dúvidas

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 2 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!