Dangerous attraction Seguir história

hieroway hieroway

Gerard Way é um renomado empresário na área dos quadrinhos. Na base de seus 28 anos, tem tudo o que deseja na palma das mãos; seu sucesso apenas cresce a cada dia e inúmeros jovens sonham em tê-lo como editor. Enquanto, não muito longe dali, está Frank Iero, sonhando alto, com um de seus quadrinhos originais em uma das mãos e a chance de uma vida na outra.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#frerard #smut #lemon #mcr #mychem #topgerard #office
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Capítulo único

                Hoje é um dia mais do que importante para mim. Poderia até ser considerado o maior de todos. Hoje é o dia em que eu finalmente mostraria meu trabalho para alguém além de meu melhor amigo; alguém que realmente entende e pode julgar se eu for um merda. Hoje é o dia que eu me encontraria com Gerard Way.

Tirei uma foto qualquer e enviei-a para Bert, a fim de saber se estava no mínimo apresentável. Um conjunto inteiramente preto, composto por uma camisa simples, sem estampas que encontrei no meio da minha bagunça de camisas de banda e moletons com cores vibrantes, uma calça jeans e o tênis do modo mais limpo que consegui deixar com uma escova e sabão.

Ouvi o toque de meu celular e era Bert, que não sabia agir como uma pessoa normal e responder minha mensagem, e precisava me ligar para provavelmente gritar comigo dizendo que eu era terrível para escolher roupas.

— Você só pode estar brincando! — Gritou ele do outro lado da linha.

— O que?! – Perguntei, ficando nervoso pelo seu tom.

— Vem aqui agora mesmo, anão! Não vou deixar que estrague seu futuro por besteira.

O que será que tem de errado em minha roupa? Passei os olhos novamente no espelho e ajeitei a gola da camisa que usava. Eu não estava feio ou desleixado, estava? Ou será que usar a porra de um terno me faria mostrar mais capacidade para escrever um quadrinho decente ao nível de Way?

Bert desligou sem ao menos se despedir, então saí apressado, pegando os itens que precisaria e me dirigi até sua casa, sem me importar, já que era caminho para o grande prédio onde se encontrava a editora.

Minhas pernas tremiam e eu me sentia como o garotinho que sempre fui.

De família humilde, sonhos nunca foram viáveis para o futuro de uma criança com imaginação fértil. Sendo assim, imaginei uma coragem imensa que na verdade não tinha e acabei por sair de Nova Jérsei, me dando muito mal no começo. Vim parar em Nova Iorque por meio de bicos e economizando uns bons meses sem cigarros ou bebidas, muito menos me dar ao luxo de sair. Por isso, quando cheguei aqui, sem trabalho, sem experiência em praticamente nada, Bert apareceu e foi como um anjo em minha vida, que me ajudou nos primeiros meses, até eu conseguir um trabalho em um supermercado e ser capaz de manter um cômodo sozinho. Claro que com algumas dificuldades, principalmente no começo, onde eu precisaria de um fogão e uma geladeira, já que comer na rua sairia muito mais caro do que cozinhar em casa. Comprei algumas coisas em uma loja de itens usados e conseguia me manter, ainda sem luxos, mas em pé.

McCracken ofereceu o outro quarto de seu apartamento, dizendo que eu poderia continuar ali, dividir as despesas e toda aquela ladainha hospitaleira. Longe de mim ser ingrato por tudo que ele fez, mas eu saí de Jérsei para conquistar minha independência, não ficar fazendo peso para alguém como sempre. Por isso preferi arrumar um quartinho em que mal cabia eu e minhas tranqueiras a ficar escorado em Bert.

Meu sonho sempre foi trabalhar com arte, e conforme os anos foram passando, percebi que minha verdadeira paixão era o desenho, mas como uma criança sem muita experiência, não fazia ideia de onde poderia usá-los como trabalho, até depois descobrir o mundo das histórias em quadrinho.

Após alguns meses sendo falsamente “visto” na empresa de Way — apenas para ter meus desenhos jogados no lixo assim que eu desse as costas —, ou muitas vezes expulso do prédio, eu finalmente tive a grande chance: uma entrevista marcada com o próprio Gerard, que ocorreu a partir de uma ligação feita pela sua secretária de voz estridente e irritante, que errou a pronúncia do meu sobrenome e foi poupada de ser xingada apenas por eu não querer perder aquela oportunidade.

Meus pensamentos inoportunos quase me fizeram ser atropelado por uma bicicleta enquanto atravessa a rua. Só o que me faltava era chegar para a entrevista com uma marca de pneu na camiseta.

Após caminhar alguns quarteirões, finalmente adentrei o prédio de Bert. Cumprimentei o porteiro, que liberou minha entrada por ter livre acesso ao apartamento de Bert. Entrei no elevador e brinquei com meus dedos, me sentindo nervoso sem nem estar perto do local da entrevista. Quando as portas de ferro se abriram no sexto andar, segui pelo corredor que até a porta de Bert.

Toquei a campainha e fui recebido por Robert animado, que me puxou para dentro em questão de segundos.

— Vem! Eu tenho a solução para esse desastre fashion que você arrumou. — Falou e me arrastou para seu quarto, onde algumas roupas encontravam-se esticadas na cama, mais precisamente uma blusa social branca, uma calça jeans clara, uma echarpe cinza, uma gravata simples e um chapéu preto ridículo. “O que é tudo isso?” Perguntei, tentando entender para onde McCracken iria vestido desse jeito. — É pra você, bobinho. Não acha que vai ver Gerard gostosão Way vestido dessa maneira, não é? Além do mais, ouvi dizer que o que ele tem de beleza, ele tem de arrogância. Muito estranho para alguém que trabalha com algo tão nobre e moderno como ele...

Nunca tinha ouvido falar que Gerard era arrogante, pelo contrário, sempre vi as pessoas falando muito bem dele, do quanto ele era simpático e tratava bem os fãs, mesmo sendo reservado e querendo manter sua privacidade.

— Enfim, veste!

— Bertie... Isso não faz meu estilo, vou ficar ridículo! — Murmurei, ganhando um nível a mais de melancolia em meu interior. — Não tem nada menos chamativo?

Robert caminhou pelo quarto e abriu as portas de seu imenso closet. Analisou minuciosamente cada peça e, de lá, retirou um suéter preto sem mangas e o encaixou entre a camisa social. Até que não ficou tão ruim...

Tirei minha camiseta e Bert riu, entregando-me a peça branca para que eu pudesse vestir. Olhei-me no espelho e não foi de todo ruim, dando um nó bem feito com a gravata ao redor de meu pescoço. Peguei o suéter e Bert me ajudou a vesti-lo, ajeitando a gola da camisa, me deixando realmente apresentável para o que viria.

— O que acha? — Perguntei, dando um giro em frente ao espelho e sorrindo para ele, que prontamente abriu um daqueles sorrisos psicóticos e concordou.

— Tem certeza que não quer usar o chapéu? — Insistiu.

— Não inventa, McCracken! — Exclamei e ele gargalhou, dando-se por vencido e voltando para a sala. — Será que eu posso dobrar essas mangas? Está quente aqui.

— Só até chegar lá, depois volte como está e comporte-se adequadamente. Afinal, não sabemos o que ele pode achar sobre suas tatuagens. — Murmurou como se estivesse recitando um manual de instruções.

— Eu tenho tatuagens por todo o lugar, Bert. Nas mãos, no pescoço... É impossível ele não ver, contudo não acho que um cara que trabalha com histórias em quadrinhos vá se importar com os desenhos gravados na pele de um possível autor. — Dei de ombros, sem entender aonde isso poderia me levar. — Agora já vou, senão vou me atrasar. — Falei, saindo aos tropeços e despedindo-me com um abraço rápido.

Segui em direção ao metrô e realmente estava quente dentro daquela camisa. Afrouxei um pouco o nó da gravata, pois me sentia como se estivesse sendo enforcado. Abri os primeiros botões e arregacei ainda mais as mangas, sentindo que iria derreter a cada passo que dava.

Respirei aliviado ao sair do vagão lotado e abafado e pude respirar o ar poluído de Nova Iorque. Olhei para o alto, tentando avistar o topo dos edifícios, exatamente como uma criança faria, e quando me deparei com aquele prédio completamente diferente, com sua arquitetura moderna, fiquei encantado por mais uma vez ter a oportunidade de estar em um lugar como esse, ainda mais agora, para realmente ser notado.

Parei por um segundo e prossegui com o pé direito, adentrando pela enorme porta de vidro que ali havia. Cumprimentei a recepcionista do prédio e fui até o elevador, sem precisar me informar, já que sabia há tempos que o andar da editora era o décimo terceiro. Apenas dando um “bom dia” tímido.

Praticamente saltitei em direção ao balcão de informações quando me lembrei das mangas ainda dobradas e do estado em que eu deveria me encontrar. Por isso, dobrei o corredor e fui em direção ao banheiro, lavando meu rosto com água fria, para poder fechar novamente os botões da camisa, arrumar a gravata e voltar as mangas para o lugar.

Um homem estava parado na pia ao meu lado. Ele abria o blazer e aquilo o dava uma aparência mais despojada, apesar de estar com um colete abotoado por dentro. Levantei meus olhos e observei seu cabelo escuro que apontava para todos os lados em um corte repicado. Ele era muito bonito. Na verdade, ele era lindo... Sua gravata era listrada em preto e branco, a camisa branca e o resto das peças preta. Seus olhos tinham um profundo tom de verde que não soube distinguir exatamente de imediato. Seu corpo era moldado perfeitamente pela roupa impecavelmente passada, seu quadril era farto e deixava uma curva sutil na altura da bunda. Suspirei brevemente e me lembrei de quanto tempo tinha que eu não transava.

Pigarreei ao notar que encarava o homem e ele deu um breve sorriso que eu fingi não ver. Seus lábios finos e rachados repuxaram-se um pouco mais ao me ver desconcertado por ter sido pego o encarando.

Por isso, tratei de dar uma última olhada em mim mesmo no espelho, feliz com o que vi e saí do banheiro, voltando a meu objetivo inicial.

Caminhando até a loira que estava sentada ali, pigarreei baixo antes de puxar o ar para falar.

— Bom dia, meu nome é Frank Iero e tenho uma entrevista marcada com o senhor Way. — Falei, tentando ser o mais formal possível.

— Não tem, não. Fui avisada sobre o senhor, sr. Iero e tenho que pedir que se retire, por gentileza. — Disse ela, errando a pronúncia do meu sobrenome e me fazendo perceber que foi a mesma galinha que me ligou no outro dia.

Ela nem se deu o trabalho de levantar o olhar até mim, continuou a digitar algo em seu computador, sem me dar a mínima atenção.

— Deve haver algum engano. A secretária de Gerar... digo, do sr. Way me ligou ontem à tarde marcando essa entrevista.

— Fui informada dessa conversinha mole também, sr. Iero. Peço novamente que se retire, ou serei obrigada a chamar os seguranças. — Murmurou, irritada, mais uma vez errando a pronúncia de meu sobrenome. Será que é tão difícil assim de entender?

— Senhorita, eu... — tentei argumentar, mas fui interrompido por um brutamonte que segurou meus braços e estava pronto para me arrastar para fora quando algo o parou.

— Posso saber o que está acontecendo aqui? — Falou uma voz grave, arrastada e irritada, não muito distante, mas longe de meus olhos. Infelizmente, já que sou extremamente curioso.

O segurança-armário ainda me segurava com tanta força que eu não sei como não desmontei ali mesmo. Tentei a todo custo olhar na direção oposta, mas tudo o que consegui foi um grande mau jeito no pescoço, que doeria demais nos próximos três dias.

— Senhor, esse garoto entrou aqui dizendo que tem uma entrevista marcada com o senhor, mas fui avisada sobre... — a recepcionista irritante foi interrompida pelo homem, que eu agora sabia que se tratava do sr. Way.

— Sr. Iero? — Disse ele, com sua voz melodiosa, acertando o modo como dizer meu sobrenome. “Sim, sou eu.” Murmurei, tentando não parecer um menininho apavorado. — Por que não o soltou ainda, James? — Em questão de milésimos, o segurança me largou e eu consegui virar para fitar o dono daquela voz.

E puta merda! Era o cara do banheiro!

Não era como se eu nunca tivesse visto uma foto do homem no qual eu sonhava em trabalhar, no entanto o sr. Way era extremamente reservado e raramente era visto em eventos; todas as suas fotos eram tiradas do pescoço para baixo e ele até mesmo pagava os jornais, revistas e fotógrafos para não publicar as fotos em que seu rosto era visto. Então tudo o que eu sabia a respeito de sua aparência eram suas mãos pálidas com dedos esguios. Agora que finalmente posso ver seu rosto, meu queixo quase foi parar no chão ao lembrar da cena de alguns instantes atrás, em que o encarei no banheiro e o sorriso disfarçado que ele me deu. Será que ele estava apenas zombando de mim quando sorriu? Será que ele já sabia quem eu era pela péssima reputação que eu tenho aqui dentro e apenas esperava pela minha cara de idiota quando eu descobrisse que claramente sequei a bunda do meu possível futuro chefe? Apenas o que sei agora é que ele é alto, imponente, sério e extremamente gostoso.

— Desculpe o transtorno, sr. Iero. Não é do feitio de meus funcionários tratarem meus convidados dessa maneira. Venha, não se preocupe mais com isso. — Falou, profissional ao extremo, olhando em meus olhos por apenas um ou dois segundos e desviando novamente, ocupando-se em ajeitar o relógio em seu pulso.

Agora, com o blazer pendurado em um dos antebraços, as mangas de sua camisa estavam arregaçadas até os cotovelos e eu não pude deixar de notar as veias saltadas que apareciam em seu antebraço, tornando-o ainda mais sexy.

— Pode me chamar de Frank. Falei, tentando soar calmo, o que era praticamente impossível.

— Prefiro manter o profissionalismo, sr. Iero. — Balancei a cabeça em concordância e o segui para dentro do que parecia ser uma sala de reuniões.

Ele foi na frente, me dando uma bela visão de sua bunda redonda e marcada pelo tecido fino da calça social. Era uma bela bunda, considerando o padrão americano. O que eu não daria para vê-la sem roupa...

Balancei a cabeça para me concentrar no que realmente importava e quando entramos no que parecia ser uma sala de reuniões, eu tive que me segurar para não abrir a boca em um “o”, pois o ambiente era equipado por uma enorme mesa de vidro, com cadeiras acolchoadas em cada uma das pontas; um lustre acima bem ao meio; uma pintura abstrata presa à direita e um telão ao fundo, descontraindo ao mínimo aquele local intimista. Tudo era monocromático, em tons de branco, preto, cinza e prata, assim como minhas próprias roupas e as de Gerard. A única cor naquele lugar eram suas orbes verde-oliva, que me chamaram atenção desde o primeiro momento e que devido à luz mais forte e a proximidade, pude finalmente identificar o tom correto. No entanto, agora, pareciam ter um leve brilho de luxúria ao refletir a luminosidade daquele lugar, devido as persianas abertas e as inúmeras lâmpadas. Alguns copos de whisky estavam à disposição em um aparador de vidro ao canto. Assim como uma garrafa de Jack Daniel’s cheia, café, água e alguns biscoitos.

— Aceita alguma coisa? — Perguntou, mas eu prontamente recusei com a cabeça, me sentindo intimidado apenas com seu olhar em mim. Claro que uma dose de whisky me cairia bem agora, porém não seria profissional aceitar álcool em uma entrevista de emprego.

Sentia como ele se ele arrancasse minhas roupas e me colocasse em uma posição de submissão apenas em me olhar. Não pude negar que o pensamento me agradava, mas não seria bom ter uma ereção no meio da entrevista, por isso continuei com os olhos fixos em um ponto um pouco atrás dele, tentando não surtar.

— Então, sr. Iero, o que te trouxe aqui? — Notei que sua boca pendia mais para um lado quando falava e me vi segurando uma risadinha por achar aquilo encantador, mas se eu ficasse mais algum tempo apenas o encarando, aquilo poderia se tornar mais constrangedor do que já estava.

— Bom, sr. Way, sou de Nova Jérsei. — Disse, tentando não parecer nervoso — Vim para Nova Iorque no final do ano passado com o sonho de viver dos quadrinhos. Desenho e também escrevo.

— Interessante. Quando começou a desenhar?

— Por volta dos quatro anos. Aperfeiçoei com mais ou menos quinze, e agora, com quase 21, estou aqui. — Balbuciei, concentrando-me em não gaguejar.

— Vinte anos... Como conheceu a editora? — Perguntou, com aquele ar sério.

Notei que ele me olhava com diversão no olhar, como se ele achasse muito engraçado me deixar nervoso com sua voz grave e seus olhos penetrantes quase perfurando minha pele.

— Por um amigo que fiz assim que cheguei. Quando mostrei meus desenhos, ele fez questão de vir até aqui comigo, porém fomos expulsos sem aviso prévio. — Falei, com audível vergonha na voz.

— E o que trouxe para me mostrar, sr. Iero? — Disse e eu estiquei a pasta que ainda estava em minhas mãos.

Meus dedos tocaram brevemente nos dele e eu dei um pulo na cadeira. Minhas mãos estavam suando, então as sequei no suéter e percebi que estava quente ali. Desabotoei os pulsos da camisa e fitei Gerard, que observava atentamente meus desenhos, traçando com o indicador por cima de cada linha ali presente. Seu cenho estava franzido e os olhos baixos, deixando disponíveis as sobrancelhas grossas e os cílios longos para admiração.

— Eles são realmente bons. É uma pena que nunca tenhamos nos encontrado antes. E seria uma pena maior ainda se eu deixasse o senhor sair daqui sem uma marca. — Voltou a me olhar, mas ainda com a cabeça levemente abaixada, dando-o ainda mais imponência. Seus olhos verdes fuzilavam-me e minhas bochechas começaram a arder de imediato. Ele fitou meus braços, que agora estavam a mostra e abriu a boca para falar algo, mas logo a fechou.

— Ah... O que quer dizer com isso, senhor? — Perguntei, louco para sair daquela sala. O ar estava pesado e o suor começava a escorrer por minhas costas. Porém Way apenas continuou olhando para minhas mãos e nem deu atenção a minha pergunta. — Se importa? – Perguntei, direcionando meus olhos para as abotoaduras da camisa para que ele me entendesse. O olhar que ele me lançou era indecifrável.

— Pelo contrário, fique à vontade. Você gosta mesmo de desenhos, sr. Iero. — Disse, levantando-se de onde estava e servindo para si uma dose generosa da Jack Daniel’s, com duas pedras de gelo que começavam a derreter no vidro. Bebendo um gole e caminhando de volta à mesa, ele fez o caminho contrário e veio até a outra extremidade, onde eu estava sentado.

Levando suas mãos esguias até as minhas e levantando-as até a altura de seus olhos, sem ao menos me pedir, ele observou minhas tatuagens com certa devoção, fitando-me vez ou outra. Observei-o e me senti abobado por acha-lo tão bonito. Aqueles olhos oliva ficariam para sempre em minha mente, além daquelas mãos frias, que me tocavam tão calmamente.

— Essas cores iluminam esta sala, Iero. — Falou, pela primeira vez sem o vocativo antes, o que me deixou meramente confuso e esperançoso com algo que nem eu sei.

— Obrigado, sr. Way. — Disse, completamente sem graça com o modo intimidador com que me olhava, quase me fuzilando com aquele verde-oliva profundo. — Significa muito ouvir isso do senhor.

— Por favor, me chame de Gerard. — Gelei. Não foi ele mesmo quem disse que preferia manter o profissionalismo? — Se assim quiser, é claro.

— Tudo bem, sr. W... digo, Gerard. Pode me chamar de Frank. — Gaguejei.

— Okay, mas prefiro o jeito como seu sobrenome dança em minha língua ao ser pronunciado. É um nome realmente bonito.

— Obrigado, Ger...

Só queria saber a sensação de outra coisa dançando aqui... — ele sussurrou, me interrompendo, mas eu fui capaz de ouvir.

Tossi, engasgando com minha própria saliva.

— Co-como?

— Não se faça de inocente, sr. Iero. Está clara a tensão sexual nesta sala. E eu sou bastante detalhista para reparar o jeito que me olhou de cima a baixo quando James te soltou. Isso sem mencionar como olhou para minha bunda no banheiro. Aposto que queria apertá-la, estou certo?

— O que te faz pensar isso, sr. Way? Apenas te achei um tanto novo para a idade. — Menti.

— Você olha para minhas mãos como um cachorro faminto. Morde os lábios o tempo inteiro e nem vou dizer como fica quando me olha diretamente nos olhos. Como agora... — Falou, mais intimidante do que nunca.

— O senhor é muito cheio de si, sr. Way. Saiba que está completamente enganado ao meu respeito. — Disse, o desafiando.

— Eu sou assim porque posso, sr. Iero. Sei ler as pessoas e esses olhos brilhando em luxúria combinado com sua respiração ofegante me dizem o contrário que você. — Olhou-me como se pudesse ver minha alma. Seus dedos esguios tocaram minhas mãos e ele estava cada vez mais perto. Abri a boca para falar algo, mas fui impedido ao que Gerard levou seu indicador até meus lábios para que eu me calasse e passou a sussurrar em meu ouvido. — Se eu te beijar agora, você irá retribuir com tanto gosto que vai se arrepender de não ter feito antes; e aí eu vou puxar seu cabelo e te jogar em cima dessa mesa, foder sua boca até você pedir para parar, para só depois arrancar sua roupa e foder essa bunda linda.

— Para alguém que queria manter o profissionalismo, você está levando isso até demais para o lado pessoal, huh? — Falei, desafiando-o mais uma vez, apenas para vê-lo nervoso, querendo me convencer de que sabe de tudo.

— E para alguém que me olha como você, está perdendo uma grande oportunidade. — Disse ele, mordendo os lábios e arregaçando ainda mais as mangas da camisa.

Seus olhos brilhavam em desejo quando ele se aproximou e tocou meu queixo, levantando minha cabeça para me olhar diretamente nos olhos. O cheiro de álcool era levemente perceptível e quando suas mãos espalmaram minha cintura, o telefone tocou e ele se distanciou rápido, batendo as mãos com tanta força na mesa, que temi que ela fosse quebrar.

Gerard pegou o telefone com raiva e só gritou que não queria ser interrompido por ninguém. Arregalei os olhos em surpresa e me encolhi na cadeira, cogitando a ideia de sair daqui e ignorar o fato de que compartilho dos mesmos sentimentos que ele. Afinal, a ereção em minha calça apertava e doía, latejando e desejando que ele fizesse tudo o que disse que faria.

Qual o meu problema? Estou com medo de um simples sexo casual com um cara que acabei de conhecer?

Não reparei que ele já havia terminado a ligação e me abraçava por trás, roçando seu pau enrijecido em minha bunda. E, por Deus, que pau! Senti latejar e soltei um gemido sôfrego, sem querer dar o braço a torcer tão fácil, quando eu sei que ele está adorando ter que me “conquistar”.

— Esse joguinho de garoto difícil não cola comigo. Se entregue, vamos!

— O seu mal é achar que sabe de tudo, sr. Way. A única coisa que quero e preciso saber é se o senhor gostou do meu trabalho e quer fechar algo comigo. — Era uma tática mais do que arriscada, contudo, eu precisava tentar e vê-lo se rastejar.

— Tudo bem, sr. Iero. Creio que seus serviços não serão mais necessários. — Um baque percorreu meu corpo como se uma bigorna tivesse caído em cima da minha cabeça, achatando-me e transformando-me em uma panqueca de um Frank Iero idiota que não acreditava na chance que desperdiçara. Não só a chance de sua vida, um trabalho decente, mas a chance de transar com Gerard, que além de seu chefe, era o cara mais delicioso que já havia visto na vida.

O desânimo em meu rosto possivelmente foi aparente, já que Way sorriu em triunfo e levou a mão para a gravata listrada, ajeitando a mesma. Dei uma última olhada em seus profundos olhos verdes e virei em direção à porta.

— Foi um prazer, sr. Way. — Falei e continuei meu trajeto, sentindo o peso nas costas e a dor de estômago pelo stress.

Porém, quando minhas mãos se esticaram para tocar a maçaneta, senti aqueles dedos em meu braço, puxando-me para trás, e antes que eu pudesse olhar ou falar qualquer coisa, seus lábios chocaram-se contra os meus num baque surdo.

Não tive tempo de reagir — e nem queria. Quando vi, nossas línguas travavam uma briga árdua. Gerard segurava-me pela nunca, puxando meus cabelos, e me levava para mais perto de seu corpo através da cintura. As ereções se chocando e causando um gemido das duas partes, que mal esperavam para arrancar a roupa e foder em qualquer lugar que fosse.

Um beijo que se iniciou duro e tomou um rumo mais suave, mas sem perder a pegada firme que suas mãos tinham ao que passeavam por minhas costas e me puxavam para mais perto. E quando eu achei que ele fosse apertar minha bunda, sua mão seguiu outra direção e apertou meu pau com força, me arrancando um gemido gutural ao ter a ereção tocada como tanto precisava.

Ele levou uma de suas mãos até minha gravata, tirando-a de dentro do suéter e a puxou com força, fazendo meu pescoço pender para o lado, deixando-o livre para as marcas que viriam. Seus lábios quentes tomaram a pele e ali ficou mordendo com delicadeza e suspirando pesadamente, eriçando todos os meus pelos de imediato. Sua língua era extremamente quente e mordia aquele ponto com total destreza.

Não estava a fim de perder o controle ainda, então o afastei bruscamente, mas logo o puxei por sua gravata e choquei nossos lábios novamente, ouvindo-o soltar um leve gemido rouco contra minha boca. Aquele som foi de longe o ápice para a bagunça que acontecia abaixo de minha cintura. Por isso desci minhas mãos até sua bunda e nossos quadris se encontraram novamente, de uma só vez, fazendo com que nós dois gemêssemos audivelmente, pouco nos importando com o tal controle ou orgulho de poucos minutos atrás.

— Finalmente se entregou... – Disse ele, logo após sugar meu piercing para sua boca.

— Não provoque, Way! – Rosnei, voltando a puxá-lo, porém dessa vez pelo colarinho, beijando-o novamente.

— Olha quem ficou mandão... — Disse ele. — Achei que fosse ser um cachorrinho a partir do momento em que finalmente nossos lábios se tocassem.

Gerard me empurrou em direção a mesa e minha bunda foi prensada contra o vidro, enquanto seu peso fazia o trabalho de estimular ainda mais a rigidez em minha calça. Ele segurou minhas nádegas com ambas as mãos e me levantou do chão, me fazendo sentar, para que pudesse se encaixar entre minhas pernas e continuar o que estava fazendo. Suas mãos trabalharam em tirar meu suéter e desabotoar a camisa, me deixando com a gravata pendendo para baixo.

— Achou errado. — eu disse. — Repetindo: seu mal é achar que sabe de tudo. Cuidado para não se machucar por toda essa arrogância. — Puxei sua gravata e a afrouxei de seu pescoço, mas sem tirá-la.

— Machucar? Essa seria a última coisa que aconteceria comigo, benzinho. Não rogue pragas, o mal volta três vezes pior para você.

— Rogando praga? Quem sou eu para desejar mal ao grande senhor Gerard Arthur Way? Isso foi só um aviso, benzinho.

Toda aquela tensão foi substituída por tesão. O calor dos braços de Way ao meu redor me deixava pegando fogo e pronto para arrancar toda aquela roupa engomadinha e chata, assim como a dele. Beijava-me com paixão, como se fosse o melhor beijo que já provara em sua existência.

Quando eu achei que ele fosse arrancar minha calça e me foder ali mesmo, ele segurou em minha bunda e me levantou da mesa com facilidade, andando comigo no colo até a cadeira estofada em vinho, onde se sentou e me colocou em seu colo. Distribuindo beijos por meu pescoço enquanto tirava a camisa de seu caminho, sem tirá-la completamente, apenas empurrando um pouco as mangas para baixo, deixando meus ombros a mostra. Seus olhos escureceram ao observar as tatuagens espalhadas por todo o meu peito e barriga, porém sua expressão de luxúria fez seus lábios traçarem um caminho por todo meu corpo, beijando e lambendo tudo o que fosse possível naquela posição.

— O que acha de me chupar agora, sr. Iero? — Disse Gerard, provocando-me ao extremo.

— Você irá se arrepender por todas essas provocações, Way... Mas acho que vale a pena te provocar da maneira como você mesmo quer! — Disse, e saí de seu colo, agachando-me a sua frente, desabotoando primeiro o colete e depois a camisa, deixando a gravata frouxa em seu pescoço, com a ponta roçando de leve no volume em sua calça.

Não pretendia tirar nenhuma peça da parte superior do seu corpo, pois achei aquilo sexy e algo me dizia que aquela gravata seria de grande uso daqui a pouco. Sentei-me sobre meus pés e aguardei que ele abrisse as pernas para me dar passagem e acariciei seu pênis por cima da calça. Sua pele era pálida e havia pontos certos onde eu com certeza iria apertar e talvez morder. Levantei um pouco apenas para sugar seu mamilo de leve, antes de descer com beijos por sua barriga e distribuir lambidas e mordidas.

Olhei-o de baixo para cima e segurei seu membro com firmeza, massageando e mordendo o lábio com extrema paixão. Abri o cinto e desabotoei a calça, tocando sua ereção com a ponta dos dedos, o olhando. Seus lábios estavam cerrados e seus olhos arregalados, me olhando com devoção. Peguei a barra de sua boxer com os dentes e abaixei-a até os joelhos, o suficiente para deixa-lo exposto para o que queríamos fazer.

Seu pênis era rosado, porém a glande estava mais avermelhada pelo inchaço devido a excitação. Grande e grosso. O olhei com desejo e mordi os lábios, sugando o piercing e segurando-o na boca por alguns segundos. Logo coloquei a língua para fora e lambi devagar toda sua extensão, passando pela fenda da glande para sentir seu gosto, que se espalhou em minha língua, distribuindo um sabor indescritível em minha boca. Feito isso, o engoli por completo. Sentindo a cabeça bater no fundo da garganta, forçando para que entrasse o máximo que pudesse. Seus gemidos guturais tomavam todo o ambiente e me arrepiavam de uma maneira inexplicável.

— Uh, Frankie... — me chamou por um apelido e pegou em meu cabelo, o bagunçando por completo, me deixando desgrenhado e ainda mais excitado.

— Você é tão gostoso... — gemi contra seu membro, esfregando-o em meu rosto, batendo vez ou outra e o bombeando um pouco antes de voltar a chupá-lo com vontade. Se é isso que ele quer, é isso que ele terá.

Sua mão puxava meu cabelo e controlava meus movimentos, subindo e descendo rápido e me sufocando com sua extensão quando tinha vontade. Minha boca estava com cada vez mais saliva e ele praticamente pingava de tanto tesão. O peguei pela base e chupei a glande com força, fazendo-o gritar, segurando na borda da mesa e puxando meu cabelo com muita força. Ele fodia minha boca rápido, atingindo minha garganta sem esforço, gemendo meu nome apenas para me deixar mais louco. Com estocadas fundas, ele levantava o quadril e prendia minha cabeça contra seu pênis, gemendo e se controlando para não me machucar de verdade.

Levei a mão até meu pênis e o toquei por cima da calça. Ao menor toque, gemi em satisfação e continuei me acariciando enquanto chupava aquele maravilhoso pau. No entanto, eu precisava de mais. Gerard me provocou até o último instante e eu precisava pagar na mesma moeda, por isso levantei quando um pensamento ousado surgiu em minha mente, o que causou um gemido insatisfatório vindo da parte dele, que ainda não tinha entendido porque eu havia parado de chupá-lo. Então desabotoei minha calça e virei de costas para ele, empinando e roçando a bunda ainda protegida pela calça em sua ereção. Rebolei e olhei para trás, apenas para guardar aquela cena em minha mente. Seus olhos bem abertos, observando meus movimentos, ponderando se tocava meu quadril ou não e mordendo seus lábios com força. Joguei a cabeça para trás e meus cabelos saíram de meus olhos.

Ele me puxou para perto pelo quadril e abaixou minha boxer até os joelhos. Tocou minha entrada com o dedo médio molhado por saliva. Rebolei com ainda mais vontade e ele me penetrou, entrando e saindo com o dedo, antes de penetrar mais um e me fazer gemer.

— Bem como eu imaginei... — Disse ele, investindo o quadril contra o meu, batendo sua ereção em minha bunda, deixando aquele som estalado no ambiente e possivelmente marcas avermelhadas em minha pele.

— O que está esperando? — Falei, louco para senti-lo dentro de mim.

Num estalo em sua mente, ele me segurou pela cintura e novamente me jogou em cima da mesa, arrancando minha calça de vez e lubrificando-me da melhor maneira que dava com saliva, assim como seu membro com uma camisinha que pegou dentro da carteira.

Penetrando-me com dois dedos, fazendo movimentos de vai e vem e abrindo o máximo que conseguia, logo ele meteu mais um e eu gemi alto, mais do que pronto para o mastro que ele chamava de pau.

Way sentou novamente na cadeira e eu fui para seu colo, acomodando-me o mais confortável que eu conseguia. Na ponta dos pés, meu pênis roçava sua barriga e a fricção da pele aumentava ainda mais o prazer. Eu poderia explodir a qualquer momento e sujá-lo inteiro.

A calça dele arrastava no chão, na altura do tornozelo, enquanto a minha foi arremessada para o outro lado da sala. Seus dedos ainda me penetravam e seu pau estava bem perto de minha entrada, já com a camisinha que ele pegou na carteira. Assenti com a cabeça e senti o vazio quando ele tirou os dedos de dentro de mim, que logo foi preenchido pelo seu membro, que me fez gemer de dor em fusão com o prazer que eu senti ao que ele atingiu minha próstata. Gritei e puxei seus cabelos, sugando seu pescoço e deixando uma marca arroxeada na área pálida de sua pele. Qualquer pessoa poderia ver aquele tom à cinco metros de distância, por isso eu sorri vitorioso enquanto o puxava pelo colarinho e cavalgava em seu colo, gemendo e tombando minha cabeça para trás.

A ponta de minha gravata roçava meu pênis e fazia cócegas, mas de um modo bom. Quando comecei a apreciar o que aquele tecido estava fazendo, ele puxou-a para trás e me fez curvar-me ainda mais, me deixando meio torto, porém muito sexy.

Sentei e rebolei em seu pau, subindo e descendo enquanto suas mãos apertavam minha bunda com força, me ajudando nos movimentos. Rebolei feito uma puta e me aconcheguei perto de seu pescoço, distribuindo mordidas leves e o vendo se arrepiar. Gemi em seu ouvido e com isso ele me deu um tapa estalado na nádega direita, o que apenas me fez empinar ainda mais e gemer mais alto, sem me importar se a sala era a prova de som. Puxei sua gravata e o fiz chegar mais perto, colando nossos lábios em um beijo duro e rápido.

Quando pensei que aquilo não poderia ficar melhor, Gerard me pegou no colo, sem sair de dentro de mim e me colocou em cima da mesa. O receio de que talvez eu fosse cair de bunda nos cacos era muito, mas pelo jeito, aquele vidro sustentava um sexo selvagem, então pude ficar despreocupado.

As mãos grandes de Way abriram minhas pernas em um ângulo que eu não sabia que era capaz de abrir, e então me estocou com toda força e velocidade que conseguia. Toquei meu membro, mas ele me impediu, fazendo um movimento negativo com a cabeça. Eu precisava gozar, mas do jeito que estava, eu conseguiria sem ao menos ele me tocar, por isso permiti que ele continuasse com as estocadas e gemi cada vez mais alto, puxando-o pelo colarinho, beijando-o desesperadamente.

Sua língua macia dançava dentro da minha boca, parando apenas por uns instantes para sugar o piercing em meu lábio, soltando um gemido baixo de satisfação ao sentir o metal frio em sua boca, tudo isso sem parar de me estocar.

Minha entrada já estava sensível e o pré-gozo em meu pênis sujava levemente minha barriga. Sem conseguir me tocar, eu estava prestes a explodir e seria culpa do senhor sabe tudo que não me deixava gozar.

A barra de sua camisa roçava em minha bunda conforme seus movimentos iam ficando mais rápidos e a ponta da gravata em minha virilha me causava arrepios. O barulho de suas bolas batendo em minhas nádegas me causava ainda mais prazer e suas mãos grandes continuavam me segurando pelas coxas para me manter naquele ângulo, me deixando completamente exposto e aberto para o que ele quisesse fazer de mim.

Gerard de repente saiu, soltando uma de minhas pernas, mas como uma puta obediente, continuei com ela no ar. Enquanto ele segurava seu pau pela base, ele me estocou com tudo, metendo bem fundo para atingir meu ponto mais sensível. Saiu novamente por completo e meteu com força, repetindo esse movimento por alguns minutos.

Eu não sei por quanto tempo resistiria, e quando achei que fosse gozar, ele saiu de vez de dentro de mim e me virou com força, me colocando de barriga para baixo, com as pernas no chão e o tronco em cima da mesa. Meu pênis estava sendo esmagado pelo meu próprio peso, porém aquilo pouco me importava, já que Gerard distribuía tapas e arranhões por minha bunda e costas.

Achei que ele fosse me penetrar novamente, mas ele se agachou atrás de mim e, com beijos em minha nádega, sua língua foi direcionada até minha entrada e eu tencionei todo o meu corpo com o contato de sua boca quente com o meu orifício já sensível pelas estocadas. Sua língua trabalhava em movimentos lentos e circulares, circundando todo o local, penetrando-me de vez em quando e segurando-me pela cintura para que eu não saísse do lugar. Sua boca era tão boa que se ele continuasse naquilo por mais dois minutos, eu me derramaria naquela mesa de vidro e não conseguiria mais me mover.

Como se ouvisse meus pensamentos, Gerard levantou e me segurou pelo quadril, me penetrando seguidas vezes sem parar. Way era maravilhoso no que fazia e acho até que toda tensão sexual presente desde o começo foi um quê a mais nisso tudo.

Aquilo era tão excitante...

Quando achei que a gravata tinha sido esquecida, ele a puxou para trás e a usou como uma espécie de coleira, fazendo com que minha cabeça levantasse e eu olhasse para frente, ao invés de encostar o rosto no vidro da mesa como eu estava.

— Por que resistiu tanto se sabia que seria bom, Iero? — Perguntou ele, gemendo logo após pronunciar meu nome. Rebolei um pouco antes de responder, apreciando a posição.

— Porque adoro essa sua cara de criança que perdeu o doce. – Falei, rebolando e gemendo, mas ele não gostava de ser contrariado e rebolou dentro de mim, o que me fez soltar um gemido agudo. — Ah, Gee... Fuck!

— Filho da... — Antes de terminar, me penetrou com extrema força e mudou um pouco o modo que entrava e saía de mim, ficando um pouco mais de lado e rebolando ao mesmo tempo em que me estocava.

— Faz de mim o que quiser, ah... — Provoquei, sentindo-me como uma puta que eu sei que ele queria que eu fosse.

— Você é uma vadia, Frank Iero.

— Sou o que você quiser que eu seja, senhor. — Falei, chamando-o propositalmente daquela maneira, adorando o controle que ele tanto gostava de tomar.

Um tapa ardido estalou em minha bunda e ele investiu com mordidas em meu ombro, sem parar de estocar-me, com força, sem deixar de puxar a gravata que estava enrolada em seu pulso. Tirou seu membro totalmente e brincou com a glande em minha entrada, batendo-o em minhas nádegas antes de me penetrar novamente. Suas mãos aliviaram meu pescoço e quando eu achei que pudesse relaxar com o rosto apoiado na mesa, ele me pegou pelo maxilar e apertou enquanto metia rápido.

Devido ao movimento constante, meu membro foi sendo estimulado sem de fato estar. Sentia que o ápice estava realmente chegando quando Gerard puxou meu cabelo e gemeu mais forte, mantendo seu pênis dentro de mim e latejando em meu interior, provavelmente gozando.

Ele me virou para frente com destreza e se abaixou, colocando meu pau em sua boca e chupando com vontade. A sensação de sua boca quente ao meu redor era sensacional. Ele brincava com a língua e arranhava minhas coxas. Levantei seu queixo com a ponta do dedo e o fiz olhar para mim enquanto me chupava, apenas para me sentir no controle em algum momento de tudo aquilo. Ele piscou com aqueles olhos verdes brilhantes e cheios de luxúria e foi o suficiente para me fazer derramar em sua boca. Meu corpo tremia enquanto meu pau jorrava porra em sua boca vermelha e inchada. Gerard engoliu e ainda lambeu os lábios.

Ao fim de tudo, ele me puxou para um beijo calmo e terno, aproveitando o momento e os movimentos que minha língua fazia contra a dele. O peguei pela cintura e apertei as gordurinhas, que o fez rir no meio do beijo. Suguei seu lábio inferior e finalizei o contato com um selinho.

— Isso foi melhor do que eu esperava. — Disse ele, selando meus lábios uma última vez.

— Concordo, sr. Way.

— Já que estamos entendidos... De quanto tempo precisa para me entregar um projeto completo? – Disse, vestindo as roupas e voltando com seu ar de superioridade.

— Quer dizer... Um quadrinho completo? Com roteiro, ilustrações e tudo mais? —Pergunto, assustado e ansioso.

— Sim. O que mais isso poderia ser?

— Wow, isso é... — Gaguejei.

— É, eu sei, mas não pense que terá tratamento especial apenas porque transamos, ok? — Ele disse, sorrindo.

Seu sorriso era incrivelmente bonito. E se não fosse pelo tom avermelhado em sua pele e a marca roxa que eu deixei em seu pescoço, ninguém diria que nós acabamos de foder na sala de reuniões.

— Não esperava menos do senhor. — Sorri e ele se aproximou de mim, colando seus lábios nos meus novamente e terminando de abotoar minha camisa, me ajudando a vestir o suéter e arrumar a gravata para dentro dele. — Obrigado. Nos vemos por aí?

— Pode apostar que sim, Frankie!

26 de Fevereiro de 2018 às 12:17 0 Denunciar Insira 0
Fim

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