Bad boy Seguir história

teylla Escritora Teylla

Temari nunca gostou dos típicos caras que conhecia, e Shikamaru, para sua surpresa, pela primeira vista parecia um desses tipos, todavia descobriu que ele era dono de uma dupla personalidade, ao dia um empresário muito importante e sério e a noite um perfeito bad boy. Contos dos Sabaku - 1 conto


Fanfiction Para maiores de 18 apenas.

#Naruto #Hentai #Shikamaru #Temari #ShikaTema #Couple #Beach #KankuTayu #GaaHina
Conto
9
7.1mil VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Capítulo único




 Bad Boy

Capítulo único

Por Teylla


Era inevitável, Temari odiava as festas de empresas que tinha que ir com seus irmãos em prol de sua empresa, ir toda arrumada e bancar uma lady não era uma das suas escolhas preferidas, principalmente aguentar homens chatos e tediosos, senão velhos, dando em cima dela, queria socar todos.

Só queria que tudo isso acabasse, mas infelizmente estava a caminho de uma festa às 15h, quem diabos fazia uma festa de tarde? Isso era o que ela queria saber antes de entrar no carro com Gaara e Kankuro.

— Meu Deus, que morte horrível! — esbravejou no banco de passageiro, enquanto Kankuro dirigia e Gaara estava no banco do carona.

— Calma, Tema, vai que você encontra um velho rico para você — Kankuro brincou, levando um cascudo de sua irmã.

— Você nem brinca com isso — retrucou.

— Estou apenas falando a verdade, sei que é amarradona em um coroa — provocou-a.

— Ah, só se for eu mesma — disse. — Estou avisando, se algum desses tipos vierem para cima de mim, irei socar a cara deles com gosto e vontade que Deus me deu.

— Sem agressividade, Temari — Gaara disse sério.

A loira se encostou com tudo no banco, cruzando os braços e virando a cara.

— Humpf, você só está mandando eu manter a calma porque aquela mulher morena de olhos perolados estará lá hoje — disse e Gaara ficou vermelho.

— Não tem nada a ver com isso — retrucou.

— Sei, claro — disse revirando os olhos.

— Mas sério, Tema, vai que hoje você encontra alguém interessante, não é? Nunca se sabe — Kankuro disse, enquanto apoiava seu cotovelo no apoio da porta e mantinha a outra no volante.

— Duvido muito, os homens desses locais são péssimos! — reclamou. — Não tem um pingo de bom gosto e senso.

— Não fale assim, eu vou a esses lugares — retrucou sorrindo.

— Você é o pior deles, Kankuro! — ralhou. — Pobrezinha da Tayuya que te suporta.

— Pobrezinha da Tayuya?! Pobrezinho de mim! — ralhou exaltado. — Eu sofro na mão daquela mulher, ela tem quase a mesma personalidade irritante que você, demônia.

— Ainda bem, porque para alguém te dar um jeito, só uma pessoa com pulso firme, senão você passa a perna — retrucou.

— Que péssima irmã, eu sou sua família, você tem que ficar do meu lado — avisou.

— Escolho o lado que for mais justo, infelizmente não é o seu — comentou. — Só espero que essa festa não seja tão tediosa, festa de dia é um saco!

— Temari, você reclama se é de dia, reclama se é de noite, meu Deus, mulher, escolhe só um! — pediu.

— É que esse tipo de festa é chato em qualquer horário.

— Não acho… — retrucou.

— Claro, para você só importa os rabos de saia!

— Que Tayuya não te escute, sua louca! — avisou, com medo.

— Ela vai hoje, né? — perguntou.

— Sim… — respondeu meio temeroso. — Vai com um parente ou é um amigo, não lembro.

— Entendo… — disse e se calou.

A viagem se prosseguiu no silêncio, pelo menos a mesma não foi tão longa. Iriam ficar hospedados em um hotel de cinco estrelas após a festa.

Kankuro esperou Gaara sair do carro para logo após sair também e abrir a porta para sua irmã que pegou sua mão e saiu glamorosa.

Se tinha que ser uma lady, que pelo menos pudesse fingir ser uma.

Estava com um vestido roxo com um decote e um V na perna esquerda, seu cabelo estava solto e bem liso, sua maquiagem era muito natural.

Entrelaçou seu braço no do seu irmão, passando por um tapete vermelho, entregou a chave ao homem que iria estacionar o carro e seguiram para dentro do espaço, acenando para as pessoas com a cabeça.

— Temari — Um homem de cabelo branco, jovem e muito bonito apareceu, dando um beijo em suas mãos. — Kankuro — Deu um aperto.

— Kakashi… — ela disse. — Como está?

— Muito bem, você está linda — comentou.

— Muito gentil de sua parte — Forçou um sorriso encantador.

— Acredite que só estou falando a verdade — Piscou. — E Gaara, para onde foi?

— Ah… deve estar procurando uma pessoa — respondeu, olhando ao redor.

— Entendo, falarei com ele mais tarde então… Terei que ir, foi um prazer revê-los — disse sorrindo e se afastou.

— Ai, irmã, Kakashi parece um ótimo parceiro — comentou.

— Só parece mesmo — evitou falar mais alguma coisa.

— Precisamos falar com o Madara — avisou e guiou a irmã até um lugar que estava servindo alguns drinks, pegou um martini e entregou para sua irmã, pegando um igual para si.

— Sim, de fato, mas não o vejo — retrucou.

Seu olhar foi vagando pelo local, encontrando um homem de cabelo negro e mediano, estava de costas e trajava um paletó listrado com as cores cinza e branco, parecia estar segurando uma bebida e conversava com Tayuya e outra pessoa, mas esse homem parecia ter bastante presença, principalmente para agradar o seu olhar seletivo.

— Olha, sua namorada está ali — avisou a Kankuro que semicerrou os olhos avistando a cena.

— Acho que devemos ir lá — disse e sem esperar resposta foi arrastando sua irmã até o trio. — Querida! — disse, puxando-a pela cintura. — Estava morrendo de saudades.

— Já eu nem tanto — ela disse com uma cara de deboche. — Inútil.

Kankuro odiava esse comportamento da ruiva, mas desde que a conheceu sabia que era assim.

— Não? — perguntou, dando um selinho demorado na mesma que corou, evitando o olhar.

— Talvez um pouco… — respondeu.

Ainda não é a resposta que quero ouvir, te esperarei no quarto 403, hoje à noite no hotel — avisou em sussurro. — Sei que estará lá.

Não me garantiria tanto se fosse você — retrucou, olhando-o.

Estou me garantindo justamente porque sou eu, querida — Piscou e ficou segurando sua cintura, olhando para as outras duas pessoas. — Olá, sou Kankuro — Se apresentou, apertando a mão dos dois homens.

— Sou Shikaku e esse é meu filho, atual dono, Shikamaru — comentou, sorrindo.

— Prazer, sou Shikamaru — se apresentou e pousou o olhar em Temari, que já estava encarando-o por um tempo.

— Oh, me chamo Temari, sou irmã de Kankuro e Gaara, prazer enorme em conhecê-los — disse, apertando a mão delicadamente dos dois também.

O Nara mais novo olhou-a dos pés a cabeça e a loira se ruborizou, olhando para o lado, evitando contato, logo o outro virou a cara com tudo, como se ela não existisse ali e prosseguiu a conversa.

Temari se aproximou do irmão.

Sabia que esse também seria um metido — avisou em um sussurro, mas Shikamaru arqueou a sobrancelha.

Pôde ler em seus lábios ele falando “foda-se” e ficou horrorizada, não esperava que ele fosse xingar ou coisa assim.

Kankuro segurou uma risada.

A loira respirou fundo, bateu o pé e saiu, procurando seu irmão que deveria estar atrás da Hyuuga, revirou os olhos e sentou-se na área do bar, o espaço era todo verde e gramado, era em área livre, o sol estava iluminando perfeitamente o local e ela agradeceu por isso, a decoração estava linda.

Alguém tocou de leve sua cintura e ela se virou, assustada.

— Temari, fico feliz que veio — Madara disse, dando um beijo em sua bochecha.

— Ah, como poderia faltar, não é? — perguntou com um tom de ironia escondido.

— Aonde estão seus irmãos? — questionou.

— Ah, Kankuro está ali — Apontou para o trio. — e Gaara está por ai, não sei o que está fazendo, infelizmente.

— Oh, entendo, falarei com seu irmão então, espero que esteja se divertindo — comentou.

— Com certeza estou — afirmou, sorrindo e deu um gole de sua bebida.

— Fico feliz em saber disso, até daqui a pouco — avisou e se afastou.

— Até daqui a pouco minha bunda — disse, meio estressada por estar visualizando aquelas costas largas de Shikamaru, bebeu seu copo de vez, sentindo o ardor pela sua garganta.

A festa continuou rolando perfeitamente e Temari só pensava em ir embora, fugir daquele lugar, mas seus irmãos estavam com suas respectivas mulheres, abandonando-a.

Queria gritar e fugir, mas não podia fazer nenhum e nem outro.

Ela arqueou a sobrancelha, tendo uma ideia.

Poderia não gritar e nem fugir, mas poderia fingir estar passando mal e ir embora para o hotel, pelo menos lá talvez fosse mais divertido que ali.

Esperou passar mais um tempo e por sua sorte Gaara apareceu e na mesma hora ela agarrou o braço do irmão.

— Estou passando mal, preciso ir para o hotel — avisou com uma voz melancólica e um olhar caído.

Gaara semicerrou seus olhos, estudando-a, para a tristeza de Temari, seu irmão achava que devia honrar todos os seus compromissos.

— Tudo bem, mandarei levá-la ao hotel e falarei com os outros sobre sua “doença” — avisou.

Temari queria gritar e pular, comemorando a primeira vez que seu irmão deixava-a sair de uma festa, queria agradecer principalmente a mulher que ele saia por deixá-lo calmo assim ao ponto de concordar com sua saída.

Ela levantou meio tonta, aos tropeços para disfarçar, evitando olhar para as pessoas para não passar vergonha, foi se afastando, dirigindo-se até a entrada e quase caiu de verdade se não fosse por braços fortes agarrarem sua cintura.

— Que mulher problemática — sussurrou no ouvido dela.

Ela virou-se assustada e deu uma cotovelada nele.

— Me largue — ordenou e ele largou ela de qualquer forma ao passar a mão no cabelo e pousar a outra na cintura.

— Assim como a madame deseja — retrucou.

Pediu ao manobrista que trouxesse o carro e pegou a chave, agradecendo, parou na porta quando abriu e lançou um olhar feio para Shikamaru que sorriu de canto, saindo de lá para voltar à festa.

Temari bateu a porta e jogou sua bolsinha no banco do carona, ligando o carro e saindo de lá.







Talvez tivesse sido uma péssima ideia ter saído da festa, dentro do hotel não mudava nada, já era 19h e queria sair de qualquer forma, precisava sair.



















Levantou-se e foi tomar um banho, iria para algum lugar para se divertir, sentir a liberdade, entrou no chuveiro, deixando a água quente escorrer pelo seu corpo, desejando achar algo muito legal para fazer.

Quando terminou de tomar banho, pegou sua toalha e enrolou no corpo, indo para seu guarda-roupa, pegou uma calça militar e uma blusa ciganinha branca, se enxugou e começou a se vestir, colocou suas bijuterias e fez uma maquiagem.

Colocou seu celular, documentos e dinheiro dentro da bolsa e se olhou no espelho, sorrindo com o resultado.

Quando saiu do quarto, pediu o elevador, indo para o térreo, era tudo feito de tons dourados e espelhado, abusavam dos espelhos e plantas esverdeadas, passou pela porta dupla de vidro, indo para frente.

Temari arqueou a sobrancelha ao ver que o rapaz que havia conhecido mais cedo se encontrava à sua frente, ele agora estava em cima de uma moto, seu cabelo negro estava solto, tinha piercing na orelha, trajava uma camisa branca, jaqueta de couro preta e uma calça da mesma cor, além de sua bota cano alto.

Entre seus dedos estava um cigarro recém acesso, ele olhava para ela de forma tediosa, analisando-a, mas no brilho do seu olhar dava para perceber que tinha um interesse na loira e um grande interesse.

Ela cruzou os braços e olhou para o lado, meio ruborizada com o olhar dele.

— Achei que estava passando mal — ele falou com uma voz máscula, causando pequenos arrepios nela.

— Bom, se passou um bom tempo desde que cheguei aqui — comentou.

— Hm…

Não podia negar a sua surpresa em imaginar que o homem que havia visto mais cedo, atualmente estava em uma moto, totalmente rockeiro.

— A festa já acabou? — perguntou, temendo encontrar o irmão.

— Hm… Sim, tem um tempinho — respondeu.

— Merda — disse para si.

Ela mordeu o lábio inferior e olhou para o lado, arregalando os olhos, sem pensar duas vezes montou na moto dele, olhando para trás.

— Dirige — ordenou.

— Quê? — Shikamaru olhou para ela espantado, segurando nos dois guidom e Temari apertou seu abdome.

— Só vai — ordenou e ele entregou o capacete para ele, colocando-o também.

Ele começou a pilotar, indo para a rua, meio perdido sem saber o que fazer, frequentava aquele lugar algumas vezes e conhecia lugares bons para ir.

— Para onde você quer ir? — perguntou entre gritos.

— Eu não sei, quero saber de algum lugar divertido — respondeu, aproximando sua boca para mais perto da orelha dele.

— Ok — concordou. — Que problemática.

Acelerou e foi desviando de alguns carros, tinha um lugar que achava que seria divertido, ou ao menos distrativo.

O vento balançava violentamente o cabelo de ambos pela velocidade, Temari respirou profundamente, gostava de sentir o vento na cara.

Shikamaru parou em frente a uma casa de fliperama, a entrada era bem brilhante, cheia de luzes diferentes, ele esperou para que ela descesse e estendeu a mão para pegar o capacete e logo tirou o seu também, guardando-os.

— Uma casa de fliperama? — perguntou, franzindo o cenho.

— Sim, é uma boa para quem quer extravasar — respondeu, saindo de cima da moto. — Mas se não quiser ir, pode ficar.

— Claro que irei, babaca — retrucou e foi entrando logo depois dele.

— Bom, então bem vinda à Paraíso — comentou, abrindo a porta para que ela passasse.

Se fora do estabelecimento era cheio de luzes e brilhante, dentro era mil vezes a mais, cheio de máquinas de jogos emanando luz, telas de televisão passando clipes musicais, um bar cheio de pisca-pisca e muitas pessoas.

— Por onde quer começar? — perguntou, ajeitando a jaqueta e indo para o lado dela.

— Aquele é Mortal Kombat? — ela questionou, apontando para uma máquina dali.

— Sim — respondeu.

— Vamos?

— Vamos…

Eles se aproximaram do arcade e Temari escolheu a Mileena e o Shikamaru escolheu Scorpion.

Só dava para escutar os barulhos frenéticos dos botões, a loira estava super concentrada para ganhar, já estava no quarto round e bastante nervosa pelo empate, enquanto o moreno parecia super relaxado.

Por um golpe de sorte, Temari ganhou e o abraçou comemorando e logo após soltou-o percebendo a situação, ficando levemente corada.

— Hm… vamos na pista de boliche — disse e ele assentiu meio vermelho também.

Passaram a noite inteira jogando tudo que podia ali, rendendo alguns prêmios a Temari que saia contente de cada máquina que podia ganhar e querendo matar alguém quando perdia para o Nara que não suava nem um pouco.

Foi avisado que o local já iria fechar e a loira olhou as horas, arqueou a sobrancelha ao perceber quanto tempo havia gasto ali com ele, mas não pôde negar que havia se divertido mais do que imaginava.

Shikamaru colocou as duas mão no bolso e foi saindo, quando chegou na porta, olhou para ela.

— Você quer ir em um lugar interessante? — perguntou e Temari ficou vermelha, pensando em um lado malicioso.

— Você é um pervertido por acaso? — retrucou e ele riu, levando a mão até a boca.

— Que problemática, eu não quis dizer esse lugar, é um que vou desde que sou criança — avisou e ela ponderou a ideia, para no fim, aceitar.

— Por que não, né?

Shikamaru deu um sorriso de canto e subiu na moto, entregando o capacete para Temari e logo pondo o seu também.

Quando ela subiu, percebeu que ele olhava para ela pelo retrovisor.

— Segure-se em mim, vai precisar — avisou.

Lentamente a loira abraçou o corpo forte do moreno e assim que ele ligou a moto, partiu em velocidade.

Temari não conhecia nada ali, então não sabia para onde estaria sendo levada ou coisa assim, eles entraram em uma estrada, ela encostou a cabeça nas costas dele, olhando para a paisagem que lhe era proporcionada, enquanto ele se focava em dirigir.

Não sabia quanto tempo estava ali, mas percebeu que logo as árvores foram se dissipando, dando lugar aos coqueiros e de longe o cheiro do mar que invadia as narinas violentamente da loira, o barulho distante das ondas e a areia.

Ela não podia negar que amava o mar, aonde vivia não existia, então aproveitava sempre que podia.

Observou o sol nascendo, o céu estava um misto de cor, uma das visões mais lindas para ela, num momento de insanidade tentou se manter equilibrada e abriu os braços dando um grito com um sorriso.

Shikamaru deu um sorriso de canto e tentou olhar pelo rabo de olho.

— Ei, mulher problemática! Segure em mim — gritou para que ela ouvisse e logo ela fez o que ele pediu.

Não demorou muito para que chegassem no lugar que o Nara queria, era um lugar deserto e isolado, em frente a praia existia um posto com uma loja de conveniência que estava abrindo, ele entrou no local e estacionou a moto, guardando seu capacete e logo após a loira entregou o dela.

— Quer vinho? — ele perguntou.

— Agora está falando minha língua — respondeu com um sorriso.

— Não da forma que eu queria — ele disse e deixou-a para trás, corada.

Assim que abriu a porta da loja, o sininho soou pelo ambiente, revelando que as duas pessoas haviam entrado, um homem velho estava atrás do balcão, ajeitando algumas coisas, o moreno foi direto para a área de bebidas, pegando um vinho qualquer.

— Bom dia — disse ao pagar pelo vinho.

— Bom dia, veio cedo com sua namorada, huh? — ele perguntou, entregando o troco.

— Eu não sou sua namorada — Temari retrucou.

— Oh, estranho, esse jovem nunca trouxe nenhuma mulher para cá, achei que você fosse alguém importante para ele — disse o velho. — Quer copo?

— Dois, por favor — pediu. — Depois conversaremos mais, velhote — Pegou o saco com as coisas e saiu.

— Você o conhece? — ela perguntou, curiosa.

— Sim, desde criança — respondeu.

Shikamaru foi até a mala da moto e pegou algo parecido com uma canga, colocando-a no ombro.

— Recomendo que tire os sapatos, madame — avisou.

— Madame? Ora essa — resmungou, mas o obedeceu, logo ele também tirou sua bota.

Ela sentia-se feliz em pisar na areia, mas estava louca para correr e pisar na água e isso era fato.

O Nara estendeu a canga na areia, próxima à água e sentou-se, abrindo o vinho com a boca, retirou sua jaqueta e encheu seu copo, bebendo-o de vez logo em seguida.

A loira ao sentir a água morna tocar seus dedos reviveu algumas memórias, deu um sorriso de canto e virou-se, vendo que o vinho já estava aberto.

— Ei! Eu também quero — protestou.

— Que mulher problemática… — disse preguiçoso e colocou para ela também.

Temari sentou-se do seu lado, bebendo seu copo igualmente de vez, pediu para encher mais e o colocou ao seu lado, esticando seus braços para trás, usando-os como apoio.

O sol que já estava mostrando a cara, aquecia seus rostos graças aos raios de luz que emanava, a loira fechou seus olhos, sentindo aquele calor gostoso e logo bebeu mais um copo cheio.

Num momento ambos começaram a rir e beber até o vinho acabar, ela encostou sua cabeça no ombro dele, olhando as ondas que se formavam e quando chegava a beira se deformavam.

Shikamaru apenas ficou observando o céu, pegou um isqueiro e um cigarro do bolso e começou a fumar, a loira não podia negar que achava sexy aquele cheiro que ele emanava, havia algo sensual no Nara que a atraia totalmente, afastou-se, admirando-o de lado, desejando um beijo.

Ele a encarou pelo rabo de olho e ela evitou o olhar.

Em um movimento repentino, Shikamaru apagou o cigarro na areia e encarou a loira, fazendo-a encarar de volta.

Mesmo com aquele olhar preguiçoso, Temari sentia uma falta de ar imensa, definitivamente um olhar atraente.

Suas respirações começaram a ficar descompassadas, parecia que faltava ar de seus pulmões, mas na verdade era desejo, vontade de fazer uma coisa que não sabia se era certo fazer, os corações acelerados, o impulso dizendo “vou”, “não vou”, a dúvida de fazer, a agonia de desejar fazer algo sem ao menos saber se pode.

Sentimentos e emoções que matam qualquer ser humano.

— Quer saber? Foda-se toda essa merda — Shikamaru disse e na mesma hora se aproximou da loira, focando o olhar no dela e ao perceber que a mesma os fechou, envolveu sua boca na dela, beijando-a lentamente.

Segurou-a pela nuca, dando leves arranhões ali mesmo, queria senti-la mais intensamente, sentir da forma carnal, Temari partiu para cima dele, sentando-se em seu colo, segurou o rosto do mesmo e logo com uma mão cravou suas unhas no ombro dele, arranhando levemente até as costas, o Nara passou a mão na bunda dela, apertando com força e logo dando um tapa ali.

Ela mordeu o lábio dele, sentindo que já estava ficando molhada, até mais do que imaginava.

A loira arrancou a blusa do mesmo, tendo uma visão bela do seu corpo, os olhos brilhando de desejo, Shikamaru arranhou suas costas e por debaixo da blusa, abriu seu sutiã jogando-o em qualquer parte da praia, logo após a blusa e deitando-a na canga, ficou por cima dela.

Temari estava com uma perna dobrada e o moreno fez questão de passar a mão por ali, explorando cada parte daquela perna e de sua coxa, subindo lentamente até seu quadril, o qual apertou e deu um beijo em seu pescoço, fazendo ela suspirar.

Ele sentou-se entre suas pernas, abrindo sua parte debaixo, arrancando-a com sua calcinha, focou seu olhar no dela e beijou sua boca, depois deu umas mordiscadas leves em seu queixo, foi descendo para o pescoço e fez uma trilha de seus seios até a virilha com beijos e mãos bobas nos seus peitos e bunda.

Abriu lentamente suas duas pernas, dando beijos e mordidas na parte interna de sua coxa, Temari fechou os olhos e meneou a cabeça com um suspiro, quando conheceu Shikamaru, nunca poderia pensar que ele seria tão bom assim, nem em seus sonhos mais profundos.

Estava feliz, pela primeira vez, de ter errado algum julgamento precipitado sobre alguém.

Ele deitou-se entre suas pernas, apoiando uma mão na parte inferior de suas costas, arqueando-a e começou a lamber a região, estimulando seu clitóris, descobrindo seu ponto fraco, olhou para ela, vendo que gemia e segurava em vão no tecido para não se contorcer.

Segurava-a firmemente enquanto fazia seu trabalho, logo colocou dois dedos lá dentro com um movimento de vai e vem, aumentando e diminuindo a velocidade ao mesmo tempo, enquanto trabalhava com sua língua.

— Merda, Shikamaru! — resmungou entre gemidos, com uma voz quase falha. — Estou quase… — Ela soltou um barulho de “ah” com lágrimas nos olhos.

Ele não pode deixar de sorrir.

Lambeu todo líquido que havia saído dali e ao levantar-se, roçou levemente seu órgão pela calça no dela, fazendo-a morder o lábio inferior, puxou-o pela nuca, beijando-o, ele voltou a explorar seu corpo intensamente, passando a mão em sua bunda e mordendo o lábio inferior dela, após dar um belo tapa que fez um som alto e em bom tom, ela gemeu.

— Você é um desgraçado — disse quando ele voltou a se inebriar em seu pescoço, chupando-o e mordendo o lóbulo de sua orelha, Temari arranhou e cravou suas unhas em suas costas, causando um arrepio em Shikamaru.

A loira ergueu o tronco enquanto ele segurava-a pelo quadril e ela começou a abrir o cinto dele, após o ecler e por fim a barbilha, retirando sua calça, com ele mordendo o lábio inferior ao sentir as mãos quentes dela tocarem suas partes íntimas.

Ela lambeu a extensão lentamente olhando em seus olhos, fazendo-o segurar seu rosto pelo queixo, beijando-a.

Temari deu um sorriso de canto e envolveu o membro com sua boca, subindo e descendo, enquanto tocava nas bolas de forma delicada.

Ele segurou-a pelo cabelo enquanto ficava mais excitado com o olhar dela, maldito olhar.

A loira começou a aumentar a velocidade, percebendo os gemidos que vinham dele.

— Ah, Temari… — suspirou.

Logo sentiu sua boca se preencher com o gozo dele, ela engoliu e logo passou a língua pelos lábios.

— Que ótima refeição, não? — ela brincou.

— Merda — disse e deitou-a, beijando-a mais intensamente do que antes, havia achado aquela cena muito excitante e nunca esqueceria na sua vida desse momento.

Temari o prendeu com as duas pernas, que envolviam seu quadril, deixando sua parte íntima mais próxima da dela, fazendo-o arquear para trás, ao sentir o contato da pele quente, seu olhar brilhava de desejo e luxúria e muito pouco poderia se controlar.

— Não se controle — disse, como se pudesse ler a mente dele.

Shikamaru engoliu em seco e procurou a camisinha pelo bolso da jaqueta, colocando-o e logo voltando para cima dela, beijando-a, enquanto posicionava seu membro na parte íntima dela, enfiando-o lentamente.

Gemeu ao sentir o contato, era quente e acolhedor, exasperou, fechando os olhos e metendo devagar, ia lentamente, torturando a loira, logo foi aumentando a velocidade, segurando a coxa da loira, apertando sua bunda e chupando seus seios ao mesmo tempo que brincava com os mesmos.

O barulho que fazia parecia melodia soando no ouvido de ambos, era prazeroso, além dos gemidos que podia ser escutado ali.

Temari inverteu a posição, indo para cima dele, quicando com sua velocidade, apoiando suas duas mãos no peitoral dele, outrora brincando com seus seios ou levantando seu cabelo ao olhar para o lado, com uma expressão muito sensual.

Shikamaru a segurou pelo quadril, erguendo seu tronco para ficar quase da altura da loira, enchendo seu pescoço de beijos, enquanto ela puxava seu cabelo levemente, a velocidade foi aumentando, deixando ambos em êxtase, estavam chegando no clímax e o melhor: juntos.

Sentiu o seu líquido escorrer sobre o membro de Shikamaru, apoiando seus dois antebraços no ombro do mesmo, tendo dificuldade em respirar, encostou sua testa na dele.

Ambos tentando voltar a respiração normal, logo a loira saiu de cima dele, deitando-se ao lado dele, suja de areia, suada e com o cabelo bagunçado, podia sentir que tinha areia até em suas nádegas.

Logo o Nara retirou a camisinha, amarrando-a e colocando-a dentro do saquinho para jogar fora, pegou sua jaqueta e cobriu o corpo da loira, deitando-se ao seu lado, enfim, respirando profundamente.

— Que noite mais incrível e que manhã mais louca que já tive — ela comentou, virando-se para ele.

O mesmo estava com os dois braços abertos, olhando para o céu azul.

— Sim — concordou com dificuldade. — Mas estou ansioso para repetir mais vezes.

— Oh, está? — perguntou com um tom provocador.

— Você não sabe o quanto — respondeu, passando a mão no rosto dela, beijando-a.

— Acho que isso vai ser o início de uma grande história então, Sr. Nara — avisou, rindo.

— Assim eu espero, Srta. Temari, pois de você eu quero tudo.

Depois daquele dia, ninguém entendia o olhar cúmplice dos dois nos eventos que Temari odiava ir, mas que após conhecer Shikamaru passou a amar e não faltava nenhum, principalmente os encontros que tinha após cada evento.

26 de Fevereiro de 2018 às 03:51 0 Denunciar Insira 1
Fim

Conheça o autor

Escritora Teylla Alô, alô, graças a Deus, aqui quem vós fala é a Titia Tey, uma louca, uma feiticeira, sou demais, brincadeira hahaha Crackshippeira totalmente louca SasuSaku ☂ GaaHina ☂ NaruHina ☂ ShikaTema ☂ NejiTen ☂ DeiTen ☂ NejiIno ☂ SaiIno ☂ KibaIno ☂ SaiTen ☂ MadaMei ☂ MadaTsu

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~