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vanychan734 Vany-chan 734

Discurso das lembranças que Sakura tem de sua relação com Sasuke, contando o início da interação deles até o matrimônio.


Fanfiction Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#SasuSakuSara #SasuSaku #Naruto
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Memórias - Versão da Sakura

Nossa história foi como um filme alternativo desde o início. E eu adorava relembrá-la para nunca esquecer aquelas particularidades de um casal tão atípico como nós éramos.

Tudo começou na escolinha aos sete anos. Eu não esperava que em um dia de verão ensolarado como era costumeiro em Konoha pudesse encontrar o amor da minha vida. O homem – na época um garoto emburrado – que mudaria minha vida completamente!

Eu havia comprado um sorvete delicioso de morango e estava completamente feliz com ele, até o meu sorriso desaparecer quando uma bola vermelha acertou minha cabeça e me fez derrubá-lo. Lembro que chorei como se fosse a minha própria vida indo ao chão. Olhei para o garoto mais idiota da escola, vulgo meu – nosso – melhor amigo, com ódio e tristeza, ele veio correndo, rindo como o idiota que é e ainda me provocou dizendo que era por eu não ter dividido meu precioso sorvetinho com ele. Um abusado! Naruto sempre foi um abusado!

Mas foi o garoto ao lado dele que me chamou a atenção. Um garoto magro, com cabelos escuros e olhos mais escuros ainda! Ele me olhava com estranhamento, principalmente ao me ver chorar por um sorvete, um doce, algo tão sem cabimento aos seus olhos que apenas ficou ali me encarando, e eu boba como era, abaixei a cabeça para chorar mais. Porém, antes que eu voltasse a fazer um escândalo, ele pegou a bola vermelha e atirou no loiro idiota ao seu lado. Foi naquele momento, naquele magnífico instante em que Naruto caiu no chão, que ele se tornou o meu herói, usurpando esse título que pertencia apenas ao meu pai.

Bem, crianças crescem e nós crescemos, e a cada dia eu me via mais envolvida com ele. Mais apaixonada e mais irritante. Sasuke não era um poço de doçura aos doze anos, longe disso, o mal-húmor dele parecia uma característica intrínseca ao seu ser e mesmo querendo culpar a puberdade por isso, sei que sua apatia era causada mais pelas minhas atitudes irritantes do que por ele em si.

Confesso, era uma exímia perseguidora dele. Sabia seus hábitos, na verdade os havia decorado por tanto ficar à estreita, sabia como ele era metódico e também como odiava que eu ficasse sempre em sua cola. Mas não era culpa minha! Eu sentia – sinto – uma necessidade grande dele, de ficar perto, de saber se está bem, se precisa de algo e por aí vai...

Esse sentimento que me roubava suspiros foi percebido pela minha mãe aos quatorze anos. Tenho até vergonha de pensar! Mebuki percebeu quando eu fiquei corada ao olhá-lo no final do corredor do mercado e fez o pior comentário possível em alto e bom tom: “ele é o seu namoradinho, Sakura?”. Eu queria sair correndo do mercado e nunca mais olhá-lo, mas fiquei tão chocada que permaneci ali, completamente petrificada, observando-o arquear as sobrancelhas por tal infâmia, ainda mais quando Mikoto ao seu lado lhe questionou “você está namorando, meu filho?”.

Depois daquele dia eu jurei que ninguém mais iria perceber meus sentimentos, até porque a expressão irritada dele havia me magoado. Eu segui meu caminho fielmente, passei a me controlar, a parar de segui-lo, de frequentar os mesmo lugares e até mudei os grupos de trabalho... mas eu não podia controlar os meu olhos. Sabia que continuava a olha-lo daquela forma patética, que me denunciava há quilômetros.

O rubor ainda era presente quando nos encontrávamos, principalmente quando nos cumprimentávamos nas saídas com os amigos. Seus abraços não eram exatamente calorosos, mas eu percebia a forma contida como enlaçava minha cintura, e apenas a minha. As outras meninas não ganhavam sua atenção e isso me deixava confusa.

Ficava confusa porque não entendia seus olhares intensos, nem as frases dúbias, soltas sem motivo aparente, e muito menos aqueles sorrisos provocantes. Isso só aumentava sua cara de canalha e eu me contorcia inteira quando o pegava olhando para mim dessa forma.

Dezesseis anos e um cabelo rosa. Não pintei porque queria chamar a atenção, pintei porque havia apostado com Ino caso ela tirasse um A em física e tenho certeza que ela se empenhou naquela prova apenas para me fazer pintá-lo. Bom, estava feito, o cabelo rosa esvoaçante atraiu olhares e o dele não foi diferente. Estava me analisando novamente. Senti minhas bochechas queimando sob aquele olhar avaliador, e ele displicente – como sempre – desviou o olhar e entrou na sala sem dizer nada. Passei o resto do dia pensando no que ele havia pensado da cor inusitada e quando o sinal bateu, descobri.

Escorada no batente da porta, conversando com Ino, senti um leve roçar de dedos nas minha longas madeixas rosadas e quando olhei para trás simplesmente parei de respirar. Sasuke enrolava uma mexa em seu indicador e me olhava fixamente. “Gostei” disse sucinto, como se fosse normal me tocar daquela forma ou me dizer algo como aquilo.

E a partir daquele dia, a garotinha apaixonada estava de volta. Jurei que nunca mais deixaria de pintar meus fios e que rosa era oficialmente o tom que mais combinava com meus olhos verdes.

Sasuke era um caixinha de surpresas. Mais especificamente, uma caixa de Pandora. Eu nunca sabia o que realmente esperar dele, mesmo com seu jeito metódico. Ele conseguia me surpreender com mínimas atitudes e parecia querer testar até que ponto eu não enlouquecia com suas atitudes ambíguas. Era só ouvir “Uchiha” que meu coração disparava e eu olhava ao redor procurando pelo homem dos meus sonhos.

Como no dia em que resolveu me dar uma flor. Me lembro do choque ao vê-lo aparecer na floricultura de Ino e comprar um rosa, ela o olhou com ódio por fazer isso na minha frente, sem nem me olhar ou demonstrar que havia me notado ali, afinal, minha melhor amiga sabia da minha quedinha por ele. E aquele ser misterioso roubou meu ar mais uma vez quando pagou diretamente para Ino e se virou para me entregar aquela linda flor. Tenho certeza de ter ficado tão vermelha quanto ela.

Sasuke sorriu novamente. Não um sorriso aberto, mas aquele repuxar suave dos lábios para um lado, como se debochasse de mim. Peguei o presente com as mãos trêmulas e sentindo minha respiração descompassar, enquanto ele repousou as mãos nos bolsos da calça. Ficamos nos olhando por um tempo até a minha ilustre melhor amiga resolver interferir e mandar ele me beijar.

Senti meu coração parar, Ino conseguia me constranger sempre que queria! Ela e mamãe disputavam o título de quem mais me tirava do sério, mas no dia, foi Sasuke quem ganhou a disputa. O Uchiha apenas fez sua carranca comum e saiu do estabelecimento com uma tranquilidade que eu invejava. Não dormi naquela noite e nem nos dias seguintes, principalmente porque ele começou uma aproximação há muito desejada. Almoços, estudos, cinemas, saídas, tudo passamos a fazer juntos. Sozinhos.

E um dia, quando íamos fazer o trabalho de história para fechar o semestre, ele me perguntou “quer ser minha namorada?”, olhei para ele há tempo de pedir ajuda. Acordei no sofá de casa com a mamãe explicando que eu havia desmaiado, olhei ao redor ainda perdida e o vi sentado na poltrona de frente para onde eu estava. Aquele sorrisinho zombeteiro estava ali e com um sorriso sussurrei “aceito”.

O primeiro beijo, dias depois, me fez perder o chão. Achei que desmaiaria novamente, mas logo em seguida ele estava me beijando de novo e me fazendo ficar bem disposta. Bem, não vou falar até onde essas carícias nos levaram, mas com o tempo pude perceber certas particularidades dele que só aumentavam meu amor, como a pequenina pinta ao lado do nariz, tão minúscula que nem câmeras fotográficas captavam, mas que os meus olhos astutos e apaixonados gravavam muito bem. Quando estamos sozinhos, beijo delicadamente essa pinta e Sasuke chega a quase ronronar por isso.

Passamos na faculdade e apesar da distância e das brigas nos empenhamos em continuar juntos. Todos sabiam que eu não queria deixa-lo e nem o meu sonho de ser médica, muito menos ele, o qual queria assumir a empresa do pai algum dia. Então continuamos o namoro e a cada reencontro eu tinha a certeza que formaríamos uma família num futuro não muito distante.

Casamos, trabalhamos, viajamos e finalmente Sarada veio. Era para ser um presente de aniversário para ele, mas no fim o presente foi meu quando ela nasceu perto do meu aniversário, mudando completamente nossa vida.

Sasuke é o pai coruja mais idiota do mundo. Fico impressionada como ele consegue sentir ciúme do filho do Naruto por apenas brincar com a nossa princesinha, porém o apoio, afinal, Boruto tem a mesma cara de arruaceiro que o pai e se ele tentar jogar uma bola na nossa filha, eu mesma o acertarei com uma bola.

Enfim, em toda essa história eu só sinto meu amor aumentar. Sarada é a maior representação dos nossos sentimentos conectados e eu sinto meu coração acelerar apenas ao olhá-la e perceber como os genes Uchihas podem ser esmagadores. Se prepare Izumi, Itachi não deixará barato.

Agradeço a todos pela presença e apoio na nossa jornada. Ele me faz feliz ao seu modo Sasuke Uchiha de ser e eu sei que o faço feliz também, assim como Sarada que ilumina nossas manhãs ao acordar chamando por um de nós.

- Eu gosto de você e gosto de ficar com você, Anata.

25 de Fevereiro de 2018 às 20:18 4 Denunciar Insira 2
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Sr.  Artie Sr. Artie
Meninaaaa, Stoooop que eu sou cardíaco aaaaa
25 de Fevereiro de 2018 às 18:10

  • Sr.  Artie Sr. Artie
    Eu estava lendo e lendo e até a Mikoto ser citada, eu não percebi que a história era UA. Eu amei o modo como esse capítulo foi narrado, apesar de que o modo como as coisas aconteceram aos poucos me lembrou o livro "As Vantagens de Ser Invisível" e eu fiquei com medo de ter um final sad, mas ainda bem que não aaaa Agora, vou indo para o capítulo do Sasuke 25 de Fevereiro de 2018 às 18:12
  • Vany-chan 734 Vany-chan 734
    HASUHAUHSAUH MEU DEUS! HAHAHA 25 de Fevereiro de 2018 às 18:53
  • Vany-chan 734 Vany-chan 734
    As Vantagens de Ser Invisível é um dos meus livros favoritos, mas aqui não teria um final triste não, a ideia era ser Fluffy mesmo, espero que a versão do Sasuke atenda suas expectativas! Um beijão e obrigada pelo coment <3 25 de Fevereiro de 2018 às 18:56
~

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