Goddess Seguir história

ksutaguo Louise Alves

Baseado na música "Goddess" da cantora "Banks". Neji Hyuuga jamais sentiu a felicidade é o prazer de ter uma companheira para chamar de sua. Ele era um shinobi focado no seu único objetivo da vida: salvar e defender a Vila que nasceu e cresceu, nem que para isso ele se sacrificasse. Mas um novo olhar para sua colega de equipe talvez despertou sentimentos e sensações que ele nem se lembrava que tinha, e ela mostrou ao seu arrogante companheiro de equipe o quão forte ela era e como ele foi estúpido durante toda a vida.


Fanfiction Para maiores de 18 apenas. © Os personagens e o universo que essa fanfic se passa são de autoria de Masashi Kishimoto. Fanfiction escrita de fã para fã sem fins lucrativos.

#Ecchi #Naruto #Hentai #Neji Hyuuga #Tenten #Nejiten #UN #Universo Ninja #Goddess #Teach me
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Capítulo Único - Teach Me


“Ela deu tudo, você não deu a mínima

Ela poderia ter feito qualquer coisa

Ou qualquer um, porque ela é uma deusa

Você nunca percebeu isso

Você deixou ela na pior, você gostava dela sem esperança

Para ficar rodeando, tipo despercebido

Você deveria ter coroado a ela, porque ela é uma deusa

Você nunca se ligou nisso”

Goddess - Banks



Gai-sensei dava as coordenadas ao seu pupilo no pátio da academia – ou quartel general. Em tempos de guerra, mal dava para saber o que era o quê. Lee assentia, vislumbrando seu superior com determinação. Seu sensei parecia animado, entretanto, os próximos dias seriam extremamente tensos; Konoha jamais fora tão ameaçada como naquele momento.

Neji observou de longe seu mestre e seu irmão de batalha com aquele mesmo diálogo inspirador e ridículo de sempre. Estava encostado na meia parede perto da saída do prédio.Ver aquela cena, por mais tediosa que fosse, lhe causava uma paz esquisita ao coração. Como se tudo se aquiescesse dentro de si. Ele sabia que, assim que a guerra estourasse, tudo mudaria.

Tanto para o bem quanto para o mal.

Bufou descontente. Sentia o corpo pesar desconfortável com aquela roupa de Jounnin.

Seguindo pelas ruas iluminadas graças à lua cheia, o Hyuuga se perdia em seus pensamentos. sentia uma agonia estranha no peito, como se estivesse prevendo que alguma coisa — boa ou ruim — iria acontecer.

Via poucas pessoas na rua, a tensão era tão palpável quanto cada indivíduo que seus olhos descoloridos vislumbravam. Todos estavam vivendo suas vidas da melhor maneira possível... Bom, pelo menos nem a fome e nem a miséria atacavam o povo. Tudo parecia estranhamente normal.

— Eu insisto em acompanhá-la.

— Não se preocupe, minha casa fica noutra quadra.

Neji girou a cabeça e encontrou uma moça com voz bem parecida com a da sua companheira de equipe de braços dados com um cara que imaginou que fosse Inuzuka Kiba, pois a imagem que tinha do Homem Cão era bem diferente do homem grande que estava ao lado dela.

Kiba e Tenten estavam bem vestidos e arrumados, como se estivessem num encontro. Neji demorou bons segundos para reconhecê-los.

Não. Ele estava irreconhecível, mas ela estava deslumbrante. Era a primeira vez que via os cabelos castanhos dela soltos e, talvez pelo costume de deixá-los sempre amarrados no topo da cabeça, as mechas se desfaziam em ondas desiguais, cobrindo as costas e emoldurando o rosto e o busto — que Neji não tinha reparado até aquele momento — proporcionalmente farto com as curvas voluptuosas do corpo marcado pelo vestido oriental vinho.

Ela tinha olhos felinos e o sorriso angelical. Não seria possível que aquela mulher magnífica e mortal estivesse todos aqueles anos consigo na mesma equipe. Bem ali. Ao seu lado.

Será que Lee já havia visto Tenten daquele jeito?

E o que caralhos ela vira naquele saco de pulgas?

O gênio sacudiu a cabeça. “Isso não é da minha conta”, pensou e continuou sua caminhada antes que eles o encontrassem.

Talvez estivesse andando com passos um pouco mais largos que o normal, pois ele não entendia muito bem o motivo de sua circulação sanguínea se concentrar em uma área peculiar de seu corpo.


~X~


Ele estava com calor, suando tanto que molhava a seda onde jazia deitado. Seus olhos saltados, com o Byakugan ativado, se reviravam como se estivesse tendo a melhor das alucinações. Tinha as mãos trêmulas presas em um corpo macio e quente. Ele praticamente gritava de prazer enquanto aquela mulher mordia seu pescoço como um vampiro. Sentia-a rindo e gemendo em seu ouvido, como se fosse o próprio Diabo o chamando para adentrar o inferno.


...

O jovem Hyuuga despertou suado e tremendo. A respiração descompassada e o calor que sentia eram incomuns. Ele se moveu minimamente na cama, mas seu corpo o repreendeu com uma eletricidade perfurante vinda diretamente do seu ventre.

“Ah, ótimo...”

Ele afastou as cobertas para mirar seu amigo traíra. Ao ver-se duro feito pedra, foi arrebatado com as imagens de seu conto erótico particular. Pasmado consigo mesmo.

Ele acabara de sonhar com sua companheira de batalha.

Respirou pesadamente, tentando ao máximo evitar o toque naquela área sensível. Por mais que seu subconsciente o traísse com imagens pecaminosas, se sentia culpado; tocar-se pensando nela seria, no mínimo, desrespeito. Não que Tenten não fosse atraente aos olhos do Hyuuga, muito pelo contrário, entretanto, ele não daria o braço a torcer em absolutamente nada que o distraísse em sua missão.

Proteger a vila da ameaça da Akatsuki. Ou qualquer outra ameaça que surgisse.

E se isso significasse negar qualquer prazer de ter uma companheira, que assim fosse.

Os anos no time de Gai-sensei o ensinaram a ter mais foco do pior jeito. Tenten sempre era gentil e irritantemente presente. Sempre dando suporte em tudo que o time fazia. Habilidosa com armas, nunca errava seu alvo. Uma kunoichi rápida, inteligente, eficiente e mortal sob aquela pele de menina.

Neji a respeitava e, secretamente, admirava. Mas sempre se vestia com seu véu arrogante e sério, decretando que jamais se entregaria. Era orgulhoso demais para sequer pensar na hipótese de lhe confessar os sentimentos. Jurou por tudo que era mais sagrado que iria conter e repelir Tenten da sua cabeça. Nem que para isso tivesse que ser o mais cruel dos homens.

E se ela dissesse não?

Claro que ela diria! Se ela conseguia sair com aquele saco de pulgas, então, provavelmente, tinha gostos peculiares. Para não falar estranhos.

Ele se levantou, afrouxando o nó da calça e tentando ao máximo ignorar aquela sensibilidade desgraçada. Precisava de um banho urgente. E bem gelado.


~X~


— NEJI, SINTA O FOGO DA JUVENTUDE FLUIR NAS SUAS VEIAS ENQU... — Rock Lee mal pode terminar antes de ser arremessado alguns metros de distância, atingido por um golpe do Hyuuga.

— Cale a boca e lute na próxima vez, idiota.

Gai-sensei fazia mais um discurso patético sobre juventude e “não se desconcentrar” para seu pupilo com uma marca roxa no queixo. Foi quando Tenten apareceu atrasada para o treino.

— Me desculpem pelo atraso, pessoal! — Ela falou um pouco mais depressa que o normal.

Tinha uma fina camada de suor na testa e uma marca estranha no pescoço, escondida pela gola chinesa das vestes de batalha da moça.

— YO, TENTEN-CHAN! Por que demorou tanto? Sabe que horas são? QUASE UMA DA TARDE! Perdeu o treino da manhã e...

— Ah, tive problemas para dormir. Quando finalmente peguei no sono, não ouvi o despertador tocar! — Ela tinha o tom nervoso na voz, deduziu que ela mentia.

E aquela marca estava incomodando mais a ele do que ela.

— Aconteceu alguma coisa? — Tenten fitou o Hyuuga confusa, porém, ele não deu espaço para ela lhe perguntar qualquer coisa. — Essa marca roxa no seu pescoço.

Ela mudou de cor como um camaleão deixando os rapazes ainda mais confusos. Entretanto Gai-sensei sorriu de forma estranha.

— Se cultiva a juventude no seu corpo, nada há para desculpar, Tenten! Vigor! — Gai-sensei abraçou os ombros da kunoichi de forma exagerada — Vamos lá, está com o fogo da juventude queimando seu corpo, minha cara! Nada que uma boa luta não resolva. Vai extravasar toda essa energia acumulada! — Tenten riu, ainda ruborizada.

Lee gritou algo concordando com seu sensei, mesmo sem entender o que ele estava dizendo. Neji tentava puxar alguma lógica daquele diálogo. Fracassou.

— Faz tempo que não vemos vocês três lutando, acho que agora é uma boa hora de... — Gai apontou para os rapazes. — DOIS CONTRA UM!

O discípulo da Besta Verde urrou empolgado.

— Como Tenten chegou atrasada, você terá a desvantagem! Pro centro do campo, moça!

Neji ativou o Byakugan enquanto Lee se posicionava na outra ponta do campo. Tenten invocou um dos seus bastões de metal e sorriu.

— Vai ser moleza.


~X~


— Tenten, você se superou dessa vez! — Lee proferiu enquanto esticava as pernas extremamente doloridas. Eles suavam como porcos. — Defesa impecável!

— Se fosse impecável não teria recebido meus golpes — Neji sibilou, com o cabelo colado no pescoço e respirando pesado.

— Oh sim, a princesa é orgulhosa demais pra admitir a derrota — ela afofou as bochechas suadas do Hyuuga assustado com a repentina proximidade da kunoichi. — Desça do salto, princesinha. Hoje você virou plebeu perante a minha realeza!

Neji desvencilhou das mãos da mestra de armas, enquanto Lee resmungava do ardor dos cortes da chuva de kunais que recebera. Gai-sensei já havia elogiado sua aprendiz e ia a caminho do escritório do Hokage. Precisou sair logo após um AMBU lhe comunicar que Kakashi o esperava depois da suada vitória de Tenten.

A shinobi abriu os três botões da blusa que usava, podendo ser visualizado um decote pouco profundo, entretanto, o suficiente para chamar atenção de qualquer homem. Mas, para aqueles rapazes, o que chamava mais atenção eram os coques bagunçados dela se desmanchando em cascatas de fios achocolatados, chicoteando as costas da ninja em cachos largos e assimétricos. Uma cena extremamente rara de presenciar.

Eles simplesmente pararam o que estavam fazendo para admirar aquele evento tão simples, mas, ao mesmo tempo, tão perturbador.

A kunoichi puxou seus cabelos e os amarrou num rabo de cavalo frouxo enquanto se virava para os meninos. Ambos estavam meio abobados.

— Que foi?

O gênio voltou à realidade e virou a cabeça, enquanto o sobrancelhudo tentava formar uma frase completa, em choque com o flagra do seu devaneio. Tenten deu de ombros e olhou para o céu, parecia que um dilúvio cairia.

Meu deus, por quanto tempo durara aquela batalha? Minutos? Horas? Ela se lembrou do compromisso que havia marcado com Kiba. Provavelmente ela dera – sem querer – um tremendo bolo no “cachorrão”. Suspirou desgostosa.

Ainda estava ouvindo os resmungos de Lee quando moveu o olhar para os mestres de taijutsu. Foi impossível não prender o ar.

Lee tinha acabado de tirar a camisa rasgada e, Deus, podia entender Sakura por não ter ficado com ele – Lee não era dotado da maior beleza do mundo –, mas aquele peitoral musculoso, despido e suado faria qualquer mulher ficar ensopada. Não precisou mover muito os olhos para vislumbrar o quimono não tão branco de Neji completamente aberto, mostrando o tórax não tão musculoso quanto Lee, mas muito, muito sedutor. Sem contar aquele cabelo colossal que o Hyuuga sustentava na cabeça pedindo por um belo puxão.

Ela sentiu sua área íntima literalmente pesar. Não era a primeira vez que sentia essa tensão sexual entre seus parceiros de time. A adolescência a transformara num coquetel de hormônios pulando das suas orelhas a ponto de sonhar que teria sua primeira vez com um dos dois irmãos de batalha.

Felizmente (ou não), não teve exatamente com eles, e com a idade adulta se aproximando, ela finalmente abrira os olhos para o mundo e encarara a sua realidade: por mais que ela nutrisse uma atração física nos dois rapazes, entendia que aquilo não passava do famoso fogo no rabo.

A fraternidade entre os três a fez amadurecer, mesmo que pouco, e aprender a controlar aquela energia sexual.

Pelo menos era nisso que ela acreditava.

Lee terminou de enfaixar parte do tórax quando chamou a atenção dos dois.

— Acho melhor a gente correr, a tempestade está vindo!


~X~


A tempestade não esperou os shinobis, exceto, talvez, por Lee, que conseguiu desvencilhar da chuva antes de chegar em casa. Ele ofereceu abrigo aos companheiros, porémm, ambos negaram no automático. A última vez que ficaram na casa de Lee por conta de chuva tiveram de usar seus macacões verde berrantes. Tenten riu só de se lembrar de um Neji usando aquela coisa ridícula.

Os dois seguiram na chuva até o distrito Hyuuga. A kunoichi usava a rua como atalho, entretanto a estrada estava começando a alagar, sem contar a árvore caída no meio da via que, por um milagre, não atingira os fios dos postes.

— Entra — Neji prontificou. — Você não vai conseguir chegar em casa hoje.

— Ah, mas se eu pular a árvore...

— Vai dar de cara com a rua alagada e, provavelmente, sem energia.

Tenten se deu por vencida, estava ensopada e cansada, só queria um bom banho quente e uma cama fofinha.

E, quem sabe, um corpo quente pra aquecê-la entre as cobertas.

Suspirou ao se lembrar de Kiba. Aquela noite eles se divertiram tanto... Uma pena não poder repetir a dose.

Seguiu Neji pelas ruelas do distrito, um pouco menos alagadas que a rua principal, até uma casa alta. Arquitetura típica do clã.

Ele deu passagem para a garota que tentava se secar o máximo possível antes de entrar. A casa do Hyuuga tinha cheiro de incenso e limpeza. Nem lembrava quando estivera ali pela última vez.

— Ali é uma suíte, você pode usar a banheira. Provavelmente já está com água quente. Eu vou pro quarto arrumar alguma coisa pra você vestir.

— Eu não quero ser um incômodo.

— Falou tarde. Seja ao menos um incômodo que aceite as coisas que eu ofereço por educação.

Neji seguiu para o quarto, deixando Tenten boquiaberta com a grosseria.

Ora, aquele era Neji, surpresa seria se ele a tratasse como uma princesa.

Seguiu para o banheiro. Não era luxuoso e nem grande, mas era impecavelmente organizado. Tinha o básico esperado de um banheiro com o adicional de uma banheira de pedra que parecia se encaixar no box do chuveiro e uma única janela com basculante fechado. A banheira tinha água quente, fazendo subir um leve vapor com um perfume muito suave e gostoso. O perfume que sentia toda vez que chegava perto dos cabelos de Neji. Não tinha uma referência para aquele perfume, simplesmente era o cheiro do shinobi naquela água.

Cheiro de Neji.

Então era ali que ele relaxava.

Ela se despiu e mergulhou calmamente na água. A quentura incomodou por alguns segundos, mas o relaxamento que sentiu se sobressaia de qualquer sentimento negativo. Tenten encostou a cabeça num descanso perto da parede enquanto ouvia a chuva caindo lá fora.

Estava tão cansada...


~X~


“Só falta ela ter dormido”

Neji bateu na porta do banheiro pela quarta vez, levando a mesma resposta que havia conseguido nas tentativas anteriores. Nenhuma.

Não, ele não iria abrir aquela porta. Era bem capaz dela invocar aquela chuva de kunais na primeira fresta.

Suspirou e bateu mais forte. Porém, sabia de experiência quantas vezes acabara gripado por cair no sono enquanto banhava-se naquela banheira e, sabe-se lá quando que os ataques surgiriam, o melhor era evitar doenças.

— Tenten, acorda, trouxe suas roupas!

Silêncio.

Bom, talvez ele tivesse demorado demais no banheiro do seu próprio quarto, dando tempo para Morfeu infectar a garota com aquele sono pesado no andar debaixo.

Ele testou a porta; destrancada. Respirou fundo e entrou no cômodo.

Conhecendo bem o sistema de aquecimento e reposição de água da casa, Neji concluiu que a água da banheira já devia ter esfriado quando encontrou a mulher adormecida na banheira.

Foi impossível segurar sua natureza diante aquele corpo incrível que a kunoichi possuía. Quando percebeu, já tinha vasculhado toda extensão daquela tez bronzeada, ignorando a mancha escura que era maior do que esperava, espalhando migalhas pelo colo e ombros. Estacionou involuntariamente as orbes naqueles dois montes submersos. Ambos tinham marcas de escassez de raios solares – curiosamente compatível com aquele top de malhar encharcado na pia – e auréolas rosa escuro.

Sentiu seu lado lógico e ético do cérebro batalhar contra o resto do seu sistema nervoso, que teimava por estimular seus olhos a conferir mais daquela mulher maravilhosa.

Isso incluia a incômoda eletricidade que começava a faiscar em seu baixo ventre.

“Controle-se, droga.”

— Tenten. — Ele cutucou a testa da garota — Acorda... — Ela se remexeu, mas não acordou — Caramba, Tenten, acorda... — Ele sacudiu de leve o ombro dela, mas logo parou quando ela grunhiu algo e se virou para o lado dele. Neji suspirou, sabia que ela tinha sono pesado, mas não sabia que era tanto.

Ele tirou a parte superior do quimono e amarrou em sua cintura, mergulhou os braços na água morna e enlaçou o corpo forte da sua companheira de time. Ela se remexeu um pouco, mas, para seu alívio, não acordou. Suspendeu-a em seu colo com os olhos fechados, tentando ignorar aquele desejo que começou a florescer no subconsciente.

No momento que Neji se virou rumo ao quarto na intenção de enrolar o corpo dela numa toalha e pousar dentro das cobertas, um raio caiu perto da casa do Hyuuga, causando um grande estouro. Aquilo fora suficiente para assustar os dois. E, para melhorar as coisas, a luz finalmente caíra.

— O que... Neji? O que...?!

Ele não sabia por onde começar a explicar, mas agradeceu aos deuses (na mesma quantidade que os xingou) pela falta de luz.

Certamente estava a versão masculina de Hinata.

— A luz apagou.

— E por que estou no seu colo?

— Você dormiu na banheira.

— Banheira?

E ela se lembrou de sua nudez. Tenten até tentou conter um gritinho constrangido, tapou os seios e juntou mais as pernas.

Mesmo sem ver, entendeu a linguagem corporal dela e a colocou de pé. Depois simplesmente tacou as roupas limpas que havia separado no rosto dela e saiu o mais apressado possível daquele cubículo quente.

Ele ativou o Byakugan disparando para a cozinha procurando suas velas.

E tentando acalmar aquela tocha.


~X~


— Neji?

— Hum?

— Vai ficar me ignorando?

— Não estou ignorando, estou fazendo chá. — Na verdade ele estava envergonhado demais para olhá-la nos olhos.

— E colocando fogo na casa, não sei pra quê tantas velas...

Ele virou a cabeça em direção a ela para refutar sua ousadia, porém perdeu o fôlego.

Tenten estava com os cabelos molhados e torcidos escorregando pelo seu ombro esquerdo. O quimono escuro estava grande nela, tanto que sua mão segurava parte dele para não escorregar para o lado.

— Em tempos de guerra, nunca se sabe o que se esconde nas sombras.

— Você está levando isso muito ao pé da letra.

— A guerra te faz ser alerta o tempo todo, Tenten.

— Ela sequer começou...

— E é por isso que deveria estar atenta também. Eu não vou poder proteger a todos se você também não estiver focada na missão.

— Mas nem por isso deveríamos deixar de viver nossas vidas! — A kunoichi chegou mais perto do homem começando a enraivecer; a diferença de altura deles era considerável.

— Acha que a Akatsuki está descansando? Acha que Orochimaru, seja lá onde estiver, está vivendo sua vida? Tomando chá enquanto cai a chuva? Ou tendo encontros românticos à luz do luar?

— E o que você sugere? — Ela elevou o tom de voz no mesmo tom que ele usou. — Ficar plantado em cada esquina de Konoha esperando um ataque?

Neji suspirou pesadamente, mudando o estado de espírito de “Incomodado com a imprudência da sua hóspede” para “apreensivo com a situação do mundo”.

Ele fitou o bule de cerâmica, cabisbaixo.

— Se ao menos isso pudesse proteger a vila...

Tenten sentiu o que ele disse. O Hyuuga amava Konoha mais que a própria vida, a vila e o clã eram tudo pra ele.

Nunca sequer vira o rapaz ingerir uma gota de álcool, enquanto ela e Lee entornavam garrafas de saquê noite adentro.

Muito menos ouvira falar dele interessado em qualquer garota. Ou garoto. Sempre dizendo que não tinha tempo pra isso.

Uma vida privada de qualquer prazer em nome da segurança da vila.

A mestra de armas suspirou pesadamente. Nem imaginava o que o homem passara na vida para chegar até onde chegara. Sempre tivera o mínimo de informações sobre seu passado e sobre suas relações com o próprio clã. Achava os Hyuuga um bando de falsos moralistas. Moralistas muito habilidosos e temidos em batalhas, mas, ainda sim, falsos. Ela tentava muito não sentir pena do shinobi, mas isso era mais forte que ela.

Surpreendeu o rapaz de olhos fantasmagóricos enlaçando suas costas num abraço. Neji ficou sem reação ao ver as mãos dela pousarem no seu peito.

— Eu também sinto medo de perder tudo, Neji. Essa guerra vai tirar coisas preciosas demais pra mim e eu não sei se estou pronta pra enfrentar essa perda. Por isso... — Ela escorregou as mãos pelas laterais dele, virando-o para si. Ele fitava atento os olhos de matizes castanhas tão belos. — Por isso, enquanto elas estiverem aqui, presentes eu quero aproveitar cada segundo. Pois eu não faço ideia se irei sentir essa felicidade de novo... — As mãos dela se elevaram até o rosto pálido e ainda surpreso do moreno. Seus olhares não se desconectavam. — Portanto, se tem algo que queira fazer antes dessa merda estourar, faça. Faça antes que seja tarde. Se permita ser feliz, pelo menos um pouquinho...

Ele tinha.

E ele não aguentava mais se segurar.

Tomou os lábios da morena pela primeira vez, sentindo seu próprio cheiro misturado com o perfume natural dela.


“Finalmente surgiram dúvidas anteriores

Sentindo-se sobre isso, você veio ao redor

Porque ela é uma deusa

Finalmente você percebeu”


Ele mantinha os olhos fechados sentindo Tenten subir nas pontas dos pés e segurar seu rosto. Neji nem ao menos sabia como começar, apenas firmava as mãos na cintura delgada da mulher, sentindo sua respiração se misturar com a dele. Ela mordiscou os lábios dele, já sentindo a dominadora felina dentro de si começando a rugir. As mãos dela desceram pelo pescoço alvo, segurando forte a gola dele, puxando para a bancada. Tenten tentou ao máximo não descolar as bocas enquanto se sentava na placa de madeira dos armários térreos, encaixando Neji no meio das suas pernas e anulando ainda mais a distância entre os corpos. Ela sentia a excitação dele lhe apontar como uma arma.

Entretanto, a kunoichi sentia que estavam em sintonias diferentes. O ninja nem ao menos se esforçava a usar as mãos e, definitivamente, aquele não fora o melhor beijo do mundo.

Quando um pensamento pouco lascivo lhe ocorreu: Neji não fazia ideia do que fazer porque ele nunca havia feito aquilo. E se ele nunca beijou ninguém...

Ela o afastou.

— Neji... — Não tinha como ser discreta. — Você é virgem?

Aquela pergunta o pegou com a guarda baixa. Isso significaria alguma coisa pra ela?

Ele assentiu, um tanto envergonhado.

— Oh, Deus... Achei que isso seria impossível — Neji a fitou confuso. — Ah, Neji, você é um dos homens mais lindos que já vi e, a julgar pela chuva de moças que tentavam chamar sua atenção, eu não imaginava que você tivesse se fechado até pra isso.

— Ninguém mais havia chamado a minha atenção.

— "Mais”? — Ela arqueou uma sobrancelha — Como assim “mais”? Alguém conseguiu chamar sua atenção?

O shinobi estava visivelmente constrangido com aquela situação. Lutar contra um assassino Rank S parecia ser fácil diante daquilo.

— Não é... Óbvio?

Tenten demorou um par de segundos para entender a mensagem e ficou boquiaberta.

Quando imaginaria que Hyuuga Neji, o gênio do clã Hyuuga, um dos caras mais fortes e insensíveis — e gatos, vale ressaltar — da vila teria algum interesse nela? Tudo bem que ela não era de se jogar fora, sempre fora muito bonita e desejada, mas Neji era Neji! Aquilo continuaria a ser um choque.

Ela segurou o rosto dele com ambas as mãos e encostou as testas.

— Fico contente de ser sua primeira — disse quase num sussurro e o moreno sorriu de lado. Ela desceu da bancada, propositalmente se esfregando no tórax dele; sorriu quando ele fez uma careta, a sua excitação ainda era palpável. — Vem, entre — Tenten o puxou para a suíte que ela tomou banho, ele ficou um tanto tenso.

— Tenten eu não... Não sei se é uma boa ideia... Os ataques eles... — A mulher o calou desatando o nó do quimono emprestado, praticamente desnudando seus seios. Automaticamente os olhos dele fincaram naquela pele exposta, o vão entre os seios médios e a barriga forte, o deixaram meio abobado. A mulher riu puxando o shinobi mais perto de si e, consequentemente da cama.

Quase não a via por conta do breu ao redor da silhueta. A maior parte da luz que havia, passava pela porta e de uma única vela que jazia depositado em uma cômoda no quarto.

Ela o puxou para a cama. Sentiu novamente o peso do corpo da kunoichi o fazendo deitar. Ela prontamente montou no homem que não conseguia deixar seu assombro (e a excitação, que ficava cada segundo mais evidente no ventre que ela sentou) de lado. Habilmente ela desatou o nó nas vestes do Hyuuga e percorreu as mãos suavemente desde o cós da calça, raspando as unhas pelo abdômen perfeitamente talhado e firme, até o pescoço, arrancando suspiros da boca dele que nem nos seus melhores sonhos ela imaginaria conseguir ouvir. As mãos dele apertavam o lençol com força.

Ela deitou sob o tronco dele chegando bem perto do ouvido do moreno.

— Hoje você é meu, Hyuuga Neji — ela sussurrou. — Não se preocupe, vou cuidar bem de você... Só me acompanhe...

Tomou os lábios dele novamente. Um pouco mais devagar, mais terna, contendo sua leoa interior. Ela buscou as mãos do shinobi e as guiou até sua própria cintura. Neji pousou as mãos na curva dos quadris dela, ainda um pouco perdido, mas como bom aluno que era, entendeu o convite da moça para que as mãos dele explorassem suas costas. Ele a abraçou.

Ela baixou os beijos para o pescoço do. Neji apertou as mãos no tecido grosso do quimono na mulher, tamanha eletricidade.

— Não tenha medo, eu não mordo — Ironicamente, ela mordeu de leve o queixo dele, rindo da própria hipocrisia — A menos que você queira.

— À vontade. — Ele disse numa voz rouca e sem pensar, provocando outro riso na mulher.

— Vamos, me dê mais o que morder. — Ela levantou o tronco, levando o dorso do rapaz com ela.

Ela mordia a boca do homem completamente alucinado enquanto as mãos quentes femininas lhe tiravam o quimono branco pelos ombros. Neji vacilou um pouco antes de arremessar a roupa para algum canto. Um tanto afobado, ele agarrou as vestes que ela usava e puxou para baixo, terminando de expor a pele febril.

Chegava ser infantil o jeito que ele observava, isento de qualquer raciocínio, o corpo que ela ostentava, principalmente o busto, praticamente ao alcance dos olhos prateados. Aquela marca de Sol realmente era encantadora.

Num movimento rápido, Tenten firmou as mãos nos cabelos fartos do rapaz num rabo de cavalo improvisado e o puxou com força, obrigando-o a levantar a cabeça, resmungando com a dor aguda no couro cabeludo.

Foi a realização de um antigo e secreto sonho dela.

— Olha pra mim, Hyuuga. — As mãos dela eram fortes e seguravam bem firme as mechas negras dele — Eu quero ver você engolir seu orgulho, Neji. E você vai me reverenciar...

Reverenciar, servir, obedecer, cultuar. Não necessariamente nessa ordem.

Absolutamente nada passava pela cabeça dele. Toda a área de seu orgulhoso raciocínio lógico do cérebro fora desligada como um interruptor. Todos os impulsos do Hyuuga o fizeram se agarrar ao corpo quente da mulher em seu colo. Tenten poderia fazer o que quisesse dele e Neji agradeceria até pelos maiores absurdos que ela viesse a inventar.

Ela mordeu o lábio inferior dele, ronronando como um gato. Ele soltou um braço para se sustentar quando ela começou a descer as mordidas pelo queixo, sentindo a aspereza dos poucos fios crescidos da barba dele. Um rugido baixo escapou do fundo da garganta dele quando, ao mesmo tempo em que ela mordeu seu pescoço com vontade, também pressionou o membro dele com a própria virilha, movimentando-se levemente.

A morena empurrou o corpanzil alvo-rubro para o colchão. Neji não se importava nem com o cabelo caído em seu rosto. Foi tomado pela eletricidade e pelo calor, invadindo suas entranhas. Tenten descia os beijos e a língua pelo peitoral cheio de cicatrizes, alcançando a barriga, beijando cada marca que encontrava. As mãos dele, imitando as da moça, firmaram nas mechas castanhas dela. Ela tinha os fios tão macios quanto a seda mais pura.

Quando chegou na área dele que mais ansiava por ela, a kunoichi fitou o rosto corado do rapaz. Ele manteve os olhos fechados e a boca suculenta entreaberta. Tenten queria assisti-lo quebrar.

— Eu quero você olhando pra mim quando te engolir.

— Você... O quê?

Ela desatou o nó da calça dele e, bom, ele pulou da calça. Não era maior que o de Kiba, entretanto, tinha uma curvatura em direção ao seu dono. Ela imaginou que aquela santa curva faria mais milagres que um caralho gigante. Neji iria dizer alguma coisa, mas foi novamente interrompido por uma eletricidade tão forte que ele não achou que seu corpo pudesse criar e suportar. Nem pensou em conter aquele gemido, saiu longo e bem audível. Tenten o engoliu todo de primeira, demorando poucos segundos na sua garganta e o soltou, deixando alguns fios de saliva conectarem o mastro com os lábios dela.

Ela beijou a glande rosada antes de circundá-la com a língua. Atenta às reações do moreno, ela o fitava como um predador. Neji até tentava retribuir os olhares, mas aquele prazer absurdo o deixava cego. Tenten mantinha uma das mãos masturbando a si, quase sempre misturando os seus gemidos aos do parceiro.

Ela chupava o Hyuuga devagar, para que ele pudesse se acostumar com o ritmo. Ia aumentando a frequência aos poucos. Neji se contorcia já suando em direção a kunoichi e seus gemidos se combinavam com o som da chuva e os trovões. Algumas velas da casa começavam a apagar.

Como ela havia imaginado, Neji não aguentou por muito tempo. O urro que ele deu seria mais audível se ele não estivesse mordendo o próprio punho, com as costas arqueadas e o cabelo completamente espalhado no lençol amassado.

Ela deu um fim na sujeirada que seu parceiro fizera mais rápido que ele tentava se recuperar do orgasmo.

Nem quando ele se tocava, em situações extraordinariamente raras, atingia aquele ápice violento.

O moreno sentiu a mulher aninhar-se em seu peito e beijar sua bochecha, sempre com aquele maldito e sensual sorriso na boca.

— Me ensine.

— O que, Hyuuga?

— Me ensine... O que você fez comigo... Em você...

— Ah... — Ela mordiscou os lábios dele — Então você está pronto pro round 2? Que aluno aplicado.

Ele olhou a sua professora montar nele de novo. Mas por pouco tempo.

Neji enlaçou a cintura da Mitsashi e a levantou do seu colo, tombando os dois novamente na cama, ficando por cima dela. Suas calças já estavam incomodando.

A morena bagunçava ainda mais os cabelos dele enquanto ele se encaixava entre as pernas ainda cobertas dela. Seu falo já se enrijecia novamente, ansioso pelo o que estava por vir.

Ele se deslumbrava com o movimento dos seios dela, praticamente o convidando a testar a maciez...

— Lambe...

Um tanto afobado, o moreno abocanhou um dos seios dela, lambendo sua dobra, passando pelo mamilo intumescido, chegando no queixo. Notou a sensibilidade dela quando a língua raspou a pequena auréola e decidiu trabalhar ali. Tenten não fazia questão de esconder seus gemidos. Amaciava um dos seios enquanto sugava o mamilo do outro, inventava jeitos de circundar as auréolas dela, cada jeito tomando notas mentais de suas técnicas baseadas na reação dela.

“Oh, finalmente você voltou a funcionar, cérebro? Que ótima notícia! Agora arrume jeitos de fazê-la gritar.”

Dado momento, uma mão autoritária agarrou-lhe o cabelo, empurrando-o para baixo.

— Tira a roupa...

Ele obedeceu sem tirar os olhos dela. Nu e duro feito pedra novamente, avistou as mãos dela tentando se livrar da peça pesada de roupa que sobrara.

Entretanto, a luz evaporou-se, deixando o casal de amantes no total breu. Isso deixaria as coisas ainda mais interessantes...

Sem mexer qualquer músculo facial, ele ativou seu Byakugan, podia ver o corpo dela praticamente explodir em chamas azuis. Havia tanto o que fazer...

— Deixe-me te descobrir... — Não havia como negar que aquela nova rouquidão na voz do homem a deixava completamente fora de si. Ela permaneceu com sua voz pouco vacilante e absurdamente sexy.

— Me faça chover, Hyuuga.

Ele apanhou com precisão um dos pés dela. Massageou, beijou e mordiscou a área que seu chakra demonstrava ser mais profunda, ele via os fios de energia fluir até aquele ponto. Desceu a língua devagar até a dobra do joelho dela, ouvindo seus suspiros e choramingos. Espalmou suas mãos na coxa firme dela, seguindo os fios de chakra até o seu baixo ventre.

Aquela área em especial estava com um acúmulo acentuado de chakra. Tal como a cabeça, o pescoço e os seios dela.

— Beije-me aí.

Ela abriu as pernas e o shinobi se acomodou. Guiado pelo fluxo de chakra que ela enviava involuntariamente para sua intimidadem, ele lambeu o clitóris daquela mulher espetacular. Foi lambendo, beijando, assoprando, explorando cada possibilidade de deixá-la ainda mais desnorteada e zonza de prazer. Tenten não parava de cantar seus gemidos, cada vez maiores e mais poderosos.

Facilmente Neji se viciaria naquele novo sabor. E na melodia dos gemidos dela.

Firmou as mãos no par de pernas espetaculares dela. Ele não conseguiria trabalhar direito com ela se remexendo tanto.

— Coloque... Seus dedos... Ah, caralho...

Dedos?

— Me ensine. — Ela pegou uma das mãos dele e colocou no centro da sua intimidade.

— Imite sua língua.

O moreno a sentia tremer enquanto massageava aquela área completamente encharcada. O canal que ele estava a milímetros de distância praticamente se abriu, tentador a ele. Tivera outra ideia.

Ele introduziu um dedo bem devagar. Tenten arqueou em sua direção.

— Ah, Neji... Mais...

Seu aluno obedeceu, introduzindo um segundo dedo. Sentia o falo doer de tanta excitação.

— Mexa-se. Pra cima e... Oh... Pra baixo...

Era incrível como a fluidez de chakra dela mudava no corpo. Via os fios de energia se emaranhando e brilhando em vários pontos daquele corpo sensacional à medida que ela comandava o ritmo da mão dele.

E quando ela explodiu de prazer, nenhum trovão poderia sobrepor ao grito que a morena bradou. Ele queria vê-la gritar mais vezes naquela noite.

Não tinha entendido de primeira o que ela quis dizer com “me faça chover”, mas, de repente, fez total sentido.

Ele engatinhou por cima dela, lambendo e mordendo um delicioso caminho desde o ventre até o pescoço da mulher; Tenten ronronava.

— Espera... — Ele obedeceu, rezando para ela não ter mudado de ideia — Precisamos... Ah, de proteção... Droga, cadê minha calça...

— Eu pego... Mas leva preservativos pro treino?

— Nunca se sabe quando vai precisar, não?

Ele assentiu no escuro, afinal, aquela era uma ocasião extraordinária. Os olhos treinados com o doujutsu do clã conseguiram visualizar os pacotinhos no bolso traseiro da calça, vendo através da parede, saiu rapidamente da cama — Já querendo voltar — e entrou no banheiro.

“Espero que ela saiba o que fazer com isso.”

Tenten ainda respirava pesadamente, mas se recompôs depressa, como se tivesse escondendo a fadiga, quando o shinobi afundou o colchão entre suas pernas.

— Cansada?

— Nenhum pouco. Nós nem começamos as aulas...

Neji achava que não havia como aquela sensação melhorar, até que a luz voltou. Poderia ver com riqueza de detalhes. Admirá-la tão à vontade nos seus lençóis era realmente uma visão deslumbrante. Ela não comentou o fato dele utilizar o doujutsu, mas abriu um sorriso lacerante.

Ela levantou o tronco, saboreando a boca do Hyuuga, arranhando aquele lindo peitoral.

— Sabe colocar? — Ele negou. — Tudo bem, vamos a outra lição.

Novamente deitado, ele observou ela manusear o preservativo com maestria. Grunhiu quando a borracha gelada o encapou por completo. Aquilo era realmente incômodo.

— Friozinho... — Ela se posicionou arqueada no colo do moreno, mordiscou o queixo dele. — Então vamos esquentá-lo.

Neji perdeu completamente o controle da sua boca e dos seus braços quando ela o fez entrar. Ele firmou as mãos na cintura dela enquanto a mulher levantava o tronco. Os cabelos dela estavam espalhados em seus ombros e a boca, entreaberta. Ela deu uma leve rebolada, fazendo o Hyuuga arfar.

Ela começou a cavalgar com um ritmo lento e, assim como o oral, aumentava o ritmo assim que sentia que Neji estava se acostumando.

Por Deus, ela era tão... Apertada...

As mãos dela percorriam por todo o corpo masculino. Neji via aquele espetáculo de corpo quente se chocar com o seu e sentia-se um estúpido.

Sentia-se um estúpido por não ter percebido que ali estava a sua verdadeira felicidade. Estúpido por não ver como todo seu raciocínio e habilidades simplesmente eram anulados quando ela passava e ele insistia em repelir toda aquela felicidade em nome do clã.

Talvez, quando toda aquela merda acabasse e a paz lhe desse algum sossego para ser feliz, desde que Tenten estivesse do seu lado, o resto viria com naturalidade.

Ele se sentiu um tanto confiante para testar a troca de posições e, Deus, quando pôs a morena nos travesseiros e lhe estocou um pouco mais forte, a mulher mordeu seu pescoço e lhe enlaçou a cintura com as pernas. Ela arranhava as costas do shinobi, criando trilhas rubras na pele suada. Neji não sabia diferenciar os gemidos dos risos da mulher, menos ainda entender o que saía da própria boca, pois nenhum dos dois parava de gemer.

Tenten cingiu o pescoço do moreno e arrancou-lhe um beijo demorado, abafando os rosnados do amante, estimulando e instigando seu parceiro, sentindo aquela sensação maravilhosa de um orgasmo que vinha se aproximando.

— Neji... Ah... Não pare... Ah... Ne-Neji!

Ela gritou o nome dele. O moreno via a mulher se contorcer e arquear, enquanto os fios de chakra dela brilhavam feito loucos, engolindo-a nas chamas azuis. Tenten fazia um verdadeiro estrago nas costas dele que, sinceramente, amava quando ela cravava as unhas ali. Era a primeira vez que ela tinha um orgasmo vindo do ponto G, graças à santa curva do parceiro, que também estava perto de ter outro ápice.

Ele a virou de costas por instinto, a agarrou pelos cabelos e colou a boca em seu ombro. Tenten pouco amoleceu. Mesmo naquela posição, Neji ainda lhe penetrava a beira do orgasmo, prolongando ainda mais o dela.

Quando ele gozou, também mordeu o pescoço da morena com força e soltou um grito de prazer que o fizera ver dobrado.

Os dois respiravam descompassados e profundamente. A letargia que os atingia foi tamanha que o Hyuuga se permitiu deitar a cabeça no vão entre os seios dela assim que ela desvirou, saindo de dentro da kunoichi e relaxando os músculos. Ela fazia um cafuné gostoso nos fios suados. O cérebro dele não processou quando a mão mais próxima dele desencapou o próprio pênis, enrolou a incômoda – porém necessária – camisinha e simplesmente jogou no chão. Não tinha forças para levantar de cima dela.


~X~


Ele acordou com dores pelo corpo todo, especialmente nas costas e pescoço. Sentiu a coluna estalar no mínimo movimento que fizera, sem contar a preguiça que seus músculos sentiam, desobedecendo qualquer ordem cerebral de se levantar, aninhando-se ainda mais no corpo quente abaixo de si.

Espera.

Corpo?

Neji levantou a cabeça rapidamente e se viu entre os deliciosos seios da garota. O rosto bronzeado sereno, iluminado pelo sol, dormindo tão profundamente que nem sentia o peso do corpanzil comprimindo seu tórax.

Ele tirou algumas mechas de cabelo do rosto dela e continuou observando o lindo desenho bagunçado dos cabelos dela embolados nas fronhas fofinhas e a boca entreaberta.

Permitiu-se sorrir antes de beijar o vale entre os seios. Ele nunca estivera tão relaxado — e, ao mesmo tempo, tão energético. Sabia que ela não iria acordar tão cedo. Tenten dormia feito uma rocha. Lembrava-se do tempo em que o time Gai tivera sua primeira missão de escolta para fora de Konoha. Ele dividira a barraca com ela, se perguntando como um ser humano podia dormir tanto. Desdenhava dela — mesmo tendo seus sentimentos balançados — dizendo que seria a primeira a morrer. E de repente estava ali. Completamente a mercê da kunoichi forte e mulher incrível que ela se tornara.

Os deuses gostavam mesmo de brincar com o destino das pessoas.

Mesmo com seus ossos reclamando, ele se levantou, vendo a pele desnuda de Tenten se arrepiar com o frio da manhã. Assim que a cobriu, ela se aninhou feito um gatinho no meio dos travesseiros, puxando o edredom para si. Mais um sorriso idiota do moreno brotou e um beijo na testa antes de ir ao banheiro.

Ficou um tempo na cozinha preparando alguns onigiris e o resto do café da manhã. Tinha sol lá fora, apesar do frio dentro da casa, e já passava do meio-dia. Normalmente se sentiria mal por dormir muito e se esquecer da manhã, mas não naquele.

“Desculpe-me, Lee. Hoje é nosso dia de folga.”

Terminou os Onigiri de ameixa, lembrando-se da cara dela quando comera pela primeira vez em Amegakure. Fora a única a repudiar. Lee passara o dia no banheiro, uma tragédia. Mas também se lembrou dela saboreando um recheio de cereja, feliz em seu canto da mesa. Felizmente, havia uma caixa de cerejas naturais na geladeira.

— Última lição: sempre fique sem camisa no dia seguinte.

Neji teve quase que concentrar chakra na boca para não rir da mulher de pé. Estava enrolada no edredom, deixando apenas o seu rosto inchado de tanto dormir para fora. Parecia uma salsicha.

— Isso não faz sentido.

— Claro que faz. Eu fico linda usando sua roupa e você fica lindo sem roupa. Todo mundo sai ganhando — A salsicha chegou mais perto — O que é isso? Onigiri? Diz que você não colocou ameixa no meio dessas coisas...

— Melhor não pegar esses então — Apontou para a tábua ao lado das cerejas picadas — E o que significa isso? Quer virar uma borboleta?

— Se eu soubesse que a sua casa era tão gelada de manhã, eu viria com meias e moletom. — Os olhos do Hyuuga rolaram entediados.

— Fresca.

— Bloco de gelo.

Ele se permitiu um sorriso leve terminando de colocar os onigiris dela no prato. Quando a kunoichi ia pegar seu café da manhã, o moreno levantou o prato de modo que fosse inalcançável para ela.

— Ei, me dá!

— Que nota eu ganhei, sensei?

A garota demorou bons segundos analisando a pergunta do rapaz. Porém sorriu de forma bem sacana.

— Acho que preciso de mais provas para dar uma nota final, tyuugaku. — Ele arqueou uma sobrancelha — Mas pra sua primeira tentativa? Foi muito bom, melhor do que eu esperava.

— Aprendo rápido.

— Comigo como sua sensei, certamente vai melhorar rápido, aliás — Ela despiu o edredom revelando sua nudez total — Que tal uma prova prática? Teste surpresa.

Neji abriu um sorriso bem sacana.

Os onigiris poderiam esperar.

25 de Fevereiro de 2018 às 18:48 0 Denunciar Insira 1
Fim

Conheça o autor

Louise Alves Bióloga de segunda à sexta; Ficwriter, jogadora de videogames e procastinadora profissional aos fins de semana.

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