stefs Queen The Vampire

Onde a Destino descobrirá o peso de suas manipulações, ou, aquela onde Beelzebub aprende a lidar com a própria liberdade enquanto detém suas obrigações. "Não se deve interferir no destino mesmo sendo a responsável por ele.." ▫️▫️▫️ Não é sobre uma 'história de amor' e sim de imprudência e da consequência gerada por seus atos.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Spin-off: A deusa do destino

Lembrando que o spin-off começou a ser escrito antes do lançamento da luta de Beel, então só fiz algumas correções e inclusões para por o contexto do passado dele aqui já que se passa no universo original e a aparência de Dália é baseada na imagem abaixo, a mesma de Lust - cap.3.

Há spoiler do anime/mangá no capítulo.

Imagem abaixo pertence a serafleur no instagram.





A deusa Destino


-- "Tempo cretino eu sei que você prometeu não ver mais a minha vida, mas consegue me escutar, então, não seja tão insolente. Quero que deixe Dália me auxiliar."

Sou plenamente capaz de ouvi-la. Tempo não me priva de tais funções, mas não me deixa responder, viver dentro dele é como um vazio onde vaguei por muitos milênios.

É estar contida em tudo e não ter nada, ser a deusa do destino é contemplar eternamente a solidão, é como saber o futuro das pessoas e não poder revelá-los, enxergar o passado sem ter presenciado e principalmente vivenciar o presente sem fazer parte.
Uma existência completamente vazia e triste, onde eu jamais poderei ser feliz.
Respirei fundo constatando a verdade: só posso sair uma vez a cada dez mil anos, isso se, e somente si o tempo permitir.

Minha vida não é minha, meus dons não são meus e muito menos minhas escolhas e eu abriria a mão de tudo isso para viver como uma simples mortal ou um mero deus, afinal a existência deles sempre tem um começo, meio e fim, fechei meus olhos mais uma vez tentando procurar uma brecha a respeito do tempo e foi em vão.

"Dália sabes que é perigosa fora de mim, por isso dentro deve ficar."

Como pode um deus ser tão rudimentar? Respirei extasiada, desde que fui ao submundo ouso dizer que o ato de respirar por si só é divino e eu quero aprender com tais experiências, quero poder ver por mim mesma sem precisar de decifrar três estágios do tempo para compreender e agir, quero ser capaz de sentir, seja dor, alegria ou tristeza, deslizei minhas mãos pelo mais completo nada antes de recordar do meu momento no submundo e depois no Egito onde Anúbis me mostrou seu trabalho foi tão gratificante, mas nada de comparou ao príncipe e suas escolhas para aquela noite:

Eu estava em seu laboratório assistindo seu trabalho em silêncio até que suas mãos enluvadas e sujas de sangue vieram em minha direção, o príncipe descartou o material de suas mãos e puxou a máscara exibindo seu rosto sério.

-- Posso pernoitar com você? -- Pedi sem me importar com a possível negativa e ele me olhou um pouco desconfiado. -- Se for desconfortável irei para o castelo da rainha.

-- Não, mas... -- Eu senti seu receio e antes que pudesse responder, apoiei minha mão sobre a sua fazendo, meu trabalho, li seu passado, seu presente e parei, não quero saber o que ocorrerá em seu futuro. Vi dor e desespero, mas também alegria e um sorriso divino que nunca imaginei que esse deus pudesse ter, tão belo e reconfortante. Por alto conheci sua maldição e desejei saber mais.

-- Não se preocupe com sua maldição, ele não pode me ferir. -- Sussurrei. -- Mesmo se atravessasse meu peito não me mataria, se cortasse minha cabeça fora também não e, no fundo, eu adoraria vê-lo tentar. -- Beelzebub me olhou descrente, porém e a mais pura realidade, afinal não há como matar ou sequer deter o destino.

-- Sua confiança é inacreditável. -- Balancei meus pés e ele me encarou.

-- Não é confiança e sim a verdade, seus amigos foram mortos por sua maldição e aquela que amou também e antes que diga que qualquer deus que conheça a história, ou seja, fofoqueiro demais saberia disso, quero lhe mostrar algo. -- Desci da mesa e caminhei até ele tocando minha destra em seu rosto sereno e fechando meus olhos, ali ele os veria rodando por trás das minhas pálpebras transparente, respirei fundo e sem que ele sentisse deixei minha mão entrar em sua pele alcançando seu córtex cerebral ao abrir meus olhos os dele demonstravam espanto enquanto lhe mostrei seu futuro.

Aqui quebrei a primeira e mais importante regra dos celestiais: nunca interferir na vida daqueles que respiram...

Beelzebub respirava descontroladamente enquanto seu corpo jazia suado e eu estava ajoelhada no chão, a primeira punição do tempo fora decretada e eu não me importava, pois essa é a primeira vez que sinto algo de verdade e ali adormeci.

Meu despertar se deu por senti meu pescoço apertado enquanto meu corpo repousava em lençóis tão escuros quanto a noite e o olhar dele emitia um brilho vermelho como sangue.

-- Pelo visto é você que atormenta o obre Beel. -- Sussurrei. -- Pode tentar a vontade, mas não me matará. -- E assim minha noite se foi, não me recordo muito bem do que aconteceu, pois, o Tempo roubou essa parte das minhas memórias, só sei que no dia seguinte Beelzebub acordou ao meu lado confuso por estar seminu e nossos últimos momentos foram de conversas e explicações onde lhe pedi para não contar a ninguém o que mostrei, pois a partir do momento que um ser não celestial tem um vislumbre do futuro, é possível que ele desmorone.

Meus flashes de memória foram interrompidos por Tempo avisando que havia uma rachadura na sala de Sn, a imperatriz do submundo, esposa de Hades e minha querida irmã, foi então que uma ideia me ocorreu, lembrando das palavras dela a respeito dos deuses: todos são manipuláveis.

Deixei um sorriso escapar, eu posso tentar a tal arte do blefe e se der certo escaparei para sempre e talvez, Sn não me perdoe por isso, mais preciso ter uma vida além de ser requisitada quando o tempo acha necessário, pensando desse jeito resolvi mentir:

-- Eu sei o que aquilo significa e como deter. -- Apesar de tempo ser um dos primordiais/celestiais absolutos, não há como interferir nos atos de Sn, não sem os meus poderes.

"Então diga de uma vez."

Voguei por seu interior observando o universo me contemplar, que todos os meus ideais estejam certos ou minha interferência ruirá o mundo:

-- Sn me permitiu ler seu futuro e ela trará a esse mundo uma criatura forte o suficiente para matar até mesmo você. Ela não quer voltar e vai lutar por isso.

"Então a pequena deusa está grávida?"

-- Não. Ela absorveu um poder grandioso demais e o converteu se ela engravidar, aí, sim, será a ruína de todos nós. -- Continuei a mentir.

"E o que você pode me oferecer para aprisioná-la?"

-- Não há como aprisionar uma deusa desse nível, o que podemos fazer capturar parte de seu poder.

"Para isso um celestial deve..."

-- Eu sei o que fazer. -- O interrompi. -- Um celestial deve renunciar de bom grado de parte dos seus dons e eu posso me oferecer.

" Qual a condição? Sei que você jamais faria isso por vontade própria."

Respirei novamente, mesmo que não fosse necessário, eu queria.

-- Quero auxiliá-la no Ragnarok e acima de tudo não quero mais ser aprisionada.

O tempo riu.

"Abriria mão de parte do seu dom por algo tão esdrúxulo como o livre-arbítrio?"

-- Renunciaria a tudo por isso. -- O tempo me expurgou para fora de si e me pôs diante de todos os celestiais que agora me encaravam, lentamente repetiu tudo o que conversamos e aquele que deu origem a tudo e a todos nós concordou.

"VOCÊ IRÁ PARA A TERRA, VIVERÁ ENTRE ELES E CONTINUARÁ COM SUAS FUNÇÕES AQUI. AO RENUNCIAR A PARTE DOS SEUS DONS TENHA EM MENTE QUE A INTANGIBILIDADE NÃO SERÁ MAIS SUA E QUE SEU LUGAR SERÁ PREENCHIDO POR SUA PARTE RENEGADA E OS PODERES QUE RETIRAREMOS DE SN." -- Concordei sorrindo internamente e desesperada por finalmente ter uma vida.


[...]


De volta a terra ajudar Sn não seria um problema, mas meu corpo continua um pouco fraco, porém ela me ajudou dispondo de uma boa vestimenta e olhar em sua cara e fingir que não fiz nada é muita covardia da minha parte, porém, é assim que deve ser e após ela me permitir ver seu futuro pela primeira vez pude me sentir mais aliviada da culpa visto que Sn jamais ficaria no Universo e principalmente agora que está grávida e querendo ou não, suas escolhas estão atreladas a minha vida, pois, se ela se recusara cumprir suas funções eu morrerei. Os celestiais não costumam ser piedosos, logo descobririam que os fiz de palhaços e me exterminariam como se fosse uma simples mosquinha, então farei de tudo para que ela alcance seu objetivos, assistimos há algumas lutas e ela estava apreensiva principalmente depois que li seu futuro, desviei meu olhar sabendo que o príncipe só estaria aqui se houvesse alguma mudança em seu destino.

-- Ainda vai precisar de mim? --Minha voz de Dália ecoou e ela sorriu como se entendesse o real motivo de minha pergunta.

-- Claro, não veio me auxiliar? -- concordei. -- Então continue com o trabalho, mas antes há um certo príncipe que está a sua espera... -- Dessa vez não consegui esconder meu sorriso, mesmo que fosse mínimo, me levantei e arrumei minhas vestes. -- Ele está na área de descanso e em breve estará na arena, então se apresse. -- Sn piscou de forma travessa e assim eu segui para a porta, claro que as palavras dela não me disseram muito quando paro para pensar no tamanho desse lugar e após andar por cerca de dez minutos consegui encontrar a sala de descanso, bati na porta antes de adentrar apenas para vê-lo sentado sozinho em uma das poltronas, a primeira coisa que fiz foi sorris para ele e me aproximar, gostaria de lhe dar um abraço caloroso, mas não sei se será bem recebido então esperei que ele se levantasse.

-- É tão bom revê-lo. -- Sorri.

-- Digo o mesmo. -- Ele não parecia averso ao que eu faria e assim o abracei, senti sua esquerda deslizar pelo topo dos meus fios e fechei meus olhos antes de me afastar.

-- A sua será a próxima não é? -- Ele concordou, ainda estava abalado, talvez pela morte do imperador ou por simplesmente não aguentar mais o fardo de carregar tal maldição. Espero que você se divirta.

-- Dália, você sabe que não é por isso que estou aqui.

-- Eu sei pelo que você se culpa, sei de seus sentimentos mais profundos mesmo que não me conte, mas acredito que você será capaz de demonstrar algo sem ter por que sofrer tanto. Afinal Beel se essa for a sua última luta aproveite com todo o seu ser se não de que valerá? -- Deixei um afago em seu rosto. -- Eu torcerei por você pessoalmente e se morrer estarei lá também. -- Impliquei e ele quase sorriu, assim deixei um beijo em sua bochecha antes de seguir para a sala, o andar inferior onde teria uma vista plena da batalha.

A entrada de Beel causou alvoroço entre os deuses e os humanos, ambos com medo e o desdenhando, quando, na verdade, ninguém sabe o fardo que ele carrega e se algum deles seriam fortes o suficiente para não atentar contra a própria vida. A entrada de Tesla foi grandiosa e digna do mago que a humanidade o intitula, no início não houve batalha e sim conversa até que o príncipe fez o primeiro movimento rachando o chão e mandando um dos pilares com gárgula para longe totalmente desfragmentado. Tesla afirmava que aquilo era ciência e ali eu soube que essa luta estava longe de sequer começar, quando ambos entenderam que nenhum dos lados facilitaria o combate começou, duas mentes brilhantes dando tudo de si pelas suas raças. Em dado momento pude sentir que o príncipe estava se divertindo e ali tudo se tornou interessante, a luta aos pouco tomou uma aura sombria e vi o brilho rubro nos olhos dele indicando que ali não havia mais o Beel que conheci.

Se antes a distância se mantinha, agora o manto de Beelzebub estava no chão e o mesmo partia com tudo para cima de Nikola, o anseio de Satã por sangue fazia a plateia humana rezar e a dos deuses temer, essa era a primeira vez que ele mostrava sua outra face. O combate passou a ser brutal e até mesmo parte da armadura fora quebrada a base do soco, Tesla levou um chute na costela que o mandou para longe enquanto Beelzebub ria de maneira cruel.

--Levanta!

-- Agora eu entendi, é por isso que você é tão diferente do que relatam nos livros, se é assim talvez possa te libertar. -- Uma descarga elétrica foi mandada sobre o corpo do príncipe que se ajoelhou antes de partir para cima e eu olhei ao redor, creio que ninguém esperava por isso e muito menos pela conclusão, onde seu corpo parecia se dividir em dois conforme uma espada de energia pura adentrava seu peito, enquanto um ficou desmaiado no chão outro se manteve de pé lutando. Tesla estava prestes a perder um braço quando Beel acordou e apertou em suas mãos a caveira que usava como bengala, ele se levantou e observou o que estava acontecendo antes de se aproximar e unir-se a Tesla, agora ambos lutavam para matar aquela maldição cruel e quando finalmente conseguiram ver como Beel gargalhou, ambos sujos de sangue e cansados. -- Agora podemos continuar.

A luta voltou a se basear em estratégias e apesar de tudo havia uma leveza fora do comum na arena, quando Beelzebub ganhou, Tesla estava no chão e sem mais forças ou ter como lutar, ainda assim ele sorriu ao estender a mão ao humano que praticamente lhe libertou de anos de desesperos e dor.

O anúncio do fim da batalha foi feito e mal esperei ele sair da arena para correr em direção à saída onde o esperaria disposta a vê-lo, o retorno do príncipe da gula foi em silêncio ao lado de Tesla já que ambos saíram pelo mesmo local, conversando tranquilamente e ao me ver ele sorriu, pela primeira vez foi para mim.


📷

Dália é a deusa do destino na mitologia lituana/Lituânia (escreve-se Dalia se for se referir a deusa, mas coloquei com acento para fazer jus a flor)

12 de Novembro de 2022 às 22:13 0 Denunciar Insira Seguir história
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Leia o próximo capítulo 1.Com o deus dos mortos

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Querida Distorção Mitológica
Querida Distorção Mitológica

Não é preciso conhecer ROR para ler. Um universo criado com base nas mitologias e unido aos personagens de SNV, onde cada estória seguirá com o enredo original utilizando os personagens da obra. Em Lust acompanhamos a história da deusa que tudo pode e nada tem; Em Destiny compreendemos que mudar o destino daqueles que estão fadados a morrer pode acarretar em uma grande confusão; Em Citadel veremos que nem sempre podemos contar com aliados; Por fim em A arrogância de um Deus entendemos que não se deve mexer com o vazio. Leia mais sobre Querida Distorção Mitológica.