Conto
0
631 VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Quase 3 da manhã e eu aqui pensando nele.

O lance do proibido ser mais gostoso é real, sempre que podemos conversar é madrugada, ele se explica do tempo em silêncio e eu dou risadas, não precisa daquilo, nem precisa de nada, a conveniência de ter uma vida toda regrada é dele, eu não devo satisfações a ninguém, de absolutamente nada que faça.Conversa morna sobre os dias, trabalho e faculdade passam rápido, em termos de sedução sou mestra, lá na rede social me mostro, uso minhas roupas mais provocantes, os acessórios, perfumes por saber que a possibilidade de nos encontrarmos é mínima, parca como chuva no deserto, e falando francamente isso me diverte demais. Cada reação e coraçãozinho mostra quem está sob o domínio de quem e eu amo sentir isso. Um olhar, uma palavra e ele já vem todo bravinho pois não quer que eu faça isso ou aquilo.


- Aqui você não tem querer.

- Eu mando em você.

- Manda nada.

- Mando e provo, tira a calcinha agora e se toca pra mim.

- No meio do expediente, sem chance.


Em 5 minutos ouço a notificação do Ziver, um vídeo dele, prestes a sair de casa, camisa branca, meio apertada nos braços, grande e forte, com aquele corpo esculpido a cinzel, másculo, pesado, e distante.O celular gravava sozinho enquanto ele prendia o cabelo quase longo e cacheado num coque pretensiosamente bagunçado. As tatuagens davam todo um charme a mais aquele viking moderno, o olhar distraído, as mãos grandes um tanto rústicas, unhas curtas, pulseiras e relógio de ouro. Uma verdadeira chave de cadeia, mas olha, sinceramente, não sei se estivesse perto conseguiria resistir.


- Vai atentar outra que não tenho tempo pra isso agora. Se precisar de noite a gente conversa, fui.

- A gente precisa.


O maldito em vez de entrar na chamada fica bisbilhotando minhas postagens, dá um ódio sabe.


- Tava gostosa demais naquele vestidinho, fiquei de pau duro no meio da tarde, você não imagina o constrangimento.

- Quem manda ser um tarado, devia estar ocupado e não pensando em besteira.

- Você tá com muito sono agora?

- Não, pode falar, a insônia hoje tá foda.

- Então; ... começou ele um tanto ressabiado.

- A empresa que trabalho vai organizar um congresso ai no seu país em 1 semana, serão 4 dias de evento, eu estarei presente em todos.

- Ótimo, boa sorte com o trabalho.

- Quero encontrar você.

- O quê, não, pra quê?

- Faz 3 anos que não tiro férias, já pedi formalmente e depois do congresso vou buscar você pra gente foder pelo menos umas 2 semanas em um hotel paradisíaco, perto da sua praia favorita.



Meu queixo só não caiu por estar colado na mandíbula. O homem ia se despencar 3 continentes de distância pra trepar comigo... Ok, não era só pra isso, mas aquela notícia me deixou excitada, confusa, ansiosa, tudo ao mesmo tempo.


- Você faz home office de qualquer lugar, é só levar seu notebook e a gente pode se divertir a vontade.

Vou passar minhas férias com você nem que eu tenha que te pagar o mês de trabalho.

- Não é má ideia, porque se tenho que me afastar preciso de uma compensação.

- Ok, passa ai o paypal.

- Tá nas mensagens.


Ele catou o celular e fez uma transferência, 4 vezes o meu salário mensal e ainda encomendou 6 ilustrações do meu catálogo particular. De fato, uma recusa seria indelicada demais de minha parte.


- Chegou aí?

- Sim, qual o dia e hora do seu vôo?

- Não se preocupe com isso, quero que tire essa semana de folga, vá ao cabeleireiro, compre roupas, sapatos, faça algo pra se divertir quando eu estiver livre vou te buscar na sua casa.

- Se você não vier eu não vou devolver um único centavo dessa grana que você espontâneamente me enviou. Suas ilustrações ficam prontas em 7 dias.

- Eu não preciso desse dinheiro, fica tranquilinha ai,o que eu preciso já tá na minha frente.

- Hahahahaha até parece.

- É sério, se prepara que vou te buscar, você tem 1 semana pra se organizar e me esperar.


Dizendo isso ele levantou e começou a tirar a roupa, eu mal me movia na frente da câmera, assistia hipnotizada aquele corpo espetacular executar movimentos mecânicos tão simples mas graciosos a despeito do tamanho dele.

Ele sorria a cada peça atirada a esmo.


- Fala pra mim que você não quer me ver, e nem me tocar, mente se for capaz, duvido que consiga, fala vai, me deixa com mais ódio de você que é na cama que você vai me pagar cada provocação, vácuo, sumiço.

- E você gosta, fica de olho comprido pra cima de mim, não posso fazer nada que você tá lá, obcecado demais.

- Você não sabe a diferença entre obssessão e adoração.


Naquela luz difusa com o cabelo solto, nu, era difícil manter o controle sobre o meu corpo e o que eu queria naquele momento. Largado naquela cadeira enorme ele me lembrava a pintura de algum deus, não fosse toda tecnologia em volta eu seria capaz de pintar ou desenhar uma cena barroca, ouvir aquela voz grave me dar ordens e provocar me encharcava de tesão.


- Vai pra um lugar mais iluminado, quero ver você.

- A palavra mágica é?

- Por favor, tira essa roupa, agora.

- Ficou mais interessante.


Atravessei a sala com o notebook em uma mão enquanto a outra ia desabotoando a blusa, cheguei no quarto, deixei o aparelho na cama e fui me despindo devagar, a blusa caiu, depois o corset que usava por baixo, fui soltando as pregas da saia, e atirei na frente da câmera, estava de meias 3/4 uma calcinha alta de algodão e renda negra com pequenas flores vermelhas bordadas, o sutiã era igual mas com detalhes em fita de seda que se cruzavam na frente apertando os peitos.


- Gostosa demais, mal posso esperar.

- Não espere, venha.

- Vou.

Podia ouvir sua respiração mudar, ficando mais curta e profunda, a voz mais calma, ele era todo excitação. Deitei na cama de um jeito que ele visse meu corpo mas que eu pudesse me esticar e pegar algo na mesinha de cabeceira.


- Vai gostosa se toca pra mim.

- Faz você, tô com preguiça.

- Mulher teimosa da porra, vai tira esses peitos pra fora quero ver.


Minhas mãos agora livres deslizavam pelo corpo, pelos seios mas ainda sem muita pressa, gostava mais de ver ele fazendo isso, chegava imaginar as mordidas que daria em cada dobrinha, músculo, peito e coxas, aquelas pernas e bunda fariam qualquer um enlouquecer.


- Pega o vibrador vai.

- Pega você o seu.

- Eu já tô de pau duro, nem precisa.

- Precisa sim quero ver você usando hoje.


Ele corou igual a uma donzela achei tão divertido, me obedeceu rápido, sabia que adorava ver ele se tocando pra mim. O vibro tipo mouse tinha um anel na ponta que segurava o pau e na outra fazia uma penetração rasa mas com comandos que davam um prazer imenso pra quem usava.


- Coloca no mais fraco, não vai gozar rápido hoje.

- Nossa, vai começar a tortura já.

- Que foi, se quiser ir dormir por mim tudo bem.

- Você sabe que o que quero, tira o sutiã, tira.

- Pede de novo, mas com jeitinho.

- Tira o sutiã pra mim vai, por favor, quero ver você.

- Que bonitinho ver você quase implorar.

- Safada, gostosa.

Rolei ficando de costas e desatei o fecho mas não tirei, ia sair sozinho conforme fosse me mexendo, aproveitei a posição puxando um travesseiro pra mim coloquei no meio das minhas pernas, enquanto o ouvia gemer baixo e devagar.Era um deleite ver a expressão abobalhada de prazer daquele homem, sua excitação se transmitia por todo corpo, quando estava ali ele não sentia vergonha, nada mais que prazer, via em seu rosto uma satisfação quase profana, ser olhado, desejado, virtualmente devorado.

As vezes ele esquecia que estava falando comigo, e usava palvras na sua lingua natal, eram sons bonitos mas não conseguia entender nada. Meu prazer acompanhava o dele quando percebi já estava montada no travesseiro, me esfregando com uma vontande absurda de estar sentada nele. De beija - lo, puxar aqueles cabelos e dar uns bons tapas naquela cara linda e tão cínica. Quando percebeu que eu estava montada no travesseiro me xingou, e gritou de prazer com isso. Vi seu rosto ficando vermelho, depois rosado e relaxado.


- Você faz isso de propósito.

- Sempre, não aprendeu ainda?

- Quero de novo.

- Então aumenta a potência do vibrador.

- Pra você é simples, preciso de uns minutos.

- Vou buscar uma água, já volto.

- Fui a cozinha tomei a água e já aproveitei pra passar no banheiro e deixar a lingerie pra lavar, voltei com mais um copo grande de água e agora completamente nua, passei pela penteadeira e peguei um dos meus vibradores favoritos, não era grande demais, nem fino, cabia e preenchia minha buceta perfeitamente mas não ia usar assim.

Afastei um pouco o notebook posicionei o travesseiro e sentei gostoso nele, benditas aulas de yoga, me contorcia e via a cara que ele fazia ao me ver naquela posição, êxtase puro, euforia, não sei como descrever melhor aquela sensação quando gozamos juntos dessa vez, minhas pernas tremiam, não conseguia articular 2 palavras, só sorri descontrolada enquanto ele tentava em vão se livrar do vibrador esquecendo do anel que prendia no pau.


- Preciso de um banho gostosa,

me espera.

- Também vou.


Demorei uns 15 minutos naquele banho, precisava me acalmar, não queria aparentar a confusão de antes.

Ele já sabia e via demais de mim.


Quando voltei ele estava quase dormindo na cama, tive que ligar pra o celular pra que fechasse o notebook e eu também pudesse ir dormir.

Jamais em qualquer momento sentira tanto prazer em um sexo virtual, em só observar um homem, aquilo era loucura demais, agora só restava dormir e esperar até a próxima semana.

1 de Agosto de 2022 às 21:44 0 Denunciar Insira Seguir história
1
Fim

Conheça o autor

Siph Ferreira Nerd de maquiagem, amante de música, livros e quadrinhos, amiga de Meia Noite e Qliph, viciada em podcast e buscando seu rumo nesse mundo.

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~