liralov Lira Pavlova

Se não fosse esse maldito relacionamento aberto, não estaria procurando por Steve. Não teria caído em seus joguinhos de badboy sedutor. Mas saber que é permissível ceder a esses desejos novos torna tudo mais difícil de resistir.


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Capítulo Único

Bucky caminha pelas ruas com um propósito, com a mente concentrada em apenas uma coisa – uma pessoa, no caso – desde que deixou o apartamento de Sam. Ele não podia acreditar que estava sucumbindo ao beijo roubado daquele bastardo arrogante, deixando-o invadir sua mente em todos os aspectos. Bucky é assombrado pelo fantasma dos lábios de Steve contra os seus.

O moreno se aproxima do quiosque de Natasha, esperando que Steve não tenha saído. Queria entender o que de fato Steve queria de si. Graças a ele seus sentimentos estavam confusos e acabara estragando tudo com Sam, com quem achava ter uma relação perfeita, até Sam querer abrir a relação.

Se não fosse esse maldito relacionamento aberto, não estaria procurando por Steve. Não teria caído em seus joguinhos de badboy sedutor. Mas saber que é permissível ceder a esses desejos novos torna tudo mais difícil de resistir. Bucky temia por si mesmo, tinha medo que a atração por Steve se tornasse algo descontrolado. Tudo começou com o desejo de provar a Sam que ele saberia lidar com o novo modelo de relação dos dois. Mas estava enganado.

Quando chega à frente do quiosque, o moreno pára brevemente, seus olhos observam a forma mal iluminada de Steve. Bucky passou toda sua caminhada imaginando o que o outro deveria estar fazendo. Continua a observar Steve – o couro marrom de sua jaqueta, o topete loiro bem arrumado, o jeito que as sombras caem em seu rosto – faz com que entre pela porta antes que possa pensar em arrependimento.

O loiro se vira para ele com certa surpresa no olhar.

“O que você quer? Eu já fechei.”

Não sabia muito bem o que responder, afinal nem ele tinha mais certeza do que estava fazendo ali. E mesmo que soubesse responder adequadamente a essa pergunta, seus olhos já estava ocupados demais a olhar os lábios do outro, o que o deixou sem fôlego e sem palavras.

Tentado por pensamentos luxuriosos, Bucky decide romper a distância entre eles. Leva suas mãos às bochechas do loiro, colando em seguida os lábios contra os de Steve, rezando para que o primeiro beijo entre eles tenha sido apenas um erro.

Steve não corresponde o beijo, o que faz Bucky afastar-se sem jeito. Então o loiro o puxa de volta, selando novamente os lábios, dessa vez o beijo é intenso. O primeiro beijo não foi acidentalmente incrível, mas agora...Steve é simplesmente tão bom – perigosamente bom. Bucky não tem certeza do que será dele agora. Ele quer isso, quer mais do que nunca. Então o loiro rompe o beijo, confuso. Isso faz com que o moreno não tenha mais certeza de nada. Apenas ora para que não seja rejeitado.

E não é. Antes que Bucky possa dizer algo, Steve enrola a mão em seu cabelo e a outra segura seu ombro. Os lábios do loiro se movem rapidamente sobre os de Bucky de forma esmagadora e brilhante. Eles estão perdidos em um emaranhado de emoções intensas.

A mente de Bucky gira seu corpo involuntariamente pressionando-se contra o de Steve, sua mão indo de encontro ao cabelo loiro que ele tantas vezes desejou tocar. Isso não deveria ser tão bom, não deveria ser tão apaixonante. Steve é um cínico vaidoso, tenta lembrar a si mesmo. Só lhe trará problemas. Eles mal se conhecem, além disso. Ele não poderia estar se sentindo tão vivo apenas com esse beijo. Era o Steve, pelo amor de Cristo!

E, no entanto, nada disso importa quando sente o outro duro contra o seu quadril. Como se alguma conversa silenciosa ocorresse entre eles, os dois tiram as jaquetas mantendo o máximo de contato possível. Suas mãos seguem de encontro às costas largas de Steve, os músculos fortes tão facilmente sentidos sob o algodão preto da camisa. Tais músculos imploram para serem tocados. Não se contendo, Bucky tira a camiseta de Steve, jogando-a em qualquer lugar no chão.

Parando, leva um momento para observar a bela vista da pele nua do loiro, bronzeada e suave. Estende à mão, os dedos compridos percorrem a carne macia e Steve suspira com o toque. Um gesto gentil, cheio de afeto e reverência que Bucky não sabia ser capaz de ter por aquele homem. Ele não queria sentir-se tão atraído por Steve, mas não poderia negar os sentimentos que o outro despertou em si.

"Bucky"

Ouve seu nome ser sussurrado. Aquilo era música para seus ouvidos. Uma onda inesperada de prazer surge em si, logo, não resiste ao impulso de pedir que ele diga de novo.

Descarta sua própria camisa numa tentativa desesperada de sentir a pele do loiro contra a sua, puxando-o contra si rudemente – lábios contra lábios, carne contra carne. Seu corpo sente o toque agradável do contato com o outro, seu desejo aumentando enquanto Steve abre a boca para lhe dar entrada, as línguas numa dança erótica.

O gosto em sua língua é doce e inebriante – uma névoa entorpecente nublando sua mente de todo resquício de razão. Quem se importa se Steve Rogers é um cínico? E daí se ele é sinônimo de problemas? Bucky não ligava pra isso. Não quando aquele homem se esfregava nele. Não quando os polegares dele provocavam seus mamilos. Não quando ele está gemendo contra a boca de Steve como se nunca tivesse sido tocado antes.

A mão de Bucky desliza de encontro à ereção de Steve que está sufocada pelo jeans de sua calça. Tateou a extensão do membro do loiro e aquilo lhe deu arrepios, Steve era grande, muito grande. Com um suspiro de Steve, o moreno move sua mão em direção ao sinto do outro, trabalhando para soltá-lo. E antes de fazê-lo, Bucky percebe que eles estão à mercê dos olhos de qualquer transeunte que passe por ali.

Por que diabos ele não pensou nisso antes de ir ao quiosque? Então, lembrou-se do depósito. Com um puxão, arrastou Steve até os fundos do depósito, fechando a porta atrás de si, pressionando o loiro contra a parede.

Enquanto trabalha em abrir os botões da calça jeans novamente, Steve ataca seu pescoço com chupões.

"Steve"

Ele não deveria permitir que Steve continuasse. Afinal, ainda estava com Sam, não queria marcas que denunciassem aquele momento. Mesmo que já tenha visto marcas semelhantes em Sam e aquilo lhe perturbava. Porém, não encontrava as palavras certas para pedir que parasse então sua mente mergulha em um branco. Mas logo retorna a si quando sente a mão de Steve mergulhando dentro de sua cueca.

Os dedos do loiro se fecham ao redor dele, e Bucky jura que vê estrelas. Lentamente, Steve começa uma masturbação maravilhosa. Em instantes, o moreno mexe os quadris no ritmo que o outro definiu para eles, seus olhos fecham e ele morde os lábios tentando conter os gemidos.

“Está tudo bem?” – pergunta o loiro.

Bucky assente vigorosamente. “Sim”.

Está mais do que bem. Só agora, no auge da necessidade, o moreno reconhece o que ele vem negando desde o primeiro momento em que o viu: ele queria isso desde o começo. Aquilo era uma realização assustadora para dizer o mínimo.

“Você é tão lindo, Bucky’’, sussurra Steve, com o polegar traçando uma linha na mandíbula do moreno.

Ele não soube como responder ao elogio. Então, em vez de se incomodar em tentar, ele beija Steve de forma lenta e demorada. As línguas disputam a posse da outra, transformando aquele beijo em algo extremamente erótico. As mãos de Bucky voltam a trabalhar em retirar a calça do homem a sua frente. Quando enfim, pôde ver melhor a ereção do loiro através da box branca. E imaginou como seria senti-lo na boca. Queria saboreá-lo, chupá-lo, sentir seu gosto. Steve parecendo ler seus pensamentos, o fez ficar de joelhos.

“Chupa.” – ditou autoritário.

Aquilo excitou ainda mais Bucky, que não perdeu tempo ao expor o enorme membro do loiro, duro em riste. Imaginar-se como a causa daquela ereção, envaideceu o moreno. Começou uma masturbação leve antes de abocanhar o pênis do maior. Steve gemia de olhos fechados, parecendo viajar naquela felação. As mãos do loiro foram para os cabelos do menor, controlando os movimentos da boca de Bucky, que se deliciava com o tamanho e a textura do membro do outro.

O moreno sente o pênis de Steve inchar em sua boca, indicando que o loiro estava próximo do ápice. Mas ele não queria isso. Queria ele dentro de si. Queria senti-lo forte, fundir-se com ele.

"Steve", ele diz hesitante, parando de chupá-lo e olhando em seus olhos azuis.

"Algo errado?"

Bucky nega com a cabeça. "Eu só...eu quero você."

Steve parece confuso por um momento. Bucky o odeia por isso, o odeia por fazê-lo expressar as palavras que ele ainda está lutando para aceitar. Mas o pensamento de não tê-lo, de nunca saber como seria com ele, permite que o moreno ponha de lado a raiva e o constrangimento. Ele só pode ficar com Steve essa vez - essa é a regra - e ele precisa fazer isso corretamente.

“Quero você dentro de mim”

“Você quer me deixar louco, Bucky?”

Steve vasculha o local em busca de algo que eles possam forrar o chão. Haviam umas tolhas velhas que logo foram colocadas em um espaço vazio que havia ali no depósito. O loiro fez com que o moreno deitasse. Depois retirou a calça e cueca de Bucky, lhe expondo a nudez.

Sentindo o constrangimento de Bucky, o maior diz: “Venho sonhando com isso desde o nosso beijo”

Os dois entregam-se aos beijos. Steve percorre com a língua toda a pele nua do menor, passando pelos mamilos e sugando-os demoradamente. Bucky geme de forma manhosa enquanto arqueia as costas. Os beijos seguem pela barriga e vão de encontro à ereção do moreno, que o loiro sem demora abocanha.

A mão direita de Bucky vai para os cabelos de Steve, enquanto a esquerda acaricia os mamilos já duros pela boca do outro. Ele acha que pode gozar a qualquer momento na boca do loiro, devido ao excelente trabalho que o mesmo está fazendo em seu membro. Mas ele não quer gozar agora, ele quer senti-lo.

“Por favor, Steve. Eu o quero agora”

Steve interrompe o oral, seguindo para cima do menor, ficando cara a cara. O loiro contempla a face suada e corada de Bucky. Então o beija. Seus lábios são quentes. Ao romper o beijo, Steve leva dois de seus dedos para a boca de Bucky, que os chupa de uma forma que Steve poderia ter gozado só com isso. Logo após a cena erótica, o maior leva os dígitos à entrada do moreno. Ele quer prepará-lo, não quer que sinta dor, apenas prazer. Os dedos deslizam para dentro do canal estreito, então sente o moreno se contorcer.

Steve remove os dedos, Bucky protesta odiando sua ausência. O pênis do loiro é rápido na substituição enquanto afunda lentamente nele. Bucky geme num misto de dor e prazer. Steve era enorme. O início foi doloroso, mas logo a dor foi substituída pelo prazer de ter o outro dentro de si.

O tempo passa e os dois se entregam ao ritmo um do outro, Steve já estocava com força e vigor, enquanto Bucky rebolava buscando sentir mais do loiro. O ambiente foi preenchido pelo som de gemidos roucos, o choque dos corpos e o cheiro do sexo. Era intenso. Aquele momento ficaria marcado na vida de ambos. Logo chegaram ao orgasmo.

Eles permanecem conectados por um momento, olhos nos olhos, a mão de Steve brinca com os fios de cabelo de Bucky. Um momento de ternura. Então o loiro sai de dentro do moreno, e a realidade vem à tona para Bucky. Então quando Steve se prepara para abraçá-lo, o moreno se levanta. Ele não podia. Havia sido um erro, foi bom, mas foi um erro.

“O que houve?”

“Eu tenho que ir” – diz juntando suas roupas.

“Tem que ir? A gente acabou de transar, Bucky!”

“Me desculpe.”

Então Bucky sai dali sem olhar pra trás, deixando um Steve confuso, não poderia correr o risco de cair nos braços do outro novamente. Ele amava Sam, repetia isso para si mesmo, precisava se convencer disso. Mesmo que certo vazio tenha se formado ao sair do quiosque.

15 de Julho de 2022 às 19:20 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Lira Pavlova Escrevo para espantar demônios. Uma russa de coração brasileiro. Poliglota. #LGBTQIANP+ 🌈

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