andyff696 ANDYFF 696

Um caçador de monstros velho e fora de prática escondido cruza o caminho de uma jovem que o força a enfrentar essas criaturas caóticas. À medida que as feras invadem seu cortiço, eles partem em uma viagem sobrenatural para impedir esses males antigos em uma história que explora as maneiras pelas quais a juventude informa a idade adulta e como os traumas iniciais podem nos assombrar na velhice.


Aventura Todo o público.

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Parte 01

ANDYFF696 apresenta



Há vários anos... quando Spencer era jovem, ele recebeu uma espada mágica...

- .... Spencer. Prepare-se, filho.

Uma espada roubada. Tirada de uma criatura tão velha quanto a própria Terra...

- .... Nós lhe demos essa espada por uma razão. Você sabe o que custou à organização para consegui-la.

Spencer: - Sim, pai.

Ele percebeu que o filho estava tremendo e nervoso...

- .... Deus odeia um covarde. – Ele estava sendo intimidador.

Spencer: - .... Sim, senhor.

- .... Você deve estar com os nervos preparados. Você sabe que não podemos permitir que esses iludidos continuem sua adoração tola. Você vai desferir o golpe que acabará com a heresia deles. Eu recebi essa revelação.

Quem segurasse a espada receberia uma vida sobrenaturalmente longa. Talvez até a imortalidade...

- .... Vamos. – Ele liderou o grupo para uma mansão.

Essa foi uma época em que a humanidade estava redescobrindo o oculto. Eles começaram a se intrometer com as magias da Terra. O pai de Spencer liderou uma organização obcecada em acabar com essas heresias.

Eles se aproximaram sorrateiramente olhando pela janela o culto se desenrolando...

- Santo Cristo!

- Meu Deus! Eles já invocaram um demônio!

- Calma, rapazes. Preparem-se... – O pai do Spencer parecia calmo.

Os encapuzados com máscaras brancas adoravam uma grande estátua de um cervo na parede...

- Meus bons homens.... Parece que nosso fim chegou. – A voz saiu do cervo.

O grupo saltou pela janela em uma ação rápida...

- Fogo! – O pai do Spencer deu a ordem.

Os ocultistas puxaram seus facões, mas de nada ajudaria contra aqueles homens armados até os dentes. O grupo da organização estava levando a melhor no combate, mas a reviravolta veio com mais ocultistas aparecendo e matando alguns dos caçadores...

- SPENCER! SPENCER! Faça agora! Derrube o ~~ - Ele teve o peito atravessado por um facão.

Mas como a maioria das obsessões... acabou mal para eles...

Spencer: - P~ pai? – Seus olhos começaram a lacrimejar, ele estava com medo.

- Bem... só nós dois permanecemos. Essa espada~~ tanto poder~~ parece ridícula nas suas pequenas mãos. Se eu tirasse essa espada de você, eu poderia devorar esse mundo absurdo.... Mas estou tão cansado da agitação. Em vez disso, por que você e eu não vemos onde essas chamas nos levam?

Spencer: - ... O~ o quê? – Ele empunhava aquela espada com os braços tremendo.

De repente a mansão explodiu que as chamas foram tão alto. Na manhã seguinte, a fumaça que ainda subia para o céu era o sinal remanescente da batalha, dos escombros carbonizados o jovem Spencer subiu para a superfície...

Spencer: - Oh... oh, não. – Ele se viu no meio dos destroços, completamente sujo, e sozinho.

A espada salvou a vida do Spencer naquele dia, mas ele perdeu todo o resto. Então, Spencer fugiu... e se escondeu... e ficou velho. Bem velho.


\\ Dias atuais.

Entrando em um mercado popular no canto da rua, próximo a uma via única, um senhor procurava algo em particular...

- Ei, “chefe”. Qual é a boa? – O homem no caixa era simpático.

O homem era de cara “amarrada” vestido de preto como um detetive – detalhes para o chapéu fedora anos 70 e um sobretudo – eram o que faziam ele se destacar em uma cidade de interior. Ele parecia não ter ido com a cara do atendente...

- .... Ei, você ouviu sobre a senhora de ontem? Ela escorregou na banheira e bateu a cabeça na queda. E isso a matou! Não foi a menos de dois quarteirões daqui.

Aquele senhor mau encarado continuava a fazer suas compras, ouvindo aquele jovem de cara “redonda” com óculos tipo “garrafa” amolando seus ouvidos...

- .... Consegue imaginar? Um minuto você está lavando seu cabelo, então~~ POW! ~~ e está tudo acabado. Isso realmente faz você pensar, né?

O homem colocou as compras em cima do balcão, olhando sério para o rapaz...

Spencer: - Sim, me faz pensar que todos deveríamos ter muita sorte.

- .... Há, há! Ok, chefe. Tenha um bom dia. E cuidado com os pássaros lá fora. Eles têm incomodado as pessoas a manhã toda.

Spencer: - Hunf.

Ele pagou as compras e foi embora, quando saiu ele logo observou alguns pássaros nos fios dos portes de luz, aparentemente “encarando” ele, nos olhos de um deles Spencer era refletido como se fosse um alvo em foco...

Spencer: - Hunf, pegas. – Ele seguiu em frente sem ligar para elas.

|| Pega-rabuda são aves da família Corvidae, uma das espécies de aves mais inteligentes do mundo, sendo uma das nove espécies que podem reconhecer seu reflexo no espelho.

No caminho para casa, uns moleques do bairro prestaram atenção no velho Spencer vindo pela calçada com sua sacola de compras...

- Ei. Ei, velho. Eu sei que você tem um desses cartões de dispensário. Que tal você ir nos comprar um pouco de maconha?

- Heh, heh. Isso aí. Nosso glaucoma está bem ruim. Ou talvez nos traga Viagra. Aposto que você tem uma tonelada dessa merda por aí. – O moleque de aparelho nos dentes tirava “onda”.

|| Cartão de dispensário é tipo um “passe” de identificação de paciente para algumas pessoas em certos tratamentos usarem a maconha, ou outras drogas, como item medicinal.

Spencer passou por eles já irritado, enquanto o trio tirava graça entre eles...

- .... Há, há! Viagra? Cara, você é muito burro.

- Heh, heh. Cala a boca.

Mas Spencer não se aguentou e no meio do caminho ele virou-se bastante “desgraçado” da vida com aqueles moleques...

Spencer: - Vão se foder! Seus saquinhos de merda! Vou arrancar suas malditas cabeças e enfiá-las no cuzinho de vocês! Seus malditos idiotas do caralho!

Os garotos pararam de rir por um momento, eles pareciam ter se assustado, mas de repente eles se desmancharam em gargalhadas. Spencer os deixou para lá e foi embora “pistola” da vida.

- Spencer tinha uma espada roubada... e eu tinha um relógio roubado. Bem, tecnicamente, foi meu tio que roubou. – Ela narrava.


-Lauren-


- Eu só estava pegando emprestado, eu nunca tinha visto nada tão antigo e chique antes. Às vezes, quando você é criança, você faz coisas... coisas impensadas. E isso pode mudar completamente todo o resto da sua vida, e você nem vai saber até que seja tarde demais. De qualquer forma, eu não deveria ter pegado o relógio, isso causou muitos problemas. Tipo, pessoas morreram por causa daquela coisa horrível, eu quase morri por causa disso. E eu estou tão doente e cansada das pessoas morrendo.

A garota depois de deixar o parque pegou a mesma rua que Spencer tinha pegado, mas assim que dobrou a esquina, ela viu aqueles mesmos moleques que mexeram com o Spencer de longe...

- Bosta.

Então, ela atravessou a rua e continuou pelo caminho calada e torcendo para que os meninos não a percebessem, eles não a notaram, sorte da garota que apertou o passo para chegar logo em casa.

Ela mora em um prédio quase que caindo aos pedaços, quando ela abriu a porta ela deu de cara com o Spencer, que estava verificando sua caixa de cartas...

- Oi.

Spencer: - Oi.

Era óbvio que os dois não sabiam como lhe dar com pessoas, eles tinham um ar de recluso e só ficaram lá se encarando por alguns segundos, como se estivessem assustados um com o outro...

- Hum, como vai? Está um bom dia lá fora~

- Lauren! Lauren, porra! Você tem mexido com as minhas coisas, merda? – O homem no andar de cima estava furioso.

A garota fechou a cara olhando para aquele homem gritando com ela, Spencer virou-se para ver quem era...

- .... Traz essa tua bunda magrela aqui, agora mesmo! Você está bem ferrada!

Spencer não gostou nada do modo que o homem falou com a garota. Lauren olhou para o Spencer e tirou algo do bolso...

Lauren: - Aqui. – Ela deu algo para ele.

Spencer não entendeu nada e mesmo assim recebeu o que ela lhe deu. Lauren subiu as escadas já irritada e entrou no seu apartamento, Spencer abriu a mão esquerda e olhando para o relógio de bolso que Lauren lhe deu...

- Onde diabos você se meteu?! – Ele estava furioso.

Lauren: - Lugar nenhum. – Ela passou direto para a cozinha sem olhar para ele.

- .... Beleza. Tanto faz! Eu não me importo. Só me diz onde estão minhas coisas! O que você fez com meu relógio de bolso prateado?

Lauren: - .... Nada! Eu nem toquei nisso! – Ela virou olhando feio para ele.

- .... Não me vem com essa merda! Ninguém mais sabia disso!

Lauren: - .... Não sei, talvez você tenha perdido.

- .... Perdido?! Perdido?! – Ele foi para cima dela.

Lauren: - .... Não é nem seu. – Ela puxou o capuz para proteger a cabeça.

De repente, uma ave pega-rabuda começou a bicar o vidro da janela pelo lado de fora...

- .... Lauren... caramba. Eu preciso daquele relógio. Como você acha que eu vou ~~ que diabos é esse som batendo?! – Ele virou-se irritado com as batidas e viu o pássaro na janela.

Nesse meio tempo, Spencer trancou a porta do seu apartamento e ligou a luz. Ele vive sozinho e apesar da aparência marrenta, ele é um senhor que gosta de organização – seu quarto é um brinco –

Ele guardou suas compras, pegou uma caixa com remédios e tirou uns dois comprimidos, jogando-os dentro de um copo com água e bebendo. O relógio que a garota lhe deu, ele deixou em cima do balcão da pia, e foi sentar-se na velha poltrona de frente para a TV.

Spencer tirou aquele chapéu e o rosto cansado e solitário daquele senhor revelou-se, ele fechou os olhos e relaxou. De repente, as lembranças daquela noite em que seu pai morreu vieram assombrá-lo, os tiros pareciam perfurar sua cabeça como várias batidas até que ele acordou.

De fato, eram batidas na porta, Spencer tinha adormecido por alguns minutos, mas quando acordou pareciam ter sido horas. Ele se levantou e foi até a porta, parecia uma pessoa agoniada batendo do outro lado...

Spencer: - Sim? – Ele malmente abriu a porta.

Lauren: - Oh! Graças a Deus! Um pássaro entrou! Estava fazendo esse barulho irritante, então meu tio abriu a janela! Mas então ele o atacou e agarrou sua cabeça ou algo assim e agora ele está todo estranho e confuso! Eu não sei o que fazer! Por favor, vem ver! Preciso da sua ajuda!

Lauren era sua vizinha do andar de cima, assim que Spencer mal abriu a porta, a garota lhe bombardeou com palavras nervosas e confusas. A princípio Spencer não expressou nada, mas ao perceber o estado realmente alterado da garota, ele abriu a porta...

Spencer: - Certo, ok. Me mostra.

Lauren: - .... Oh Deus! Obrigada! Eu não sei o que está fazendo. Nunca vi um pássaro fazer isso!

Os dois subiram as escadas, a menina estava realmente com medo. Ela empurrou a porta e foi quando Spencer se surpreendeu...

Lauren: - .... Viu?

Aquele pássaro estava bizarro bem diferente do que deveria ser, ele estava com os pés cravados na cabeça do homem, enfiados como estacas. Suas asas abertas e a cabeça curvada para cima de olhos branco, o homem parecia estar sendo sugado seus olhos também estavam brancos, tanto ele e o pássaro estavam brilhando como um ser “celeste” ...

Spencer: - Ah, merda! – Ele se escondeu atrás da parede do lado de fora. - .... Oh, meu Deus! Merda! Merda! Merda!

Ele parecia mesmo apavorado, sua expressão nervosa entregava tudo, e foi quando Lauren se deu conta do quanto aquela situação poderia ser preocupante...

Spencer: - .... Se afasta da porta! – Ele a puxou com força.

Lauren: - O que é isso? O que esse pássaro está fazendo?!

Spencer: - .... Merda! Ok. Eu sei o que aquele pássaro está fazendo. Pelo menos, eu acho que sim. Já vi algumas coisas assim antes.

Lauren: - .... Bem, precisamos parar com isso! Precisamos tirar esse pássaro horrível daqui!

Spencer: - .... Porra! – Ele pôs as mãos no rosto.

Lauren: - .... Senhor?

Spencer: - .... Certo, vá ao meu apartamento. No balcão da cozinha, há uma caixa de madeira. Vá buscá-lo e o traga para cá.

Lauren: - .... Tudo bem. - Ela saiu correndo para lá.

Spencer olhou mais uma vez para aquele pássaro e se escondeu de novo, aparentando estar bastante nervoso...

Spencer: - Tudo bem, como era? Um para tristeza... hm.… dois para alegria...

Enquanto ele tentava se lembrar de alguma coisa, o pássaro mexeu a cabeça lentamente, olhando em direção da porta...

Spencer: - ... três para um funeral, quatro para um nascimento... cinco para prata... seis para~~

- Você! Quem é você? Como você está conjurando? – Uma voz monstruosa saiu do pássaro.

Spencer: - .... Cinco para prata, seis para ouro...

- .... Ouvimos sua conjura, mas não funcionará em nós! Somos muito fortes! Temos um grande tesouro! Quem é você? Nos diga seu nome.

Spencer: - ... sete para um segredo... – Ele tentava não ouvir o pássaro.

- .... Nos diga qual é o seu nome!

Spencer: - .... Nunca deve ser dito ~~

Lauren: - Ok! – Ela voltou.

Spencer: - .... Hm?

Lauren: - .... Peguei a caixa! Tem mesmo alguma coisa aqui? É muito leve.

Spencer: - .... Sim, tem muita coisa aí. – Ele olhou para o pássaro.

- .... Você! Velho! – Ele o viu. - .... Fale! Diga seu nome para nós!

Lauren: - .... Com o caralho?! O pássaro está falando? O que está dizendo?

- .... Encontraremos seu nome, velho! Nós vamos encontrá-lo e usá-lo!

Spencer: - .... Não sei do que está falando. – Ele parecia saber de algo. - .... Escuta, faz muito tempo desde que eu fiz algo assim. E eu não era nada bom nisso para começar. Mas vou tentar, ok?

Lauren: - Hm.…?

Spencer: - .... Você disse que aquele homem ali é seu tio?

Lauren: - .... Sim.

Spencer: - .... Tudo bem. Seu tio está em grande perigo agora. – Ele olhou para o pássaro de novo. - .... Eu tenho que tentar matar aquela pega antes que ela chame o resto de seu rebanho.

Lauren: - .... Como você vai fazer isso? Está possuído pelo diabo ou algo assim!

Spencer: - .... Não está possuído. Está usando magia, mais ou menos. É difícil de explicar. Mas esse pássaro é muito poderoso agora e pode ser muito difícil de matar.

Ele abriu a pequena caixa...

Spencer: - .... Então... para matá-la... vou ter que usar... isso. – Ele puxou uma enorme espada de dentro daquela caixinha.

Lauren: - .... E foi assim que Spencer e eu nos conhecemos. – Ela narrou.


OS CAÇADORES


// Continua na 2ª edição! Em breve.


Baixe a trilha sonora inspirada no volume 1 pelo link abaixo:

https://mega.nz/folder/uO5GQS7J#-0yQhgH78AoZ4-1Fa5XrSA



ANDYFF696, JUNHO, 2022.

3 de Julho de 2022 às 16:00 0 Denunciar Insira Seguir história
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Continua…

Conheça o autor

ANDYFF 696 Amante da cultura Pop, músico, desenhista (nada profissional), e desenvolvedor de qualquer tipo de conteúdo. Quando embarco em uma ideia, eu "viajo" mesmo na imaginação. Promovendo vários conteúdos relacionados com cada história. Espero distrai-lo (a) com minhas narrativas.

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