u16228522741622852274 Déborah S. Carvalho

Quando as pessoas olhavam para aquele Corcunda Andarilho, elas não imaginavam que Adam era dono do mais estranho tesouro, o qual carregava consigo o tempo inteiro: sua mochila, que era uma bênção e maldição eternas, disfarçadas de bagagem.


Conto Todo o público.

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MOCHILEIRO

Adam não sabia porque seu nome era inglês se ele era brasileiro. Haviam lhe dito que sua mãe era apaixonada pelos filmes de Hollywood e que deu o nome ao filho inspirada em um personagem de Faroeste. Também o haviam dito que ele não havia nascido, mas foi ejetado do útero para o chão árido do sertão, feito uma explosão de objetos que caem de uma mochila furada.


Um nome e uma pequena história de plano de fundo, cheio de poeira, sol e suor, é o que Adam recorda da própria mãe, que juntou os últimos suspiros aos gritos de dor para liberar o menino no mundo.


Liberado foi, durante toda sua vida. Se a memória da mãe não passava de um nome e de uma história que nem sabia se era verdade, a memória do pai simplesmente não existia. Na mente do menino, sua progenitora era uma espécie de Virgem Maria.


Adam cresceu de casa em casa, de rua em rua, de família em família, de igreja em igreja, de bar em bar. Ele estava destinado a não ter um lar. Era como se as pessoas que o acolhiam tivessem espasmos de misericórdia diante de sua óbvia vulnerabilidade, mas depois de um tempo, a compaixão era reduzida ao mesmo sentimento de quem abandona um cachorro na rua.


Quando Adam começou a sua vida de andanças, ele não tinha certeza de quantos anos de vida tinha. Sabia apenas que ainda não era velho o bastante para beber, nem novo demais para trabalhar. A noção de aniversário era mais forte quando acompanhada de comemoração e importância, mas Adam não era dono nem de uma nem de outra. Todo o seu patrimônio consistia de um par de pernas finas e fortes, e uma mochila de muitos anos pendurada às costas, a qual parecia parte de seu próprio corpo. Era como se tivesse sido ejetado no mundo carregando aquele fardo, como se a mochila fosse parte parte de seu próprio corpo - uma protuberância que poderia ser um tumor, e para se livrar só com uma faca, arte e um sacrifício de sangue.


De tanto andar carregando a mochila, Adam recebeu alguns apelidos pelos lugares onde passava, parava e finalmente seguia. “Corcunda”, “Corcovado” e o mais emblemático de todos “Corpo Seco”. Algumas vezes, as andanças eram tão penosas que a fome o fazia esquecer que se chamava Adam. O nome, a parte mais estranha de sua vida, era a única que tinha contornos de verdade.


Quando as pessoas olhavam para aquele Corcunda Andarilho, elas não imaginavam que Adam era dono do mais estranho tesouro, o qual carregava consigo o tempo inteiro: sua mochila, que era uma bênção e maldição eternas, disfarçadas de bagagem.


Mesmo que sua memória fosse mais parecida com uma colcha de retalhos sem a linha do remendo, Adam lembrava da noite em que foi presenteado com a mochila.


Ele já havia cruzado cinco estados brasileiros a pé. Descia pela mesma direção que fazia o Velho Chico. Sabia que precisava descer, não sabia por quê. Um instinto o movia para baixo. Em dias difíceis, Adam nunca deixava de pensar que seu movimento descendente não era diferente da queda dos anjos, do céu ao inferno. Mas ele nunca entendeu que céu era esse que o havia rejeitado desde quando nascera.


Naquela época, mais perambulava do que andava, como se fosse carregado pelo vento do fôlego de vida que o permitia existir mais um dia. Sem comida, água ou forças, caiu aos pés de um homem velho, que usava um sombrero de palha entrelaçada e um sorriso puxado por anzóis em seu rosto enrugado, tão seco quanto o chão onde Adam havia caído.


Quando acordou, deu de cara com um teto de barro, ou talvez fosse apenas a cor da pele do velho, ocre, antiga, descascada. A risada que veio de pulmões cheios de muco o transportou de volta à realidade. O velho a seu lado era estranho levava uma mochila às costas.


– Está olhando para ela faz um tempão, moço… Gostou da minha mochila? Eu nem lembro quando foi que a peguei, só sei que tem muito tempo… De lá para cá, nunca mais larguei ela, como se fosse uma parte de mim! Eu andava por aí, só eu e a mochila. Enchi até a boca. Nunca tirei nada… Mas, um dia, eu encontrei esse barraco velho aqui e resolvi parar de andar. Quer saber o que tenho aqui?


Queria, mas não era acostumado sequer a verbalizar o próprio querer. Olhou, calado, o velho largar a mochila das costas por um instante. Com dedos ossudos feitos de galhos prestes a partir, o velho puxou a corda que mantinha a mochila fechada. Enfiou a mão lá dentro e voltou com o punho fechado. Ato contínuo, soltou os dedos e um punhado de areia deslizou por entre eles. Hipnotizado, Adam acompanhou a jornada dos grãos até que o último caiu de volta na mochila.


Ele jamais comentou, mas o fato é que achou estranho aquele velho que, mesmo sentado, mesmo em casa, carregava a mochila. A areia era ainda mais estranha. Talvez houvesse um grande tesouro literalmente enterrado, abrigado pela lona gasta, esverdeada quase cinza. Seus olhos brilharam daquilo que sabia ser cobiça. Por um segundo, o pensamento de simplesmente retalhar o velho em muitos pedaços, até a mochila cair, a areia ser despejada e o tesouro revelado, cruzou por sua consciência enevoada.


Mas Adam jamais retalhou o velho. Ele apenas ficou ao seu lado até que a própria Morte surgisse pela porta fechada por uma lona mais nova do que o tecido da mochila. O velho não soltou palavras finais, do tipo que um herói profere ao fim de seu martírio. De fato, ele partiu com meias-palavras, porque não sobrou tempo para terminar a piada do português que entrava no bar…


O corpo do velho repousou em outra cama, profunda, metros abaixo do chão, e um cobertor de terra avermelhada forrou o seu rosto ocre e ressecado. Antes de ir embora, o jovem Adam montou uma cruz, feita de galhos e boa vontade. Ele não sabia se o velho tinha religião, então optou por uma das religiões locais.


Sem dizer palavra, despediu-se do túmulo e do velho, que ali descansaria para sempre. Andou sem olhar para trás, como sempre fazia, mas ouviu um gemido que vinha de dentro de sua mente, algo como os uivos, ou as vaias, do vento. Sem buscar motivos, soube imediatamente, com seu espírito, não com a inteligência, que devia voltar à casa do velho. Faltava algo…


A mochila estava em cima da cama, fechada e murcha, completamente vazia.


Com o passar dos anos, a mochila ficou cheia novamente. Ligado aos ombros do eterno Corcunda do Corpo Seco Corcovado, o fardo de aparência inofensiva era pesado. Mas Adam não era como o velho. Ao invés de enfiar apenas areia na mochila, ele foi mais criativo.


Na primeira jornada que fez após a morte do velho, Adam freou os passos diante de um riacho seco. Catou algumas pedras e enfiou na mochila uma por uma, ruidosamente. Lá dentro, elas chocavam feito bolinhas de gude após uma jogada perfeita. O som era reconfortante, de uma maneira toda estranha. Mas o maior conforto foi a certeza, a solidez das pedras dentro da mochila. Era a única coisa sólida que tinha na vida, fora os ossos do próprio corpo. Suas pedras de riacho se tornaram um tesouro naquele instante. Adam não queria saber do dia em que se tornariam uma parte do fardo.


Não vivia para pensar, apenas para caminhar mais um dia.


Pouco tempo de andança passou, e o Corpo Seco que descia pelas estradas poeirentas decidiu abrir a mochila novamente. Suas mãos coçaram e seus olhos brilharam diante do tesouro da vez.


– Ah! – exclamou Adam, pego de surpresa pela dor.


Da ponta do polegar um filete de sangue escorria. Adam estancou com a saliva, e se apressou para enfiar os pregos na mochila. Estava diante de uma construção abandonada, onde por algum motivo alguém havia largado uma caixa de ferramentas. Com certeza a coisa acontecera há muito tempo, pois a madeira era mofada e tudo o que era de metal estava corroído pela ferrugem. Talvez aquela fosse uma cena de crime, já que havia manchas escuras e suspeitas no chão, que podiam ser de sangue.


Adam não pensou em levar o martelo, o machado, nem qualquer coisa assim. Focou apenas nos pregos, os quais colocou apressadamente na mochila. Nada de som reconfortante de bolinhas de gude. Pelo contrário, o ruído de metal batendo em pedra o fazia trincar os dentes de nervoso. Fechou a mochila e a sacudiu um pouco, para acomodar seus pertences. Foi embora, na companhia irritante do tilintar incessante em seus ouvidos.


Era impressão ou, além de barulhenta, a mochila começava a pesar?


Deu de ombros - a mochila fez mais barulho - e seguiu seu rumo.


Um tempo passou e, algumas coisas estranhas aconteceram. A primeira foi o objeto, balas de chumbo, redondas e pesadas. A segunda foram as testemunhas, em sua própria cena de guerra, ao que parecia. A terceira foi o rasgo em sua mochila.


Algumas balas estavam no chão, outras no corpo de um homem, que era uma das testemunhas. Mesmo que aquele fosse o primeiro assassinato que Adam havia presenciado, o mais estranho era o fato de sua mochila ter rasgado. Ele não sabia exatamente se aquela cena se desenvolvia corretamente. Não sabia se o silêncio sepulcral dos sobreviventes era a reação apropriada a uma morte tão violenta. Apenas sabia que ele era o responsável pelo barulho intruso de alguns objetos de sua mochila que atingiram o chão: pedras, pregos, cacos de vidro e umas sementes de fruta que Adam nunca teve a oportunidade de comer.


Adam se moveu, invadiu a cena do crime, como alguém que interrompe uma missa abrindo caminho na frente do altar. Coletou as balas redondas que estavam no chão. Ato contínuo, coletou uma bala do peito do morto, com auxílio de um dos cacos de vidro que haviam caído de sua mochila. Uma das testemunhas era uma mulher. Ela usava um vestido branco e dois rastros de lágrimas em seu rosto. A outra testemunha era um homem, que usava botas pesadas e uma espingarda cujo cano ainda fumegava. Tanto a mulher de branco quanto o homem de arma não emitiam qualquer som. Eles apenas olhavam, como estátuas vivas, como se soubessem que não deveriam mexer um músculo até que o mochileiro fosse embora.


A operação durou alguns minutos que se esticaram pela eternidade, ao que Adam desencravou a bala do peito. Ruídos molhados preencheram o vácuo entre o cirurgião e as testemunhas congeladas. Quando finalmente pegou a bala, Adam a enfiou na mochila com sangue e tudo.


Deixou as testemunhas, a cena aterradora, e seguiu em frente. Não percebeu que sua mochila estava intacta novamente. Era como se o rasgo nunca houvesse acontecido. Mas algumas das pedras, dos pregos, dos cacos e das sementes ficaram para trás.


Um dia, Adam precisou abrir a mochila para guardar fios de arame farpado que roubava de uma cerca. Era um dia calmo, de sol ameno e algumas nuvens. Adam tinha metade de um sanduíche na boca e usava um alicate para arrancar o arame da cerca. Uma voz púbere o interrompeu e Adam poderia jurar que sua alma havia saído do corpo e voltado, tamanho o susto.


– Por que o senhor está roubando arame da cerca do meu avô?


Não apenas o arame da casa de um avô, mas as lâminas, as cabeças de martelo, as balas de chumbo, as sementes, os cacos de vidro, os pregos e as pedras. Por que Adam roubava tudo aquilo? Por que enfiava tudo na mochila?


Após muitos anos de andanças, Adam foi confrontado com essa pergunta pela primeira vez. Se não fosse pelo menino, o Corcunda jamais teria se perguntado isso. Sorriu com dentes amarelos que faziam saltar todas as rugas ao redor dos olhos e da boca.


Naquele dia, Adam tornou-se o responsável pela frustração do menino. Não tinha resposta para dar e ainda por cima roubou todo o arame que pôde. Terminou seu sanduíche e levantou para seguir em frente. Ajeitou a mochila nos ombros. Estava bem pesada e o fazia caminhar cada vez mais lentamente, mas isso não o impediu de seguir em frente. A estrada era boa, reta, o chão sem buracos. Mesmo com o peso e com a alça da mochila ferindo a pele dos ombros, dava para continuar por anos.


Um dia, Adam tropeçou. Talvez suas pernas estivessem cansadas, talvez tivesse escorregado no solo enlameado pela chuva da noite passada. Não levantou de pronto. Apenas sentou no chão e respirou por algumas horas. Viu o sol se pôr e as estrelas salpicarem um céu cor de breu.


Por algum motivo, lembrou-se do dia em que herdou a mochila do velho. Puxou a corda para abri-la e imaginou que estaria cheia de areia, a qual espalharia naquela lama de bom grado. Mas eram apenas as suas coisas. A mochila estava abarrotada de objetos, de tal forma que não dava para ver o que tinha no fundo. Em todo esse tempo, Adam havia acumulado toda sorte de quinquilharia inútil e souvenirs perigosos. Em todo esse tempo, jamais guardou uma faca, um pedaço de pão, uma garrafa de água ou dinheiro. Esses objetos de sobrevivência ele roubava pelo caminho e descartava quando não precisava mais.


Foi tomado por um desejo fervoroso de revirar a mochila, mas só de olhar para o quanto estava inchada, ao contrário de seus braços finos e ressecados como galhos, logo desistiu. A letargia tomou seu corpo e o Corcunda adormeceu. Desta vez a mochila não estava sobre as costas, mas sob a cabeça, como um travesseiro.


Adam custou a perceber, mas os anos de andança pareciam finalmente alcançar a sua determinação sem sentido. Suas costas doeram sobremaneira quando se curvou para catar espinhos que nasciam em algumas plantas. Sem paciência, cansado e frustrado com a dor, enfiou a mão nos espinhos e enfiou os espinhos na mochila. Tinha espinhos encravados atrás das unhas e sangue escorria por entre os dedos.


Praguejou com todas as maldições que conheceu em sua jornada interminável, espalhando sangue e lágrimas pelo caminho. A cada passo sentia as pernas tremerem, os ossos vibrarem e a confiança definhar. Para onde estava indo que nunca chegava?


Assim como aquele garoto o perguntou por que roubava arames, era a primeira vez em que Adam se perguntava acerca do próprio destino. Durante toda a sua vida, sentiu apenas que andava, mas até então isso nunca havia sido um problema. Recordou-se de certa feita em que uma jovem, bonita e cheia de vida, havia se oferecido para carregar a mochila.


Com sua barba branca, seu cabelo emaranhado e seu corpo encurvado como uma escultura, pegou firme nas alças da mochila e saiu correndo até perder a mulher de vista. Quando finalmente percebeu que já era seguro parar de correr, prostrou-se ao chão. A mochila que se projetava por cima dos ombros o golpeava a nuca com o peso de tudo o que ela continha. O coração saltava pela garganta e o ar havia sido roubado, como as muitas coisas que Adam furtou ao longo da vida.


À cena final, o mochileiro fazia rastros pela floresta, ao arrastar seus pés contra o solo. A mochila parecia gemer junto com ele, que empregava a força do corpo inteiro para dar o próximo passo. De repente, a surpresa.


Um barulho terrível interrompeu os sons vivos da mata. Adam sentiu uma descarga interminável atrás de si, ao que os objetos sofriam queda livre da mochila rasgada para o chão. Sentiu o corpo leve como nunca. Olhou para cima e viu as copas das árvores que bloqueavam as nuvens.


Um raio de medo sacudiu sua alma. Adam, ainda com a mochila furada nas costas, esforçou-se para dobrar as articulações dos joelhos. Seus ossos quase sem cartilagem rangiam como dobradiças de portas centenárias, mas ele conseguiu virar para trás e se ajoelhar diante do amontoado de coisas que juntou por toda a vida.


Pedras!


Por anos sequer lembrava delas: o primeiro tesouro. Seus olhos se moviam na direção de cada objeto disposto sobre a terra. Os pregos, o vidro, as balas com sangue, o arame, as lâminas, a porcelana quebrada, o barro, os papéis rasgados, os pedaços de grafite, as muitas estátuas destruídas e as entranhas, que não lembrava se eram de bicho ou de gente, mas que permaneceram intactas.


O desespero se refletiu em seus olhos inquietos. O estômago revirou. Lágrimas escorreram. Um suspiro sôfrego escapou pelos lábios e nariz.


– Minhas coisas! Minha mochila!


Berrou, de repente, numa voz quase áspera e quase nunca usada. Mesmo ao ver tudo no chão, só quando pegou as entranhas compreendeu que sua mochila tinha um rombo enorme no fundo. Moveu-se para recolher os objetos e enfiar na mochila furada, mas a razão o violentou como nunca antes.


– Como vou levar minhas coisas sem minha mochila?


Seu rosto, uma obra de arte de tantas linhas, congelou na moldura de cabelos e barba. Um “Ah!” escapou de seus lábios e tornou-se a coisa mais lúcida que Adam disse em toda a sua história. A epifania atingiu cada célula de seu corpo.


Largou as entranhas, largou os tesouros, largou a mochila, e seguiu em frente.


Uma sensação estranha, alienígena, tomou seu ser por completo. Ao dar os primeiros passos sem o fardo nas costas, Adam foi apresentado ao alívio. Foi assaltado por dois sentimentos. Primeiro a frustração, pois finalmente percebia o quão inútil havia sido aquela mochila e tudo o que ela continha. Depois, a felicidade.


Sua liberdade seria curta, mas seria doce até o último segundo.


O Corcunda que passou a vida inteira deixando tudo para trás e guardando tudo na mochila, agora deixava a mochila para trás e andava ereto. Seu corpo inteiro poderia cantar de tão leve.


Chorou como a criança que havia sido um dia, uma imagem de si mesmo, esquecida na poeira de uma memória sempre falha. Deu os últimos passos antes de cair. Quando o corpo sem vida de Adam chocou-se com o solo, ele parou de andar em sentido descendente e começou a voar em direção às nuvens.


Todos os objetos deixados por Adam desvaneceram, como se nunca houvessem sido coletados. A mochila, uma vez mais, estava completamente restaurada.


--- fim ---


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Esse conto nasceu de dois microcontos que postei em meu Instagram, chamados de "Mochileiro" e "Andarilho". Espero que gostem! Faz tempo que não publico por aqui, e esse conto é meio diferente do que escrevo normalmente, então se puderem dar aqueeeeeeele feedback, vou fica mega feliz! =)

19 de Maio de 2022 às 00:20 0 Denunciar Insira Seguir história
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Conheça o autor

Déborah S. Carvalho Eu sou a Déborah, mais conhecida como "Debescreve". Amo ler e escrever! Textos longos, curtos, contos... Até nas poesias me arrisco às vezes. Aqui teremos romance, humor, drama, suspense, reflexão... a boa e velha prosa literária que corre por minhas veias, agora na tela!

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