serenityelian Serenity Elian

Atormentado por seu mais cruel demônio, responsável por seus mais tenebrosos pecados, aquele que um dia foi dito como bondoso como um deus, agora encontrava-se à beira da loucura em uma árdua luta contra si mesmo e aquele que o atormentava. E que seu segredo seria descoberto pelo mais belo e letal dos dourados.


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

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Capítulo 1 - Caos

E cá estou mais uma vez!
Com outra SaDite, que me veio enquanto estava no banho xD, corri para aproveitar a ideia antes que ela se esvaísse. Que fará parte do Desafio Marte Vênus, sendo o meu exatamente: Saga e Afrodite.

A dedico as meninas de ARes! Lindas 💖

Eu vou dividir a história em dois capítulos, então no próximo fim de semana eu posto o outro.

Bom, espero que gostem!!
Boa leitura!


(...)



Caos. Tudo estava um caos, puro e simples. A cama revirada, parcialmente jogada no chão, livros que antes estavam na estante agora encontravam-se espalhados por todos os cantos do recinto, junto a cacos do que antes era um espelho de corpo inteiro. E mesmo provocando aquele cenário caótico sua mente não estava em paz.

Seu cérebro ardia como se fosse brasa, chama viva, tornando-se insuportável. Não sabia quanto tempo mais conseguiria suportar não apenas aquela dor, mas a situação em si sem enlouquecer de vez, sem ceder a ele. A assombração que fazia de sua existência seu inferno, sua danação. Ele, que o fez cometer pecados graves, tirar a vida daquele que apenas o quis bem, que lhe cuidou quando não tinha pai ou mãe, apenas seu irmão, entretanto nenhum pecado seria mais grave que o de tentar assassinar sua deusa reencarnada, sendo apenas um inocente bebê. A existência mais pura no mundo.

Colocou as mãos na cabeça em uma vã tentativa de aplacar a dor, a ardência. Sequer sentia o sangue escorrendo de sua palma direita, a mão que usou para quebrar o espelho, para não mirar-se e ver refletido aquele ser vil, maligno, cruel e perverso. Foi ao chão, seu corpo trêmulo pelo medo, pela ansiedade que corria em suas veias. Sua respiração foi tornando-se irregular, arfante. Fechou os olhos, tudo que desejava era que aquilo acabasse.

(...)

Seus passos metálicos reverberavam pelo local, regressava de uma longa e bem sucedida missão e urgia em entregar o relatório ao patriarca para enfim poder descansar seu corpo que gritava dolorosamente por um descanso, mesmo que de pouquíssimas horas.

Passou pelos guardas do décimo terceiro templo sem nenhum problema, sua patente de cavaleiro de ouro era mais que suficiente para que perguntas inúteis e protelatórias fossem feitas. Adentrou a sala do trono, mas não viu o Grande Mestre, aliás achou um pouco estranha a atmosfera do local. As grossas cortinas cobriam as janelas impedindo que a luz entrasse, o ar estava pesado, como se algo de ruim tivesse ocorrido ali.

Ignorando seu próprio cansaço, concentrou-se, buscando qualquer cosmo hostil ou qualquer indício de que havia alguém com intenções escusas tentando se esconder, mas não. Fechou os olhos e vasculhou além, foi quando sentiu, o sentiu. Um cosmo confuso, triste, angustiado… Desesperado.

Caminhou a passos largos até o local, abriu as pesadas portas de mogno nobre e se deparou com um pequeno campo de batalha, iluminado apenas por duas lamparinas de óleo, pois assim como a sala do trono, as cortinas também impediam a passagem da luz. Passou os olhos pelo quarto, com a parca iluminação, pôde perceber que a mobília não era qualquer uma, era de madeira nobre, era o quarto do Grande Mestre. Sentia seu cosmo, mas não o via.

— Grande Mestre? — o chamou uma, duas, três vezes, sem obter resposta nenhuma.

O silêncio que seguiu depois de calar-se foi breve, efêmero, um soluço doloroso foi ouvido. Decidiu explorar o recinto mais de perto, adentrou sem convite e foi até onde estavam as cortinas, puxou o tecido para o lado, só um pouco…

— NÃO! — O grito sofrido preencheu seus ouvidos, aquela voz grossa, potente, tão familiar.

— Mestre? — Procurou por ele, o encontrando finalmente.

Agachado, encolhido como uma criança assustada, com medo da tempestade. Puxou um pouco mais a cortina para ver o homem da mais alta patente do Santuário, o homem que governa junto e em nome da deusa Atena. Diziam que ele era um homem bicentenário devido a longevidade de sua raça muviana, um homem de aparência já enrugada, mas não foi isso que viu e sim um rosto jovem e principalmente familiar.

— Feche… — a voz saiu trêmula. — Por favor, feche!

Aproximou-se da figura agachada no chão, algo estava errado, sentia em seu âmago. Sentou-se de frente ao homem que chorava copiosamente, com sua cabeça apoiada nos joelhos, agora dizia coisas quase inaudíveis para um humano comum, mas para um cavaleiro treinado como ele, era possível distinguir o que era dito. Não fui eu, foi ele. Dizia repetida e desesperadamente.

— Mestre…? — o chamou novamente. — Mestre! O que houve?

Parecia que sua voz não era capaz de tirá-lo daquele estado deplorável em que estava. Então tocou-lhe os cabelos, seus fios loiros, mais escuros que seus próprios.

Então o homem o olhou, seu olhar era a mais pura agonia misturada com desespero e um fundo de arrependimento, seu queixo marcado, seu nariz angulado, as sobrancelhas grossas na medida ideal para emoldurar seus olhos azuis. Aquele não era Shion e sim Saga de Gêmeos que foi dado como desaparecido há alguns anos, pouco antes da dita traição de Aiolos que o levou a sucumbir à morte pelas mãos de Shura de Capricórnio.

Não conseguia acreditar no que seus olhos o mostravam, então Saga tornou-se o Grande Mestre. E parecia não reconhecer sua pessoa, o olhava, mas não enxergava quem era sua pessoa.

— Você…? — questionou ainda incrédulo. — Saga…? Mas como…?

As mãos graúdas do até então desaparecido cavaleiro de gêmeos agarraram seus antebraços em um movimento brusco. Grossas lágrimas deixavam seus olhos, molhando o rosto de que se recordava de sua infância, daquele que admirava e também… Balançava seu coração jovem.

— Foi ele… ele… ele me obrigou! — Saga dizia coisas desconexas, parecia profundamente perturbado com algo ou por alguém. De repente o geminiano olhou para o canto do quarto, arfou e voltou a se encolher, era visível seu estado deplorável.

Sentiu um cheiro ferroso e vinha de sua armadura, franziu o cenho estranhando, olhou para seus braços e havia sangue em seu antebraço esquerdo. Saga estava ferido, provavelmente da quebra do espelho, pensou.

— Saga, o que…? O que aconteceu? — perguntou aflito.

— Foi ele… ele… Ele tentou matá-la, não eu!

— Saga, Aiolos está morto, não pode machucá-lo! — Exclamou, mas foi solenemente ignorado pelo geminiano. Só que desta vez não ficaria esperando, sacudiu levemente o homem.

— Pela deusa… Aiolos! — A menção do nome do sagitariano piorou o estado de Saga. Puxava os cabelos em um ato de desespero, parecia também um ato de autopunição. — Ele me obrigou! ELE TENTOU MATAR A DEUSA!

Precisou sacudir um pouco mais o homem que trajava as roupas do patriarca e inesperadamente foi abraçado por ele que voltou a chorar, aflito. Retribuiu o abraço e o acomodou da maneira que conseguiu, acarinhou os longos fios dourados e permitiu que Saga continuasse a chorar, expurgasse o que o atormentava de seu peito e talvez assim sua mente alcançaria algum nível de sossego.

Não soube calcular quanto tempo ficaram naquela posição, não que fosse do tipo de pessoa que reclamasse o tempo inteiro e por qualquer motivo, mas acreditava que foi o suficiente para que o choro cessasse e Saga ficasse em silêncio, sua respiração mais calma. Não poderia deixá-lo daquele jeito, em meio ao caos que o aposento se encontrava. Um banho talvez fosse uma ótima ideia e quem sabe uma refeição leve em seguida.

Passou os braços de Saga por seus ombros e levantou bem devagar e com muito cuidado para que não caísse e se machucasse mais. Apesar da pouca diferença de altura, precisou de toda cautela possível na hora de andar com ele e colocá-lo na cadeira que ficou no único canto do quarto que parecia menos caótico. O sentou com toda delicadeza que tinha, saiu atrás das servas para que cuidassem o mais depressa possível do quarto.

Retornou pouco depois, retirou sua armadura peça por peça para não alarmar o outro, procurou a entrada no banheiro, abriu, pegou uma das luminárias e entrou, procurou por mais e acendeu todas que encontrou, averiguando tudo, havia uma enorme banheira, ligou a torneira para que a água preenchesse. Voltou para o quarto para buscar Saga, viu que as servas entraram devagar e caladas, dando início a arrumação, sabiam que não era inteligente fazer perguntas sobre o ocorrido.

Levou o geminiano para o banheiro, o despiu devagar, Saga estava apático, não reagia, não falava, ficava apenas ali, inerte. Fez com que ele entrasse na banheira, pegou sabonete e uma esponja que havia ali e começou a dar banho no homem que agora era o Grande Mestre do Santuário de Atena.

Esfregou cautelosamente os braços, o peito, abdômen perfeitamente esculpidos pelos anos de treinamento, não só pela armadura, mas como cavaleiro, afastou os cabelos das costas para que pudesse lava-las, largas, fortes, depois passou para as pernas, grossas, mas não era o momento de reparar nesses detalhes, recriminou-se por isso. Continuou o que estava fazendo, lavou os cabelos de Saga.

Não se importou que estava com suas próprias vestimentas molhadas, o mais importante era cuidar daquele homem. O retirou da banheira e o secou, o levou de volta para o quarto, por sorte as servas fizeram exatamente o ordenado, assim que saísse do banheiro com o Grande Mestre tudo deveria estar arrumado e elas longe das vistas.

Deitou o geminiano na cama e foi procurar por uma roupa leve que ele pudesse usar. Não demorou para encontrar, o vestiu. Ouviu leves batidas na porta e foi ver o que era. A serva segurava uma bandeja com uma refeição, entregou em suas mãos e depois se retirou.

Colocou a bandeja na escrivaninha, andou até a cama e ajudou Saga a se sentar para comer, puxou a cadeira para perto da cama, pegou a bandeja, a depositando no colo do outro.

— Saga, você precisa comer, mesmo que só um pouco. — disse.

O geminiano apenas o olhou, ainda não o reconhecia, seu olhar entregava que sua mente estava longe, bem longe.

— Saga… Sou eu, Afrodite. — Tentou outra vez.

Com muito custo conseguiu fazê-lo comer pouco mais do prato de sopa, era melhor do que nada. Colocou a bandeja novamente na escrivaninha, deitou Saga, o cobriu, foi até o outro lado da cama e deitou-se ao seu lado, acarinhou novamente os fios de ouro dele, até que dormisse e não percebeu quando sua própria pessoa adormeceu, vencido pelo cansaço.



(...)

Espero que tenham gostado!! SaDite é sempre uma ótima pedida, né!

Beijos 😘😘😘😘😘


15 de Maio de 2022 às 23:35 0 Denunciar Insira Seguir história
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