lu-inoue1541002911 Lu Inoue

Quando Hades é o vencedor da Guerra Santa, ele não permite que Atena morra e descanse, obrigando-a a assistir o fim da humanidade e viver para lidar com seu fracasso, tornando-a sua prisoneira. Mas, o que vem depois do triunfo? Como a morte da humanidade vai impactar os outros deuses e o mais importante, o que mais se esconde por trás de tantas eras de um ódio tão profundo?


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#saint-seiya #mitologiagrega #atena #hades
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Não existe um porquê?

Olá leitores! Fãs adoram teorizar, não é?

Essa trama vai trazer minha teoria de... E se Hades tivesse vencido a Guerra Santa?E se no baú da história de guerras sangrentas durantes eras, existisse um romance escondido e sufocado, secreto até para eles mesmo se lembrarem?

Essa é minha proposta. Usarei muita mitologia grega e Saint Seiya.

Você quer brincar de imaginar esse casal comigo?

Seja bem-vindo.


Não existe um porquê?


Finalmente chegou a Guerra Santa onde Hades triunfara levando sua escuridão a humanidade e colhendo as vidas de cada humano existente na Terra. Atena e seus cavaleiros caíram, mas visto a nobreza de suas almas, todos se reencontraram nos Elísios. Mesmo naquele lindo lugar, a tristeza de saber sobre o fim da humanidade abatera-se sobre todos. A deusa orava para que Zeus intercedesse de alguma forma, até que um dia a nume desapareceu diante dos olhos de seus cavaleiros.

Completamente desprovida de seu cosmo divino, Saori fora revivida como uma mortal comum, por Hades. O deus fez questão de guiá-la a superfície e mostrar a Terra sem a presença humana.

— Atena, aprecie o planeta um ano depois da morte da sua estimada humanidade.— Hades mostrou orgulhoso ao estender a palma e forçar Atena a engolir seu triunfo.— Veja como a natureza está retomando o que lhe é de direito,o ar e as águas estão se purificando. Humanos eram o mal do mundo.

— Por que você me trouxe novamente a vida para ver isso? — murmurou tristemente ao ver cidades abandonadas cuja vegetação já tomara posse de grande parte.— E o que foi feito de todas as pessoas.

— Contemple a concretização dos meus planos. Todos os humanos padeceram durante o grande eclipse o que me deu muito trabalho; estive muito ocupado em triar as almas para tártaro, Elísios e Campos Asfódelos.

— E a partir de agora, o que você fará da eternidade monótona que o aguarda? Seres mitológicos vivem por eras e não existem mais humanos para morrer, serem julgados e triados. — concluiu a nume sabiamente.

Ele não respondeu. Desejou a vitória por tanto tempo que nunca cogitou o que faria depois que a alcançasse. Retornou com a prisioneira para seu palácio no submundo e se limitou a se divertir com a dor dela.

Atena não possuía mais nada; não protegera a humanidade como fora incumbida por Zeus, não tinha mais seu orgulho de guerreira. Dia após dia era atormentada com as recorrentes lembranças sangrentas das mortes de seus prezados cavaleiros, as memórias do encontro nos Elísios foi apagada. Se recusara a comer e definhara de inanição, correra para a morte chegando até a se afogar no rio das almas, mas o deus do submundo a trouxera a vida diversas vezes e continuaria a trazer.

— Tolice sua se acredita que vou permitir que você morra e se encontre com seus estimados cavaleiros nos Elísios. Também não vou deixar que desfrute o sono dos deuses. Chorarás pela eternidade a reviver sua vergonhosa derrota e eu beberei suas lágrimas em taças de cristal.— advertiu ao fechar a porta do quarto onde a “hospedara.”

E durante muito tempo a diversão de Hades foi assistir o martírio eterno de Atena, visto que a sábia tinha razão ao pontuar que o deus já não teria um fluxo de atividades em seu reino. Vez ou outra ele a conduzia até a superfície para ela ver as cidades tornando-se ruínas.

— O que mais você quer de mim? Mata-me de uma vez. Você já me venceu, triunfou sobre a filha preferida de Zeus, extinguiu a humanidade. Pelos seus ideais e orgulho, já provou ao Olimpo seja lá o que desejava provar. Será que nunca se cansará de me ver em martírio? — questionou ela mirando o por do sol, poderia se jogar do penhasco em que estavam, mas ele a traria de volta a vida.

— É, será que nunca me cansarei disso?— retorquiu ironicamente com um largo sorriso demoníaco a lhe estampar a face divina.

Atena se virou para encarar o imperador das trevas e concluiu algo que não lhe ocorrera até aquele dia; não tinha a ver com o Olimpo, Zeus e a humanidade, tinha a ver com ela. Aquilo era pessoal. Por quê? Puxou as memórias de sua essência ancestral e vira o quanto já fora cruel no passado como no caso da Medusa, fora orgulhosa na disputa de Athenas contra Poseidon.

Mesmo sendo considerada a deusa da sabedoria, agira com orgulho e arrogância por várias vezes e até se arrependia da destruição de Atlântida. Rememorou também sua contenda com Hefesto, mas neste caso estava coberta de razão.

Ela não conseguia encontrar motivos para ser tão odiada, para ver tanto deleite nos olhos dele ao vê-la em agonia, nunca cruzara seu caminho, nem o de Perséfone, como foi o caso de Afrodite. Se ceifar a humanidade era o único objetivo do inimigo e este já fora alcançado, porque continuar a odiá-la tanto, pois se até Poseidon reverteu eras de rivalidade em proposta nupcial.

— É como se eu estivesse sendo punida por algo que desconheço. — ciciou ela a mirar a face do algoz. — Agora eu percebo, isso é pessoal.

— Ah, você percebe?— escarneceu indiferente, mas foi tocado pelas palavras dela.

Já tinha vencido e atingido seus objetivos. Ainda não sabia dizer se estava mesmo satisfeito, pois gostava do fluxo do submundo e este agora findara-se. A ironia era que ao matar a humanidade, matara também o submundo e sua rotina. Odiava ver a constatação do fato no olhar de julgamento de Atena.

— No fim, ambos somos perdedores, não é? E por qual motivo? Para que se deleite com minha culpa e humilhação. Porque você me odeia tanto, será que eu posso saber? — inquiriu ela ao ver a confusão que causara nos inexpressivos olhos do imperador.

Ele não sabia, não tinha a resposta. Tinha uma gigantesca necessidade de vê-la sofrer extremamente como uma vingança pessoal, mas não tinha motivos para tal, então o que estava acontecendo afinal? A eras aquele sentimento voraz o consumira e o fizera guerrear contra ela a ponto de se manter adormecido por duzentos anos e se valer de receptáculos humanos, a ponto de deixar sua esposa partir para viver com a mãe no Olimpo.

Era muita abdicação e dedicação em prol de ódio tão arraigado o qual ele não sabia explicar os motivos.

— Não lhe devo explicações. — desviou o olhar para o crepúsculo. Ele devia explicações sim e sabia bem disso, seu orgulho não o deixaria admitir que não sabia explicar e que também ficara pensativo. — O passeio acabou por hoje. — segurou-a pelo braço abrindo uma fenda negra e saltando com ela.

Saori estava novamente naquele castelo opressivo, embora consternada pelas ruínas que vira seu mundo se tornando, estava intrigada com a falta de justificativas do inimigo. Algo estranho estava acontecendo e ela sentia a necessidade de descobrir. Pela primeira vez em muito tempo ela não rejeitou o jantar, estava instigada a descobrir o mistério e para isso precisava estar nutrida e raciocinando direito.

Já Hades, este não tinha a mínima fome. Visto a falta de produtividade que seus subordinados encontravam no submundo, rumaram para outros mundos mitológicos a procura de serviço. Não tinha mais nada para se fazer naquele local, Caronte também se foi já que não transportava uma alma á tempos. Será que ele fizera uma besteira?

6 de Maio de 2022 às 13:02 0 Denunciar Insira Seguir história
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