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Luke Miller


Isabelle foi traumatizada em seus antigos relacionamentos, onde foi expostas a vários traumas. Quando Lucas Calvin apareceu em sua vida, as coisas começaram a vir atona, a fazendo perceber o quão tóxicos era os seus relacionamentos. Depois de uma viajem, Isa decide terminar o seu relacionamento de dois anos e curtir a vida de solteira, mas ela não esperava pela proposta de Lucas. Durante o dia os dois estariam livres para ficarem com quem quiser, mas a noite os dois colocariam uma aliança de prata em seus dedos anelar, impedindo que eles ficassem com outras pessoas. Mas o acordo não saiu como Isa pensava. Aviso de gatilho: Abuso, automutilação, tentativa de suicídio, aborto. NÃO RECOMENDADO PARA -18


Erótico Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#amor #amigosqueseamam #abuso
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1: Um dia para esquecer.

Isa

Sai do edifício pisando pesado, minha respiração está pesada e meus pensamentos viajam para os lugares mais sombrios da minha mente. Balanço a minha cabeça, impedindo que as lágrimas começam a escorrer. Sento-me na arquibancada do campo de futebol americano, retiro o meu celular do bolso traseiro e ligo para o meu namorado. O nosso relacionamento não está dando mais certo, mas eu quero que as coisas deem certo entre a gente. Mas para isso dar certo nós dois precisamos querer.

- Por que você não pode ir ao sítio comigo? - tento conter as minhas lágrimas - Eu estou tentando, você poderia tentar também.

- Você quer que eu largue o jogo e vai com você para o sítio dos seus pais? - ele solta o ar com força.

- Você é o meu namorado, devia fazer pelo menos um esforço - a ardência provocada pelas lágrimas aumentou.

- Eu já perdi jogos importantes para ficar com você e agora que a temporada começou, eu quero jogar e você vem com essa de querer ir para o sítio dos seus pais - sua voz ficou fria- Quer saber, não vou continuar falando com você. Tchau

- Seu desgraçado.

- Essa palavra não é bem vista pela sociedade.

Me sobressalto com a voz grave do garoto de olhos azuis e uma boca rosada. Com um boné vermelho virado para frente e um moletom preto, uma calça preta rasgada no joelho e um tênis da mesma cor da roupa. Que estava sentado do meu lado.

- Quem é você? - eu conhecia aquele garoto, mas não me lembro de ontem.

- Ninguém em importante - os movimentos dos seus lábios são suaves.

- A quanto tempo está ai senhor ninguém em importante - tento imitar a sua voz e ele apenas rir.

- Desde que você chegou.

Estava tão perdida no meu próprio mundo, que não consegui perceber a sua presença.

- Então está matando aula? - tentei puxar assunto.

- Óbvio que não, linda. Estamos na faculdade.

- Quantos anos tem? - não sou ótima em conversa fiada.

- Sou apenas um mês mais novo que você - sua voz é segura.

- E você lá sabe quantos anos eu tenho? É em qual mês eu nasci?

- Você é a Isabelle, mas todos te chamam de Isa. Você namora o Felipe a um ano e amanhã completa dois anos, você tem 18 anos, nasceu em 11 de maio e entrou na faculdade esse ano, e está cursando agronomia. Você mora no condomínio El Reis.

- Parece que tenho uma pessoa que anda me vigiando - eu deveria ficar com medo, mas ele me traz uma segurança que não sinto por ninguém.

- No seus sonhos que eu ia perder o meu tempo vigiando alguém - ele deu um sorriso sarcástico.

- Então como você sabe tudo de mim e eu nem sei o seu sobrenome? - arqueio uma sobrancelha.

- Calvin. Está bom para você.

- Esse sobrenome não é estranho.

Tento me lembrar de onde conheço esse nome, mas antes que eu possa começar a pensar o celular dele toca e ele se levanta, indo para o enorme edifício da universidade. Peguei o meu celular e postei uma foto no meu Instagram, onde estou vestindo apenas um vestido colado e com duas fendas na perna, um grande decote em V na frente. Não demorou muito para as mensagens de Felipe começarem a chegar.

——— ^ ———


Felipe

Que merda é aquela foto no seu Instagram Isa. Está querendo que todos olhem seu útero?


Porque está dando para ver


Apague isso agora.


Não está satisfeita com o homem que tem, porra?


Apaguei agora.


——— ^ ———


Apaguei a tela do meu celular e me levantei. O campo foi tomado por uma chuva grossa e eu saí correndo para dentro da faculdade para não me molhar. Fui até o meu armário, peguei o meu tablet. Entro no laboratório atraindo diversos olhares, principalmente o do dono dos lindos olhos azuis.

- Atrasada senhorita Stones.

- Me desculpe professor, não vai acontecer mais.

- Entre. Pode se sentar do lado do Sr. Calvin.

Fui para a última mesa e me sentei na banqueta vazia ao seu lado. Calvin me empurrou o recipiente com o veneno que o professor está explicando. Assim que pego o pequeno frasco, encosto na sua mão, ele a tirou rapidamente e voltou sua atenção para o seu tablet, depois para o professor. Ficamos a aula inteira em silêncio e no final o professor entregou um papel em cada mesa.

- Esses papéis são os trabalhos que vocês terão que fazer - ele volta para trás da sua grande mesa - Na semana que vem quero um resumo detalhado e daqui a duas semanas vocês vão me apresentar um veneno que vai matar ou controlar a praga que está nos seus papéis. Boa sorte a todos.

- Na minha ou na sua casa? - o encaro por um instante, tentando entender a sua pergunta - Para fazer o trabalho.

- Pode ser na sua.

- Beleza. Vou te mandar o endereço por mensagem. Te espero lá em casa amanhã.

Assenti e ele foi embora, então me lembrei que ele não tem o meu número, aí me lembrei que estamos no mesmo grupo de laboratório. Saio da sala e as garotas estavam me olhando. Eu sei que não é por causa de eu namorar o cara mais popular da faculdade. E falando nele, ali está ele me esperando no meu armário para me pedir desculpa. Vou até o meu armário e o abro e começo a colocar as coisas na mochila.

- Amor me desculpa pelo que eu falei hoje de manhã, eu estava irritado.

- Sabia que você ia fazer isso? - tento controlar a minha raiva.

- Isso o quê? - ele arqueou uma sobrancelha.

Fechei o meu armário com força fazendo todos olharem para nós. Encaro o meu namorado e reviso os olhos, com o nojo que sinto ao encará-lo.

- Você joga tudo na minha cara e depois fala que não quer brigar comigo, então desliga a porra da ligação na minha cara e depois vem se arrastando igual um cachorrinho para me pedir desculpa - a cada palavra que saia da minha boca eu falava mais alto.

- Para de chilique Isa.

Ele fala sussurrando para mim, então não aguentei e dei as costas, saí da faculdade desorientada e zonza. Assim que ia atravessar a rua escuto o som de uma buzina e alguém me puxa para os seus braços. Encontrei aqueles olhos azuis e o empurrei deixando ele irritado.

- Qual é o seu problema, garota? - seu semblante está alterado - Eu salvo sua vida e você vem me empurrando.

- Algum problema, senhor Calvin? - um homem de trenó preto e óculos escuros fica ao lado do Calvin.

- Tudo Róger agora vamos para casa. É você vê se toma cuidado por onde anda, não quero fazer o trabalho sozinho.

O homem abre a porta e ele entra, fechando a porta e o homem deu a volta, entrando na porta do motorista e eles foram embora. Meu coração estava acelerado, foi então que percebi que tratei ele muito mal. Ele salvou a minha vida e eu o empurrei bruscamente. Sai do meu pensamento com Felipe pisando duro no chão e vindo em minha direção.

- O que você estava fazendo com o Calvin? Isabelle.

- Não vem com essas suas crises de ciúmes, Felipe. Não estou com paciência.

- Não dê as costas para mim Isabelle.

Me virei de costas e fui para casa. Cheguei em casa e minha madrasta estava sentada na sala com o seu vestido da Calvin Klein e o salto que o meu pai trouxe dos Estados Unidos. Ela come mais dinheiro dele, do que uma praga acaba com uma plantação, mas até que gosto dela.

- Oi Liz - a comprimento.

- Como foi a aula Isa?

- Bem até. O almoço já está pronto? Estou com fome - minha madrasta deu uma risada baixa.

- Só estava esperando você para fazer a salada.

Ela se levantou e veio até mim, me dando um abraço e fui para a cozinha. Subi para o meu quarto, tomei um banho rápido e coloquei um short jeans, com um cropped branco. Desci para a cozinha e dei um beijo no meu meio-irmão de um ano, servi o meu parto e me sentei na mesa.

Quando terminei de comer, segui para a sala e me sentei no sofá, colocando um filme na enorme televisão. Peguei o meu celular e tinha duas mensagens na minha caixa de entrada.

——— ^ ———


Felipe

Não quero você perto do Calvin.


Ele é uma péssima pessoa


E só vai querer transar com você


Para com esse ciúme bobo Felipe.

Tanto que não posso me afastar dele, temos trabalho junto.

——— ^ ———


Desconhecido

Espero que tenha chegado em casa viva


Meu endereço é esse


Condomínio Diamond Black, avenida 10, casa número 648


Cheguei viva em casa

E muito obrigada por me salvar de morrer

Fui muito grossa com você.

Ok. Está combinado vou amanhã na sua casa as 17:30

Ok


Espero-te. Dê nada


——— ^ ———


Felipe


Troca de par, dá o seu jeito


Ele não é uma boa pessoa.


Por que você é tão cismado com ele, Felipe?

Problemas pessoais


Mais isso não importa


——— ^ ———


Desliguei o meu celular para ele não me incomodar com o seu ciúme bobo. Liz deixou o Caio comigo e fui para o escritório no centro da cidade para pegar os papéis de um caso que ela estava arrumando.

- Você tem uma mãe advogada que trabalha muito.

- Ti, tia.

Fiquei brincando com ele até o mesmo dormi no meu colo. Coloquei no berço que tinha na sala e liguei a TV, abaixei o volume e a campainha tocou. Fui até a porta, assim que abri, Felipe entrou.

- Por que você não responde às desgraças das mensagens e as ligações vão para a caixa postal - sua voz está ríspida.

- Faz silêncio Felipe.

- Me fala porra, tá a fim do Calvin?

Felipe gritou e Caio começou a chorar, fui à sala e o peguei no colo. Felipe veio atrás de mim, começamos com as suas desculpas irritantes.

- Me desculpe Isa, eu não queria.

- Saí da minha casa agora - interrompi - Amanhã a gente se fala, tchau.

Felipe saiu da minha casa e eu fechei a porta, solto um suspiro pesado na intenção de controlar a minha raiva. Faço o Caio dormir e o levo para o quarto, coloco ele no seu berço e segui para o meu quarto. Joguei-me na cama com o rádio da babá eletrônica na mão, coloquei o pequeno aparelho em cima da mesa de cabeceira e liguei a TV.

Já se passavam das sete da noite e Liz já tinha chegado junto com o meu pai. Meu irmão me ligou da Itália, falando que ia me visitar daqui a três semanas. Desci para o jantar e servi o meu parto, me sentei no meu lugar e comecei a comer.

Voltei para o meu quarto e tomei um banho quente para relaxar todos os meus músculos. Passo hidratante pelo meu corpo e coloco o meu baby doll. Sequei o meu cabelo e peguei o meu livro, me sentei na minha cama e acendi as lâmpadas da cabeceira da cama. Deu onze e meia coloquei o meu livro na estante e apaguei as luzes e dormi.

19 de Março de 2022 às 01:10 0 Denunciar Insira Seguir história
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Leia o próximo capítulo 2: Novos amores.

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