johnathan-silva-oliveira Johnathan Silva Oliveira

Cinco planetas habitáveis de nossa Galáxia foram escolhidos para um evento célebre, que coletará os dados genéticos das espécies planetárias e os reunirá ao conjundo de códigos que compõe o próprio Cosmos. Cada um dos cinco planetas produzirão uma árvore que dará uma noz contendo tais dados. Essa noz, é na verdade, parte de um escudo que envolverá toda a Via Láctea, impedindo-a que se disperse. Todavia, quando o primeiro fruto foi produzido e sua noz estava prestes a ser lançada no espaço como o primeiro elo do escudo, algo interferiu no processo. Opiniões ficaram divididas quanto a se esse projeto tinha realmente o objetivo de beneficiar a todos ou se o propósito disfarçava as verdadeiras intenções de uma inteligência surgida antes da formação da Via-Láctea. Muitos milhares de anos decorrem até que todos os elos estejam formados. Mas e agora, perto do desfecho dessa trama, será que o verdadeiro motivo será revelado?


Ficção científica Ópera espacial Todo o público.

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Árvore genealógica

O coração de um verdadeiro artista é o lar de uma árvore




Em uma fazenda colonial do Brasil, América do Sul.


Sob copas frondosas, aninhava-se uma casinha simples, sobre a qual os lençóis da noite já agasalham. Na varanda silenciosa, iluminada apenas por um lampião encostado, uma menina repousava quentinha no colo de sua mãe. Sob o olhar materno, a criança aguardava com olhar sonhador, a história preferida ser fielmente contada às mesmas horas. Uma coruja pia entre a densa vegetação do sítio, escondida entre os galhos ensombreados. Rendilhada pela folhagem, a lua dava piscadelas entre os ramos, como se ela própria estivesse esperando para narrar o conto. Mãe e filha sorriem com os olhos, interpretando que este era o sinal para ela começar a narrar a história. Jacira, portanto, começa com o 'era uma vez' que a menina Thaynara não cansava de ouvir. Porém, a versão original conta assim:


"Em um lugar muito distante, onde as estrelas cultivavam as memórias mais antigas, havia um lugar cujos habitantes tinham o coração de uma árvore. Porém, havia uma virgem, de nome Ilméria, que sonhava em ser uma árvore de verdade. Ela era uma princesa e, portanto, vivia em um castelo. Mas o castelo era pequeno para os sonhos de Ilméria; menor ainda para o seu coração. Pois ela queria ser coroada pelas copas das enormes árvores que enramavam por quase todo o limite daquele mundo; e seu coração desejava bater dentro de muralhas verdes, não de muros de pedra e aço.


Ilméria cresceu às margens daqueles gigantes cílios vegetais. De vez em quando ela quase podia ver aquelas verdes e densas pálpebras piscando para ela. A floresta a chamava, e ela queria atender o chamado. Quando procuravam pela donzela, sempre ouvia-se:


— Foi casar com a floresta.


Seus parentes já não estranhavam a regularidade e frequência de seus passeios.


O que quase todos não sabiam, era que Ilméria realmente tinha um encontro com a floresta. Mais especificamente com uma das árvores costuradas naquele tapete quase sem fim de folhas e ramos.


A árvore podia projetar uma raiz com formato humano. Seu nome era Dhean: um rapaz de pele, olhos e cabelos dourados.


O par de jovens logo fez amizade. Conversavam sobre plantas, animais e até sobre estrelas. Tinham um encontro marcado todos os dias. Ninguém suspeitava desse novo amigo de Ilméria, que passou a ser como um irmão para ela.


Todavia, seu irmão Calíodo descobre as reuniões secretas do casal, e dá brechas ao ciúme. Esse ciúme cresce, transformando as brechas em buracos, que, por não serem logo combatidos, progridem para poços escuros de ódio.


O ódio, por fim, leva Calíodo a se opor firmemente contra o casal. Movido pelo amor não correspondido da irmã e pelo ódio ao seu rival, ele põe todo o reino contra os dois. O seu pai, o rei Livyo, aconselha-o a parar com aquele comportamento obstinado. Percebendo que não obteria resultados, a menos que se tornasse o rei, ele envenena seu próprio pai, sem ninguém saber. Ele, sob os conselhos de um amigo, preparou o veneno, e pretendia simular que havia sido Dhean e Ilméria, que tinha trazido o fruto, e planejavam juntos usurpar o trono. Todos lamentam a morte do bom rei Livyo e aclamam Calíodo como novo rei.


Todos os outros clãs são avisados da traição e das mentiras dos antigos Arautos e Profetas: que eles na verdade querem domesticar e cultivar os humanos como rebanhos ou hortaliças a serem colhidas no tempo certo.


As principais famílias e raças são convocadas a comparecerem no dia marcado por Dhean para a revelação do fruto que as profecias falavam. Ilméria não entendia como ele sabia de tudo isso.


No dia marcado, a filha de um lenhador da floresta, se revela como a espiã que vigiava o casal e os denunciou ao rei, que não quisera ouvi-la. Naquele momento, com muitos líderes dos três clãs reunidos na província, a delatora chega dizendo que Ilméria já estava indo ao encontro de seu comparsa, no interior da floresta. Ao chegarem vêem a donzela desfalecida sobre o colo nu do rapaz- árvore. Escandalizados com a cena, facilmente aceitam as acusações e insinuações que Calíodo passa a fazer na frente de todos. Quando viu a noz em sua mão e os resquícios do fruto escorrendo em seus lábios , começa a repetir furiosamente as alegações anteriores, acrescentando outras que deixam o povo ainda mais indignado. Calíodo toma a noz para si, recolhe Ilméria e ordena ao pai da delatora que derrube a árvore. O humilde lenhador se recusa a fazer isso, por causa do amor que a filha sentia por Dhean. Os outros líderes começam, então, a golpear a árvore com os machados que Calíodo já preparara para a ocasião. A pobre árvore começa a ranger e estalar. O solo encharcado afunda à medida que as raízes cedem. Tudo naquele instante, aconteceu muito rápido: Dhean e a árvore desapareceu automaticamente; em vista disso, toda a clareira onde antes era ocupada pelas longas raízes desprendeu-se, levando consigo alguns que estavam ali, inclusive a delatora que viu seus planos irem literalmente abaixo.


Dizem que a infeliz e apaixonada moça transformou-se num morcego gigante que passou a apavorar aqueles penhascos e florestas. Quanto a Ilméria_ casou-se à força com Calíodo; pois sob as ameaças do irmão, temia que ele destruísse por completo a floresta que ela tanto amava, ou que maltratasse aqueles que ainda acreditavam nas profecias e na inocência de Dhean e Ilméria."


— E fim.


— Mas mamãe, como pode acabar assim?


— Voçê sempre me pergunta isso. Não adianta mocinha. Não tente me passar a perna. Combinamos que seria só uma história e você iria direto pra cama.


— É que a senhora nunca me diz o que houve com Dhean e os demais. Deve ter mais aí nesse livro, e a senhora não quer me contar.


— Talvez tenha, mas são coisas difíceis demais para uma menininha entender.


— Pois eu vou pedir para vovô me ensinar a ler, e vou descobrir o resto da história.


— Voçê é terrível, viu mocinha. E seu vô tá me saindo um ótimo ajudante. Na verdade, o restante da história não diz coisas muito claras. Parece que faltam algumas páginas na história toda. Ela termina com uma página rasgada, onde contém o final de uma poesia profetizando algo que não está bem definido. São palavras complicadas. Se eu não entendo, quanto mais voçê...


— E o que fala essa profecia?


A mulher torce o canto dos lábios e olha contrariada para a filha:


— Voçê não desiste...


— "Igualzinha a seu pai"— dizem juntas.


— Tá bom... Aqui diz, bem no final,sobre a esperança de um corpo onde pulsariam dois corações...


— Que estranho hein!


A pequena, então, não consegue segurar o bocejo. Ao que sua mãe logo usa para confirmar a justificativa de já passar da hora de estar na cama.


— Ok, desisto! Essa daí vai ficar pra quando eu aprender a ler.


A mãe tinha orgulho da filha. Estava com a boca entreaberta, prestes a elogiar a pequena Thainara. Mas um barulho no quintal a faz adiar o elogio. Ela leva a menina, já quase dormindo para o quarto; em seguida desce para a cozinha, a fim de ver se não era o gato derrubando as panelas.

Ao abrir a porta, Jacira depara-se com uma mulher maltrapilha debruçada no limiar da porta. Ela carregava um 'cofo' de palha toscamente preso às costas, dentro do qual havia duas pequenas crianças.


Três horas antes dessa cena doméstica, no âmago do matagal que cercava a casa, uma mulher negra carrega um 'cofo' onde guarda três crianças. A mulher era Laportea, irmã gêmea de Maria Mahin. Laportea foi chamada assim, por que ganhou uma luta lendária só com o uso da planta que leva o mesmo nome. Ambas descendiam de uma nobre linhagem antiga. Seu ancestral era Harmódio, que descendia de uma rainha africana chamada Aqualtune.

Todavia, o motivo imperativo de sua fuga era porque ela fora um dos instrumentos principais de um evento célebre e muito raro na história de toda a Via-Láctea, efetuado naquela data. Seus filhos, por serem os últimos descendentes, dariam continuidade a essa importante linhagem, que poderia revelar um possível intermediador no futuro.


Os carrascos impiedosos já vinham acossando a pobre mãe por três dias seguidos. Os andrajos que cobriam o corpo macerado já pendiam em tiras encharcadas de suor e sangue. Quando estava próxima da zona urbana de uma vila, ela encontra o pai das crianças, que tentava despistar os perseguidores. Seu nome era Mahin. Ele dirige-se à esposa.


— Dá-me só um dos meninos. Olha teu estado mulher. Tu não vai conseguir levar os três a salvo.


— Sou mãe e mulher negra. Tu tá desconhecendo tua esposa? Posso aguentar mais um pouco...


— Deixa de ser cabeça dura Laportea. A cria também é minha... O homem que te falei é filho da raça antiga. Ele é homem de condição, e está partindo para a Irlanda. A mulher dele está aqui na fazenda e já foi avisada da nossa causa; ela te espera no casarão. Um cavalo já está selado; um capataz de confiança do Sr. Lugh vai te levar à casa de tua irmã. As crianças não estarão seguras se ficarem juntas. Nossos filhos vão ter vida boa e em segurança...


Já sem suportar admitir a verdade e as lágrimas que lhe sucedem, ela desaba em choro ardente, que parecia doer-lhe mais que as feridas abertas na carne. Tira uma das crianças do fardo nas costas; dá-lhe um beijo sôfrego embebido em lágrimas e entrega-o ao pai. Suas mãos, num acesso de tremor, abraça o rosto do negro e lhe diz:


— Tua mulher te ama, meu guerreiro de bronze. Leva meu amor contigo, junto com nosso filho.


O homem retribui o afeto e fala:


— Te avexa 'nêga'! Eles não estão muito longe. Não te preocupes comigo. Já tem alguém da nossa gente esperando no porto. O homem disse que podia levar alguém da nossa gente pr'a ser ama de nossa cria. Sossega, que vai dar tudo certo.


Depois que a mulher se despede, vira e sai em disparada sem olhar para trás. Chega em uma cerca, que agilmente transpõe, dando a volta na grande propriedade. Chegando no limiar do quintal, já esfolada de alto a baixo, ela se joga sobre o alpendre, derrubando algumas ferramentas de agricultura. Escuta-se a aproximação de alguém dentro da grande casa. Jacira abre a porta e encontra uma pobre coitada estirada.


Um dos meninos é acolhido_ Rigel. Jacira deu-lhe o nome de João, para despistar os inimigos. Os outros também receberam outros nomes. Laportea leva o último filho consigo, embrenhando-se no mato, onde a noite e o paradeiro de ambos sumia-se.


Depois que Laportea deixou o pequeno Rigel na casa do coronel Lugh, vai ao estábulo e pega o cavalo já selado. Em seguida, encontra com o peão, no cercado que limitava o lado oposto da fazenda e disparam montados no cavalo. Rumores mais recentes apontaram as serras do Ceará como destino de Laportea e do filho, Elgebar.

# O Ceará aboliu a escravidão quatro anos antes da lei áurea em 1884.


Quanto a Rigel, permaneceu sob a tutela do bom Lugh; casou-se com sua filha, Thaianara, que realmente tornou-se uma professora versada em história antiga. Por sua vez, Rigel trabalhou como jornalista, sempre sob o nome de batismo_ João. Ele e Thainara tiveram apenas um filho, que foi enviado para a Irlanda, onde residia seu tio Algebar. Felizmente a linhagem permaneceu segura e sigilosa daqueles que os procuravam.

O que pareceu ser o fim dessa trama, passou-se em um vagão de trem. O adoentado Rigel, com apenas 36 anos, jazia no leito sujo e entulhado de refugo para criação de gado. Em volta do pequeno e mirrado corpo do negro, greis de vários tipos velavam com aquele olhar compungido de ruminante. Haviam bois, ovelhas, cabras e um porco selvagem. Assim morreu aquele que por muitos foi apelidado de Diamante negro. O verdadeiro ofício do jovem era a arte, a poesia. Não só um ofício, mas o seu brilho vital. Esse veio artístico vinha de gerações antigas até chegar a ele, o Gigante Azul.





Fazenda Sunland, África do Sul.


Sarah e Félix já haviam feito várias viagens a lugares remotos da África antes. Um casal excêntrico, e resumidamente rico. Mas o que os trazia àquele lugar, não era de natureza esportiva, muito menos por descontração. Ninguém de Sunland nunca tinha visto aquele par por essas bandas. Eles descem do grande carro dirigido por dois homens robustos e barbudos. Tentando parecer um típico casal amador de turistas, Sarah vai à frente, fingindo estar desajeitada nos saltos.


À frente dos recém, e flagrantemente deslocados visitantes, irrompia um majestoso baobá encarquilhado em sua copa altiva, mas de um corpanzil tão volumoso, que espantosamente comportava dentro de si um bar. Sim, um bar com direito a adega. A mulher sugere ao marido:


— Vai lá dentro, que eu vou sentar ali e tentar tirar alguma informação desses moleques.


— Menininho! Vem cá querido...— chama Sarah a uma das crianças que brincava em volta.


— Oi senhora.


— Será que naquele bar vende doce? Você gostaria de um doce?


— Lá não tem doce não madame. Só vende bebida. E em cima tem um...


— Mas você gostaria de um chocolate? Eu tenho alguns comigo. Vou dividir com você.


— Tá bom senhora. Posso chamar meus colegas?


— Pode sim, querido.


Enquanto isso, Félix entra no bar cumprimentando o senhor no balcão:


— Boa tarde senhor...


— Damião. Pode me chamar de Dão. Todo mundo aqui me conhece assim.


— Sr. Dão, eu sou Félix. Já fiz vários passeios à sua bela terra. E asseguro a todos que não há povo mais valoroso e de cultura mais intensa que o povo africano...


— Mas o senhor não veio aqui de férias, eu acho. O senhor pode confiar, que meus fregueses sempre terão atendimento exclusivo, com direito a toda privacidade e discrição que a circunstância pedir.


— Vejo que o senhor não é homem de rodeios. Eu tenho um indivíduo, que é cientista, trabalhando pra mim em uma de minhas empresas no Brasil. E ele me recomendou uma amiga de faculdade, chamada Edna. E o senhor sabe...


— Desculpa interromper o senhor, mas vocês vieram até a África procurar uma cientista? O senhor é do Brasil?


— Não, não sou do Brasil. Embora eu não goste de falar sobre os meus negócios, acho que vou lhe contar alguns detalhes. Mas peço completo sigilo.


— O senhor não precisa se preocupar com isso. Já lhe dei garantia que pode contar com discrição e privacidade.


— Pois bem; um dos meus negócios no Brasil é extração de cacay. O problema é que o cacay é uma planta exótica, muito pouco conhecida, cujas propriedades estão prometendo grandes avanços no ramo de cosméticos. O senhor está conseguindo me acompanhar?


— Perfeitamente. Pode prosseguir.


— Então... Essa tal de Edna parece ser a única botânica que obteve sucesso significativo em experimentos com o cacay. Ela participou de alguns protestos contra a exploração e desmatamento ilegal da Amazônia, e por esse motivo, tudo indica que partiu do Brasil, vinda para a terra de seus parentes. E cá estou. Entenda-me: o cacay é o novo ouro da indústria de cosméticos. Eu estou investindo muito dinheiro nisso. Mas preciso da experiência e conhecimentos da doutora Edna.


É claro que Félix estava inventando boa parte da história toda. A única verdade era sobre Edna ser botânica, tendo alcançado o doutorado por suas pesquisas com o cacay. O dono da fazenda, um esperto e sabido à sua maneira, percebeu de primeira a conversa fiada do turista. Dão naturalmente deu a entender que o assunto lhe interessava razoavelmente, demonstrando disposição em apoiar a causa. Infelizmente, porém, afirmou não conhecer a doutora em questão. O que não era verdade. A conversa que teve, prestes a fechar o bar, com o garotinho que brincava no 'terreiro', mostrava que ele já esperava os transeuntes por aquelas bandas.


— Anum, o que foi tanto que ela te perguntou?


— Ela perguntou do jeitinho que o senhor tinha me dito. Mas eu enrolei ela, Sr. Dão... se preocupe não.


Ao chegar em casa, já noite, a esposa rapidamente veio lhe contar ofegante sobre as atividades do casal, que pelo visto não era novidade para ninguém em Sunland.


— Dão, a pobre Edna, Dão. Homem de Deus, tu acha que podem achar o paradeiro dos meninos? E se eles...


— Não te avexa Alcione. O importante é não transparecer que sabemos de alguma coisa ou que conhecemos Edna, o marido Damiel ou os dois filhos. Se o pior tiver acontecido, já já a gente fica sabendo. Vamos torcer para que estejam a salvo, nem que seja até chegarem ao castelo de Eithne, na Irlanda. Vai chamar Edna. Temos que dar um jeito de enviá-la rapidamente à Irlanda. Talvez os gêmeos e o pai já estejam lá.



Contudo, antes de prosseguirmos deste ponto, é preciso descer muito fundo às raízes desta história, cujo aspecto começou a esboçar-se antes mesmo que a Terra tivesse a aparência atual, na verdade antes até de ser habitada; quando os primeiros humanos despertaram em um planeta distante na Via-Láctea, em tempos não datados.


Entraremos, agora, em detalhes que jamais foram temas de conversas cotidianas, ou mesmo de conversas secretas e raras, as quais bem poucos ainda sussurram em lugares inacessíveis, para ouvidos que existem apenas em lendas.

14 de Janeiro de 2022 às 18:57 0 Denunciar Insira Seguir história
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