brina Sabrina Leone

Rick Spellman é um industrial bilionário e inventor brilhante que realiza testes bélicos no exterior. Inventor de armas e principal fornecedor do Departamento de Defesa, Rick tem seu mundo devastado quando a Cortesã invade Nova York. Felizmente, o mundo foi salvo por Insight, o time de super-heróis improvisado de Anna Schelle. Porém, os efeitos colaterais desse grande evento que marcou a raça humana ainda estão por vir, e eles serão rigorosos. Efeito Insight é a oitava história de uma série de histórias que antecedem esses eventos. Então, meu caro leitor, antes de se aventurar nas páginas desse conto, sugiro que leia as histórias que vieram antes dessa. Todas elas estão postadas aqui, e estas são: 1: The Cooper 2: O Retorno de Sheldon Cooper 3: Imortais 4: A Primogênita 5: O Paladino Vermelho 6: Insight. 7: Entre a Ciência da Dedução e a Arte da Sedução.


Ficção científica Impróprio para crianças menores de 13 anos.
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Uma vez um homem incrível disse que "com grandes poderes vêm grandes responsabilidades", e, agora que eu também disse, são dois homens incríveis dizendo a mesma coisa. Basicamente, eu sou meio que um herói. Só que heróis não se fazem da noite pro dia, é preciso ter uma história. Então se pensa em se tornar um herói, saiba que há sempre uma trajetória. Normalmente o mocinho tem uma vida, tanto faz se ela é boa ou difícil, ele passará por alguma perda. Geralmente essa perda o faz pensar que é seu fim, mas a magia vem aí. Essa perda o inspira, o faz correr atrás de uma vingança ou de uma chance de ser reconhecido, ultrapassar limites. Vencer as limitações. E então, para ser uma boa história de herói, no final, o mocinho tem que fazer um sacrifício. É, não tem jeito. Infelizmente... Meu nome é Rick Spellman, e não se engane, essa... é a história de como morri.


Nova York — meses atrás.


Flashes cegaram Rick Spellman por um momento. Ele estava sentado em uma cadeira confortável diante de incontáveis repórteres para mais uma de suas inesgotáveis coletiva de imprensa.

—Senhor Spellman, como o único herdeiro das S&A e da Fundação Spellman, planeja, um dia, voltar para Hellsworth?— perguntou uma das repórteres da enorme coletiva de imprensa. Rick ajeitou seu terno, limpando a garganta com o microfone em mãos.

—Não— ele simplesmente respondeu, entre flashes de câmeras —Hellsworth é uma enorme cloaca. Tudo o que é ruim e cruel cresce lá. Deveriam jogar uma bomba atômica naquela cidade... E ainda assim, não iria remover toda a toxidade daquele lugar

—Não acha isso meio radical?— indagou um repórter.

—Embora eu nunca tenha passado por qualquer tipo de dificuldade financeira, eu sofri muito naquela cidade. Eu vivi no meio de carteis, de guerra de gangues. Como todos sabem, eu vi meus pais serem assassinados na minha frente e nada ser feito a respeito disso— ele suspirou, observando o silêncio que instalou na enorme sala —Eu assumi os negócio a da família aos 11 anos. E tive que fazer uma longa limpeza, porque até as indústrias dos meus pais foram infectadas pelos vermes de Hellsworth. É por isso que transferi tudo aqui para Nova York e recomecei minha vida, longe de todo caos

—Falando em caos, e estando ciente dos grandes acontecimentos atuais, qual sua opinião sobre os nossos mais recentes visitantes? O Paladino Vermelho e o Anjo da Noite?— questionou outro.

—Quer saber minha opinião sobre eles?— perguntou Rick, molhando os lábios —Tá bom, eu vou falar. Quando perdi meus pais, eu perdi totalmente a minha fé. Eu percebi que, se você quer que as coisas mudem, você não tem que se ajoelhar e rezar para uma entidade que não se importa. Você se levanta e faz alguma coisa. E nesse momento da minha vida, eu fui muito bem direcionado pela razão. E só o fato de existirmos, já é prova suficiente para acreditarmos que existe vida em outros planetas. Desde pequeno eu sempre acreditei que os aliens um dia iriam chegar. Mas eu esperava seres cabeçudos e com antenas, não um homem com asas e um romano de saia— argumentou Rick, causando riso em todos —Quer dizer, nós não saímos daqui para explodir e derrubar prédios no planeta deles, não é? Catástrofe, é o que eles são. E catástrofe incita o ódio. O Paladino Vermelho não ficou nem uma semana aqui e destruiu o centro de duas grandes cidades, resultando em inúmeras mortes e feridos. Mas ninguém fala disso, e sabe por quê? Porque ele não responde a ninguém, ele se considera acima das leis. Eu vou dizer uma coisa e quero que isso fique bem gravado por todos vocês: A última coisa de que a Terra precisa é de uma equipe de super-heróis!


Em meia hora, Harold, seu motorista abria a porta da limusine para ele. Harold; um homem branco e acima do peso, que usava uma camiseta social branca e gravata escura que combinava com as calças e sapatos; não era só o cara que dirigia os carros de luxo, ele também era o melhor — e aparentemente único — amigo de Rick Spellman.

Assim que sentou-se no banco estofado arroxeado do veículo escuro, Rick Spellman deparou-se com Christine. Ele a encarou por alguns segundos. Naturalmente loira, ela devia ser mais jovem que ele, mas aqueles óculos que ela usava, junto com seu tailleur cinza de risca de giz a faziam parecer beirar aos quarenta, mesmo que tenha recentemente passado de sua metade.

Rick não tinha palavras para descrever Christine, isso porque ele não entendia muito bem onde se classificava o emprego dela. Ela era como uma secretária, mas cuidava de muito mais afazeres do que uma secretária comum faria, ou aceitaria fazer. Ela não só mantinha a ordem na Spellman e Associados como também da vida pessoal dele. Quando Rick conseguia parar para pensar, sempre a admirava por administrar divisões tão abrangentes com uma excelência sem igual.

—Limpei sua agenda hoje— era tudo o que ele queria ouvir —Sei como essa coletivas são estressantes, então achei melhor te dar uma folga antes da reunião com os acionistas chineses

—Você me entende— respondeu Rick, puxando uma taça de champanhe de um pequeno compartimento —Você aceita?

—Não, obrigada

Rick começou a tomar a bebida, e, enquanto fazia algumas anotações em seu tablet, por vezes, os olhos claros de Christine eram direcionadas para a pele escura de Spellman.

—Aí, Hal— chamou ele, um pouco mais solto —Anima isso aí, cara. Põe uma música pra gente

Rick sorriu para Christine, que foi incapaz de conter o sorriso também quando começaram a ouvir "Should I Stay or Should I Go"

—É isso aí— Rick colocou seus óculos escuros —Eu adoro The Clash...

A limusine subiu uma grande avenida, se afastando do centro de Manhattan, e indo para o lado norte. Havia uma gigantesca mansão no aguardo de Rick Spellman, uma na qual a arquitetura moderna havia trabalhado muito. O portão escutou deslizou para a esquerda, dando passagem ao carro. Um dos seguranças confirmou com a cabeça quando eles passaram. Continuaram em uma curva aguda pelo caminho de cascalho, fazendo a rotatória em uma fonte e parando na frente dos pilares de mármore da mansão.

Rick e Christine desceram e o veículo se dirigiu para a garagem.

Ao empurrarem a grande porta de madeira nobre, deram em um amplo salão espelhado. O chão de mármore era brilhante e claro, tal como as paredes e o teto que mais pareciam espelhos acima de suas cabeças. Prosseguiram, virando a esquerda em uma grande sala de estar. A telona de cinema mais parecia uma das paredes do cômodo, o sofá podia agregar cerca de dez pessoas, mesmo que Rick nunca o tenha enchido para saber sua capacidade máxima. Haviam alguns quadros de arte moderna, algumas pinturas de carros esportivos e um glamouroso lustre de cristal.

—Senhor Spellman, preciso revisar os investimentos da Spellman & Associados— informou Christine, enquanto Rick ia até a estante e escolhia entre suas mais variadas bebidas.

—Achei que não ia ter trabalho hoje— respondeu ele, lendo o rótulo de um vinho.

—É só um bate e volta sobre investir ou vender ações em companhias associadas— afirmou ela, deslizando o dedo sob seu tablet.

—Você...— ele fez força para romper a rolha da garrafa —Pode começar

—Certo— ela deu meia volta, seguindo-o enquanto ele ia o sofá com uma taça e uma garrafa de vinho em mãos —Incorporação Brow?

—Vender— decidiu Rick, enquanto Harold entrava por outra porta com uma caixa de pizza em mãos.

—TecNova?

—Investir

—O jogo já começou?— perguntou Harold, afrouxando a gravata.

—Prerrogativa— respondeu Rick, ligando a TV.

—Beckett?— perguntou Christine.

—Esse é daquele físico do Magister?— perguntou Rick, saboreando uma fatia de física.

—Isso mesmo

—Investir, aquele cara é bom

—Walker?

—Vender

Com isso, Christine se afastou. Em poucos segundos de jogo, Rick se levantou. Ele se despreguiçou, sentindo suas costas doerem levemente.

—Vai aonde?— perguntou Harold, sem tirar os olhos dos lances.

—Vou ao banheiro— respondeu Rick —Fica de olho, seu time vai perder logo logo

Harold riu e Rick se afastou. Ele caminhou por um corredor bem iluminado e entrou em um elevador, indo até o subsolo de sua mansão. Ele desceu uma pequena escada e virou a esquerda em um laboratório incrivelmente avançado.

—Vamos lá, Cyber— disse, batendo palmas ao entrar —Acorda aí, vai. Hora de trabalhar

—Bom dia, senhor— uma voz mecânica, porém muito amistosa, o cumprimentou —Da onde paramos?

—Com certeza— respondeu Rick para a inteligência artificial, enquanto se alonga.

Uma série de hologramas surgiram por todos os lados do laboratório. Rick cruzou os braços e encarou as imagens por um momento.

—Aí, Cyber, vamos animar essa parada— disse ele —Solta o som aí

Uma batida fez Rick se animar. Cyber escolheu a música "Another One Bites The Dust" (Queen) para a ocasião. Rick começou a mover o quadril lentamente enquanto estala os dedos, curtindo o som de olhos fechados.

Quando a mesma se animou, ele deslizou pelo piso e puxou um dos hologramas para o centro. Continuou indo com o ritmo, trazendo as imagens mais perto e montando um grande quebra-cabeça. Em poucos segundos, o que mais parecia uma pequena turbina de avião estava construído diante de seus olhos. Ele trocou algumas peças holográficas antes dos ajustes finais.

—Eu acho que tem potencial— informou ele, enquanto uma lista era escrita em tempo real por Cyber, que já começava a surgir no canto inferior de uma das paredes do laboratório —Precisamos de uma petição provisória

—Em preparo, senhor

—E então construa

—Sim, senhor

A porta de vidro do laboratório sibilou com a entrada de Christine, e assim a música também terminou.

—Achei que não quisesse trabalhar hoje— disse ela, trazendo uma garrafa de água mineral.

—Isso não é trabalho— respondeu ele, enquanto a impressora fazia barulho —Isso é só... um hobbie

—Parece uma bomba— ela observou o holograma enquanto Rick remove o papel da máquina.

—Tecnicamente é um sistema de armamento de disparo de pulso acoplado— respondeu ele, em uma fungada ao papel —Adoro o cheiro da tinta. O que você acha?



PETIÇÃO PROVISÓRIA PARA PATENTE


TÍTULO:

Sistema de armamento de disparo de pulso, acoplado.


DESCRIÇÃO:

Um sistema de geração e disparo para a produção de estouros concentrados de energia cinética que ganham força conforme viajam, adquirindo potência devido ao deslocamento de ar. Pensado para uso em conjunção com armadura pessoal como as patentes [editado], [editado] e [editado], das Spellman & Associados. A capacidade aperfeiçoada de projetar pulsos é um multiplicador de força crucial quando em campo de batalha; a tecnologia possui também aplicações industriais, como mineração, sistemas de propulsão e construção/demolição.


ARGUMENTO:

Aperfeiçoa e amplia inovações tecnológicas prévias nas patentes [editado], [editado] e [editado] das Spellman & Associados. Melhoramentos específicos incluem: maior energia cinética por unidade de poder gerado, refinamento no disparo e nas lentes para reduzir a necessidade de sistemas de resfriamento no ponto de geração. Esses aperfeiçoamentos aumentam a utilidade da tecnologia de disparo de pulso em aplicações que demandam portabilidade e facilidade de uso, incluindo as áreas de controle de civis e combates de infantaria leve.


STATUS DE SEGURANÇA:

Projeto conduzido sob os auspícios dos acordos firmados entre as Spellman & Associados e o Departamento de Defesa, a R.D.M. e outras agências governamentais definidas pelo decreto 7.69345178 e a resolução 58. A tecnologia é propriedade das Spellman & Associados, mas será totalmente compartilhada com todas as entidades elegíveis. A tecnologia é secreta e não será licenciada até a revogação do tempo de sigilo.


—Ficou ótimo— elogiou Christine.

—Obrigado— agradeceu Rick.

—Ficou ótimo, Cyber— corrigiu ela, sem tirar os olhos de Spellman.

—Obrigado, senhorita Spencer— agradeceu a inteligência artificial.

—Spencer?— indagou Rick, franzindo a testa —É sério que seu sobrenome é "Spencer"?

Havia um riso contido em ambos, que se encaravam até ser impossível segurar a risada por mais tempo.

Rick voltou para seu laboratório mecânico, deixando transparecer um ar um pouco mais melancólico.

—Devo pedir para que preparem o almoço?— perguntou Christine.

—Só pra vocês— respondeu ele —Eu estou sem fome...

Christine parou e o observou.

—O senhor está bem?

Rick virou-se para ela. "Psicóloga" não fazia parte de suas funções, mas muitas outras coisas a qual ela realizava com maestria tá bem não faziam.

—Parece preocupado— insistiu ela —É sobre a senhorita Fernandez?

—A Sara foi pra Leeds visitar o avô— informou Rick —Só que... eu não sei...

—Tem a ver com o Paladino Vermelho?

—O quê? Aquele tapado?— Rick riu alto —Não, eu não me preocupo com ele. Até porque a Sara não curte o estilo crossfiteiro. Não...

—Então?

—Bom— ele suspirou, cansado —Eu gosto muito dela... Mas eu não entendo quando eu passei a gostar e deixei de amar, entende?

—Falando com franqueza— Christie limpou a garganta —Eu acho que o senhor a ama, mas não gosta da ideia dela amar o senhor

—E por que eu não ia gostar disso?— questionou ele, pensativo.

—Porque não se acha merecedor do amor dela

Aquilo deixou Rick pensativo. Ele se desligou do mundo real, como sempre fazia quando um choque de realidade o atingia. Ele parou, encarando o vazio em profundo silêncio.

Sara Fernandez era uma garota incrível, mas Rick queria vê-la feliz, mas não se sentia capaz de o fazê-lo. Eles já foram felizes juntos, mas aquela chama havia esfriado e nenhum dos dois— como não sabiam admitir a si mesmo— entendia como aquilo havia acontecido.

—Tem mais alguma coisa incomodando você?— perguntou Christine, trazendo ao mundo real.

Ele a encarou.

—É incrível como você consegue ler a minha mente— disse ele, provocando um rápido riso nela.

—Me conta— pediu ela.

—É segredo de Estado— alegou Rick —Algo ultra-secreto envolvendo a segurança mundial— suspirou ele —Então se prepara, por que o babado é forte

Outra vez, Christine sorriu.

—Hoje de manhã, Anna Schelle me chamou para instalar softwares de ponta em uma das bases navais da R.D.M.— contou Rick, pensativo —E eu vi umas pessoas reunidas lá... Sabe, e do jeito que estavam, eu acho que tem alguma coisa séria rolando

—Acha que algo perigoso está acontecendo?

—Não, eu acho que algo terrível vai acontecer...

E, como se amaldiçoado por sua palavras, uma névoa muito mais escura açoitou Nova York. Era perto da hora do almoço, mas tudo escurecia rápido demais. Nuvens negras impediam a entrada dos raios solares, e se expandiam por todos os lados. De imediato, uma tela holográfica surgiu diante de Rick e Christine, onde mostrava um vórtice negro e tempestuoso nascer no céu.

—Mas o que é isso...?— questionou Rick, o pavor crescia por suas pernas.

Christine deu um passo para trás, ficando na defensiva e levando sua mão direita até o bolso de sua saia.

Cyber registrou quando a primeira cyber-nave saiu do portal, e quando os Andróides chegaram alçando vôo pelo portal da Cortesã.

Rick lançou um olhar de pânico para Christine, que possuía uma pequena arma escura em mão.

—Você tem uma arma?— indagou ele —Da onde você...?

Antes que pudesse terminar, ele, mais uma vez, se assustou quando uma energia misteriosa envolveu os olhos de Christine feito fumaça vermelha. As íris claras dela foram tingidas de vermelho. Suas mãos ficaram moles ao ponto da pistola escorregar por seus dedos.

—Christine?— chamou Rick, vendo-a inciar um caminhar lento para a saída.

Ela não respondia, estava em transe. E, em poucos segundos, Rick também estava. Ele se viu incrivelmente sonolento e, quando teve tempo apenas de ver aquela energia vermelha em seus olhos, tudo ficou escuro.

Para Rick, foi como piscar. Mas ele entendia que o tempo havia sido diferente. Quando voltou a abrir os olhos, não estava mais no laboratório e sim em seu jardim, bem próximo ao portão. Ele logo coçou os olhos irritados e notou que não estava sozinho. Christine não estava muito longe, Harold estava a dois passos dele, e haviam alguns seguranças, cozinheiros e até faxineiras ao redor deles. Todos pareciam ter acordado do mesmo transe, pois estavam tão confusos quanto Spellman.

Uma gigantesca sombra redonda os envolveu. Olharam para o céu e viram uma imensa espaçonave acima deles. De imediato, pânico os atingiu. Uma de suas faxineiras gritou, o cozinheiro saiu correndo e o segurança começou a disparar, em vão, contra a nave.

Os olhos desesperados de Rick foram até Christine, que estava tão apavorada quanto ele e Harold.

Um raio cegante veio do centro da nave, e cerca de cinco Andróides foram teletransportados para o solo. Os robôs ergueram seus braços e começaram a marchar. O bater de lata, o som de molas pressurizadas, juntamente com a voz robótica, que, ao contrário do Cyber, falhava em tentar ser gentil.

—Aguardem— instruíram os robôs —Vocês foram selecionados para o Protocolo Fertilizante. Não se movam

Nenhum deles pensou em obedecer. Eles correram o mais rápido que puderam para longe, mas cada vez mais e mais robôs eram teletransportados para todos os lados, obrigando-os a mudarem de posição a cada segundo.

—Fiquem onde estão— diziam eles —Vocês foram selecionados. Rejeição acarretará em delete!

Um dos robôs surgiu bem na frente de Harold, que caiu para trás. Apavorado, o motorista não teve alternativa senão atacar o Andróide, dando-lhe um chute. O golpe, entretanto, teve efeito apenas em Harold, que sentiu como se tivesse chutado uma parede. Sua perna doeu, e o robô se curvou para ele.

—Desacato— acusou o robô —Deletar!

Ele estendeu a mão para Harold, do qual saiu um raio azul que cegou terceiros. Rick teve que cobrir os olhos, mas não pôde impedir que seus ouvidos registrassem o último grito de Harold. Ele o ouviu berrar ao mesmo tempo em que o som de energia era descarregado. Quando lhe foi seguro voltar a erguer as pálpebras, Rick não pôde acreditar que vira apenas um corpo morto e parcialmente carbonizado onde Harold estava.

Ele sentiu seu coração ir para a boca, depois soltou um grito silencioso segundos antes de ser empurrado contra o chão. Ele caiu de barriga e virou-se para o robô que o derrubara.

—Atenção!— exclamou o Andróide

Rick olhou para o lado, outro robô derrubava Christine no chão também.

—Você foi selecionado!

Rick olhou para cima. No peito dos robôs, havia uma grande esfera brilhante que, de repente, começou a reluzir ainda mais forte. Spellman sentiu um formigamento sem igual crescer por suas pernas, depois seu quadril queimou e ele sentiu seus ossos se partirem. Ele berrou o máximo que seus pulmões podiam aguentar antes de apagar.

6 de Junho de 2022 às 23:20 0 Denunciar Insira Seguir história
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