samara-fritzen Samara Fritzen

Meu nome é Hazel Green Morton, e sim, eu sou uma doutora. Aqui contarei os estranhos relatos da viajem espacial à Actonia66, um possível planeta habitável há milhões de quilômetros da Terra. * "Houve estranhos acontecimentos durante todo o percurso até Actonia66, inclusive pane no sistema da nave. Encontramos a Argor 11 e 12 não muito longe de onde o planeta se encontra, apresentam acontecimentos semelhantes ao da nossa própria expedição. O planeta não é seguro, nosso piloto foi sequestrado por humanoides, não temos como voltar devido os danos a nave de pouso, por favor enviem ajuda imediatamente!"


Ficção científica Futurista Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#aventura #planeta #ficção #espacial #abismo #alucinações #humanoides #amongus #naveespacial #viajemespacial #abismoinfinito
1
158 VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo A cada 15 dias
tempo de leitura
AA Compartilhar

Hibernação

Como todo sabem, minha família cumpre um legado desde Thomas Green Morton, mas sendo sincera, eu apenas continuei o legado de doutores por conta do meu irmão. Ele têm uma doença não identificada desde que nasceu, e o tratamento é exigente. Fora que é fácil crescer nesse ramo, ainda mais quando se têm o meu sobrenome. Minha carreira passou a ser minha vida, e modéstia parte, eu sou a melhor no que faço, caso contrário eu não teria sido recrutada pela Iniciativa Cronos: A maior agência de exploração espacial desse mundo.

Mas bem... havia assuntos a acertarem antes de aceitar a missão.

Se trata de uma expedição a Actonia66, além de tentar descobrir o paradeiro das outras duas naves, Argor11 e Argor12 que foram para essa mesma expedição e jamais deram quaisquer sinais de vida após a primeira comunicação.

Foi uma decisão difícil, visto que meu casamento seria em apenas quatro meses. Meu noivo não aceitou bem, brigamos diversas vezes antes de finalmente tomar minha decisão. Ele prometeu esperar por mim, mas eu recusei, o que seria cinco anos para mim, seria cinquenta para ele, uma vida inteira. Disse para ir embora e viver, mas que ao menos se lembrasse de mim ao ver as estrelas brilhantes.

Ainda sim havia meu irmão, mesmo que trabalhando para a Iniciativa Cronos ele teria os melhores dos melhores o tratando de perto, eu ficaria... longe dele, e voltaria quando ele já estivesse casado, com filhos, se não netos. Ele se lembraria... de mim?

Com o prazo acabando eu aceitei, mesmo sabendo os riscos, era minha carreira, se o planeta fosse de fato habitável eu iria fazer parte de um movimento espacial revolucionário, eu tinha que ir.

Argus Vitallis, um grande patrocinador da Iniciativa Cronos foi quem particularmente me recrutou, ele alegou já ter participado da Argo 5 e 7, cerca de 10 anos atrás (o que considerando os anos luz, seria praticamente 100 anos desde suas expedições)


De qualquer forma depois de alguns meses de treinamento com ele, finalmente iriamos ser encaminhados para sua casa, um lugar isolado, que foi determinado como ponto de encontro para toda a tripulação se conhecer antes da hibernação para decolar.

Bem, cá estava eu, na van que nos levaria para lá, junto com os outros tripulantes. Houve uma breve apresentação de nomes antes de todos se calarem completamente.

Zora, uma mulher alta, morena e musculosa com feições firmes era uma das seguranças.

Bethânia, nossa bióloga, baixinha e morena.

Atena uma garota não muito alta, ruiva e tímida era nossa capitã. Patética se querem saber minha opinião.

Frank, um homem alto, cheio de músculos cujos casacos de frio o faziam parecer enorme, era outro dos seguranças.

Um rapaz esguio, mediano e cabeludo chamado Mike era nosso piloto, enquanto seu colega, Otho se tratava do nosso engenheiro.

E havia também é claro, um senhor velho, mas muito bem conservado, o Dr. Hunter, que teria o papel mais importante de todos: manter nosso psicológico intacto durante a expedição.

Febres espaciais e alucinações eram mais comuns do que aparentam no espaço, tivemos toda uma preparação mental para lidar com isso também.

Havia algumas árvores caídas, causadas talvez pela tempestade de neve já iniciada algumas horas atrás, que piorava a cada segundo.

- Terão que seguir a pé a partir daqui, é só seguir reto. - Disse o motorista da van, já dando meia volta e indo embora, deixando- nos ali.

Eu fui na frente, afim de não ficar soterrada na nave. Os casacos pesados dificultavam o movimento tragicamente.

Finalmente chegamos, uma casa praticamente escondida no meio das folhas e árvores, e a porta estava aberta, sem qualquer sinal de morador.

- Têm alguém aí? Argus? - Gritou Frank, me olhando de esgrelha, inclinando o corpo um pouco para dentro da casa.

Eu entrei depois de alguns olhares confusos, a casa era aconchegante, mas algo ali me deixava um pouco desconfortável.

Logo após a inclinação antes do corredor, havia uma mesa farta, com doces, salgados, bebidas de todos os tipos. Argus estava sentado ali, com uma taça de vinho de mão.

- Ah chegaram, sentem- se, comam o quanto quiserem.

E assim fizemos, alguns interagiam, inclusive o próprio Argus, já eu, apenas me concentrei em uma grande tigela de chocolate com morangos.

Mike foi ao banheiro no fim do corredor alguns minutos depois, enquanto Otho perguntava sobre um cachorro latindo, mas ninguém ouvia nada.

Argus alegou não ter cães...

Que ótimo, uma tripulação de malucos, era tudo o que precisava. Mas então meu celular tocou, com uma mensagem do meu ex-noivo...

Por que ele estava pedindo para voltar pra casa? Conversamos tanto sobre isso. Mas havia algo errado, eu não poderia receber mensagens, não há sinal algum... e o marcador está dizendo que não estamos em qualquer área terrestre.

Mike estava demorando muito agora, os outros já perguntavam por ele. Eu fui até o fim do corredor, em busca dele, mas uma porta entreaberta exibia um filhote de gato sentado no centro do quarto, me olhando. Ele me lembrava muito o gato que ganhei de aniversário do meu noivo ano passado... Era um lindo gato laranjinha, então fui até dele, pegando- o no colo e acariciando- o gentilmente.

A porta se fechou atrás de mim, e a televisão ligada aumentou o volume drasticamente.

Mas que merda era essa? Fui até a porta, tentando empurrar, e quando não funcionou eu apenas fui até a cama, ainda com o gato, tentando ignorar o barulho ensurdecedor da TV.

Quando estava quase pegando no sono, finalmente Frank simplesmente abriu a porta, como se não houvesse nada impedindo- a de abrir.

Agradeci rapidamente, enquanto ele pedia ajuda para achar o Mike, que ainda estava no banheiro. Vi Otho gritando na porta oposta, ainda falando sobre um cachorro e de esperneando no chão, enquanto Argus tentava acalma- lo. Zora e Atena simplesmente sumiram completamente.

Batemos na porta do banheiro, mas quando não houve uma resposta Frank decidiu arrombar, até que eu visse que não estava trancada. Eu me afastei enquanto ele abria a porta devagar, com o gato ainda no colo.

Ele abriu lentamente.

- Mike?

Um braço ensanguentado surgiu, então uma cabeça, e quatro pernas, e outros diversos membros sem corpo, numa carnificina de sangue e um odor terrível. Frank se afastou imediatamente, enquanto ambos olhávamos para o Argus, que pareceu não notar nada estranho.

Os membros em nossa frente começaram a se mover lentamente, e Frank fechou a porta com tudo, gritando para que todos corressem.

Foi o que fiz, conforme o barulho aumentava, os membros destroçavam a porta e Otho corria de criaturas desmembradas que surgiram do nada do outro lado da sala.

Fomos pelos fundos, e acabei me separando de Frank durante a corrida pela floresta naquela tempestade de neve terrível, até encontrar uma mínima cobertura entre as rochas, se eu me agachasse ali poderia caber. E foi o que fiz, o mais escondida possível, afastando a neve que ameaçava me soterrar eventualmente, curvada sobre o gato que dormia tranquilamente.

Não sei quando, talvez fosse culpa do calor que inundava o lugar repentinamente, ou a escuridão que só aumentava, mas eu dormi, sentindo o corpo gelado mesmo dentro das camadas do casaco.


*


Eu acordei, uma luz forte e branca preenchia o teto metálico, e havia uma camada de vidro não muito distante do meu rosto, que imediatamente se abriu.

Uma incubadora de hibernação, já estávamos na nave... Foi apenas um sonho, são comuns durante a hibernação pelo que disseram.

Mas então... Por quê diabos o gato ainda está no meu colo?




















10 de Janeiro de 2022 às 22:30 0 Denunciar Insira Seguir história
1
Continua… Novo capítulo A cada 15 dias.

Conheça o autor

Samara Fritzen Apenas uma RPgista apaixonada por personagem fictício Costumo anunciar novas histórias e capítulos no meu instagram, sempre tem coisa lá : _a_r_a_m_a_s_

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~