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Félix Ramos é um garoto de 19 anos que estava fazendo uma faculdade em Cajazeiras - Paraíba. Em um certo dia, a sua sala da faculdade foi premiada para ir a um evento que aconteceria em São Paulo, neste evento, um novo aparelho seria apresentado, um aparelho que continha a possibilidade de viajar no tempo. Mas como esse aparelho estava em fases de testes, muitos erros eram encontrados, e por causa de um grande erro que aconteceu, um grave acidente ocorreu. E ao contrário de todo mundo, Félix foi o único que conseguiu escapar, mas não de uma forma legal. Ele foi teletransportado para um lugar totalmente diferente, chamado: Hayato, ou A Terra dos Deuses. Neste lugar, Félix encontrou uma pessoa, que se dizia ser um deus, Jerry Cairu. E com a ajuda de Jerry e Emma, prima de Jerry, eles passam um bom tempo treinando Félix para conseguir ultrapassar o portal que dava acesso a terra novamente. Mas como nada é fácil, eles treinam para conseguir passar por Abaddon, o rei de Hayato, onde no castelo dele, se encontrava o portal. E para passar o tempo, Jerry conta a história do início do universo e dos deuses. Eae? Será que Félix consegue passar pelo portal? Capítulos disponíveis todas as segundas feiras ás 13:30 horas da tarde


Ficção científica Futurista Todo o público. © Igor Progam

#mitologia #deuses #
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Novas Terras

No início dos anos 90, Félix Ramos e seu amigo Carlos terminam o ensino médio. Morando no interior do Ceará, naquela época era um pouco difícil de fazer algum tipo de faculdade, mas o primo do pai de Carlos, doutor Raimundo Castro os ajudou. Ele era um cirurgião muito rico da região, que atuava nos hospitais de Juazeiro do Norte, mas com a chegada de um novo hospital em Aurora, pequena cidade do interior do Ceará, ele decidiu voltar. E sabendo que os dois estavam precisando, o doutor Raimundo decidiu ajudá-los. Na festa de formatura:


- Ei! Terminamos a escola, mas e agora? O que a gente faz? - Pergunta Félix meio assustado


- Calma, cara - Vai até um homem de paletó branco, com uma barba um pouco grande e com uma taça de vinho nas mãos - Olha, esse é o doutor Raimundo Castro, ele é primo do meu pai - Vira o rosto para Félix - E ele pode nos ajudar! - Diz Carlos um pouco aliviado


- Olá, Félix! Vou ajudar vocês! Antes de entrar em algum emprego, é necessário encontrar uma faculdade. Pois para conseguir um emprego lá fora, vocês precisarão de um diploma - Diz Dr. Raimundo feliz com a conquista dos dois


Félix já aliviado, aperta a mão do doutor e diz:


- Agradeço desde já! Uma ajuda dessas para pessoas como nós aqui do interior não é tão fácil.


- Também agradeço, tamo devendo essa - Diz Carlos apertando a mão do Dr. Raimundo


Uma semana depois, doutor Raimundo tinha conseguido algumas vagas de faculdade em Cajazeiras, município da Paraíba. Nessas vagas, duas eram para uma faculdade de computação. E como era uma área que Félix e Carlos nunca tinham ouvido falar, ficaram curiosos:


- E que faculdade é essa? Ciências da computação? - Questiona Carlos


- Ah! Essa é uma das novas faculdades que apareceram em Cajazeiras. Nela, você aprende a mexer em computadores, e também aprende a programar alguns programas. E só digo uma coisa, lá no sul tem muitas vagas de emprego para esse tipo de cargo. Que valem de 1 a 3 mil réis - Responde Dr. Raimundo animado


- Opa! Essa parece ser boa! Já ouvi falar nesse negócio de computador no rádio, e sempre fiquei interessado. E com um pagamento desses, fico mais interessado ainda! - Diz Félix


- Essa vai começar mês que vem. É essa que vocês querem mesmo? - Pergunta Dr. Raimundo


- Eu sim! Imagino que Félix também, né? - Pergunta Carlos olhando para Félix


- Com certeza! Quando escutei a primeira vez no rádio já fiquei interessado, imagine agora! - Fala Félix muito feliz com sua conquista


Logo em seguida, Félix sai correndo, pega sua bicicleta vermelha e vai contar a novidade para seus pais. Félix não parava de pensar como era essa tal faculdade, passava dias e noite falando, até que o dia tão esperado chegou. Cinco horas da tarde, Félix e Carlos já subiam de bicicleta rumo à Aurora, para pegar o ônibus que iria para Cajazeiras. Chegando perto da barragem conhecida como Jenipapeiro, já se escutava os pássaros cantando:


- Olha isso! É muito bonito o cantar dos passarinhos, né não? Isso é tudo criado pelos deuses que circulam em nosso universo! - Diz Carlos olhando admirado para os pássaros


- Sabe, eu não creio nesse negócio de Deuses que circulam no nosso universo não. Mas de dizer que a natureza é bonita, sim, é muito! - Diz Félix encantado com o cantar dos pássaros


- Eh! Cada um tem suas crenças diferentes né. E eu respeito muito isso! Mas para mim, sim existem muitos Deuses, cada um cuidando de algo. E certamente, existe o Deus superior, que controla tudo, e coloca a linha do tempo em seu devido lugar! - Fala Carlos imaginando como que poderia ser o mundo dos Deuses


- É, pode ser. Afinal, nada é impossível, é difícil! - Fala Félix


- Porra! O cara virou filósofo nesse período de tempo! - Diz Carlos sorrindo


- É cara. Abri uns livros ultimamente, e caí nisso - Sorri e olha para o relógio - Eita, mas olha a hora, 5:30, tamo atrasado não? - Pergunta Félix um pouco assustado


- Não cara, daqui pra Aurora não demora meia hora! O tanto de vezes que tu veio à Aurora! Tá tão nervoso que esqueceu foi!? - Fala Carlos rindo

Ao chegarem na barragem, Félix e Carlos reparam que ela estava com muita água, e eles num instante descem da bicicleta, colocam ela na mão e tentam passar a pé.


Ela estava muito lisa, passando alguns peixes que batiam na perna deles. No meio da barragem, os dois estavam indo bem, mas um peixe meio grande bateu na perna de Félix, fazendo que o escorregasse e caísse. A água estava muito forte, fazia um barulho gigantesco, mas Félix com agilidade conseguiu segurar em umas raízes de uma árvore bem grande. Ele tentou segurar com força, mas como elas estavam muito lisas, ele acabou descendo e batendo a cabeça em uma pedra. E ele grita:


- AHHHH! CARLOS! ME AJUDA!


- FÉLIX!? ME DÊ A SUA MÃO! - Carlos joga a sua bicicleta onde não tinha mais água e estica a mão - VAMOS! ESTICA A MÃO!


- EU NÃO CONSIGO! SE EU SOLTAR A MINHA MÃO EU POSSO DESLIZAR! - Grita Félix assustado segurando nas raízes e vendo o quanto era profundo aquela barragem


- FAZ ASSIM, SOLTA UMA MÃO E RAPIDAMENTE TENTA SEGURAR NA MINHA! - Grita Carlos


- É MUITO DIFÍCIL! - Fala Félix com a água da barragem batendo no seu rosto

- LEMBRA: “NADA É IMPOSSÍVEL, É DIFÍCIL!” - Diz Carlos


Félix levanta a sua mão, e com muito impulso, Carlos consegue puxá-lo:


- HUNNNN! - Geme Carlos ao puxá-lo e o joga no chão - Meu Deus! Tu tá bem!?


- Tô sim, calma! - Respira profundamente - Só tá doendo um pouco a minha cabeça - Diz Félix deitado no chão e com a mão na cabeça


- Cara, como que tu não morreu? Tu bateu a cabeça naquela pedra! - Diz Carlos muito assustado


- Eh! Foi um peixe maldito que bateu na minha perna. E minha bicicleta! Cadê!? - Diz Félix se levantando com um impulso


Ao se levantar, ele ver que a bicicleta estava enganchada nas raízes da árvore, os dois vão até a bicicleta e conseguem puxá-la:


- Como que tu sobreviveu a isso!? Tu tá bem de verdade? Não tá sentindo nada na cabeça? Velho, se tu tiver sentindo algo, a gente vai pro novo hospital lá em Aurora, que a gente tá perto! - Diz Carlos preocupado


- Cara eu juro! Eu só senti uma pequena dor na cabeça e não tô sentindo nada! Só tô todo molhado nessa merda! Mas ainda dá pra a gente ir! - Fala Félix ainda confuso


- Então vamos. Mas se tu tiver sentindo alguma coisa, me diga! - Diz Carlos

Ainda confusos com o que tinha acontecido, Félix e Carlos seguem mais rápido.


Ao chegarem, vão para a praça onde passava o ônibus, já que não tinha rodovia. Faltando ainda uns 8 minutos para que o ônibus passasse, eles decidiram fazer um lanchinho na padaria de Dona Luiza, à padaria com o melhor sanduíche da cidade. A padaria era avistada de longe, com umas lamparinas na porta e uma velhinha com uma bengala na mão, Dona Luiza. Ela também era conhecida como Dona Benzedeira, já que ela já tinha salvado muitas pessoas doentes na região. Ao chegarem, Félix e Carlos pedem o de sempre, dois sanduíches e um refrigerante. Enquanto a cozinheira preparava o lanche, Dona Luiza trazia o refrigerante:


- Boa noite meninos! Estão bem? - Perguntava Dona Luiza olhando para Félix com uma cara curiosa


- Estamos sim, Dona Luiza! E a senhora? - Questiona Félix


- Estou bem sim filho. Mas você não está sentindo nada? Como que aquela pedra não te matou? - Pergunta Dona Luiza sem entender nada do que tinha visto


- Como que a senhora sabe disso? Quem te contou? - Pergunta Félix olhando para Carlos


Ela fechou os olhos, pegou na cabeça de Félix e disse:


- Eu consigo ver as coisas, meu filho. Só não entendo como você conseguiu sobreviver! A queda foi uns 4 metros e meio, e em seguida uma pedrada na cabeça, e não sente nada!? Não consigo entender como foi isso!


- Também não entendi como foi isso, Dona Luiza! Fiquei sem entender nada quando vi! - Fala Carlos impressionado com Dona Luiza


- Você é um... - Fala Dona Luiza logo depois sendo interrompida pela cozinheira


- Aqui seus lanches. - Diz a cozinheira misteriosa olhando para Dona Luiza


- Pera! Eu sou o que!? - Questiona Félix confuso


Ao perguntar para Dona Luiza, o ônibus chega e não dá tempo dela responder, mas Félix fica com aquela dúvida constante na cabeça, e não consegue parar de pensar. 30 minutos depois, o ônibus chega na rodovia de Cajazeiras. Ao saírem, já se avistava doutor Raimundo conversando com alguns conhecidos. Ao verem ele, Félix e Carlos vão para onde ele estava, e Carlos fala:


- Doutor Raimundo, chegamos! E agora? Pra onde é a faculdade?


- Ah! Vocês já chegaram. Eu levo vocês, pode deixar. Vocês já souberam da notícia? A padaria de Dona Luiza pegou fogo, e infelizmente ela e a cozinheira não sobreviveram! - Fala Dr. Raimundo com um olhar triste


- O que? Dona Luiza? A gente comprou o nosso lanche lá a uns 30 minutos atrás! - Diz Carlos


- Porra, não é possível! Ela tinha algumas coisas pra me dizer! - Dizia Félix triste com a notícia e sem entender nada


- Eu também tinha acabado de comprar um lanche lá! Fiquei sem entender nada quando me disseram! - Fala Dr. Raimundo ainda em choque


Com todos ainda sem entender, doutor Raimundo leva os dois para a faculdade. À meia légua de distância já se avistava a faculdade. A porta era de vidro, com as paredes de cor branca e com detalhes verdes envolvendo toda a parede. Ao entrarem, Félix e Carlos ficaram impressionados com tudo. A tecnologia e as cores combinavam, não tinha ventiladores, eles eram substituídos por uma máquina chamada de ar-condicionado, uma tecnologia nova no Brasil naquela época. As salas tinham em faixa de 150 cadeiras e computadores, Félix olhava para tudo aquilo com os olhos brilhando e com a boca aberta.

Ao começar a aula, os professores se apresentavam, mas Félix e Carlos não tiravam o olho dos computadores, loucos para que a aula de computação começasse. 3 meses depois a faculdade decidiu fazer uma pequena prova, para ver se os alunos realmente estavam aprendendo, e Félix no meio do caminho para Aurora falava para Carlos:


- Hoje tem prova né, tu estudou? Eu tô achando super fácil!


- Claro. Também tô achando uma moleza! - Respondia Carlos


- Olha, quando um de nós terminar, a gente sinaliza um para o outro, para que a gente possa sair ao mesmo tempo, e não ter que ficar esperando lá fora. - Fala Félix


- Tá bom. Mas como a gente pode sinalizar sem que ninguém perceba? - Questiona Carlos


- Sinalizar é fácil, a gente bate na cadeira com a caneta. A gente combina alguma frequência lá no ônibus. - Diz Félix


Ao chegarem na sala da faculdade, os professores organizaram as cadeiras, para que os alunos ficassem longe um do outro. A cadeira de Félix ficou no canto inferior da parede embaixo de uns dos ar-condicionados, e Carlos ficou também perto da parede, porém no outro lado da sala. Ao professor entregar as provas, ele logo avisou:


- Olhe alunos! Essa é a prova, ela tem 20 questões e vocês tem uma hora e meia para entregar.


E ele entregou para toda a sala. Faltando 18 minutos para entregar, Félix consegue terminar antes de Carlos e ele bate com a caneta a frequência que eles combinaram e Carlos logo percebe. Faltavam apenas 2 questões para que Carlos terminasse e ele bateu duas vezes para que Félix percebesse.


De longe se conseguia escutar o relógio fazendo o barulho: Tique, Taque. E um grande imprevisto aconteceu, o ar-condicionado perto de Félix começou a pegar fogo sem nenhuma explicação, Félix ao ver tenta sair, só que a cadeira engancha na mochila dele e logo em seguida um dos fios que segurava o ar-condicionado solta e cai em Félix com muita fumaça e fogo. Carlos é o primeiro que larga a sua cadeira e corre para socorrer Félix, em seguida todos do lado de fora entram na sala com um desespero enorme e com todas as pessoas reunidas, conseguem puxar o ar-condicionado, mas Félix desmaia por causa da fumaça e do fogo que ele inalou. Uns 40 minutos depois, Félix acorda em cima de uma cama com vários aparelhos de respirar, e grita meio atordoado:


- AH… - Abre os olhos e olha para o lado - Que diabo aconteceu? Cadê os professores? Carlos!? Onde eu tô!?


- Calma, Félix! Eu tô aqui! - Diz Carlos, vai até a porta e grita - Médicos, ele se acordou!


- Médicos? O que? Eu tô bem cara! - Falava Félix sem entender nada


- Félix! Tu já se acordou! Mas me diz, tu tá se lembrando das coisas? Não tá com nenhuma dor? - Perguntava o Dr. Raimundo com felicidade e ao mesmo tempo sem entender


- Em primeiro lugar, tira esse negócio da minha cara! - Diz Félix e Dr. Raimundo tira os aparelhos - Ah agora sim! Sim eu tô bem, só tô me sentindo meio quente e sem entender nada. Só me lembro de uma forte pancada nas minhas costas e na cabeça. E sim, eu me lembro das outras coisas antes dessa batida! - Fala com a voz um pouco rouca, ainda por causa da fumaça


- Que incrível cara! Eu praticamente acho que tu é imortal, porque você já bateu a cabeça várias vezes e tu não morreu! - Dizia Carlos também sem entender


- Como assim!? Bateu a cabeça aonde? Foi forte!? Porque a gente fez vários exames do seu corpo inteiro e não tem praticamente nada de sequelas - Diz Dr. Raimundo impressionado olhando para o papel dos exames


- Ele bateu a cabeça em uma grande pedra, lá no Jenipapeiro! Eu acho que o senhor conhece! É aquela grande pedra perto do pé de juá. - Dizia Carlos


- Carlos! - Falava Félix olhando para Carlos com a cara feia


- Aquela pedra!? Meu Deus! Mas ele caiu de cima da barragem!? Porque se for, era pra ele tá morto! - Dizia Dr. Raimundo


- Sim, foi uma queda de cima da barragem, foi a uns 3 meses atrás! E eu também achava que ele iria morrer! - Respondia Carlos


- Meu Deus! Mas tu é forte cara! Como eu disse, a gente fez vários exames da tua cabeça e acredite se quiser, não tinha nada lá! Quando tu chegou aqui daquele jeito, a gente achava que tu ou iria morrer ou ficar em coma! Impressionante rapaz! Mas fica a dúvida, como assim!? - Diz o Dr. Raimundo olhando para os exames


- Também não sei o que aconteceu. Mas vamo, me tira dessa cama. - Diz Félix


- Olha, por esses exames e que tu tá respirando sem o uso dessa máquina, tu pode sair sim! - Diz o Dr. Raimundo feliz com a melhora de Félix

Em seguida, Félix e Carlos saem e Dr. Raimundo recomenda uma pomada para que Félix passasse pelas queimaduras, que ainda estavam meio preocupantes, mas dizia Félix que não estava doendo nada.


Ao saírem do hospital, dois professores já iam chegando para ver como que Félix estava, mais ao chegarem na porta já se depararam com os dois e ficaram muito surpresos:


- Ué? aquele é Félix!?


- Félix! É você!?


- Ah, vocês por aqui! Sim sou eu! - Dizia Félix com os braços abertos para abraçá-los


- Como assim!? A gente trouxe tu a tempo de morrer, e já tá bom!? - Dizia um dos professores surpreso


- É, milagre não sei - Sorri - É mas eu sei que já tô bom e em alta! - Diz Félix surpreso e feliz


- Não consigo entender, mas a gente só queria dizer parabéns e nem era pela recuperação que você teve. Já que achávamos que você estaria na cama. E sim vocês dois! Félix e Carlos! Vocês tiraram a nota mais alta de toda a turma!


- Aee! Conseguimos Félix! - Grita Carlos feliz com a conquista


Ao chegarem em casa, a família de Félix e Carlos já estavam se arrumando para ir no hospital e se surpreenderam com a chegada dos dois:


- Félix! Meu filho! Você conseguiu sobreviver! Eu sabia! - Dizia a mãe de Félix chorando e em seguida o abraçando


- Também sabia! - Diz o pai de Félix ao ver ele recuperado


- Sabia de que!? Ué!? - Pergunta Félix sem entender


- Nada filho! O que importa é que tu tá vivo cara! - Respondia o seu pai


E em seguida todos se abraçaram, mas Félix ainda sem entender nada com o que os seus pais queriam dizer, continua abraçando eles um pouco desconfiado. Ao se deitar na cama, a cabeça de Félix ainda estava martelando, sem conseguir entender o que seus pais e Dona Luiza queriam dizer, mas mesmo assim ele conseguiu dormir. 1 mês depois, chegando na faculdade já foram surpreendidos pelos professores, a faculdade tinha ganhando um convite para ir a um evento em São Paulo, se tratava de uma apresentação de um novo dispositivo que poderia mudar o mundo, o dispositivo tinha como função principal viajar no tempo, porém ainda estava em fases de testes.

E Carlos curioso pergunta:


- Mas quem são os apresentadores desse evento?


- O cientista Paul Taylor e o inventor Gerry Adams, que aliás, também são os criadores do dispositivo. - Responde a diretora


- Mas infelizmente não vai dar para levar a faculdade inteira. A gente vai ter que sortear pelo menos duas salas para ir. Porque infelizmente são poucos ingressos. - Diz um dos professores

Félix e Carlos ficaram muito animados com o tal evento.


Faltando 10 dias para o evento, a faculdade fez o sorteio e duas salas foram sorteadas, entre elas a sala que Félix e Carlos estudavam, e com a notícia os dois ficaram muito felizes, porque os dois nunca tinham ido a uma cidade grande, logo São Paulo. Ao chegarem em casa, Félix avista os seus dois cachorros esperando ele perto da cancela de sua casa e Félix já chega falando e brincando com eles. Os pais de Félix já reconhecem que é ele, abrem a porta e Félix já chega muito feliz e pega um de seus gatos no braço e conta a novidade para seus pais:


- Mãe, pai! Eu tenho uma notícia que vocês não vão acreditar! Lembram daquele tal evento que eu tinha contado a vocês!? A nossa sala foi sorteada e eu e Carlos vamos para o evento em São Paulo!


- Aee filho! Por isso eu achei estranho a felicidade dos animais, como sempre meus pais diziam: “Quando vem uma notícia boa, os animais já sabem!” - Diz seu pai feliz


- Parabéns meu filho! Mas quando vocês vão!? - Pergunta sua mãe contente


- Dia 14 mãe! Faltam 10 dias! - Diz Félix

Chegando no dia de ir, Félix acorda cedo para ir a Aurora, mas se surpreende com os seus cachorros e gatos, todos pulando em volta dele sem nenhuma explicação, mas Félix sempre acreditou no que seu pai dizia, então ele não ligou muito para aquilo. Se despedindo de seus pais, Félix e Carlos vão a caminho de Aurora. No meio do caminho os dois vão conversando:


- Ei, mas vai ser uma loucura isso hem! São Paulo!? Nunca imaginei ir pra lá! - Diz Carlos ao som dos pássaros e no frio da madrugada


- Verdade. Também nunca imaginei em ir para São Paulo! Logo pra um evento. No máximo imaginei ir até lá pra procurar algum emprego. - Diz Félix olhando para os pássaros em um poste de Aurora


Carlos concorda com Félix e logo os dois reparam o ônibus que ia para Cajazeiras chegando. Os dois guardam suas bicicletas na casa de um amigo e vão para o ônibus. Chegando em Cajazeiras, doutor Raimundo estava esperando os dois, porque ele iria junto também:


- Ainda bem que o senhor vai! Nossa salvação de novo! Vai que a gente se perde por lá! - Diz Félix feliz com a chegada de Dr. Raimundo e ironizando

- Verdade. Achava que a gente teria que ficar sempre com os professores! Ufa! Mas cadê os professores e o ônibus!? - Diz Carlos também feliz com a chegada do doutor


- Eh! A gente vai de avião, eu já comprei nossas passagens. E eles foram a três dias atrás. Porque o ônibus é mais devagar - Diz Dr. Raimundo perto da porta de seu carro.


Eles entram no carro, e vão até o aeroporto. Ao chegarem, Félix e Carlos se surpreendem com aquele grande transporte em suas vistas. Quando estavam no ar, Félix tinha pegado a cadeira com uma janela que poderia ver a vista e ele não conseguia tirar o olho das nuvens. 3 horas depois já estavam pisando no chão de São Paulo, e saindo do aeroporto, eles veem um de seus professores esperando, e diz:


- Já chegaram! Avião é brincadeira mesmo - Sorri - A gente demorou 2 dias e uma meia noite pra chegar! Eh, mas vamos lá!


1 dia depois, todos foram para o evento. Chegando na apresentação, repararam que já tinha começado. Tinha muita gente, em faixa de mil e quinhentas pessoas, mas, doutor Raimundo já tinha reservado um lugar para a faculdade, com cadeiras e tudo. E de cima, já dava para ver o dispositivo, e os apresentadores falando:


- Então sejam muito bem-vindos para a primeira apresentação desse grande dispositivo! Só digo uma coisa, esse dispositivo quando lançado, vai mudar o futuro! Eu sou Paul Taylor, e esse é Gerry Adams - Diz em seguida com várias palmas


- Só que como ainda está em fase de testes, pode ter ainda alguns bugs, ou seja, erros. Esse simples dispositivo, se trata da possibilidade de viajar no tempo. - Diz Gerry Adams


- Então vamos fazer uma pequena demonstração desta máquina, podem ficar despreocupados com a pequena explosão que vai fazer. A gente botou uma pequena barreira para que a explosão não chegue até vocês! Então vamos lá! Quem vai testar a máquina é Catarina, ela está equipada para que não aconteça nada com ela! Ativa Gerry! - Avisa Paul


Ao ativarem o dispositivo, uma grande explosão acontece, fazendo que a barreira que colocaram na plateia desativasse e acaba puxando Félix com muita força. E com a explosão, ele fecha os olhos. E ele sente que está ainda vivo, mas com um grande vento passando em seu corpo e sem entender nada, ele acaba abrindo os olhos e se depara que está caindo em uma velocidade imensa e logo acha que irá morrer com a queda, a altura era de aproximadamente 45 mil pés:


- AHHHHHHHHH! UNH! - Geme Félix ao cair

6 de Janeiro de 2022 às 15:11 0 Denunciar Insira Seguir história
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