shi_qing_xuan16 Yan Feng

Yan Feng é um estudante aspirante a violinista, que se envolveu em um grave acidente, após se envolver em uma briga com um grande chefe de quadrilha, por não querer fazer um dos desejos do grande "Chefe". Após cair do terraço da casa diretamente para dentro da piscina. Yan Feng entra em um grave coma, o que preocupou todos os seus amigos e familiares, fazendo assim, sua irmã se sentir culpada por isso ter acontecido. Mas, a história não acaba só por aí. Após entrar em coma, Yan Feng acorda em outra realidade, mais ou menos, a mais de quinhentos anos atrás, na antiga China. E por causa disso, acaba se encontrando na rotina de um jovem ladrão que vive com uma bruxa e mais dois irmãos de consideração. Yan Feng se vê na vida desse rapaz e entra em desespero por ter de trabalhar de ladrão para sustentar essa pequena "família" junto com o seu irmão. Como se já não bastasse isso. Yan Feng acabou caindo nas garras de um príncipe da coroa - e grande cultivador da região -, que queria a cabeça do famoso ladrão em uma bandeja. Yan Feng só queria acordar desse pesadelo, mas acabou percebendo que esse pesadelo era o que ele precisa para encontrar um novo sentido para sua vida.


Aventura Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#Aventura #Romance #
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Capítulo 1; Desenho Infame.

“E quem disse que eu preciso pagar por essa porra?"


Uma mulher miúda de cabelos ruivos gritava estridente no caixa, reclamando que o caixa tinha lhe dado o troco errado, e ainda por cima o acusava de ter lhe entregado o produto errado. O garoto tentava acalmá-lá, mas a mulher era inrrelutante e sempre o agredia com palavras toda vez que o garoto tentava lhe acalmar.


"Ninguém senhora. Por favor..." O garoto pedia calmamente, já sentindo uma raiva brotando dentro de si, e uma vontade imensa de começar a xinga-lá.


"Por favor um caralho, enfia esse caralho de "por favor" no seu cu! O atendimento daqui é péssimo! Aqui eu nunca mais vou por o pé!"


"Tudo bem, tudo bem, o segurança vai levá-la a porta." Dito isso, o garoto se virou e andou o mais rápido possível para longe da mulher, como se tivesse medo que ela grudasse em seu pé.


Indo em direção aos fundo, o garoto se senta na calçada e respira fundo.


"Puxado né?"


Vinícius, o gerente aparece e se senta ao lado de Yan Feng, o mesmo se inclina para trás e desaba em palavras.


"Completamente! Eu rezo de todo o meu coração para que Guilherme volte logo a trabalhar! Isso aqui é um mercado disfarçado de inferno!" O garoto se mexe ativamente enquanto fala, lembrando de todos os momentos de sufoco que passou ali nessas poucas semanas.


Guilherme era o seu melhor amigo, e por causa de uma competição idiota, quebrou a perna e ficou impossibilitado de trabalhar. Yan Feng estava desempregado já fazia um tempo, então a oportunidade de trabalhar no lugar de Guilherme lhe caiu bem, pelo menos foi isso Yan Feng pensou.


"Calma, não é tão ruim assim." Vinícius põe a mão em seu ombro e da um sorriso de 'força amigo'.


Yan Feng o encara incrédulo e com raiva. Yan Feng já estava surtando, então não faria mal armar um show aqui. "Você fala isso porque já está acostumado! E também, só fica dentro daquele escritório sem interagir com ninguém!"


Vinícius era aquele típico introvertido simpático que vivia no seu próprio plástico bolha, e se negava a ser forçado a interagir, até mesmo porque, ele é péssimo em interação. Ficando nervoso a cada momento e acaba tendo uma crise de pânico a cada vez que um cliente vem perguntar a ele onde fica tal setor, ou qual é o preço daquele produto. "Está bem, está bem! Você tem razão."


Vinícius se levanta arrumando o seu óculos e se vira. "Vamos fechar, você vai querer ajudar?"


"Você vai me liberar mais cedo?"


Não fazia muito tempo que Yan Feng e Vinícius se conheciam, mas com o jeito extrovertido do Yan Feng, e sua personalidade sociável, Yan Feng conseguiu construir uma amizade desleixada porém boa com Vinícius. "Você teve um dia corrido, vá para casa."


"Eu diria que te amo, e pularia em você para um abraço." Yan Feng se estica e o encara de rabo de olho, sem virar a cabeça. "Mas essa última cliente me fez esgotar todas as forças de energia. Adeus Vini."


Yan Feng se levanta e anda em direção ao portão dos fundos. Vinícius continuou o encarado com algum tipo de contemplação e insegurança. Yan Feng as vezes achava que Vinícius gastava dele. Mas esse pensamento passava paralelamente algumas vezes pelo seu cérebro. Vinícius não aparentava ser gay, e se fosse, se fosse, seria muito reservado sobre esse assunto. Yan Feng as vezes o provocava, lançando olhares provocativos ou o abraçando e sussurrando coisas em seu ouvido, e talvez alguns flertes e cantadas. Mas nada de muito sugestivo como "eu quero ir para cama com você". Pelo menos era isso que a voz na cabeça de Yan Feng falava, é apenas uma brincadeira, fala ela.


Andando pelas ruas totalmente cansado, Yan Feng discutiu mentalmente se deveria chamar um Uber ou desgastar os seus pés até o seu apartamento. Quando colocou a mão discretamente no bolso, percebeu que não tinha dinheiro, então, a única coisa que ele podia fazer, era se arrastar.


Deitado em uma poltrona preta perto da janela, já descansado, Yan Feng observava a vista não tão boa da cidade.


Em sua cabeça, a poltrona preta - que deveria ser branca, mas o dono do brechó chique disse que só fazia barato para a poltrona preta e não para a branca -, ficaria ótima em um canto perto da janela, e se você se sentasse nela, poderia observar os carros, transeuntes e os prédios. Mas a poltrona era baixa, quando você se sentava, o máximo que poderia ver pela janela, era as outras janelas dos prédios e os postes. Foi uma total decepção para Yan Feng, mas ele infelizmente teve que se contentar com isso e aceitar.


Pegando um caderno de desenho, ele começou a passar a ponta do lápis na folha branca, mas sem encostar nela. O que resultou em absolutamente nada, sua mente estava totalmente vazia. Yan Feng achou que o pé na bunda que a namorada dele o dera, seria ótimo para ter criatividade, e o seu desemprego seria um ótimo incentivo também. Mas nenhum nem outro o fez ter algo criativo, e além do mais, ele estava muito frustrado para isso.


Depois de pensar um pouco, seus pensamentos foram para um dos capítulos de Painter of the night, e uma cena caliente brotou em sua mente. Um pouco receoso se deveria desenha-lá sim ou não, ele optou pelo sim, mas prometeu para si mesmo antes de começar o desenho, que iria destruí-ló depois que terminasse.


Formando um esboço, realçando os detalhes e dando uns toques finais, depois de vinte minutos Yan Feng fez um desenho erótico. Não tão orgulhoso do que fez, mas não insatisfeito, ele arranca a página para amassa-lá, mas parou exitante olhando para a sua obra prima.


Colocando-a entre as outras folhas do caderno, Yan Feng prometeu para si mesmo que iria da um fim nela. Ele realmente não iria dar um fim à ela, provavelmente sempre que a pegasse e estivesse prestes a destruí-lá, uma voz em sua cabeça o iria pará-ló falando que se ele a escondesse bem nada poderia acontecer.


Se levantando com as bochechas coradas, ele foi beber uma água na cozinha, quando ao passar pelo corredor ele ouviu alguém grunhindo no corredor do lado de fora. Alguém deveria estar em plena possessão diabólica para conseguir gritar tanto a ponto de ser ouvido por quem estava dentro das casas.


A curiosidade gritou tão alto, e a alma de fofoqueiro curioso de Yan Feng disseram que não iria ter problemas se ele fosse dar uma olhadinha. Abrindo a porta cuidadosamente, Yan Feng viu a mulher surtada que ele teve que atender hoje cedo. A mulher era pequena e tinha cabelos impossivelmente ruivos, seus olhos eram verdes e seu rosto cheio de sardas. De longe poderíamos perceber que essa moça passava por uma dieta de meio copo de raiva, um pote de estresse e vitamina de puro ódio por dia. Ela poderia ser descrita como a pura irá.


Soltando um suspiro, Yan Feng já sentiu cansaço e estresse sendo passados da mulher à ele. Fechando a porta novamente, Yan Feng meditou se deveria ir lá e prestar ajuda, mas ele e essa mulher já tinham arranjado uma treta da brada no mercado, e por esse motivo, Yan Feng decidiu dispensar um segundo "round".


Voltando para a sua poltrona que lhe causava desgosto ele pegou o seu violino de cor preta que descansava sobre o seu pedestal gloriosamente, e começou a testa algumas notas. Yan Feng era um "ótimo violinista" de acordo com os seus amigos, talvez eles falassem isso porque eles mesmos não conseguiam tocar violino. Yan Feng tocava violino mais por diversão, do que por profissão. Ele sempre tocava violino com a intuição de chamar o seu coração de volta para casa, ele sempre tocou com a alma.


Desde pequeno ele sempre era um desastre em tudo que fazia, desde de tarefas simples como trabalhos domésticos ou algo mais simples e necessário como concertar uma bicicleta. Ele já tentou trabalhar em uma padaria também, mas, não deu certo, o emprego era bom, os patrões nem tanto. Seu dom sempre se desenvolveu para o lado artístico como, pintura, música, escultura e até mesmo escritor, sim, em sua humilde opinião à escrita era uma arte, uma arte para os talentosos, mas não para ele. Apesar de ser apaixonado pela arte, a arte não era por ele, por isso ele teve que se entregar a música, essa era a única coisa que ele conseguia fazer bem, e talvez ler também.


Depois de algumas notas desafinadas, ele começou a tocar It's you, para aquecer um pouco. Ao segundo acorde, uma interrupção aconteceu, uma batida meio que desesperada na porta o atrapalhou. Bufando, ele largou o seu violino de lado e se direcionou a porta, a abrindo com uma certa força que seria necessário para abrir uma porta de madeira pesada.


"Oi?" Yan Feng murmurou dando de cara com a ruiva, a sua expressão de irritação mudou de irritação para surpresa confusa.


"Oi..!?" A mulher começa mas para ao notar que a porta que ela bateu pertencia ao garoto que ela acabara de xingar à algumas horas atrás.


Eles ficaram se encarando durante um minuto em um silêncio constrangedor e desesperado. Os dois estavam um pouco sem graça pelo que aconteceu lá no mercado, e agora muito mais sem graça ainda pelo destino ter feito eles se encontrarem de novo. Yan Feng decidiu quebrar o gelo e falar normalmente como se nada tivesse acontecido a momentos atrás, e torceu para que a garota colaborasse. "E.. então, posso lhe ajudar?"


A garota olhou no fundo da olhos dele com cara de poucos amigos, e resolveu seguir o roteiro. "Sim, minha porta não está funcionando. Você poderia me ajudar a abri-lá?"


Yan Feng concordo com a cabeça, se dirigindo até a porta, ele estendeu a mão para a garota e pediu educadamente; "A chave.."


A garota lhe entregou a chave não de tão bom grado pois na sua testa poderia ser lido “estou muito desconfiada ao seu respeito”. Yan Feng também estava muito desconfiado ao respeito dela, ele no pouco de tempo que teve para raciocinar, criou uma teoria de que essa moça era uma Serial killer que vinha lhe observando a alguns meses e agora queria o matar. Pensado isso, ele deixou a chave cair três vezes, e a sua mão tremia muito a cada vez que ele tentava encaixar a chave. Por fim, ele conseguiu abrir a porta, o que fez o mesmo soltar um suspiro de alívio. "Eu acho melhor você chamar alguém especializado para olhar a sua porta."


"Obrigada." A garota que foi batizada mentalmente como 'ruivinha' por Yan Feng, exitou um pouco mas lhe estendeu a mão para o mesmo. "Me chamo Laura. E... me desculpe pelo que aconteceu mais cedo, não tive um dia bom."


Yan Feng lhe estendeu a mão também a apertando. Para alguém comum, isso não passava de um aperto de mão, mas para ele e a Ruivinha, isso era um tratado de paz. "Me chamo Yan Yin Xuan. E está tudo bem, quem não se estressa as vezes?"


Yan Yin Xuan era realmente o nome de Yan Feng, mas era apenas o nome de cortesia. Yan Feng tinha descendência Chinesa, todos os seus parentes eram de lá, só os da parte de pai. Os de sua mãe era uma mistura complexa de culturas e povos, como era de costume encontrar no Brasil. Mas apesar de ser um brasileiro, ele tinha todo esse costume herdado dos seus parentes chineses, incluindo o nome de cortesia.


A garota lhe dá um esboço do que parecia um sorriso a contra gosto e meio cansado. Apesar de Yan Feng estar mais descansado, ele lhe dá outro sorriso do tipo e vai para o seu apartamento.


De todas às amizades que Yan Feng fez, essa foi a mais doida e estranha que ele arranjou. Não que isso pudesse ser considerado "amizade", mas, essa foi uma das formas mais bizarras que ele conheceu alguém.


Se dirigindo para a sua mesa de centro, feita de compensado, ele pegou o seus cadernos de desenho empilhando os mesmo um em cima do outro.


Yan Feng, estava tão cansado, que tudo que ele fez, foi simplesmente levar os cadernos para o quarto e os jogar sobre a cômoda antiquada. Mas como o esperado, um dos cadernos caiu, deixando todos os desenhos se espalharem pelo chão. "Merda", murmurou ele se abaixando para recolher os papéis.


Essa pasta de desenhos parecia antigos. Cheio de desenhos desajeitados e quase mal feitos. Esses desenhos pareciam serem de quando ele tinha aproximadamente nove anos de idade. Sim, ele guardava inúmeros desenhos de diferentes fases da vida. Atualmente ele estava com vinte anos, mas mesmo assim, ele os guardava. Em seu coração, ele sabia que esses desenhos nunca iriam o abandonar... Assim como as pessoas faziam.


Se abaixando para pegar um certo desenho que tinha caído de baixo da cama, e o retirando das profundezas do local. Ele percebeu que aquele desenho era bem específico. Na folha, os traços revelavam um garoto. Um garoto que tocava um tipo de piano branco. Os traços não eram excelentes, mas dava para se perceber o quanto aquele garoto parecia centrado e tranquilo tocando aquele piano. O garoto aparentava ter uns onze, ou dez anos, no máximo. Mas mesmo assim, mantinha uma seriedade em seu rosto, e uma quietude que uma criança de dez para onze anos não tinha. Ao seu lado, um garoto de vestes simples segurava um instrumento que parecia um violino lustroso, de cor preta. Ele parecia tocar com o coração, mas sem perder a determinação. Yan Feng pode jurar ouvir o som da melodia que os dois tocavam.


Se levantando do chão, ele observou o desenho, com uma expressão perturbada. Ele não tinha feito aquele desenho - não que ele se lembrasse, o que também era possível -, por mais que ele desenhasse muitas porcarias, ele nunca tinha desenhado aquilo. E os dois personagens do desenho, tinham roupas diferentes.


No momento que ele iria virar a folha para olhar a data do desenho. O seu celular toca. Yan Feng sai do quarto e vai para a sala, para pegar o seu celular largado na poltrona. "Alô?"


"A-Feng?" Falou a voz doce do outro lado da linha, a qual, Yan Feng estava deveras acostumado.


"Sim? Sou eu! Por que está me ligando?" Perguntou surpreso se sentando a poltrona.


"É..." Falou vacilante. "Está no trabalho? Está muito ocupado?"


Pelo tom de voz, Mia, sua irmã, estava nervosa ou ansiosa, o que logo preocupou Yan Feng. "Não! Claro que não! Sempre estarei disponível para você Mia. O que aconteceu?"


"Nada de mais.. só, só venha no endereço que eu irei te dizer. Preciso que alguém venha me fazer um favor, e você é esse alguém de confiança. Não quero que mais ninguém venha."


Sentindo que as coisas não estavam muito boas para o lado de sua irmã, Yan Feng se arrumou e anotou o endereço do local.


Mia era a sua irmã da parte de pai, e era mais velha que ele seis anos. Desde que Yan Feng chegou na capital, ela tem cuidado dele com muito carinho, o dando de tudo de melhor. Por isso Yan Feng era grato a ela, mas sempre se preocupava com ela por causa do seu “trabalho”, o que já resultou em muitos acidentes.


O lugar era uma casa, estava endo uma festa privada lá dentro, e quase Yan Feng não é deixado participar, mas depois de implorar e falar de quem era convidado, ele entrou.


O lugar era gigante, luzes no chão, jardim bem cuidado, árvores frutíferas, piscina gigante - onde vários jovens nadavam -, e um grande terraço abarrotado de pessoas. Tinha pessoas para todos os lugares, de diferentes tipos, cores, rostos, idades, tamanho e sexo. Yan Feng inicialmente se sentiu tonto por causa da música e de tantas pessoas aglomeradas. Ele amava festas, amava gente, amava música, mas ele amava as festas que ele conhecia.


Meio perdido, ele vagou para lá e para cá, até notar uma pequena “área vip” - que parecia mais um arem -, onde várias garotas e garotos estavam. Fitando aquele lugar por alguns segundos, enquanto era empurrado para lá e para cá pelos jovens dançantes, ele pode encontrar um rosto familiar. Ele não sabia se sentia aliviado por à ter encontra, ou nervoso por saber o que iria acontecer.


Se aproximando, ele gritou da entrada, tentado ignorar ao máximo os dois guardas vestidos de terno, que lembrava muito dois ursos negros à Yan Feng. Depois de alguns segundos de gritos e acenos, Mia finalmente se tocou que o doido que gritava a porta da área vip, era o seu convidado - essa 'área vip' na verdade era meio que uma casinha de praia, feito de vidro, onde tinha um divã, chique, ocupando a maior parte do local. Yan Feng não sabia qual era o nome daquilo, por isso, a apelidou de 'casa de praia' -.


"Você veio!" Comprimentou ela com um sorriso.


"Sim, você me chamou..." falou Yan Feng um pouco sem jeito.


"Quer entrar!?" A música estava alta, por isso ela falava alto. O rosto de Mia estava levemente corado - provavelmente pela bebida que tomou -, e seu semblante parecia mais leve e despreocupado. Por mais que Yan Feng quisesse ser educado, ele sentia que aquela festa não era para ele, ele estava muito desconfortável no final das contas.


"Não..." Ele cogitou logo se deveria perguntar a ela o do porque de chamá-lo, mas ele esperou. "Tenho trabalho amanhã, tenho que dormir cedo."


"Oh! Tinha me esquecido completamente! Me perdoe A-Feng."


Yan Feng entrava deliberadamente sem paciência, e quis realmente pegar aquela garota pelos ombros e sacudi-lá enquanto perguntava o porquê ela o chamou. Por outro lado, Mia parecia calma, quase parecia como se estivesse sobe efeito de droga, totalmente desinteressada sobre a presença do seu irmão ali. "Então... Porque me chamou?"


"Ah! Sim, te chamei para te perguntar se pode me fazer um favor..."


"Mia! Já estou aqui! Então me diga logo o que quer!"


A garota parecia inerte em um mundo de nuvens, e não entedia a sua irritação. Descendo os pequenos degraus e chegando ao seu irmão, ela lhe estendeu a mão e lhe puxou para dentro da casa, o carregando até o terraço. Yan Feng não protestou, pois estava curioso, mas intrigado.


"Yan Feng, sei que é pedir muito. Mas... Ele tem um trabalho para você." Falou a garota despreocupada enquanto o arrastava. Yan Feng congelou por um segundo.


"Ele? Ele, ele?" Ela concordou com a cabeça. "Mia... você não me disse que não estava mais trabalhando com ele?"


"Yan Feng..." Ela parou e o encarou com um olhar cansado. "Quando se entra para máfia, é impossível sair."


No terraço, tinha várias garotas em volta de um homem que estava sentado em um divã, um homem elegante e bem vestido, parecia um empresário que tinha lábia. Mia o arrastou até ele e lhe apresentou. "Foi esse que eu disse Chefe. Creio que já se conhecem, então não precisarei apresentar uma ao outro."


Yan Feng arregalou os olhos ao se ver cara a cara novamente com aquele homem. Só de ter um contato visual com ele, lhe dava arrepios.


O homem elegante baixou o copo de bebida, e examinou Yan Feng de cima a baixo. "Ele pegará as drogas?"


Drogas!?


"Sim." Mia respondeu devota. Yan Feng não sabia o que fazer, pois não imaginaria que sua mana iria lhe meter nesses assuntos novamente.


Mia - apelido carinhoso dado por Yan Feng desde que a conheceu -, era sua honrada irmã. Ela cuidava de desde o ensino médio, pois Yan Feng se mudou para a Capital em busca de ensino melhorado, e ela o acolheu. Mia, era ótima! Excelente diria, mas, o seu problema, era os seus contatos perigosos... Desde que ela saiu de sua cidade natal para a Capital, ela vem se envolvendo com jogos muito perigosos, tudo isso por ter um rosto bonito, charme e um ótimo poder de manipulação. Seu irmão e amigos já tentaram várias e várias vezes a libertar desse caminho, mas, ela já estava envolvida até o último fio de cabelo no mundo criminoso. Yan Feng se preocupava muito com isso, e sofria muito por esse mundo que ela caiu acidentalmente - sim, ela não estava ali por escolha -, e por isso, ele sempre a escondia e à ajudava com os pequenos detalhes que ela não conseguia fazer.


"Droga? Como assim droga? Mia, eu não irei pegar droga de ninguém! Está louca?" Yan Feng explodiu, não conseguindo segurar essas palavras. Ele podia dar recados, mas, nada mais além disso.


Mia o olhou desconsolada, e olhou para o homem elegante a quem chamava de "Chefe". "A-Feng.. você vai, não vai? Diga que é apenas uma brincadeira? Vamos, diga!"


Sua irmã tinha um brilho feroz misturado com medo. Yan Feng não sabia que Mia tinha lhe envolvido em um jogo sujo também. Ela dera seu nome e o nome do seu irmão para fazer qualquer trabalho para o seu a sua frente. "Não Mia! Já foi longe de mais, eu até estava de acordo com os recados, mas com isso."


"Yan Feng, você tem que entender que não é nada de mais! Você é a única pessoa que eu conheço!"


"Pois encontre outro, eu sei que isso é arriscado, não quero correr o risco. Você não se importa comigo?"


"Eu não te mandaria lá se não fosse tranquilo! Eu me importo tanto que faço isso por nós dois!"


"Há tantas outras coisas melhores que você pode fazer por nós dois..."


Mia tenta se aproximar, mas um guarda lhe impede. Os olhos da sua irmã começam a lacrimejar. "Yan Feng! Eu já lhe envolvi em muita coisa! Não pode simplesmente pular fora!"


"Eu nunca estive dentro para início de conversa Mia! Você me envolveu nisso porque não consegue sair! Por favor irmã, não me machuque mais do que me machuca à vendo assim."


Yan Feng sentiu uma pontada de tristeza lhe percorrer. Ele deu as costas a ela indo em direção a escada.


"Chefe ele é só um garoto. Por favor! O poupe! Ele não merece! A culpa é minha!"


Em um piscar de olhos dois guardas apareceram à frente de Yan Feng, cada qual pegando em um braço do garoto, o arrastando para o lado oposto.


O terraço não tinha proteção nas bordas, o que deixava o ambiente perigoso. A baixo tinha a picina extremamente funda, e o chão, uma queda dali seria letal, ou traria graves consequências. "O que vocês vão fazer comigo?"


"Espere, ele não precisa disso! A culpa foi minha!" Choramingou Mia ao pé do seu dono.


Eles iriam matá-ló pela sua teimosia. E Mia iria testemunhar isso. Yan Feng apesar de tudo estava tentando manter a calma, e vez ou outra ele se contorcia despertado. Eles o iriam jogar do terraço para a picina, fazendo assim, parecer um mero acidente.


"Vocês não podem fazer isso!" Gritou Mia.


"Mia, por favor! Mandem eles pararem! O que você fez!?" Gritou Yan Feng. Mas seu grito se tornou ainda maior quando eles o jogaram terraço abaixo. "AAAAAAAAAAAAAHHHHHH."


O grito foi ensurdecedor, era impossível ninguém ter ouvido. O garoto caiu dentro da piscina, de cabeça para baixo, era impossível estar vivo ainda. Várias pessoas ficaram estáticas vendo a água até então cristalina, ganhar uma mancha de vermelho fraca que foi se intensificando.


Quatro homens pularam na água para tirar o garoto, e alguns foram chamar a polícia e uma ambulância. Todos estavam com medo e por isso muitos foram embora assustados.


Lá em cima, Mia olhava desconsolada para a picina, meio em choque meio choramingando, mas a cima de tudo, culpada. O homem elegante - Chefe -, se aproximou dela, se abaixando do lado dela, ficando de cócoras. Ele afastou uma mecha de cabelo do rosto vermelho da garota, à pondo para trás do ombro.


"Está vendo?" Perguntou setico "Está vendo o que acontece quando não devotos a mim? Ou quando me mandam pessoas que não tem confiança? Você é uma garota bonita, e cheia de manha. Você está no jogo agora, não tem como sair, se me der pessoas de baixo nível, eu irei matá-las. A máfia não é um negócio de família Mia, e uma empresa de assassinos."


Dito por fim, ele beijou delicadamente a testa da garota e se levantou para ir embora.


Mia ficou ali, destroçada, e magoada. Ela mesma tinha matado a pessoa que mais amava. Por capricho, por... pelo que mesmo? Ela tirou a vida dele por dinheiro? Ela fez isso sem motivos! Ela percebeu que usou o amor que ele tinha por ela, para fazer algo ruim para outra pessoa! Ela era uma pessoa ruim? Oh! Claro que sim! E agora o seu irmão estava lá, sem vida! E ela estava se lamuriando lá em cima, em vez de estar com ele!


Ela se levantou e correu as escadas, e indo em direção ao aglomerado de pessoas que se amontoaram ao redor da seu querido irmão. Ela os afastou e se aproximou de corpo frio e molhado. Suas mãos não conseguiam tocar o resto dele, ela estava tremendo. O rosto do seu irmão estava pálido, tinha sangue manchando as suas feições delicadas. "Ele ainda está vivo."


Falou um dos homens que pulou na picina para pegá-lo. Mia enchugou as lágrimas com o dorso da mão e o encarou confusa e sussurrou: "Vivo?"


"Sim, sua respiração está fraca. Não se preocupe, a ambulância está a caminho." O garoto a reconfortou "Você é familiar dele?"


"Sim...!" Sussurrou ela acariciando os cabelos do irmão. "Me perdoa A-Feng! Me perdoa... eu não... Me perdoa."



As próximas horas se passaram em ambulância, polícia, e muito tumulto. Mia atualmente estava no hospital, esperando o médico aparecer para lhe dar algo concreto, de que o seu irmão vai viver, ou morrer. Por milagre, o médico apareceu, e deu de cara com uma jovem de cara pálida e olhos inchados e lábios secos. Os olhos da garota se moveram rapidamente para o médico e ela se levantou. Seu olhar era de esperança e espectativa. "Eu... Eu vou ser direto. Ele está bem, e esta livre de risco. Mas, ele acabou entrando em coma porquê..."


Mia se sentou aliviada mas se sentindo muito culpada para comemorar. As palavras do médico foram como ar, era tão imperceptível, e ela não conseguia mais ouvir uma palavra. Mas mesmo assim, quando ele acabou, ela o agradeceu e perguntou se poderia visitar o irmão.


Com um "sim", ela entrou no quarto de hospital, se sentando ao lado da cama do irmão. "O que eu fiz?"


Pergunta desconsolada, acariciando levemente o rosto do irmão. Suas bochechas vermelhas estavam molhadas, e ela se sentia extremamente magoada "Me perdoa."




🍃


O que vocês acharam da atitude da Mia? Será que o Yan Feng ficará bem? Que acontecerá com a família agora?


[Nota]; Bem, eu realmente espero que vocês tenham gostado, eu gostei do resultado, mas sempre estou aberta a opiniões de como eu posso melhorar. Ele ficou um pouquinho grande, mas.. espero que isso não tenha atrapalhado em algo. Muito obrigado pela sua atenção, beijos, e até o próximo capítulo.





3 de Dezembro de 2021 às 12:47 0 Denunciar Insira Seguir história
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Leia o próximo capítulo Capítulo 2; O menino que se dizia ser o Príncipe Perdido.

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