sandra-longbottom24 Sandra Longbottom

Draco e Harry tem suas vidas viradas do avesso e seus filhos arranjam um plano para que eles voltem a ser como dantes. Será que tudo corre como planeado? Ou algo mais será revelado? (personagens maiores de idade)


Fanfiction Livros Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#romance #fanfic #shortfic #drarry #scorbus #harco
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Capítulo 1

Nota da Autora:

1) Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling e a Warner Bros. Entertainment Inc. Essa fanfic não tem nenhum fim lucrativo, é pura diversão.

2) Contém Slash (relação Homem x Homem), portanto se você não gosta ou se sente incomodado com isso, é simples: Não Leia.

Uma boa leitura a todos ^^

S.L.


Albus, James e Lily olharam para Harry antes de aparatarem. Os olhos verdes do pai, sempre luminosos, estavam vazios e sem vida depois de seu divórcio com Ginny, há oito meses atrás. A mulher, para espanto da família e amigos, tinha pedido o divórcio e saído de casa para morar com Dean Thomas, um de seus ex-namorados. O Mundo Mágico tinha ficado chocado com o acontecimento e, durante semanas, eles foram vítimas dos jornais e de correio indesejado, que queriam saber de toda a história. Tinha sido difícil para os Potters caminharem em pleno Beco Diagon-al e os repórteres se intrometendo entre eles, exigindo comentários para toda essa situação. Harry até teve de colocar uma ordem de afastamento, o que acalmou um pouco a situação. Mas as cartas continuaram aparecendo na Mansão Potter, e eram de imediato queimadas. Eles não tinham trocado mais nenhuma palavra com a mãe, desde que ela tinha saído de casa, pois achavam que ela tinha sido cruel com o pai deles. Para o distraírem, pediram a Scorpius para realizar uma festa na Mansão Malfoy, o que seria vantajoso para todos, pois seria um sítio de distração para Harry, como para o Sr. Malfoy, pois sua mulher, Astória, tinha falecido no ano anterior devido á queda de nove metros de uma vassoura. Ela já andava doente, mas nunca tinha dito a ninguém. Tinha ficado vários dias em St. Mungus, tentando recuperar dos ferimentos, mas não resistiu. Albus tinha visto o sofrimento de Scorpius e o apoiou o mais que pode e, desde a morte dela, Draco andava sempre taciturno. Albus esperava que a ideia deles resultasse e que Harry, tal como o Sr. Malfoy, ficassem como dantes. Aparataram nos portões da Mansão e avançaram para a entrada da casa, onde se encontrava Scorpius vestido com tradicionais vestes bruxas. Os irmãos se entreolharam, percebendo que estavam vestidos do modo Muggle, mas não se pronunciaram. Subiram as escadas e Scorpius cumprimentou, polidamente:

– Boa tarde, Sr. Potter. Boa tarde, pessoal.

– Boa tarde, Scorpius. – Cumprimentaram, Harry com voz amargurada e eles com alegria.

– Entrem, por favor. – Pediu ele, dando passagem. Entraram na Mansão e viram vários de seus colegas se dirigindo para o jardim. Haviam alguns Ravenclaws e Hufflepuffs, mas a maioria eram Slytherins. James olhou, horrorizado, em volta e falou dramaticamente:

– Entrei no antro de Slytherin. Oh, Merlin!

– James! – Exclamaram Albus e Lily, ao mesmo tempo, furiosos com a observação do irmão mais velho. Scorpius sorriu, não se incomodando com o que James tinha dito. Estava mais preocupado em saber se ideia deles iria resultar. O objetivo daquela festa era fazer com que Harry e Draco conversassem, pois sentiam que havia uma emoção entre eles, sempre que se viam, que não sabiam explicar. Pensavam que fosse receio de conversarem sobre o passado e de deixar tudo para trás. Por isso, iriam fazer com que eles ficassem sozinhos e os iriam vigiar, para ver se algo corria mal. Eles estavam tão desesperados em arrancar algum tipo de emoção deles, que não se importavam se eles discutissem. Era melhor do que não reagirem. Um barulho nas escadas os alertou e eles se viraram, vendo o Sr. Malfoy descendo as escadas, com passos firmes e decididos, vestido elegantemente, como um príncipe. Albus olhou para o pai a tempo de ver um brilho indecifrável no olhar, antes de ele se apagar. Deu um pequeno sorriso, pensando que o plano iria resultar e Scorpius disse, com um olhar inocente:

– Oi, pai! Decidi convidar Sr. Potter para a festa. Algum problema? – Albus olhou para o amigo, perplexo. Mesmo o conhecendo há quatro anos, era admirável como ele conseguia parecer tão inocente, se ele não soubesse o que estavam aprontando.

– Nenhum. – Respondeu Draco, friamente, mas seu olhar transmitia uma emoção diferente. Parecia agradado por ver Harry ali, e Albus teve certeza que a ideia deles iria resultar.

– Ainda bem. – Respondeu Scorpius, se virando para os irmãos Potters e perguntou:

– Vamos para o jardim? Todo o mundo está comendo doces.

– Tá bom. – Respondeu Lily e se dirigiram os quatro para o jardim. Albus olhou para trás a tempo de ver seu pai e o Sr. Malfoy frente a frente, se observando atentamente e, por uns momentos, teve receio que eles se agarrassem ali mesmo e lutassem como Muggles, mas nada aconteceu. Sentindo uma pontada de receio, entraram no jardim e perceberam que estava decorado com luminárias coloridas flutuando nos ramos das árvores. Haviam mesas redondas com toalhas brancas por todo o lado com várias bebidas e bolos, tal como salgadinhos. Parte dos colegas estavam sentados em cadeiras, conversando. Viu Scorpius se dirigindo para a mesa mais próxima e o seguiu, enquanto Lily e James iam para o meio do jardim. Se aproximou dele e perguntou, cauteloso:

– Scorp, você acha que vai resultar? – Scorpius suspirou e se virou para Albus, seus olhos prateados demonstrando tristeza ao responder:

– Espero que sim, senão não sei mais o que fazer.

– Eu também espero, Scorp. – Admitiu Albus, com um suspiro – Eu também espero.

Pegou em um biscoito de chocolate e o trincou. Sentiu o chocolate se derretendo em sua boca, descendo por sua garganta e soltou um pequeno gemido, deliciado. Scorpius o observava com atenção, seus olhos prateados fixados em sua boca, e ele disse, ruborizando:

– É delicioso. – Scorpius sorriu em resposta e se observaram atentamente. Albus sentiu seu rosto esquentar e desviou o olhar, vendo James abraçado a duas gêmeas loiras, e percebeu que conversavam animadamente, seu irmão com um sorriso presunçoso nos lábios e elas o observando, derretidas com seu charme. Revirou os olhos e fez um gesto para Scorpius, para que se virasse. Ele o fez e, quando viu James, comentou:

– O costume. – Caminharam pelos convidados, conversando sobre Quidditch, mas Albus observava constantemente a Mansão, esperando. Mas não sabia ao certo o que.


OoOoO


Albus estava sentado em um banco de jardim e observava seus colegas se divertindo. Scorpius tinha dito que ia ver como estava correndo o plano e que voltaria rapidamente. Mas não só o deixou sozinho no meio da festa, como estava demorando. Estava imaginando uma forma de se vingar, quando viu Scorpius saindo da Mansão, esbaforido, e lhe fez sinal para ter com ele. Albus se levantou de supetão, curioso, e Scorpius correu para chamar James e Lily. Lily acorreu de imediato ao chamado, mas James não queria de jeito nenhum se afastar das gêmeas e foi preciso ele e Lily irem lá e arrancarem-no das garras delas.

– Então? – Perguntou, curioso – Resultou?

Scorpius deu um sorriso debochado e comentou:

– Melhor do que esperávamos.

– Como assim? – Perguntou James, interessado em saber mais.

– Me sigam. – Pediu Scorpius e eles o fizeram. O interior da Mansão parecia deserto, exceto pelos quadros dos antepassados que os observavam com curiosidade disfarçável. Subiram calmamente as escadas, o tapete abafando os passos deles e Scorpius os guiou para o gabinete. A porta estava encostada e espreitaram. O que viram, os deixou atónitos. Seus pais estavam abraçados, o loiro com a cabeça encostada no peito de Harry e Harry sorria carinhosamente, algo que há muito não viam.

– Isto é um absurdo. – Ouviram o Sr. Malfoy dizer, com voz suave.

– O quê? – Perguntou Harry, afagando os cabelos platinados.

– Essa situação. – Falou Draco, levantando o olhar e olhando fixamente para o rosto de Harry – A gente não pode ficar juntos.

– Porquê? – Perguntou Harry, parando suas carícias e observando Draco com atenção.

– O que a sociedade irá dizer? – Perguntou o loiro, cauteloso.

– Não quero saber. – Disse Harry, com voz firme – Fiquei seis meses sendo injuriado porque Ginny me abandonou. A vida é minha e eu faço o que quiser. E eu quero ficar com você, Draco Malfoy.

– Mas, Ha… – Começou o Sr. Malfoy, mas foi interrompido por um beijo de Harry. James tapou os olhos de Lily com a mão e sussurrou, chocado:

– Merlin, meus olhos! – Lily se debatia contra o irmão e sussurrava, em exigência:

– Me deixe ver! Eu quero ver! James!

Albus e Scorpius se entreolharam, admirados. A ideia tinha funcionado, mas não da maneira que eles esperavam.


Continua…


Nota da Autora: Oi! Espero que tenham gostado do capítulo. Eu adorei escrevê-lo.
Há muito que não escrevia Drarry e estava com vontade. Deixem reviews, dizendo o que acharam. Bjs :D

1 de Dezembro de 2021 às 16:14 0 Denunciar Insira Seguir história
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