cherry-bomb91 Cherry Bomb91

O que poderia ser certo ou errado para uma garota? Para Sakura Haruno, a coisa certa era tomar coragem e se declarar para o capitão do time de basquete, o qual ela morre de amores desde que entrou no ensino médio. E com o apoio de suas amigas fiéis, ela toma coragem para se declarar. E eis que a coisa errada acontece. Ela não só havia se declarado, mas se declarou acidentalmente para o garoto problema com um passado duvidoso. Ela havia se declarado para o garoto errado.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Prólogo

Eu me via sentada nas arquibancadas ao lado das minhas duas melhores amigas, assistindo mais um jogo da temporada de basquete. Confesso que não era fã de basquete, mas sim do capitão do time, Naruto Uzumaki, o garoto mais lindo e perfeito que eu já vi. Seus cabelos eram dourados e combinavam com seus olhos azuis céu, contrastando com a pele bronzeada e o corpo alto e atlético. Era inevitável não suspirar por aquele garoto e gritar com todas as minhas forças quando ele fazia uma cesta, levando mais uma vez a nossa escola para as finais do campeonato daquela temporada.

- Você poderia pelo menos nos avisar quando for gritar desse jeito? Assim poderei tampar os meus ouvidos.

Sorri, mordendo o lábio e olhei para Hinata que estava ao meu lado esquerdo, com uma cara nada boa. Voltei minha atenção para o futuro pai dos meus filhos que estava se preparando para avançar novamente para tomar posse da bola do adversário.

- O Naruto é tão perfeito que simplesmente ajo no automático toda vez que ele faz uma cesta.

Hinata apenas bufou irritada enquanto cruzava os braços. Apenas fingi que não notava seu mal humor, pois sabia que ela estava ali praticamente obrigada por mim para me fazer companhia enquanto assistíamos mais um jogo de basquete.

- Já faz dois anos que você suspira pelos cantos por esse garoto, não acha que está na hora de você se declarar para ele não?

Virei meu rosto para Ino, que estava sentada no meu lado direito, com aquela mesma expressão de tédio enquanto chupava um pirulito.

- Não é tão simples assim – disse, desviando meus olhos para a quadra. - Olhar é muito mais fácil do que ser rejeitada.

- Você nem ao menos tentou falar com ele - retrucou Ino. - Você não pode ficar nessa situação para sempre.

- Você não entende...

Fui interrompida pelas mãos de Hinata em meus ombros, virando todo o meu corpo para a sua frente. Sua expressão emburrada com aquelas sobrancelhas franzidas ocultas pela franja me deixou temerosa.

- Olha aqui, Sakura Haruno - sua voz era autoritária e irritada -, você vai se declarar para o Naruto hoje, ou eu não me chamo Hinata Hyuuga!

Meus olhos arregalaram na mesma hora, senti todo o meu sistema interno entrar em alerta vermelho.

- Mas...

- Sem, mas! – Ela me interrompeu mais uma vez. - Eu não aguento mais ficar ouvindo seus suspiros toda vez que ele passa por você, ou ser arrastada a cada jogo de basquete para você ficar babado por ele aqui nas arquibancadas. Eu estou cansada!

- Hinata...

- A Hinata tem razão - virei meu rosto para Ino que me fitava também séria. - Você vai se declarar para o Naruto hoje e vai chamá-lo para sair.

- I-Ino...

E o toque do final do jogo soou, chamando a nossa atenção para o painel que declarava que o nosso time havia ganhado mais uma vez.

- Está decidido - disse Hinata ficando de pé. - Eu vou lá vigiar e quando ver que o Naruto ficou sozinho eu aviso.

- Hinata, não... - me levantei tentando impedi-la, mas senti uma mão segurar o meu braço. Olhei para Ino que me segurava, impedindo-me de avançar. - Me solta, Ino. A Hinata não pode fazer isso.

- A Hinata tomou uma decisão que já era para você ter tomado a muito tempo.

- Ino, será que você não entende? - Eu podia sentir todo o meu corpo entrar em desespero. Aquilo seria um desastre, eu sentia. - Eu não vou conseguir. Irei travar na hora e vou parecer uma idiota na frente dele.

- Você não vai - ela declarou, certa no que dizia. - Apenas finja que é apenas a foto do Naruto que você tem no celular e que se declara para ela quando está sozinha.

Para tudo!

Minha respiração ficou presa na garganta com aquela declaração enquanto olhava para aquela expressão sabichona que era irritante. Como que ela sabia disso? Aquilo era tão... pessoal.

- Como...

- Como eu sei disso? - Ela soltou uma risada sarcástica revirando os olhos. - Pelo amor, Sakura, você não é nada discreta quando se trata do Naruto, as suas ações te denúncia por si só.

- Ai caramba - e sentei de volta no banco, tampando meu rosto com as mão, os cotovelos apoiados nas minhas pernas. - Eu não estou preparada para isso.

Ino pôs sua mão em meu ombro.

- Vai dar tudo certo. Pense que semana que vem você estará matando todas aquelas fãs loucas do Naruto de inveja por está namorando ele.

- Elas vão fazer picadinho de mim – murmurei nenhum pouco confiante.

- Elas vão se corroer de inveja, querendo ser você.

Tirei as mãos do rosto e olhei para Ino que me fitava com uma confiança de dar inveja.

- Você acha que o Naruto pode gostar de mim?

- É claro que sim, você é linda... a mais linda do colégio, depois de mim óbvio. Você tem esses cabelos rosados incríveis, esses olhos verdes maravilhosos - e tocou o meu rosto com o dedo - essas sardas que te deixa fofa mais do que você pensa, e ainda por cima é uma bailarina. E caso não percebeu tem uma fila de garotos que tem um crush em você.

Franzi o cenho, piscando os olhos algumas vezes.

- Tenho nada.

- Tem sim, você que não percebeu por estar tão obcecada pelo Naruto.

- Então me cite um como exemplo!? – Desafiei, arqueado as sobrancelhas.

Ino sorriu abertamente.

- Essa é fácil, Rock Lee.

- Fala sério Ino, Rock Lee corre atrás de mim desde o jardim de infância.

- Ah, vai me negar que aquelas flores de massinha não eram fofas.

Revirei os olhos.

- Nem vou responder.

Ela riu enquanto ficava de pé e agarrando minha mão.

- Vamos, por que está todo mundo indo embora, e você têm um boy capitão para enlaçar.

- Ainda acho que não é uma boa ideia - resmunguei caminhando pelas arquibancadas para fora da quadra.

- Para de bancar a covarde agora.

Depois que saímos da quadra ficamos esperando Hinata dar algum tipo de sinal ao mesmo tempo que eu torcia para que aquele plano maluco que elas inventaram para mim não desse em nada, pois uma vozinha gritava lá no fundo do meu inconsciente que aquilo não era uma boa ideia.

E antes que eu alegasse a Ino que mudei de ideia, Hinata apareceu em nosso campo de visão depois de vinte minutos, para o meu desespero. Ela se aproximou com passos corridos, ofegante.

- E aí? - Ino perguntou esperançosa.

- É tudo ou nada agora - ela disse olhando para mim. - Naruto está sozinho no vestiário.

- Eu não vou entrar no vestiário! – Minha voz saiu um pouco alta demais, dei um passo para trás.

- Eu disse para você entrar? - Retrucou Hinata com as sobrancelhas franzidas. - Apenas espere do lado de fora que ele vai sair.

- Você tem certeza de que ele está sozinho?

- Está, agora vai - e começou a me empurrar - senão você vai acabar perdendo essa chance.

- Tá bom, eu vou - e me afastei de suas mãos. - Não precisam me empurrar.

- Vai logo então.

Respirei fundo, buscando qualquer tipo de coragem lá no fundo, bem no fundo mesmo e comecei a andar em direção ao vestiário. Cada passo que eu dava, mais o meu coração acelerava e minhas mãos soavam. Eu estava nervosa, minha respiração estava acelerada e eu queria desesperadamente fugir, mas eu sabia que se fugisse havia duas garotas que me rasgaria ao meio e daria meus pedaços para os cachorros comerem.

Eu não podia me acovardar, eu tinha que ser corajosa e me declarar de uma vez, entregar minha sorte ao destino e esperar no que iria dar. Era dois anos e meio que eu gostava daquele garoto. Dois anos que eu colecionava fotos dele no celular. Dois anos que eu o tinha em meus sonhos as noites. Dois anos que eu o incluía no meu futuro. Naruto Uzumaki era o garoto certo para mim, isso eu não tinha dúvidas.

Cheguei na porta do vestiário masculino que ficava detrás da quadra de basquete e respirei fundo mais uma vez, minhas mãos agora tremiam, assim como as minhas pernas e todo o meu corpo.

Eu iria me declarar.

Engoli a seco e esperei ao lado da porta e conforme os segundos se passavam, meu coração acelerava e meu pé tremia de nervoso no chão. Segurava a alça da minha mochila com força e prendi a respiração quando ouvi o barulho da maçaneta girar.

Era agora.

E como se fosse em câmera lenta eu vi a porta se abrir devagar, ao mesmo tempo que meu coração fazia tutum, tutum desenfreadamente. E antes que a porta fosse completamente aberta eu fechei os meus olhos com força, meu estômago se revirando. E conforme ouvia os passos saindo para fora eu soltei a minha declaração de uma vez:

- Na-Naruto eu te amo. Você quer sair comigo?

Eu havia dito. Finalmente eu havia dito o que eu guardava a sete chaves por dois anos. Eu havia me declarado para Naruto.

Ainda de olhos fechados, não ouvi mais nada, apenas uma respiração e a presença de alguém a minha frente, a presença de Naruto.

Com toda a coragem que me restava abri meus olhos lentamente, e a primeira coisa que vi foi um par de Converses sujos. E conforme meus olhos subiam pelo corpo vestido com o uniforme amarrotado, a surpresa foi implacável quando enxerguei cabelos ébanos ao invés de dourados, olhos negros ao invés de azuis, sobrancelhas com piercing ao invés de uma desenhada perfeita, uma boca em linha reta ao invés de um sorriso radiante com covinhas destacastes.

Meus olhos estavam arregalados, sentia todo o meu sangue congelar, meu coração que batia forte havia parado e meus pulmões gritavam por oxigênio, pois minha respiração ficou presa na garganta.

- Ah Meu Deus - murmurei, foi tudo o que consegui pronunciar diante daquele mico.

Eu queria que o chão que eu pisava se abrisse naquele momento e me engolisse por inteiro.

O garoto apenas olhava para mim com aquela sobrancelha com piercing arqueadas e eu me senti a mais idiotia de todas as pessoas idiotas.

E com muito custo eu consegui mandar um comando as minhas pernas e corri, passando por aquele garoto. Corri com todas as minhas forças, corri sem olhar para trás, sentindo que a qualquer momento eu pudesse morrer de vergonha e humilhação, pois eu havia me declarado para o garoto errado.

16 de Novembro de 2021 às 16:13 0 Denunciar Insira Seguir história
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