ladylily02 Lilian Melo

Em um tempo onde as sombras espreitam e dormem na escuridão de uma terra desolada. Um rei de um certo reino vê a oportunidade de livrar seu povo desse mal escondido. Mas será que ele irá conseguir quando as mãos misteriosas de uma igreja influente. Estão o observando e controlando a crença de seu povo. Será que seus dois amigos convocados para lhe ajudar irão conseguir? Um cavaleiro de moral inabalável e uma ladina de moral duvidosa. Me parece uma dupla bem improvável. Será que irão conseguir? Só o destino vos dirá o que irão descobrir.


Fantasia Medieval Para maiores de 18 apenas.

#ação #aventura #romance #fantasia
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Um estranho visitante

A lua já estava no alto do céu. Com todas as estrelas visíveis como companhia e iluminavam parcialmente toda a região. Quando uma certo ser se esgueirava pelas grandes paredes de mármore de um certo palácio. Em um certo reino chamado de Rosveland. O pequeno ser era na verdade um ladino usando roupas desgastadas. Que eram nada mais do que trajes leves feito de couro de animais surrados pelo tempo, uma longa capa azul um capuz que cobria boa parte de seu rosto, o tecido estava rasgado em algumas partes, mas nada que não o torne inutilizável, em sua cintura havia suporte para duas adagas que diferente de suas roupas eram limpas e polidas. Com certeza valiam mais que suas roupas e tudo que havia em posse no momento.

O ladino caminhava enquanto encarava o alto muro com uma cara pensativa, certamente pensando em como ela escalaria aquilo e pularia para o outro lado sem que quebrasse um membro do corpo no processo. O muro era alto, mas não alto o suficiente para impedir aqueles que vivem da ladinagem o escalarem. Porém a última coisa que ele queria no momento era ter que lidar com mais um muro alto, e para piorar estava com a barriga vazia o que tornava tudo mais enfadonho.

—Acho que não tem outro jeito. Diz ele com um suspiro olhando para suas luvas também feita de coro no qual rapidamente limpa em seu corselete, então com uma agilidade surpreendente começa a escalar o muro parte por parte. Apesar que teve dificuldade, o muro estava com ínfimas rachaduras, e ela percebeu que a parte de cima havia algumas pedras soltas nas quais, quase resultaram em sua queda. Porém ele se segurou a tempo em uma parte mais firme do muro, até que finalmente, coma agilidade ela chegou ao topo pulando para a outra parte dele e aterrissa com uma certa graça talvez seja por conta que ela já está acostumada com esse tipo de coisa ou porque queria uma entrada triunfal, mesmo que ninguém esteja lá para vê-la

—Agora tenho que encontrar Julius, o problema é que já faz anos da última vez que vim aqui. Diz o jovem ladino falando com sigo mesmo enquanto decidia por qual caminho seguir, andando em voltas, imerso em seus pensamentos, porém ele não percebeu que estava totalmente aberto, parado na frente dos jardins do palácio, ou pelo menos fora um dia, já que as belas flores que nasciam ali, tão belas como a lua e o nascer do sol, das mais variadas cores, e arvores com as mais doces frutas, lembrara de ficado horas em suas copas apreciando a beleza do lugar, quando mais jovem, porém tudo aquilo haviam dado lugar a destruição, troncos e buracos cortados e retorcidos, e logo sua posição foi descoberta pois a nostalgia fizera esquecer que não fora convidada para entrar.

— QUEM É VOCÊ? FIQUE PARADO ONTE ESTÁ! Gritou um dos guardas, usava uma armadura de prata, bastante pesada para apenas uma vigia—O TIGRES DA MONTANHA COMERAM SUA LINGUA?

— Merda... Diz ele encolhendo os ombros, e quis afundar mais ainda seu pescoço quando percebeu que junto a ele vinha mais 8 soldados, uma pequena companhia ao que parecia.

—Olá, meus caros senhores, bela noite não acham? Perfeita para beber e saudar o grande Soulkunr. Diz ele da maneira mais descarada possível, pois não acreditava em nenhum Deus.

— O que faz aqui? Diz o mesmo guarda que gritou se aproximando junto com os outros e devo enfatizar que ele está segurando a espada em sua cintura pronto para puxa-la em qualquer momento.

— Se eu disser que é para uma visita vocês acreditariam em mim? O Rei Julius, o bondoso, que as vozes o clamem para todo o sempre, tem muita estima por mim.

— VOCÊ ACHA QUE SOMOS IDIOTAS? EIS UM FEITICEIRO! APOSTO QUE ESTÁ ESPERANDO NOS DISTRAIR PARA QUE SEUS MALDITOS CUMPLICES INVADAM ESSE CASTELO NOVAMENTE! PRENDAM ELE AGORA! Diz o guarda enquanto sacava sua espada fazendo o mesmo os outros soldados enquanto cercavam aquele ladino.

—Já que não acredita em mim é melhor me retirar, até mais caros senhores. Diz ele fazendo uma rápida mensura e tacando uma espécie de bomba de fumaça e sumindo daquele lugar, os soldados ficaram atônitos, seria essa alguma feitiçaria?

—ONDE ELE ESTÁ? ATRÁS DELE SEUS INUTEIS!! Diz o guarda pegando um instrumento feito do chifre de algum animal, que havia sido entalhado para que pudesse ser manuseado como um bom aviso sonoro. Então o homem o assopra fazendo assim um alto barulho indicando que havia um intruso naquele castelo então sem perder seu precioso tempo correram para procurar o intruso.

Mas o que eles não sabiam é que na verdade ele não tinha saído nem 10 metros do ponto onde o encontraram, e tudo o que fizera foi se jogar na moita mais próxima quando a fumaça se levantou. A fumaça nada mais era uma condensação de açúcar, algumas ervas e pólvora, não tinha nada de magia naquilo.

—Bom agora tenho que correr, Julius certamente já deve ter sido comunicado. Diz ele saído da moita dessa vez com a cautela que deveria ter tido assim que adentrou o castelo, começou a correr sem rumo e se escondendo em pilastras sempre que ouvia algum barulho suspeito. Até que mais na frente avista o corredor e vai correndo em sua direção sem pensar duas vezes e o pula uma mureta que cercava o caminho do corredor.

“ se eu não me engano o corredor com as muretas ficava na ala oeste e a sala do trono fica na ala leste então é só da volta aqui que talvez eu consiga chegar lá, deste que eu não tenha a triste coincidência de encontrar algum soldado bem armado por lá” pesou, ele deu a volta na curva do corredor para quem sabe pudesse chegar ao seu destino enquanto observava que estrutura do castelo não era a mesma que antes, pois aquela lembrança de outrora era linda e imponente como se tivesse sido construído a base do mais puro e mais caro material, as pilastras feitas do mais belo mármore, a tapeçaria era da mais cara e difícil de encontrar, as pedras que enfeitavam o castelo eram as mais preciosas que se podia imaginar. O castelo brilhava como o sol, mas aquela estrutura que via agora estava suja, desgastada e ainda por cima destruída, dando a aparência triste e decrépita como se tivesse havido um combate feroz naquela área. “não é à toa que no jardim onde eu aterrissei parecia um cenário de batalha, ao que parece o confronto não ficou somente nas terras das fronteiras”

Então o jovem ladino continuou a correr um pouco perdido ainda, devo dizer, pois cada caminho que tomava parecia mais destruído que o outro, depois de um tempo ele chega em uma parte do caminho que se dividia em dois. Um caminho para esquerda e um para direita o ladino para e começa a analisar os caminhos.

—Esquerda ou direta? Diz ele pensativo. — Esquerda certamente. Diz ele se virando para prosseguir para o caminho escolhido até que um grito esganiçado o faz mudar de ideia.

—AI ESTÁ ELE! ATRÁS DELE AGORA! Diz o um dos guardas que apareceu subitamente no caminho esquerdo.

—Direita é melhor. Diz ele saindo correndo com os guardas em seu encalço.

A perseguição continua de modo que a cada esquina e novo corredor que nosso fugitivo entrava aparecia mais e mais guardas, parecia até que eles brotavam do chão, cada mais um irado do que o outro, segurando todo tipo de arma que tinha naquele castelo, até que se formou quase um batalhão inteiro ao seu encalço.

Se existir mesmo alguma divindade nessa terra por favor me salve dessa” Pensa ele numa suplica, apesar de o jovem ladrão ser totalmente cético a qualquer existência sobrenatural proveniente dos deuses, o que era algo irônico, se havia anões e fadas, como um Deus não poderia existir?

A perseguição parecia que não teria fim, estava deixando tanto o jovem ladino como os guardas um pouco cansados de tanta correria, sua garganta doía quanto exasperava o ar frio da noite e sentia suas pernas doerem, não tinha descansado direito a dias, o que deixava em desvantagem já que parecia a ponto de desabar no chão a qualquer momento. Mas, como uma vela que ilumina toda a escuridão, uma porta grande e chamativa se encontrava no fim do corredor. Era feita de mogno e suas bordas era revestida de ouro puro que ganhavam um novo brilho com as luzes das tochas e o nosso ladino não pensou duas vezes em aumentar sua velocidade e ao fim do corredor dá um chute bem potente fazendo que a porta se escancarasse, o que seria impossível se a madeira não estivesse fragilizada.

As pessoas no interior da sala se assustaram com invasão repentina, A sala era exuberante e luxuosa cheio de adornos com cortinas a mais pura seda cor de vermelho aveludado, as paredes tinham cor de marfim e um grande lustre no teto davam uma extravagancia a mais, pois era adornado de vários diamantes, porém, sem dúvidas, objeto mais chamativo era o lustroso trono que habitava na sala, era feito puramente de ouro e acochado com as mais caras almofadas que o dinheiro poderia comprar. As pessoas que estavam no interior desse luxuoso recinto eram mais guardas em sua maioria, para a infelicidade do nosso azarado ladino, mas sentado no trono havia um homem de estatura média, seu corpo era rígido e musculoso, fruto de anos de lutas que travaram em sua juventude, sua pele era pálida e bem cuidada, seu cabelo era de um encaracolado farto cor de amêndoas que contrastavam com seus olhos castanhos claros que beiravam ao verde, seu rosto era bem definido que se realçava com as inúmeras velas e tochas que haviam lá, trajava uma roupa de dormir cara e seu rosto não era nada amigável.

—Que os povos o clamem por todas a gerações! E que todos saibam seu grande nome! Rei Julius, o bondoso, que todo o seu reinado seja coberto de glórias. Disse ele fazendo uma mensura.

—Poupe-me de todos esses elogios fajutos. Disse o rei rigidamente— O que faz aqui a essas horas? Não sabe que pode adentrar o portão da frente a qualquer hora do dia?

—A quanto tempo meu amigo! Vejo que os tempos foram difíceis para você. Diz o ladino, que puxou o maltrapilho capuz revelando-se na verdade uma bela mulher, seu cabelo era de um vermelho vivo como se fosse sangue, seus olhos eram azuis iguais os mares de azul profundo, porém não eram doces, eram de uma astucia felina dando-lhe uma feição de predador, sua pele branca era manchada pelas inúmeras horas de sol lhe dando uma bonita cor morena, e seu sorriso tinham curvas que lhe davam a aparência que ironizava tudo o que falava.— Você prometeu que quando eu fosse te visitar não teria ninguém atrás do meu lindo pescoço. Diz ela tentando fazer uma cara triste, ao tentar se aproximar mais do trono, foi interceptada por vários guardas que lhe apontavam espadas reluzentes, na direção que, segundo ela, era seu belo pescoço.

—Lukara. Diz ele em um suspiro cansado e fazendo um sinal para os guardas se afastarem, os mesmo por um momento recusaram-se a se mover do lugar, mas ao ver a expressão pesada de seu senhor, imediatamente se afastaram—Lembro-me, que, em nossa ultima conversa lhe dei um anel que simbolizava nossa amizade, no qual bastava apenas mostrar para os guardas do grande portão para que a deixasse entrar.

—Ah, o anel, é claro... Se eu lhe dissesse qu-

Dizia ela até ser interrompida por Julius que impaciente disse:

—Se você me disser que vendeu o anel, eu juro pelo grande Soulkunr, que a jogarei em meu calabouço.

O sorriso da ladra se aumentou até que se abriu para soltar uma estridente gargalhada, que deixou todos no recinto com olhares desconfiado, com a clara exceção do rei, que conhecia muito bem a criatura em sua frente.

—Estás sempre nervoso meu amigo, nunca deixo o símbolo da nossa amizade fora de vista. Disse ela puxando um cordão que o pingente era justamente o bendito anel, que era feito de ouro e tinha um pequeno brasão de um grifo, o símbolo da família real— Apenas tenho um assunto urgente que tenho a tratar com você.

—Assunto urgente esse que, a fez provocar balburdia em todo o castelo, me fez ser acordado no meio da noite, e estar aqui na sala de meu trono apenas com minhas vestes de dormir? Espero que no mínimo sua cabeça esteja em risco.

—Então seus desejos foram atendidos. Disse a ladina em um tom estranhamente animado—Devo ser a criminosa mais procurada das terras do oeste.

A expressão do rei se endureceu e com um suspiro pesado disse:

—Todos vocês, saiam daqui.

—Ma-Mas senhor essa mulher é uma intrusa. Disse timidamente um dos guardas.

—Eu disse, que é para todos se retirarem. Disse o rei com a voz pesada igual a uma bigorna—Agora.

Sem coragem suficiente para questionar sua majestade uma segunda vez, todos os guardas partiram em retirada, como se, suas vidas dependessem disso, deixando apenas Julius e Lukara sozinhos naquele lugar, quando finalmente a porta se fechou, Julius tomou a palavra.

— Você não tem mesmo um pingo de vergonha em seu ser, você tem sorte de ser minha amiga Luka, se não estaria enterrada em uma vala a muito tempo. Agora sua voz não soava fria e dura, era um tom incrivelmente amigável.

—Consigo me virar muito bem sem sua ajuda. Disse ela cruzando os braços— Sempre me espanta como consegue mudar de personalidade tão rápido, Rei duas caras.

— O que me espanta é como ainda não a mandei para a forca por desacato. Disse ele se ajeitando em seu trono de uma maneira que feriria qualquer norma das rígidas regras de etiqueta—Se não precisasse mesmo de minha ajuda, não teria se esgueirado pelo meu castelo tão tarde da noite em busca de minha ajuda.

—Isso é outro assunto, a questão é, que talvez eu tenha me metido em uma confusão sem precedentes e agora estou sob pena de morte nas terras do oeste.

— E o que fez para que chegasse a tal ponto? Disse Julius com curiosidade.

—Digamos... Que eu fui descoberta, durante um contrabando de ouro. Disse Lukara cuidadosamente.

—Contrabando de ouro?! Exclamou Julius— Por todos os filhos de Soulkunr, o que tinha na cabeça? Sabe que a grande igreja da Luz que controla todo o comercio de minérios, contrabandear é a mesma coisa que assinar sua penitencia.

—Não estaria nessa situação se eu não tivesse sido traída por um colega ladino, fui a ultima que restou de meus colegas por aquelas bandas, preciso que me ajude ou não poderei ter um tempo se quer de paz.

— As terras do oeste são fora do meu domínio e o rei que comanda é conhecido por ser irredutível, além do fato que você não é uma cidadã de meu reino

—Então vai abandonar sua amiga? Que travou várias lutas em teu nome? Aquela qual lhe deve a vida? Disse ela em um tom dramático.

—Eu nunca disse que iria te abandonar. Diz ele com um brilho estranho no olhar.

—Sinto que nada de bom virá de suas próximas palavras.

—Não posso interceder por você já que não é uma habitante de meu reino. Disse ele calmamente—Porém, a situação seria diferente, se você trabalhasse para mim. Disse o rei pausadamente.

O rosto da ladina se fechou em uma carranca horrenda, seria um horror para uma dama, fechar o rosto assim, porém ela não era uma dama e a simples ideia de ficar presa a um lugar era igualmente a ideia de lhe arrancar um braço.

— Sabe que eu não posso trabalhar para você, sou um espirito livre. Disse ela cruzando os braços— E um espirito livre não se prende a nada.

— Então porque veio aqui em busca de continuar presa ao seu pescoço?

— Se prender a uma parte do corpo é diferente de se prender a um lugar.

— Não sei porque demoniza tanto a simples ideia de ficar, terá um lugar em meu exército, um salário digno, ladinos não põem o dinheiro acima de tudo? Receberá uma boa quantia.

— Não tem a ver com dinheiro, apenas gosto de viajar e lucrar enquanto isso, o mundo é um lugar tão enorme Julius, a coisas imagináveis do lado dos muros da cidade.

—Eu sei que existe coisas inexplicáveis, varias dessas coisas invadiram meu reino e o quase fizeram arder em chamas, olhe meu palácio, já viu a cidade? Aqueles seres que chamamos de magos do norte quase a destruíram, sei que gosta de explorar, ver coisas que normalmente não veria, só que não pode ficar nisso para sempre. O que aconteceu aqui foi apenas o início, logo será uma catástrofe e mesmo você não poderá escapar disso então está na hora de parar de ser uma aventureira e se juntar com um lado. Disse ele de maneira dura, suas feições tomaram formas de rochas, e a ladina se encolheu ao escutar tais palavras, pois ele tinha razão. Os ares estão se tornando pesados em todos os lugares, anunciando que nos próximos dias, semanas ou meses, podendo ser até mesmo anos, o mundo entraria em uma nova era, uma era que mudaria a razão sobre tudo o que acreditavam.

Aquelas palavras foram como facadas no coração de Lukara, onde diabos ela estava quando o reino de seu amigo mais querido fora invadido? “Oh céus, e o pessoal da guilda? Será que estão bem depois desse ataque?” Que criatura egoísta era, enquanto tentava ganhar dinheiro fácil, Julius e seus companheiros de honra estavam enfrentando aquele exército cruel, que não diferenciava uma criança de um soldado.

— Me desculpe Julius, eu devia estar aqui quando o ataque aconteceu, devia estar lutando e não em um negócio infundável que só serviu para me afundar-me em desgraça. Disse ela de maneira penosa.

O rosto do Rei se suavizou, vendo que suas palavras causaram muito mais que um simples choque de realidade, de maneira alguma queria a culpar pela quase destruição Rosveland, a culpa foi dele de não ter se preparado de ante mão contra esses inimigos terríveis, deveria ter imaginado que os magos iriam querer retaliação por todos os anos de perseguição provenientes do reinado de seu pai, Rei Johan II, O cruel.

— Não se atormente por algo que não teve culpa, eu devia estar melhor preparado, de algum jeito consegui vencer e agora estamos juntos tudo o que caíra para nos reerguermos ainda mais fortes. Disse ele em tom brando— Porém o exercito dos magos do norte não são os únicos problemas, o mal se enraíza mesmo sobre meus domínios, é por isso que preciso de sua ajuda.

Por um momento a ladina ficou pensativa, seu desejo de viajar por todas as terras desconhecidas fora superado pelo senso de dever, uma chama de bravura incendiou o seu coração, ela dirigiu a Julius um olhar firme quando perguntou:

— O mal enraizado por acaso se chama Grande Igreja da Luz?

O rei nada disse apenas balançou a cabeça em concordância.

A ladina respirou e expirou o ar com força então apenas disse, com toda firmeza e honestidade que habitavam no fundo do seu ser:

—Então você tem uma nova aliada. Disse ela fazendo uma mensura—Meu Rei.

23 de Outubro de 2021 às 04:00 0 Denunciar Insira Seguir história
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