lolita_b_queen Juliana K. Tavares

Após lutar contra uma criatura perigosa, Pablo, o mago mais experiente de sua ordem, perde seu discípulo de uma maneira inesperada e agora ele tenta o encontrar por meio de um sinal. Será que Pablo conseguirá encontrar Diogo? E o que realmente aconteceu na luta contra a criatura do vale do medo? Escritor por: Juliana K. Tavares


Conto Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#monstro #fantasia #sobrenatural #ação #mago #magia
Conto
0
496 VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Mistério!

Madrid 2027


Já faz duzentos anos que eu estou nesse mesmo marasmo, olhando dia e noite para esse espelho mágico, a espera de um sinal que indicasse a volta do meu irmão que sumiu na noite da guerra que nós travamos contra seres obscuros. Estes seres foram trazidos ao nosso mundo por meio de uma invocação feita por indivíduos totalmente alheios aos perigos que a magia escondia para quem não sabia usá-la com sabedoria. Se as pessoas comuns soubessem o mal que as ronda, eu duvido que elas conseguiriam dormir tranquilas a noite.


Sou o mago mais velho da ordem ancestral a qual pertenço, mas quem me vê andando pelas ruas, não me dá mais de trinta anos, sou o guardião da humanidade, somos no total cinco membros, contando Diogo que sumiu sem deixar rastro nenhum. Ainda me lembro como se fosse hoje como tudo aconteceu...


***


Santiago de Compostela 1827


A noite em Santiago estava nublada e um vento gelado e cortante fez com que os habitantes da cidade evitassem sair às ruas, permanecendo assim em seus lares quentinhos. No entanto, para nossa ordem que tinha vindo para uma convenção na cidade, era impossível se recolher tão cedo, pois como vínhamos apenas uma vez por ano naquela mágica cidade, nós procurávamos aproveitar ao máximo. Nesse momento, nós estávamos num pequeno bar aconchegante, uma moça muito bonita cantava uma canção melódica e triste, ela era acompanhada pelo um senhor de idade, que tocava sua vihuela concentrado. Tudo pareceu em ordem, a noite tinha tudo para acabar de maneira divertida e sem stress nenhum, quando de repente a pedra de obsidiana que estava no meu bolso esquentou muito e aquilo era um sinal de alerta, de perigo iminente, de maneira involuntária suspirei e me levantei da mesa para poder ir até um lugar mais tranquilo para poder localizar da onde vinha aquela energia maligna.


— Aonde vai Pablo? – me pediu Marcos curioso.


— Acredito que temos uma emergência aqui na cidade... – declarei ao mesmo tempo que tirava a minha obsidiana do bolso, que anteriormente estava toda preta e agora adquiriu em seu centro uma cor vermelha pulsante. Ela era minha detectora de problemas maléficos, foi para esse fim que a encantei.


— Bem, vai lá irmão, vai ver o que está acontecendo! Depois nos chame que vamos junto contigo para resolver o problema – gesticulou Henrique de maneira despreocupada enquanto bebia mais um pouco de vinho.


— Está bem! Sempre sobra para mim mesmo. – murmurei caminhando para fora do bar. Ao sair, quase tive um choque térmico por conta daquele vento gelado, mas não me intimidei e andei em direção a um beco, onde recitei um feitiço para saber da onde aquela energia sinistra estava vindo e quem tinha a provocado.


Não demorei a visualizar o lugar que emanava a energia perigosa que anteriormente foi detectada pela pedra que encantei, para o meu espanto, uma criatura tenebrosa do vale do medo tinha sido invocada por três rapazes que estudavam na prestigiada Universidade de Santiago de Compostela. Pelo que eu tinha estudado, aquela criatura gostava de se alimentar do pavor, do medo e do desespero das pessoas, o que seria terrível deixar aquela criatura solta no campus, se isso não bastasse mais quatro seres obscuros atravessaram o portal junto com Alarocky, a tal criatura do vale do medo se chamava assim e quem a conhecia, sabia muito bem do que ela era capaz.


Eu não podia perder tempo, então voltei até o bar rapidamente, quando abri a porta e caminhei em direção aos meus irmãos, que me fitaram curiosos e perceberam de imediato que a coisa era séria.


— Conheço essa cara! A coisa pelo jeito é feia, bem feia – comentou Marcos já se levantando.


— Digamos que alguns universitários curiosos e irresponsáveis invocaram um Alarocky! Temos que ir imediatamente até o campus da universidade para detê-lo – respondi sem rodeios, fazendo Henrique arregalar os olhos, pois ele não gostava dessa criatura, pois quando era pequeno teve o desprazer de ver de perto um ser desses.


— Nem me fale, Pablo! Aquela criatura horrenda e fedorenta me causa calafrios. Nem posso me recordar dos olhos daquela coisa me encarando e da pele esverdeada e pegajosa. Ela quase me matou sugando minha energia vital por meio do medo, eu nem estaria aqui se nosso mestre não tivesse me salvado.


— Não se preocupe, Henrique, pois eu e o Diogo cuidaremos dele, enquanto você, Marcos e Tiago irão atrás dos outros seres que pegaram carona e atravessaram o portal junto com Alarocky – falou Pablo sério ao encarar os outros magos, que apenas assentiram em concordância.


— Então vamos! Não podemos perder tempo – declarou Diogo empolgado, já de pé e caminhando até a porta de saída.


Enquanto caminhávamos em direção a universidade, Marcos tinha ficado no bar para pagar a conta e depois nos alcançaria.


***


A batalha contra a tal criatura não foi tão fácil como eu imaginava, pois ela pareceu ter conhecimento a respeito de nossos ataques, era como se aquele ser já soubesse que seria mandado de volta para o local da onde veio. Diogo como ainda não tinha experiência como eu em combates, ele se descuidou num determinado momento e acabou sendo lançado contra a parede.


— Diogo! Levante-se! – gesticulei nervoso, porque Alarocky pareceu esboçar um sorriso e começou a se aproximar de meu discípulo, me ignorando totalmente.


A criatura pareceu mais inteligente do que eu pensava, na hora que Diogo rolou para o lado esquerdo para fugir, o inimigo cuspiu uma gosma esverdeada tentando atingir seu alvo.


Voltando a realidade que se desenrolava a minha frente, eu conjurei uma rede feita com ametista e turmalina e joguei em cima do Alarocky, que pareceu paralisar ao ser evolvido com aquela rede mágica. Como eu não queria mais perder tempo, abri um portal que levava direto ao vale do medo, local para onde a criatura seria devolvida. No momento, em que lancei uma rajada de vento potente contra aquele ser, para jogá-lo dentro do portal, uma coisa estranha aconteceu bem diante dos meus olhos, no instante que Alarocky foi empurrado de volta ao vale e o portal se fechou, Diogo desapareceu lentamente da minha frente, como se tivesse sido apagado.


— DIOGO! NÃO! – berrei em desespero, para então pegar meu pêndulo no bolso da túnica e tentar detectar a energia de meu discípulo no ambiente ou ali próximo. Diante da não detecção de Diogo, eu conjurei um feitiço para ver se ele ainda estava vivo em algum lugar, ao passar de alguns minutos, um arcanjo apareceu na minha frente.


— Seu irmão não está nessa dimensão... não adianta procurá-lo!


— Ele está vivo? – pedi sério, escondendo meu desespero, mas aquele ser celestial sabia muito bem o que se passava comigo.


— Digamos que ele está, mas não sei se poderá retornar, quem sabe... algum dia. Depende dele.


— Posso buscá-lo na dimensão que ele está preso?


— Se conseguires... não tem problema, porém é quase impossível uma pessoa querer voltar de lá. No entanto, você poderá esperar por um sinal de sua localização quando Diogo usar magia, assim será mais fácil achar onde ele está preso. Só isso que eu posso te dizer – murmurou o arcanjo antes de desaparecer num piscar de olhos.


***


Desde aquela terrível noite fico aguardando o tal sinal, já estou quase desistindo, Marcos disse que sou teimoso, que ele no meu lugar já tinha desistido há cem anos.


Um pouco cansado, me espreguicei e fui tomar um banho e quem sabe dormir um pouco, não adiantava eu ficar horas e horas olhando para o espelho, já que ele podia me dar a resposta logo que detectasse o sinal da onde meu irmão se encontrava.


Após algumas horas de descansando voltei revigorado para a sala, e verifiquei o espelho e nada, no entanto, de repente, um sinal apareceu e uma localização um tanto peculiar. Pelo que vi, Diogo estava preso na dimensão das Ninfas, aquela informação me fez levantar a sobrancelha e me questionar se meu discípulo iria realmente querer voltar. No entanto, eu precisava verificar isso pessoalmente, então com um sorriso de alívio, conjurei um portal que levava até lá e fui conhecer um mundo que nunca pensei que existisse na realidade.


Fim

22 de Outubro de 2021 às 21:42 0 Denunciar Insira Seguir história
1
Fim

Conheça o autor

Juliana K. Tavares Adoro assistir doramas, principalmente os Coreanos. Eu amo ler livros de época, romance e de mistério. https://www.instagram.com/juliana.k.tavares/

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~