acasofanfic1620974759 DIVULGANDO FANFICS

(CONCLUIDA) (Não aceito adaptação) Tudo o que precisamos é uma pausa. Pausa pra puxar pela memoria os momentos mais bonitos que nós fizeram chegar aonde estamos, relembrar as lutas e as vitorias e aquecer o amor que queima dentro de nós. Dedicada a Mariana Dermond (writerphoria) ABO|| beta x beta|| TwoShot


Romance Romance adulto jovem Para maiores de 18 apenas.

#dramafamilia #familia #jung-hoseok #betaxbeta #abo #kim-taehyung #vhope #bts
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Vocês precisam de um tempo...

Avisos:

Esta obra se passa no universo ABO e as regras do universo se diferem para a forma que cada autor acha confortável desenvolver;

É um pequeno drama cotidiano que será resolvido com muito carinho e paciência;

Não vou fazer mais capítulos, foi desenvolvido pra ser twoshot;

Está totalmente fora do que eu estou acostumada a escrever, além de um presente para alguém que eu admiro muito, foi um desafio e surpresa pra mim também, mesmo que curto.

Credito da betagem extremamente bem feita:iwtmorepizza

Espero que gostem e Boa leitura!



♖♕

É fato que o mundo e a humanidade vivem em constante evolução. Disso todos nós já sabemos desde que nos entendemos como civilização e, com o passar dos anos, não foi diferente.

Ao longo de décadas, a sociedade sofrera uma grande metamorfose, gerando um novo mundo onde humanos híbridos de lobos já não eram mais tidos como incomuns. Por muito tempo, tais híbridos se dispuseram a derrubar a segregação de classes e a cultura da obrigatoriedade de casamentos arranjados, deixando-os livres para amarem quem eles quisessem, tendo o sentimento pautado muitas das vezes apenas na ligação de suas almas.

Todos tinham o direito de deixar que o coração e a alma de cada um pudesse escolher a quem pertencer, não forçando uma relação que muita das vezes acabava gerando casais infelizes e sem perspectiva de futuro.

E como é possível imaginar, não foi nada fácil quebrar o paradigma da segregação e da cultura opressora. Foram anos de brigas e discussões vorazes para que, na atualidade, os híbridos pudessem ter o tão almejado poder de escolha, não sendo separados por castas e promovendo a igualdade em todas as esferas sociais, ou pelo menos em todas as que fossem possíveis.

Hoje, ômegas não precisavam exclusivamente de alfas e vice-versa. O coração e a alma fazem esse trabalho. Alfas, betas e ômegas estavam vivendo harmoniosamente quase que no mesmo patamar, embora os betas não tivessem os efeitos dos genes lupinos como os outros tinham.

Betas também tinham suas ligações de almas, cheiro ㅡ mesmo que fraco ㅡ e a capacidade de reprodução, tanto em machos como em fêmeas. A diferença deles era constatada com maior clareza nas questões referentes ao cio e à dor de uma marca: o cio não existia e muitos betas inclusive agradeciam por isso. Já a marca, de longe era algo tão doloroso como ocorria com os alfas e ômegas.

A sociedade também tinha evoluído ao ponto de alfas não terem que se relacionar apenas com ômegas e vice-versa, ou ambos com betas. Relacionamentos entre si eram muito comuns, porém alfas não conseguiam engravidar, tendo que recorrer à técnicas e práticas de reprodução alternativas, como é o caso da adoção ou das barrigas de aluguel.

Kim Taehyung fora adotado por dois alfas, cujos nomes eram Kim Hyun Jong e Kim Hyun Bin, ambos médicos especializados na área da pediatria de um dos melhores hospitais da grande capital. O carinho e o apoio dos pais nunca esteve ausente durante toda a sua criação e o rapaz sempre fizera questão de mostrar o quão grato por isso ele era. Contudo, optou por não seguir o sonho dos pais de construir uma carreira no ramo da medicina, tendo escolhido o mundo do design gráfico como sua profissão.

Seus appas lhe deram todo o suporte necessário para ser o grande Vante, pseudônimo usado para assinar e patentear suas criações para uma empresa na qual trabalhava desde que se formara, tornando-o um dos mais requisitados do setor devido ao seu exemplar desempenho.

E fora ainda na faculdade que o jovem beta conheceu seu marido, Jung Hoseok, que na época estudava psicologia. Um dos melhores alunos e consequentemente um excelente profissional na área. Atuava em seu próprio consultório voltado para a psicologia infantil, ramo especializado em acompanhar os processos particulares de cada criança, de modo que pudesse ajudar a entender os universos dos pequenos e como ele se comportava conforme as crianças fossem crescendo.

Filho da alfa Jung Hyejin e da ômega Jung Yongsun, Hoseok sempre teve o mesmo carinho e atenção das ommas desde que nascera, assim como também todo o apoio para que pudesse se tornar o grande homem que sempre quis ser. Diferente de Taehyung, Hoseok era filho de duas professores, uma de Ballet e outra de Literatura. E mesmo que com condições adversas ao do marido, Hoseok nunca deixou de correr atrás dos seus objetivos, não importava o que custasse.

E justamente essa característica fora a responsável por encantar o jovem Kim.

Ambos os betas determinados e de personalidades fortes e distintas, se maravilharam um com o outro desde a primeira vista, inicialmente pegos pelo coração e só depois pela ligação de suas almas. Namoraram durante todo o período da faculdade, embora nunca tivessem a pretensão de permitir que o romance atrapalhasse a formação dos futuros profissionais.

Entretanto, no último semestre da sua faculdade de psicologia, o Jung acabou por engravidar de Taehyung, fazendo com que se formasse ainda grávido, estando esperando o primeiro bebezinho do casal: Kim Ha Hyun, um pequeno e adorável beta.

Logo após o nascimento do menino, decidiram por se casar e morar juntos em um ambiente só deles. Ambos os pais ajudaram e muito no início, até que Taehyung conseguisse se efetivar em seu atual emprego e Hoseok pudesse se estabilizar na pequena escola que lhe ofereceu o seu primeiro emprego antes que o recém formado psicólogo pudesse abrir o próprio consultório.

E novamente, não foi nada fácil.

Aprenderam e muito a lidar com a vida a dois do início, nunca permitindo que fossem levados pelas peripécias que encontravam ao longo do caminho. Todavia, dois anos mais tarde, fora a vez de Taheyung engravidar do Jung, gerando a pequena Eun Jin, uma doce e encantadora ômega.

Ao contrário da gravidez de Hoseok, a de Taehyung não fora muito fácil. Por muitas vezes achou que não iria segurar o bebê até o final da gestação, resultando no nascimento prematuro da pequenina. Ela acabou exigindo muito de seu organismo e de sua saúde, mas felizmente no final nasceu uma garota gorduchinha, fofa e muito dorminhoca.

Hyun era apaixonado pela irmãzinha, sempre estando por perto quando os appas a trocavam. Desde instantes após o nascimento, sempre tinha uma conexão muito forte com a pequena. De seu modo, mostrava-se muito protetor com a irmã mais nova e isso acalentava significativamente o coração dos betas a quem chamava de pais.

Porém, nem tudo eram mil maravilhas e, com o passar dos anos, todas as adversidades e conflitos de uma vida em matrimônio recaíram sobre o casal, que entrou em uma exaustiva rotina onde trabalho e os filhos consumiam tudo de bom que eles podiam proporcionar um ao outro, dando lugar para muitas brigas incessantes e noites tensas em que cada um dormia num quarto separado, acompanhado de um dos pequenos que, apesar de amarem muito os appas, não podiam negar a intensa conexão com cada beta mais velho que os geraram.

E novamente o casal estava ali, discutindo por algo estupidamente insignificante diante de tudo o que construíram. Mas suficientemente desgastante depois de excessivas repetições.

— Ah é claro... a culpa é minha ter esquecido a comida fora da geladeira e ela ter estragado — resmungou Taehyung.

— Você foi o último a vir pro quarto Taehy.

— Hoseok, eu estava cansado! — exclamou. — Aliás, eu estou sempre cansado.

— Taehyung não é a primeira vez que isso acontece. Não é bom estragar comida desse jeito — disse Hoseok, na esperança de que aquilo não culminasse no que ele infelizmente já previa.

— Agora deu pra contar meus erros? E os seus você conta? Claro que não, 'né? O tombo que levei e me machuquei por conta dos brinquedos espalhados, chegar morto e não ter algo para comer, esquecer as crianças na escola e eles me ligarem...

— Foi um dia cheio no consultório! — Hoseok justificou. — E minha omma pegou eles na escola.

— Tem tidos muitos dias cheios Hoseok, não foi a primeira vez também.

— E você lembrou não é mesmo? Você sempre me lembra também! Você nunca me deixa esquecer dos erros

— VOCÊ TAMBÉM NÃO! — Taehyung esbravejou, inconformado.

Ambos gritavam, tentando expor quem mais estava desgastado nessa situação, disputando o papel da vítima e se esquecendo dos pequenos, que apenas olhavam de longe mais uma briga cansativa e desnecessária dos pais. Mas eram crianças espertas demais para não deixar de fazerem aquilo que estava ao alcance deles: ligar para a avó.

Sem que os mais velhos percebessem, Eun Jin, agora com cinco anos, pegou o celular de Taehyung e entregou ao irmão mais velho, dizendo: — Oppa... liga pra halmoni... pede pra ela vir fazeu para... Hyuni.

Hyun, sendo protetor do jeito que era, não podia ver a irmãzinha chorar ao assistir os appas gritando daquele jeito que assustava a menor mais do que qualquer bicho-papão.

Por isso, fez o que já havia lhe sido ensinado pelos pais: apertou o número um da lista de contatos e ligou para Hyejin, sua avó, que prontamente atendeu à chamada.

— Oi meu genro, tudo bem? — a alfa perguntou, acreditando se tratar do designer. — Aconteceu algo com os meninos?

— Halmoni... é o Hyunie... — o pequeno disse, aquecendo o coração da mais velha.

— O meu príncipe, que vozinha tristonha é essa?

— Os appas tão gritando muito, halmoni. Eles tão brigando de novo — Hyun explicou, num tom choroso.

— Onde está sua irmã?

— Eun-ah está aqui do meu lado e ela 'tá muito triste, halmoni. Ela não para de chorar e eu também quero chorar, mas se eu chorar, ela vai chorar mais — segurando as lágrimas, o neto ia informando a situação. — Não gosto de ver Eunnie chorando e eu também não quero que os appas briguem com a gente.

— Eles não vão brigar com vocês, meus amores — a avó o confortou. — A halmoni vai chegar aí rapidinho, 'tá bom?

— 'Tá bom. Vem logo, halmoni.

Hyejin desligou o telefone preocupada, pois não era a primeira vez que o casal brigava tanto. As discussões repetitivas haviam se tornado quase que cotidianas dentro do lar do seu filho, que desabafava muito com ela e com a outra mãe. Entretanto, essa era primeira vez que as crianças a ligavam, demonstrando o medo pela desavença dos pais. Um evidente sinal de que a coisa estava ficando fora de controle. Por isso, temendo o pior com relação ao casamento do filho com o genro, a alfa foi até sua esposa que estava no quarto.

— Sol — ela a chamou carinhosamente —, vamos até a casa dos nossos filhos. Hyunie ligou falando que Taehyung e Hoseok estão brigando de novo.

Yongsun suspirou, deitada.

— O que está acontecendo com esses dois?

— Rotina, meu bem, rotina — Hyejin disse.

— Mas nós também tivemos problemas, unnie. Eu realmente não entendo.

— Você sabe que não é a primeira vez que isso acontece, não é? Hoseok tem vindo muitas vezes abatido. Não gosto de ver meus meninos assim.

— Então vamos logo lá saber o que está acontecendo — Yongsun concluiu.

[...]

Não moravam tão longe da residência do casal como os pais de Taehyung, então logo chegaram no local, tocando a campainha logo em seguida e seguindo recepcionadas com os burburinhos de uma nova troca de farpas, sendo ouvidas mesmo que de fora. O neto Hyun rapidamente se prontificou em abrir a porta, já chorando junto da irmã, sendo ambos amparados pelas mais velhas, fazendo a cena e a presença das mulheres na casa estabelecerem um constrangedor silêncio e um imenso peso na consciência do casal.

Estavam tão envoltos na bolha desagradável da discussão que acabaram esquecendo da presença dos pequenos.

As avós levaram as crianças no colo para o quarto a fim de acalmá-las e darem um bom banho nelas, além de é claro, um leite quentinho para que os netos pudessem descansar satisfeitos e com conforto.

A tarefa exigiu esforço e paciência, pois eles choravam sem parar até mesmo debaixo do chuveiro, perguntando se os pais iam embora ou se iam se separar. As mais velhas, aflitas, tentavam de toda forma tirar isso da cabeça das crianças, sabendo o quão desconfortável e angustiante isso podia ser para os pequenos.

Uma hora mais tarde, a casa se afundou em um silêncio incômodo e palpável, estando ambos os adultos de banho tomado, sentados um em cada sofá, com o remorso e a culpa martelando em suas consciências devido ao fato de brigarem tanto a ponto de afetarem seus próprios filhos. Para eles, isso era a prova viva de que nada estava bem, o que os envergonhava gravemente sabendo que, como adultos, deveriam resolver os problemas civilizadamente e assim acabarem dando o exemplo para as crianças.

Os dois foram recebidos pelas mais velhas, que se sentaram de frente para eles, tendo ambas as alfas feições calmas, indicando que sabiam o que fazer naquele momento, ao contrário do casal mais novo.

— Vocês precisam de um tempo — a ômega começou.

— Não vamos nos separar — afirmaram com certa rapidez, em um uníssono.

— Não disse isso e essa é a última coisa que eu desejo para vocês.

— Como vocês chegaram aqui? — Hoseok questionou uma das mães, envergonhado.

— Você subestima demais os seus filhos. Esqueceu que você mesmo o ensinou a mexer no celular, Hoseok? Você é um excelente psicólogo infantil em seu consultório, mas dentro de casa não conhece nem mesmo a capacidade que seu próprio filho tem? — Hyejin respondeu ao filho, claramente ríspida, fazendo-o engolir em seco. — Sei que pra vocês essas crianças são mais do que tudo. Vocês se dedicam a elas e a dar o conforto que elas mais precisam sendo exímios profissionais nisso. Mas você precisam se dedicar ao casamento de vocês também — explicou. — Há quanto tempo não ficam sozinhos e juntos?

— Não temos tempo pra isso, omm..

— Está vendo?! — Yongsun o interrompeu, encarando o filho seriamente.

— Não é bem assim, sogra... — Taehyung tentou argumentar, mas a alfa o impediu.

— Ah não? Vocês estão desgastados e deixaram isso respingar nas crianças. Esqueceram que eles podem sentir intensamente? Cada um nasceu de cada um de vocês e vocês sabem que eles sentem.

O casal abaixou a cabeça sem ter nenhuma resposta para dar naquele momento. Mil pensamentos rondavam suas mentes, tentando entender como chegaram àquele ponto.

Eram muito bons no que faziam, eram ótimos pais, dedicados a tudo que se propuseram depois que as crianças nasceram, mas ao mesmo tempo estavam incapacitados de olharem um pro outro, deixando toda a exaustão, a absurda carga negativa e tudo que eles seguraram em outras áreas da vida, cair em cima do seu casamento.

Sucumbiram à rotina. Não tomavam mais banho juntos e mal se beijavam antes de saírem. Toda a mágica representação que tinham a respeito do que se tratava o amor era voltada aos pequenos e à profissão. Todo o sentimento mais puro era dedicado a isso, não restando praticamente mais nada para compartilharem entre si, como um casal.

— Vocês precisam de um equilíbrio: amar as crianças, se amarem e amarem o que vocês fazem — Hyejin aconselhou. — Vocês também precisam de cuidados, o casamento de vocês precisa de cuidados. Fizeram um juramento e agora não estão mais cumprindo. Cadê aqueles dois rapazes apaixonados de dez anos atrás, que prometeram nunca deixarem de se amar?

Nenhum dos dois foi capaz de segurar as lágrimas, desabando com a lembrança do amor e da ligação que um dia tiveram. Não conseguiam se encarar, sentiam-se envergonhados demais para tal. Era realmente lamentável a situação na qual estavam inseridos. Ou melhor, na qual haviam se inserido.

Como puderam chegar a esse ponto?

Como puderam deixar o amor, que sempre fizeram questão de demonstrarem sentir, de lado?

— Arrumem uma pequena bagagem — Hyejin começou. — Vocês vão passar o final de semana juntos. Peguem o carro e saiam sem rumo durante esse tempo. Se encontrem e encontrem esse amor que eu sei que ainda 'tá aí, dentro de vocês.

— Sogra... as crianças... — Taehyung ia dizendo, mas novamente fora silenciado e com razão.

— As crianças vão se divertir com as avós durante o final de semana inteiro — Yongsun acrescentou. — Andem, vou preparar um lanche para vocês, mas antes disso me deem os celulares. Vocês vão ficar com o meu para o caso de precisarem se comunicar se algo acontecer, o que eu duvido muito — ela falou, estendendo a mão para ambos entregarem os aparelhos.

— Não queremos atrapalhar vocês, omma — Hoseok relutou.

— Nós criamos você, garoto. Damos conta dos nossos netos.

Depois de muita luta e hesitação, os dois se olharam e concordaram com a ideia imprevista. Em seguida, foram para o quarto e preparam uma pequena bolsa com uma muda de roupa para cada um, além de alguns objetos de uso pessoal. Pegaram tudo o que precisavam, imersos num completo silêncio, sem trocarem uma palavra sequer e foram até o quarto dos pequenos para se despedirem sem que os acordassem, é claro. Eun ji, que era mais preguiçosa, nem mesmo se mexeu com o afago que o casal lhe deu, enchendo-a de carinho e beijinhos doceis.

Hyun acordou assim que Hoseok chegou perto de si, o abraçando pelo pescoço. Ainda temendo o pior, o pequeno perguntou:

— Appa, vocês vão embora? — chamou Taehyung com a sua pequena mãozinha. — Não vamos mais ser uma família?

— Claro que vamos, meu amor! — Taehyung respondeu, sentindo os minúsculos dedos lhe acariciarem a orelha como o garoto adorava fazer, ainda agarrado ao pescoço do psicólogo. — Vocês dois vão passar o final de semana com as vovós Hyejin e Yongsun. Promete ajudar a cuidar de sua irmãzinha? — o Kim acariciou cabelos de sua pequena filha adormecida, observando o seu filho assentir, ainda no colo de Hoseok. — Nós amamos muito vocês.

— Eu também amo vocês, appas — a criança disse, encostando a testa na maçã do rosto de Hoseok, intercalando os olhares entre ele e o Kim.

— Agora volte a dormir, 'tá bom? E se divirtam bastante — o casal se despediu com ambos dando um beijo de cada lado da bochecha gorducha do filhote mais velho. Depois saíram, encontrando uma bolsa térmica e uma garrafa pronta junto das mães de Hoseok.

— Aqui tem um lanche pra vocês, mas tratem de se alimentarem direito — Yongsun recomendou.

— E não se esqueçam do propósito desse tempo — Hyejin acrescentou. — Deem uma pausa e se reencontrem como o casal que vocês costumavam ser. Confiamos no amor de vocês dois.

Ambos assentiram levemente ansiosos, rumando em direção à garagem, ainda em total silêncio. Guardaram os lanches no banco traseiro, retirando as cadeirinhas das crianças e colocando a bolsa e uma coberta no compartimento do porta-malas. Com a bagagem devidamente armazenada, os dois entraram no carro visivelmente tensos e incomodados, sem saber o que as próximas horas lhe reservavam e, principalmente, ansiosos para descobrirem como estariam na segunda-feira.

22 de Outubro de 2021 às 14:05 0 Denunciar Insira Seguir história
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