katherine_lou Lou Katherine

Denver e Lizzie decidem atender seus sonhos de conviver na ilha encantada, Canto do Paraíso, mas o destino ruma para um lado diferente. Lizzie desaparece misteriosamente, e todos disseram a Denver que ela foi ao Canto do Paraíso. Dias depois, Denver recebe uma chamada anônima dizendo que Lizzie está na floresta, e a encontra quase sem vida e com um lenço no pescoço, que ele havia a dado. Ao amanhecer, Denver é preso por assassinar Lizzie, mesmo ele implorando ser inocente e tentando explicar a história, a população fica horrorizada ao saber que Denver é filho de uma das autoridades. Como a ilha recebeu o primeiro homicídio em seu solo e por ser uma garota, as autoridades não fazem ideia que tipo de punição Denver possa merecer e por isso ele permanece preso. Mas nada está perdido para ele, e Canto do Paraíso tem um predador.


Fantasia Fantasia urbana Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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17 de Junho

Canto do Paraíso e Ilha do Mar Cristalino são duas ilhas extensas localizadas no centro do Oceano Atlântico, ligadas por uma ponte para facilitar o trajeto das pessoas, mas dizem que é para cumprir a tradição de permanecer em uma das ilhas.


Canto do Paraíso fora descoberta pelosnavegantes, Kellan, Levon e Merrick, que conviviam na Ilha do Mar Cristalino; acharam a ilha predominantemente encantadora e mágica, exploraram antes de retornar a terra natal à noite. Acordaram todo mundo alegando ter desvendado “a ilha dos sonhos” e levaram os ansiosos para uma vida nova em seu navio. Foi Merrick que batizou a ilha.


Misteriosamente, a Ilha do Mar Cristalino fora habitada por criaturas extremamente estranhas, chamadas popularmente de “bestas”. As criaturas possuem asas rudimentares cor-de-rosa e um risco vermelho no centro, presas negras enormes, chifres vermelhos, um tufo de cabelo rosado ao redor dos chifres, olhos negros, veias escarlates espalhados na face, nariz torto e pernas compridas pretas e com manchas rosas com garras afiadas; a cabeça e as pernas ficam fincadas.


Depois surgiu os seres humanos, com a pele vaidosamente pálida e as órbitas dos olhos grandes. Essas características foram ficando menos frequente ao passar do tempo, mas nem todas as crianças escaparam ao nascer.


As pessoas contam que a Ilha do Mar Cristalino originou-se através de uma conjuração pelo rei das bestas, meio humano e meio monstro. Não há relatos excêntricos que resultou osurgimento de Canto do Paraíso.


Mas a ilha é rainha de lugares fantásticos. E são esses: Vale das Riquezas, As Montanhas Azuladas, O Vilarejo Que Não Dorme, Floresta Esdrúxula, Parque Verdejante, A Colina Magnética.


A maioria dos lugares não possuem nomes, mas vale a pena visitar e se deixar esquecer a realidade e os problemas.


Há rumores de que as autoridades da ilha proibiram os habitantes de comentar aos turistas sobre pedras preciosas enterradas no subsolo das montanhas, só para evitar conflitos. Porém há um fato que tanto a população quanto os turistas só sabem da existência uma pedra transparente e lisa que ilumina por dentro à noite. Os mágicos da ilha apenas descobriram que ela deixa o lar harmônico.


Uma coisa que as pessoas temem é a aparição de uma fera nativa, mais conhecida como O Devorador...


Perry!


Fecho o livro tomado de susto pelo berro da minha mãe.


— Perry — Ela está no corredor.


Fico de pé quando ela abre a porta. Ela me encara com mau humor, mas desvio meu olhar para a sua roupa de domadora de feras: vestido médio de couro preto com mangas curtas, acompanhado com o desenho de uma besta em dourado estampado no peito, e botas que alcançam as coxas.


— Tem alguém no telefone querendo falar com você.


— E por que esse mau humor todo? — Arrisco. Na verdade estou pasmado, ninguém liga para mim.


— Edgar — Meu padrasto. — Agora toma o telefone, é feio deixar as pessoas esperando.


Ela empurra o telefone para mim.


Quem? — Franzo a testa.


— Alguém do Canto do Paraíso.


Estou pasmado mais ainda. Acabei de ler sobre essa ilha. Será que... Será que meu pai que finalmente foi apareceu?


— Sinto muito, vou estragar sua esperança. Não é seu pai — lança após sair do quarto.


— Alô — digo, com a voz triste.


— Olá, sou Makenna Harrington, estou falando com Denver Galloway?


— Está, sim.


— Eu sei que seu aniversário é daqui alguns dias, mas eu queria muito te parabenizar.


— Não tem problema, senhora Harrington — digo, com gentileza.


Eu queria perguntá-la como ela sabia do meu aniversário e se mais alguém sabia.


— E parabenizá-lo por ter nos dado um novo lar.


Franzo o cenho.


— Fiz o quê?


— Falando assim, aposto que seus pais não te contaram, estou certa?


— Está certa — gaguejo.


A senhora Harrington bufa.


— Então vou te contar. O Canto do Paraíso foi um presente de seu nascimento que seu pai fez questão de ir atrás, para que futuramente você pudesse conviver e apreciar e para dar um novo lar às pessoas dessa ilha — Ela pausa. — E é por isso que estou te agradecendo. Se você não existisse, não teríamos esse lugar tão cedo.


Sinto que o piso foi partido em dois e eu ter me espatifado lá embaixo.


Vou cobrar essa história da minha mãe.


— Faz isso — diz, com desdém. — Sabe, Denver, eu tenho pena dos pais que você tem, principalmente da sua mãe assassina.


Meu estômago se revira. O povo do Canto do Paraíso já sabe dos feitos de Heike Norwood, a serial killer da Ilha do Mar Cristalino. Deve ser por isso que meu pai foi embora.p


— Aí está de tarde?


— São onze da manhã.


— Tenha um bom dia, tchaau.


Assim que ela desliga, saio como um furacão pela porta. E quando percorro para chegar às escadas, minha respiração prende ao me deparar com uma besta vindo ao meu encontro. Minha mãe quer me matar? Mas ela me ama.


As bestas ficaram conhecidas recentemente como “criaturas do submundo” por serem flagradas saindo e entrando em buracos do seu tamanho. O livro não mostrou que elas são agressivas e que podem ser domesticadas como os cachorros, e por isso apareceu os domadores de feras.


Mas como as pessoas dessa ilha são perversas, espalharam para a sociedade que os domadores treinam as feras para matar quem desejasse. Muita gente olha de cara feia para minha mãe, e eu deveria parar de acreditar que as pessoas estão erradas. Após minha mãe matar um número de homens, “largou” sua vida de assassina e começou a domar uma besta, que se tornou seu cachorrinho de estimação.


Recuo uns passos e isso faz a besta avançar em mim. Corro para meu quarto e tranco. A besta tenta arrombar, mas sem sucesso.


Abro a janela e saio. Quando me permito cair nos arbustos, lembro que não peguei meu celular.


Como sou idiota.


Do nada, uma mulher de vestido preto surge na minha frente, me fazendo cair outra vez. Reconheci que é uma das vizinhas futriqueiras.


— O que faz aqui? — questiono com educação. E me levanto.


— Oh, Denver, vim te avisar que acontecerá algo inusitado após seu aniversário.


— Coisas inusitadas acontecem com todo mundo na Ilha do Mar Cristalino, senhora — digo, gentil.


Ela me encara azeda.


— Eu sei disso, besta.


— Falando em besta, tem uma dentro da minha casa querendo me matar — Aponto para a residência.


— Problema é seu — Dá de ombros. — Voltando ao assunto, esse caso inusitado que vai acontecer será silencioso e imperceptível que só dará conta quando tudo ficar pior. Atente-se, Denver.


Cruzo os braços e reprimo uma risada.


— Obrigado pelo aviso — Viro o rosto para rir.


Não me importo se ela percebeu. Quando ergo o olhar, vejo-a sair por uma brecha na cerca.


Balanço a cabeça em negativo, ignorando tudo o que ela disse. Recordo que ela é uma louca querendo atenção.


Ouço um barulho em cima de mim. Inclino a cabeça e me deparo com o demônio no parapeito e levantar vôo.


Ele rosna quando corro para a frente da casa e penso no estrago que a besta fez na porta e no meu quarto. O bicho me alcança e me empurra no gramado com as suas patas.


Escuto-o pousar atrás de mim. Apresso em me levantar.


Bestas não atacam os humanos, só se estiverem incomodados. Mas eu não fiz nada para ele. Talvez esteja com fome.


Bestas não se alimentam de carne humana.


A fera avança e avança, eu recuo e recuo. Ela está encontrando o momento para me atacar. Se eu desviar minha atenção para qualquer coisa, estarei nas suas presas.


Algo metálico despenca no meu lado. Algo para atacar a besta. Pego sem tirar os olhos; e num segundo arremesso a lâmina na perna da criatura.


Ela tomba.


Me aproximo e tiro o facão da perna para deslizar no pescoço, e em três minutos ela está sem vida. Ouço os passos de minha mãe atrás de mim.


— Você quis me matar — lanço.


Ela franze a testa.


— Que absurdo, claro que não.


— E por que essa besta estava querendo me atacar?


— Eu não sabia — defende-se com uma voz inocente. — A minha fera está no estábulo.


Acredito nela. Ela agarra meu ombro, eu a encaro.


— Eu não estou domando minha fera para te matar. Jamais farei isso.


Suspiro pedindo desculpas e agradeço pela arma.


— Vamos nos livrar dessa coisa.


Quando eu tinha dez anos, minha mãe me ensinou a matar criaturas do submundo com qualquer arma. Em uma noite, com o quintal sendo invadido por bestas, minha mãe assassinou três, e eu, cinco.









21 de Outubro de 2021 às 22:14 0 Denunciar Insira Seguir história
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