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Ana Patrícia Maria De Sousa Tomaz


Histórias reais de uma jornada de erros e acertos no mercado de trabalho.


Histórias da vida Todo o público.
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Criança tendo sonho em ser adulto

Era uma vez. Esquece, aqui não é conto de fada, é uma história real de uma menina do sertão do Ceará, que já rodou muito atrás de um futuro melhor e hoje fica se perguntando se tivesse ficado parada, não teria chegado no mesmo resultado.

Pois bem, é difícil iniciar sem ser do início, mas o início ficará para quem sabe um livro de comédia/terror porquê a história se estenderia demais, mas, para resumir, a menina em questão que sou eu só tinha uma mãe desempregada, um pai ignorado e uma avó pensionista e um sonho de mudar a história daquela geração de mulheres sofridas e eu sabia que só seria possível estudando muito e foi o que fiz e faço até os dias de hoje.

Eu tinha em casa duas mulheres íntegras, honesta, de carácter e que tinha princípios ímpares, mas que não tiveram a felicidade de nascer em berço de ouro e ambição de mudar de vida, se contentaram em serem esposas, mães, donas de seus lares o que já é muito, principalmente para minha avó que era de uma época em que se tinha 10 ou mais filhos. Elas não queriam que eu tomasse o mesmo rumo e sempre me incentivaram a estudar e trabalhar para ter o meu e não depender de ninguém, então foi o que fiz.

O problema é que essa tarefa veio no momento em que eu deveria ser criança ou no máximo uma pré aborrecenta, muito cedo tomei para mim uma responsabilidade que não era minha, ser adulta provedora do lar e por mais que eu não tenha conseguido de imediato, era um objetivo de vida.

Tive uma infância perfeita, era filha única, mas minha mãe criou dois sobrinhos, que eu tinha como "irmãos" até alguns anos atrás, nessa época ainda podíamos brincar na rua, jogar bila, bola, pião, brincar de trancelim, de esconde-esconde, pega-pega, amarelim, infância que eu sonho para minha filha, sem medo.

Nós poderíamos nos considerar classe média, éramos uma das poucas família que tinha telefone fixo em casa, antena parabólica, mainha fazia feira de frutas e legumes todas as segundas, lembro que ela sempre pagava uns meninos para trazer as duas cestas cheias, e uma vez por mês ela fazia compra no mercado, era o melhor dia do mês, era muita variedades de lanches, estudávamos em escola pública, mas era mais por conveniência já que a escola ficava do lado de casa, e os professores da escola particular era o mesmo da escola pública e naquela época eles não diferenciava a qualidade de sua profissão pelo salário, mas nós fazíamos banca a tarde, tínhamos os melhores matérias escolares, sempre adavamos bem arrumados, roupas limpas, passadas e cheirosas, tinhamos até uma moça que ajudava mainha em casa e com as roupas, era maravilhoso, até que, como se fosse da noite para o dia as coisas foram se desfazendo, a moça já não vinha mais, os cestos de frutas passou ser um e dava para mainha trazer sozinha, o telefone foi retirado do gancho, começamos a ouvir que tínhamos que economizar, que esse mês não, que tinha que escolher entre uma coisa ou outra e tudo aquilo simplesmente acabou.

Esqueci de falar que tínhamos duas rendas em casa, minha avó era pensionista e o pai dos sobrinhos que minha mãe criava ajudava com os custos, a casa onde moravamos era dele também. Minha mãe nunca trabalhou, os custos comigo era arcado pela minha avó e meu tio, minha mãe tinha como um acordo com ele: "eu crio seus filhos e você não deixa faltar nada para minha filha" e de fato nunca faltou enquanto a paz reinava na família.

Eu era criança, eu só queria duas coisas na vida, estudar porquê amava e brincar porquê era a forma que eu me socializava com as amiguinhas, mas vê as coisas mudarem em casa mim incomodava, não por causa do "luxo" que tínhamos, mas principalmente pelo motivo que nos levou aquela nova realidade, a harmônia da nossa família não era a mesma, era muitas brigas, entre minha avó e minha mãe, entre minha mãe e meu tio, entre meu tio e minha avó e aquilo tudo só foi afastando e desfazendo o nosso lar perfeito.

Eu achava que era tudo por causa da falta de dinheiro, então logo cedo já pensava o que eu poderia fazer para ajudar, sempre fiz cursos de artesanatos e um que gostei muito foi ponto cruz, aquele foi minha primeira experiência profissional, acho que eu tinha uns 9 a 10 anos de idade, eu era muito boa, pedi para meu tio material para fazer panos de prato para vender ao invés de presente e ele prontamente me deu, o que eu não imaginava era o tão quanto as pessoas são filhas da mãe e não valoriza o trabalho dos outros, os valores que elas queriam pagar, não pagava nem o material que meu tio tinha mim dado, lembro de uma encomenda, a maior que tive, era de uma médica, uma ex do meu tio, amiga da família, era um conjunto de cama para um sobrinho dela, ela escolheu a arte mais difícil, mais detalhista para fazer e era para replicar pelo menos umas cinco vezes aquela merda, eu estudava, comia, dormia e trabalhava, não brincava mais, assistia só ouvindo as vozes, era a minha prioridade, achei que com aquele trabalho eu poderia rever todo o dinheiro que já tinha investido e ficaria "rica", quando finalizei e ela foi pegar, fiquei tão nervosa, ela perguntou o valor e minha avó disse: "o que você quiser dar" e ela puxou, sei lá, uns R$ 10,00, nossa, meu chão caiu, nunca mais quis fazer àquilo para ganhar dinheiro, fazia para dar de presente para minhas tias, madrinhas ou para ajudar na encomenda da vizinha, mas para ganhar dinheiro, nunca mais.

Tinha outras habilidades com artesanato, mas já tinha me dado conta que com aquilo eu não conseguiria ajudar a minha família. O tempo foi se passando e as brigas só aumentava até que um dia um "amigo" de mainha que morava em SP ofereceu a casa dele que ficava umas 8 casas depois do meu tio para mainha cuidar, em troca ela não precisava pagar aluguel, lembro que eu fiquei muito feliz, a casa era velha, feia e não tinha água encanada, mas eu teria um quarto só para mim, ia poder receber meus amigos - minha avó assustava todos - e o melhor, mainha e vovó não iria brigar tanto como estava brigando.

E assim foi, nós duas fomos para essa casa, vovó e meus "irmãos" continuaram na mesma casa, não tinha mudado muita coisa porque a aparência que dava é que apenas a casa cresceu já que eu não saia da casa de vovó. Nessa nova casa nós não tínhamos além da água encanada, não tínhamos geladeira e antena parabólica, todos os móveis era de segunda mão, mas para mim, tudo bem, a paz reinava. E foi aí que surgiu a segunda oportunidade de trabalho, eu já tinha uns 11 a 12 anos e como mainha que arrumava a casa de vovó, mas agora tinha a casa dela, me ofereci para ajudar vovó por um salário risório, tendo em vista que era obrigação minha ajudar de graça, ela para me tirar de tempo, me ofereceu R$ 1,00 por dia, o que ela não esperava é que eu iria aceitar, porque eu só pensei que seria R$ 30,00 no final do mês, o que era para ser perfeito, acabou mais cedo do que imaginava, para ser mais sincera, no segundo quarto, no meu primeiro dia de trabalho. Minha avó foi a chefe mais chata que tive na vida, ela simplesmente ficou no meu pé, dizendo o que fazer e como fazer, reclamando de tudo, até eu perder a cabeça e largar tudo e ir embora. Esse foi meu segundo fracasso no mercado de trabalho, as vezes ainda seguir limpando a casa dela ou dar minha madrinha mas sem fins lucrativo, só para ajudar mesmo quando elas estavam debilitadas.

Então eu já não sabia o que fazer para ter uma graninha, então foquei em algo de longo prazo, estudar e foi o que continuei fazendo.

A minha cidade é um interiorzinho do Ceará, fica no Cariri, não tem um polo de trabalho por perto, as atividades empregatícios são:

1 Roça, acredito que essa atividade seja 80% ou mais, é da onde se tira o alimento literalmente e sustento da maioria, seja por plantio ou por criação de animais;

2 Casa de família, essa geralmente é a mais desumana, claro, não afetando a todos, mas geralmente as famílias trás uma jovem da roça, faz a infeliz trabalhar o dia todo e a noite ela estuda e o salário é a morada e comida e ainda sai como bom samaritano que deu oportunidade;

3 Comércio, essa vai contra toda constituição trabalhista que existe, e novamente, não afetando a todos, a pessoa trabalha o dia todo, seis e quem sabe sete dias da semana, sem direito a nada, fora o salário que por algum motivo não é o mínimo, eles determina o que pode dar e obviamente não assinam a carteira;

4 Prefeitura, essa é a menos pior, porque depende muito de como você conseguiu entrar, se foi por concurso, ótimo, o pior que pode acontecer com você é na gestão que o candidato que você não votou ganhar, e colocar para você ir trabalhar na caixa prego, mas se você entrou porque é parente, ai sim você perde a mamata;

5 Banco, essa é a melhor e sem dúvida era a minha opção o único problema é que a cidade só tinha dois bancos e os dois eram estatais, então a concorrência seria grande.

obs: estou falando de um cenário de 20 anos atrás, não sei se procede nada do que falei acima nos dias de hoje, vamos torcer que não.

Eu pulei uma informação relevante, porque me disperta sentimentos ruins e definitivamente não gosto de falar, mas infelizmente foi um dos motivos que me trouxeram até aqui.

Nesse caminho existe um padrasto, nossa, até a palavra me trás repúdio, mas vamos lá, minha mãe tinha um ser, ele era primo dela e obviamente a família toda conhecia, antes da minha vinda ao mundo minha mãe já tinha namorado com ele mas como minha avó e meu tio não aprovava ela acabou terminando e casando com outro que obviamente não iria dar certo, o que fez que anos depois os dois voltassem a ficar juntos e acredito que nessa época eu já tinha nascido e já tinha uns dois anos e para minha infelicidade perdurou por muitos anos.

Uns dos motivos que minha avó e minha mãe brigava era por causa dessa pessoa, eu era muito nova, não entendia muito porque minha avó não gostava dele, parecia mais ciúmes que ela tinha da minha mãe - anos depois a verdade veio a tona - mas a sorte é que o "casamento" desses dois eram a distância, ele não morava mais lá, só ia na cidade uma ou duas vezes no ano e não demorava muito, só o suficiente para as brigas aumentarem, quando nos mudamos para a outra casa ele passou a ser o provedor do lar e provia, todo mês mandava o dinheiro da feira, como não pagavamos aluguel, nem água só restava a energia e com o bolsa família mainha se virava, era muito engraçado, mainha não tinha cartão de crédito, ela comprava no crediário, então ela comprava, roupas, sapatos, perfume tudo na mão de amigos e pagava por mês R$ 10,00, R$ 20,00 com uma dívida de R$ 300,00 e tudo bem, era a confiança que ela tinha deles que importava, sabia que poderia ser pouco, mas era o que ela poderia pagar e um dia aquela conta de R$ 300,00 iria sumir, hoje vejo o tanto que deveria ser desesperador para eles terem mainha como cliente.

Mas voltando, mainha ficou mais de 10 anos nesse casamento a distância e era perfeito, por mais que houvesse brigas entre mainha e família por causa dele, eles dois não brigavam, era amor puro até quê acabou a distância.

A relação do meu tio e mãe já tinha acabado, os dois não se falavam mais e até hoje não se fala - e aqui quero que vocês preste atenção no tamanho do rancor que essa família guarda - mas mainha mesmo em outra casa cuidava dos filhos dele, porque para ela, era filhos dela também, já que tinha criado desde bebê, ela continuava arrumando a casa, fazendo a feira, comprando roupas, material escolar, levando ao médico, participando de reuniões escolares, bem, era a mãe, não falei antes, mas fica aqui registrado, meu tio não morava na cidade, ele morava em outro estado, e como o marido de minha mãe também vinha em tempos visitar e voltava para trabalhar e mandar o sustento. Como os bebês estavam virando homens, o mais velho já com seus 15 anos, a relação familiar cada vez pior e o custo de vida aumentando, surgiu a possibilidade de irmos morar com o marido de minha mãe e a desgraça reinou na minha vida.

Claro que quando mainha falou comigo eu amei a ideia, para mim seria mais oportunidades de trabalho, porque era isso que ele pintava e todos que saiam da cidade, que fora daquelas fronteiras tinha um mar de maravilhas e eu queria. Eu já tinha 14 anos, estava em um ótimo momento, tinha várias amigas, indo ótima na escola, enganchada na igreja, eu já ia em festa sozinha, só estava sofrendo por um namoradinho que tinha terminado comigo e casou com outra - isso também foi um bom motivo para ir embora na época - resumindo, a nossa ida seria para melhorar nossa vida financeira, o marido de minha mãe tinha dito que meio que as duas já tinham empregos certos, minha mãe como diarista na casa do chefe dele e eu ia trabalhar como recepcionista no depósito do irmão do chefe dele, nossa é como se eu tivesse ouvindo agora essas promessas. Então fomos, não tínhamos nada material de valor para levar, deixar para trás não foi difícil, o difícil foi deixar meus amigos, "irmãos" e principalmente minha avó, doeu muito e depois de mais de 15 anos doi demais ainda, vendo tudo que aquela infeliz decisão acarretou de ruim para nós.

Vocês devem estar se perguntando porque diabos ela está falando disso? Eu só quero trazer vocês para o cenário que me fez fazer escolhas tão erradas na minha vida profissional.

Certo, agora estava na Bahia e acreditem em Deus e não em mim, quando eu falo, na primeira semana que tínhamos nos mudados a casa já tinha caído e eu não estou falando das condições em quê nos encontrávamos, porque a nossa já não era boa mesmo, a casa só era menor, mas os poucos moveis que tinha era usado também e não usado de uma forma que saiu de uma loja e alguém usou e depois foi revendido, usado de juntar dois pau e fazer uma mesa, mas tudo bem, quando eu falo que a casa caiu é que o marido e casamento perfeito nunca existiu - e foi aqui que fez sentido a implicância que minha avó tinha dele, era como se sentisse - na primeira semana minha mãe ja se humilhava para comer um pão, ele chegava bêbado, um cheiro insuportável em casa, mainha e eu passamos por humilhações que não desejamos a ninguém, um simples R$0,50 para tirar xerox para escola era uma briga, nunca tinha dinheiro, queria saber para que eu queria, até aquele momento eu nunca tinha sentido necessidade de um pai, porque minha avó e meus tios supriram ausência, mas alí eu só imaginava: "se eu tivesse um pai, eu não passaria por isso", o pior que mainha não queria falar com ninguém sobre o que estávamos passando, ela achava que daria razão a todos sobre o que eles achavam do marido maravilhoso dela e no fundo ela acreditava que poderia melhorar - isso nunca aconteceu - então vivemos longos e longos 3 anos com aquele infeliz naquela situação.

No começo naquela nova cidade não foi nada bom para mim, a escola era distante e até eu descobri que tinha ônibus de graça eu ia andando porque eu não queria que mainha brigasse para conseguir dinheiro para transporte, eu não saia de casa, não tinha amigos, a casa era muito pequena, então eu só saia do quarto quando o infeliz saia para o trabalho e ia deitar quando ele chegava, até para ler um livro que a professora mandava para fazer um trabalho, eu lia a luz de vela para economizar na energia porque ele ficava brigando. Mainha a cada dia ia se fechando, não ia nem no mercado, ela já não conhecia ninguém que vendia fiado, aos poucos passou depositando em mim a saída dos nossos problemas, obviamente os trabalhos garantidos que tínhamos nunca existiu, então eu tinha que dar meu jeito.

Com 15 anos eu estava me preocupando em fazer carteira de trabalho porque eu achava que era a única forma de trabalhar na cidade grande, mas tinha que ter CPF, eu lembro claramente que minha mãe por mal saber ler, eu que ficava indo atras de saber como fazer e como moravamos muito longe do centro, eu ia sozinha saber como era e depois levava mainha só para ela assinar já que eu era de menor.

Com minha carteira nas mãos agora eu poderia conseguir um trabalho e ter dinheiro e tirar mainha daquela relação abusiva.

Eu não tinha acesso a computador e muito menos a internet, quando eu vim ter isso em casa eu ja tinha 22 anos - daí se tira como errada foram as minhas escolhas - eu não conhecia CIEE, IEL nem um centro de integração de emprego e tudo isso existia na cidade, mas minhas colegas que eram da cidade não sabia que existiam porque não precisava, então meu primeiro emprego de verdade veio da minha única fonte de informação, a escola.

Eu já tinha um ano naquela cidade, estava no segundo ano, mainha já me deixava sair de casa, sempre na desculpa de ir estudar nas casas das amigas porque elas tinham computadores ou porque lá em casa não cabiam elas, o que não era mentira, era a forma que eu tinha de fugir daquele inferno, mas morria de dor de deixar mainha.

Naquele ano surgiu oportunidade de participar de uma seleção para uma vaga de emprego - aqui eu não vou dar nomes de empresa e nem função para não ter associações e não prejudicar ninguém - vou chamar emprego 1. Para participar tinha que ser de escola pública (✓), segundo ano(✓) e ter as melhores notas (✓), eu mim encaixava em tudo e até que fim que a minha insana busca por melhores notas teve resultado, nossa, quantas vezes eu ouvia: "oito tá bom, para quê mais, você já está passada, para quê estudar mais, você estuda de mais, você é doida", toma!!! Olha a doida empregada. Obviamente eu tinha os requisitos para participar da seleção, mas tinha que passar na seleção e lá vou eu, me lembro como se fosse hoje, fui com uma bermuda bege que tinha sido uma calça, mas eu aproveitava as calças para fazer bermuda e depois shorts, fui com uma blusinha verde, sem mangas e mostrando umbigo e com tamanco marrom, meu Deus, não me lembro o que falei naquela entrevista, mas passei. Eu não tive orientação nenhuma de como me vestir, se comportar o que falar, simplesmente fui eu, ingênua, matuta e doce.

Eu acho que ainda tinha 15 anos quando fiz a entrevista, mas demorou um pouco para ser chamada, lembro que eu estava na escola quando ligaram para mim - eu tinha celular que meu outro tio/pai tinha me dado quando fiz 15 anos - sai da sala e a pessoa falou que eu tinha passado, mas tinha um probleminha, a vaga era para o período da manhã então eu teria que mudar de turno na escola e prontamente eu fiz, eu só queria trabalhar.

Aquelas novas amizades que eu já tinha feito teria que deixar novamente para ir atrás de um futuro melhor, passei a trabalhar pela manhã e estudar a tarde, o dinheiro era muito pouco, mas o suficiente para comprar as minhas coisas, higiene pessoal, roupas, material escolar e para quando eu quisesse sair, aquele emprego tinha dia para começar e fim para acabar, era um estágio de um ano e não tinha como renovar, dei o meu melhor para pelo menos ter uma boa indicação, porque experiência eu ja ia ter.







19 de Outubro de 2021 às 14:10 0 Denunciar Insira Seguir história
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