J
Jamille Estefane Marques


Uma jovem garota se muda para uma cidade desconhecida a procura de trabalho,até que é contratada por uma família milionária,e sua vida se transforma,entre problemas e alegrias.


Romance Romance adulto jovem Todo o público.
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Triiiin,Triiiiiin!

*Não vou levantar agora*

Triiiiiiin, Triiiiiiin,Triiiiiiin!

— Luizye,filha,levanta,você vai se atrasar pro trabalho meu anjo.

Abro vagarmente meus olhos e vejo meu pai sentado ao meu lado acariciando meus cabelos.

— Bom dia papai! Como o senhor está?

— Estou bem meu amor! Você precisa levantar,antes que se atrase.

— Já vou papai,estou com preguiça.

Meu pai continua acariciando meus cabelos em silêncio enquanto me olha.

— O que foi papai?

— Nada filha, só estou lembrando dos momentos bons que passamos com sua mãe.

— O senhor falando dessa forma até parece que a mamãe morreu.

— Pra mim ela morreu.

—Pai,sei que o que a mãe fez foi horrível, mas não pode odia-la pelo resto da vida,não acha?

— Sei disso filha,mas ainda não estou pronto para perdoa-la. Ela ter nos abandonado por riqueza e fama,isso não se faz com a família.

— Eu sei que dói pai,mas sei que algum dia vai conseguir perdoa-la,mas leve o tempo que precisar.

Ele me dá um beijo na testa,se levanta e sai.

*Bom acho que agora vou ter que levantar mesmo,já que acordei,melhor eu começar a me arrumar.*

Enquanto estou sentada em minha cama pensando em levantar e me arrumar pra ir, ouço uma pedra bater em minha janela. Vou até lá,abro e olho para baixo,levo um susto ao ver Kurt já em minha frente,ao ter subido pela árvore.

— Não sei se você sabe,mais a minha casa tem porta. - falo enquanto Kurt entra no meu quarto.

— Sei sim Lizye,mas sabe que gosto de aventuras.

— Ué,e desde quando subir em uma árvore se tornou aventura?

— Desde que você mora em uma casa de três andares.

— Você quer dizer o sótão? O sótão não é considerado um andar,sabe disso né?

— Tanto faz.

— Tá,agora me fala o que quer em plenas 6:32 da manhã? Não tinha outro horário pra me atazanar não?

— Bom,na verdade tinha sim,mas é que eu gosto de ver você com essa cara de zumbie e esse cabelo muito doido pro ar kkkk.

— Seu idiota,diz logo.

— É que eu preciso de grana.

— Cara,eu acredito em qualquer outra pessoa com essa desculpa, mas em você não,você é rico.

— Bem de vida,sou bem de vida. Não gosto do termo rico,os mauricinhos daquela casa gostam,mais eu não.

— A realidade é que você é o rebelde da família né cara,seus irmão andam de terno e gravata, e você de bermuda, tênis Jordam e skate.

— Terno e gravata são pra metidinhos e não pra mim.

— Ovelha negra da família você. Tá mais desembucha que troço você quer comigo!

— Você vai brigar comigo.

— 1,2...

— Tá! Eu e a Luna discutimos denovo,ela quer terminar de vez e eu preciso da sua ajuda.

— Ah Kurt,é brincadeira né cara. Já é a terceira vez só essa semana,eu não sou cupido,até o meu tá fugindo de mim.

— Lizye,por favor,por favorzinho.

— Ahhhh, tá. O que quer que eu faça?

— Uhuuuu,tu é demais cara,amo você. - ele fala enquanto me dá um abraço apertado e um beijo na bochecha.

— Cara,sabe que não gosto de abraços Kurt,que nojo.

— Sério Lizye,tu é muito velha,já parou pra pensar que tu é a mais madura de todos nós,isso é muito estranho,tu parece aquelas mães sérias e implicantes.

— Cala a boca rapaz,agora fala logo o que quer que eu faça antes que eu desista dessa porcaria.

— Tá,eu preciso que você converse com ela e a convença a não terminar comigo.

— Tá,agora uma pergunta! Qual o motivo da briga?

— Ela disse que sou muito imaturo e irresponsável.

— Ok,beleza. Agora você já parou para se analizar? Será que você não está mesmo sendo isso? - falo enquanto entro no banheiro e troco de roupa.

— Talvez Lizye,não sei.

— Análise-se quais são as atitudes que você anda tendo. De que forma você age diante de determinada situação.

— Verdade. Não havia parado pra pensar que talvez eu esteja provocando toda a confusão.

— Não que ela esteja totalmente certa,mas talvez você esteja pensando demais com o coração e menos com a cabeça. Agora tome uma atitude e resolva sozinho essa burrada.

— Muito obrigado mesmo Lizye,você é demais. - fala Kurt enquanto desce pela árvore novamente.

Acabo de me arrumar e desço para o café da manhã. Olho ao redor e vejo que meu pai está na sala ao telefone com uma cara de preocupado. Começo a tomar meu café enquanto ele conversa,logo meu pai chega na cozinha.

— O que foi, por quê essa cara de preocupado?!

— Nada não filha, fica tranquila.

— Tá bom então pai.

Tomo meu café e subo,termino de me arrumar e depois de dez minutos desço para ir trabalhar.

— Tchau pai estou indo,se cuida.

— Tchau filha bom trabalho se cuida também.

Saio e vou em direção ao ponto de ônibus,ao chegar vejo que o ônibus está cheio,mas mesmo assim arisco subir.

Ao chegar na cafeteria vejo que não havia pessoas lá,assim como de costume e que ainda estava fechada. Edy,meu patrão, a abria todos os dias bem cedo,pois gostava de fazer a contagem dos lucros pela manhã. Logo recebo uma ligação dele dizendo que estava a caminho e que precisava falar comigo.

Cinco minutos depois ele chega, fomos direto ao escritório dele, eu o sigo confusa.

— Sente-se por favor Liz. Gostaria de falar com você. Eu sei que é difícil mas, vou ter que fechar a cafeteria.

— O quê? Como assim Edy? essa cafeteria é seu xodó, você lutou para tê-la. Por quê vai fecha-la?

— Eu sei Liz,mas não tenho escolha,já não temos mais lucro como antes,as pessoas estão parando de vir aqui, ainda mais agora que abriu nova cafeteria na rua Dunkey, elas preferem ir lá, eles querem lugares novos, sabores novos. A concorrência é muito grande. Por isso te chamei aqui,para te agradecer por tudo que você fez por mim,por todo trabalho, empenho e dedicação.

— Edy,eu nem sei o que dizer,na verdade eu que tenho que te agradecer por tudo,você abriu as portas deste lugar pra mim e me deu uma chance de ser alguém.

— Não precisa me agradecer Liz. Por isso vou te pagar o seu salário e um bônus extra por toda dedicação e empenho durante esses três anos aqui comigo.

— Sério Edy, não precisa, sério mesmo.

— Eu não aceito não como resposta, por favor aceite, eu insisto.

Pego o dinheiro,conversamos mais um pouco,me despeço e vou embora. Chego em casa, meu pai me olha com uma cara de preocupado e pergunta o que havia acontecido,conto toda história a ele, que me olha com um olhar meio triste, e então me dá uma notícia que me arrasa ainda mais.

— Filha,sei que você já está abalada, mais infelizmente preciso te dar uma notícia.E eu sei que você é forte e que irá entender. Eu ganhei uma promoção no trabalho, e por isso temos que nos mudar de país. Temos que ir para Vancouver!

Respiro fundo e com muito esforço digo:

— Tudo bem pai, eu faço qualquer coisa para te ver feliz, até mesmo abandonar amigos,colegas,família, lembranças e... - uma lágrima escorre em meu rosto e eu a enxugo rapidamente para não deixar meu pai triste, pois não posso fazer isso com ele.

— Filha,se não quiser ir, eu entendo,podemos ficar.

— Não pai,pode ficar tranquilo, nós iremos, essa é uma oportunidade única não podemos deixar passar. O senhor merece!

—Muito obrigado,você é a melhor filha do mundo,te amo. - ele fala me abraçando,por mais que não goste retribuo enquando seguro as lágrimas pensando em tudo que deixarei para trás.

— Quando nós partiremos?

— Daqui uma semana. Já está tudo pronto! Estamos com as passagens compradas,e a empresa já arrumou o apartamento lá, está tudo em ordem, tudo certo para partirmos o mais rápido possível.

— Então eu acho melhor começarmos a embalar nossas coisas,pois uma semana é pouco tempo, então melhor começarmos já, para que tudo esteja pronto quando partirmos.

— Concordo com você filha, vou também.

Subimos,vou para o meu quarto e enquanto sento na minha cama,me permito me perder em meus pensamentos.

*Nós vamos deixar tudo para trás, todas as lembranças que passamos aqui em Kansas, amigos, família e conhecidos, colegas,todas as minhas melhores lembranças e momentos aconteceram aqui,e agora vou ter que deixar tudo para trás. Eu nasci e cresci aqui, e agora vou ter que ir,como vou avisar os meus amigos que os deixarei?*

Saí do meu mundo de pensamentos e começei a embalar as minhas coisas, pois temos apenas uma semana para arrumar o máximo de coisas que podemos levar no avião pois o restante a empresa do meu pai vai levar para nós.

Pego meu celular correndo e faço uma chamada em grupo com os meus amigos para avisar sobre a nova notícia. Todos ficam muito abalados, mas entendem que é para o bem do meu pai.

Uma semana se passa,e eu e meu pai estamos trancando a porta da casa, quando Kurt,Jeff, Lyla e Neffer chegam para se despedir da gente,pegamos as malas entramos no carro e fomos direto para o aeroporto.

Quarenta minutos depois de fazermos o check in e despacharmos as malas o avião chega e então embarcamos.



7 de Outubro de 2021 às 17:05 1 Denunciar Insira Seguir história
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Matilde Stories💕🌹 Matilde Stories💕🌹
Gostei muito, continua 😉
October 16, 2021, 19:36
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