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Samanta Barata


Hope Mikaelson é uma jovem, que desde a infância, luta contra um certo sentimento de solidão e tudo piorou quando ela perdeu-ou não- seu único e melhor amigo. Muitas coisas podem acontecer na vida das pessoas, talvez haja reviravoltas que irá mudar completamente a vida da jovem. Quer saber mais? Leia a História e se divirta ou não com o resultado.


Suspense/Mistério Suspense romântico Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#Hope #Mikaelson #Legacies #TO #TVD
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Lembranças

Você ja sentiu como se alguém estivesse te observando a cada segundo? Vigiando cada passo?


Eu sim, sinto isso todos os dias, desde o dia em que ele morreu.


"-Vamos rápido Hope, você vai fazer eu me atrasar!—Estávamos indo para o baile de formatura dele, ainda lembro bem da roupa que ele usava no momento, um paletó escuro e uma gravata borboleta cinza que eu mesma arrumei e como sempre seu tênis preto da Nike.

Eu desci a escada e fiquei o observando, como eu o amava, olhava atentamente para cada detalhe nele, seus olhos tinham um tom de castanho escuro, quase pretos, seus cabelos eram cacheados—o que fazia ele ter muito sucesso com as meninas, algo que me irritava bastante, mas me aliviava saber que ele ignorava cada uma delas—seu corpo másculo era notável no paletó que ele usava, me deixava com um calor espalhado por todo o meu corpo, me fazia gritar por dentro desejando seu toque, ou melhor necessitando do seu corpo junto ao meu.


Como eu o amava loucamente.


Estava perdida em meus pensamentos e eu acabei prendendo a respiração sem querer, ele deve ter notado porque tocou em minhas mãos me tirando do transe, fazendo-me soltar todo o ar que prendia, deu então um sorriso ladino, meio que malicioso, enquanto falava comigo.

-Hope, você está bem?— Ele olhou bem nos meus olhos com aquele sorriso lindo que tanto admirava.

-Sim, estou Phil.

Eu disse com um leve sorriso e ele sorriu de volta e me envolveu em seus braços com um abraço bem apertado. Parecia que ele sabia o que iria acontecer e ele estava se despedindo. Ah, se eu soubesse o que iria acontecer, eu com certeza não iria segurar a vontade que eu tinha de beijar seus lábios, naquele instante eu ia dizer o quanto eu o amava, mas que o meu amor era mais do que só amizade, era intenso e verdadeiro. Naquela noite, enquanto eu estava em seus braços, eu olhei bem no seu rosto e disse o que eu tanto desejava.

-Eu te amo Phil!—Falei com tanta intensidade, que com toda a certeza ele haverá entendido.

-Eu também te amo Hope, minha pequena Hope, minha única e eterna...—Nesse momento eu o olhei com um sorriso enorme no rosto, essa era a hora, ele ia dizer que também me amava, como eu o amo, eu ia saber que o sentimento era recíproco, ele então deu um beijo na minha testa e continuou.

-Irmãzinha! Nunca irei deixar ninguém lhe machucar, seja fisicamente quanto sentimentalmente.— Ele disse com o tom de voz firme, como um pai pronto para proteger a filha, o que me entristeceu, saber que ele não correspondia machucava até a alma, eu havia me enganado, não existia reciprocidade dos sentimentos, era só eu, somente eu. No momento em que eu tentava digerir o que ele dissera, uma lágrima solitária desceu em meu rosto esquentando minha bochecha rosada, como assim ele não me amava?

-Hope? Por que você tá chorando? Eu disse algo de errado?— Ele falou com uma preocupação estampada no rosto.

-Nada, não se preocupe, eu estou bem!—Disse com um sorriso menor e falso no rosto.

-Então por que choras?

-É só uma emoção, você tá se formando e irá para a faculdade, e eu, bom, eu vou ficar aqui, longe do meu único amigo.

-Amigo? Eu não sou apenas seu amigo, eu sou seu MELHOR AMIGO! E irmão também—IRMÃO, sério? Enquanto eu quero ele todo inteirinho para mim, ele me chama de irmã? Ok! Calma!

-Sim, meu melhor amigo e— fui interrompida, em boa hora, não sei se conseguiria chamá-lo de irmão, o alarme tocou anunciando o nosso atraso.

Já estávamos indo para a porta e ele me puxou para perto dele e disse.

-Você está fascinante senhora Hope.

-E você não está nada mal senhor Phil.

Saímos e entramos no carro, rumo ao ginásio da escola, já estávamos perto quando, nosso carro foi arrastado por um caminhão. O acidente foi muito grave, fiquei sem o movimento das pernas por um ano e meio, mas eu não me importava com nada! Nada mais me machucava! A única coisa que doía era saber que ele não estava mais aqui, ele morreu e eu não pude e nunca vou poder dizer o quanto eu o amei.”

Essa lembrança sempre volta, faço de tudo para esquecer mas, ela faz parte da minha vida agora e sempre irá fazer.

Sabe, lembranças não são qualquer coisa que acontece em nossas vidas, é formada de todos os momentos marcantes que ficam ocupando um vazio em nós, sejam eles bons ou ruins, quando se instalam, não vão mais embora. Eu me sinto muito sufocada com esses sentimentos que não querem partir. E o pior é que, eu não tenho com quem conversar, sem amigos, sem meu irmão por perto, sem meus pais, sem Phil. Mas, estou aprendendo a 'viver' com esses sentimentos, eles já fazem parte de mim, eu já aceitei isso, porém o sufoco continua, mas eu vou me acostumar com isso.

Eu tenho que aceitar que essa sou eu agora.

15 de Outubro de 2021 às 06:06 0 Denunciar Insira Seguir história
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