ravenblack Raven Black

Hansel e Gretel são caçadores de seres sobrenaturais, destinados e treinados para neutralizar qualquer ser maligno que atreva atravessar os seus caminhos. E dessa vez, o ano é 2016 e adolescentes estão sendo mortos no conforto de suas casas brutalmente. Correndo contra o tempo, cabe apenas os dois a resolver esse mistério antes que seja tarde demais.


Horror Literatura monstro Para maiores de 18 apenas.

#horror #sobrenatural #terror #teen #fantasma #medo #raven
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I: O Monstro, A Garota e As Bonecas de Porcelana

Livro também postado no Spirit.


"Não havia cor nas suas faces, nem sequer nos seus lábios; havia contudo, no seu rosto, uma quietude que parecia quase tão cativante como a vida que outrora lá habitara: tinha sangue no pescoço e no colo, e na sua garganta as marcas dos dentes que tinham aberto a veia - foi para isso que os homens apontaram, gritando, tomados todos eles de horror: Um Vampiro! Um Vampiro! " O Vampiro - John William Polidori





Chovia bastante naquela noite, tanto, que a água cristalina escorria sem parar nos vidros das janelas da casa. Confortável em sua poltrona, o homem de meia-idade bebericava a bebida avermelhada em sua taça, enquanto folheava despreocupado o livro Viagens de Gulliver, banhado pela luz cor sépia do abajur na sala de estar.

Um raio cortou o céu e o som forte do trovão ecoou pela casa, assustando-o. Mesmo após anos, ainda se assustava com coisas triviais e bobas como aquelas, riu da sua própria estupidez e quando se levantava para pegar mais um pouco da bebida no sótão, a campainha tocou.

Seus olhos escuros recaíram sobre o relógio de ponteiro pendurado na parede sobre a televisão gigantesca de tela plana. Era duas e quarenta da madrugada. Morava em uma área afastada e era anormal alguém bater à sua porta tão tarde. A campainha soou novamente, tirando-o dos seus pensamentos. Hesitante, foi até a porta e olhou pelo olho mágico.

Era apenas uma garota de estatura mediana e com a pele levemente bronzeada, de cabelos loiros que estavam escuros devido à umidade. Ela abraçava a si mesmo e olhava inquieta a sua volta, indefesa e perdida. Destrancou a porta e a abriu.

— Graças a Deus! — A garota exclamou aliviada — oi, hã... o meu carro quebrou a dois quarteirões daqui e eu não tenho a menor ideia de onde estou — riu sem jeito. — Será que eu poderia usar o seu telefone?

Ainda surpreso pela presença repentina da estranha, o homem olhou cada detalhe dela, principalmente a curva do seu pescoço e quadril. Um sorriso gentil brotou em seus lábios, enquanto a sua cabeça era tomada pelas possibilidades.

— Claro, entre! Está caindo o mundo aí fora! — Deu espaço para ela entrar e então, fechou a porta e a trancou em alguns segundos de distração da mesma. — Desculpe a indelicadeza, mas qual é o seu nome?

— Oh nossa — ela riu — me chamo Karine.

— Sebastian - estendeu sua mão para ela, que apertou brevemente — vou pegar uma toalha para você, fiquei a vontade para usar o telefone.

— Obrigada.

Tinha que ser rápido, não podia perde-la.

Pegou uma toalha e roupão branco de algodão em seu quarto e então voltou para a sala, encontrando a garota ainda segurando o telefone fixo, parecia ansiosa, porém, ao mesmo tempo, tinha um sorriso sutil nos lábios róseo.

- Liguei para o guincho e eles vão chegar em uma hora.

- Então é melhor esperar seca - entregou a toalha e o roupão para ela, sempre gentil. Elas gostam de homens gentis - pode usar o banheiro no fim do corredor.

— Nossa, eu nem sei como te agradecer.

O homem riu sem jeito.

— É sério, não sei o que iria fazer se não tivesse aberto a porta para mim.

E nem eu, pensou.

Os dois se olharam por alguns segundos.

Os olhos azulados delas pareciam duas esferas de luz cintilante, que transmitia inocência e, ao mesmo tempo, fervor. Um anjo que literalmente caiu do céu bem na sua porta. Senhor, como havia sido sortudo!

— Ainda bem que abri, gosto de ter companhia. - Disse por fim.

— E quem não gosta?

A moça secou-se e vestiu o roupão, deixando a suas roupas molhadas na secadora. Ao voltar para a sala de estar, o homem gentil havia colocado uma bandeja de prata, com um bule de porcelana branca e duas xícaras de chá da mesma cor e material sobre a mesinha de centro. Ela sentou-se em uma das poltronas de couro artificial, em frente a lareira e observou por alguns segundos as chamas destruírem os pedaços de lenha, enquanto a chuva continuava cair torrencialmente lá fora. A energia caiu e a única luz presente no cômodo foi a da lareira. O homem veio da cozinha e sentou-se na poltrona ao lado e disse ser normal a energia cair por aquelas bandas em noites de tempestade e logo voltaria. A moça não pareceu muito preocupada, apenas sorria.

Enquanto colocava um pouco de chá em uma das xícaras para a garota, perguntou o motivo dela está em uma área tão afastada da cidade e para onde estava indo.

— Estou indo visitar meus pais em Louisiana.

— É um bom tempo de viagem.

— Sim, mas gosto disso. É como se eu estivesse em uma pequena aventura.

— Sinto falta disso.

— Do quê?

— De sair por aí, conhecendo pessoas novas e lugares novos.

— Porque não sai mais? — Ela pegou a xícara com o chá efervescente de maça e canela, a fumaça fez suas narinas coçarem.

— Digamos que a minha prioridade seja outra.

— Entendo.

O homem pegou a outra xícara e percebeu que ela não tomava o chá.

— Algum problema? - Apontou delicadamente com o queixo para a xícara dela.

- Não, é que... bem, não quero aproveitar da sua hospitalidade, mas... será que você não tem alguns biscoitos? Desculpe, tem muito tempo que fiz a última parada e...

— Oh! Minha nossa! Me desculpe pela indelicadeza. - Colocou a xícara na bandeja e logo se pôs de pé, olhando para a moça que sustentava uma expressão envergonhada. — Não precisa ficar com vergonha, a fome é um dos piores demônios que existe! Já volto, tome o seu chá.

Tinha de ser rápido.

Gostava de assisti-las adormecendo.

Colocou alguns biscoitos amanteigados em uma tigela de porcelana. Pelos seus cálculos, ela nem chegaria a comer um, porém, tinha que manter sua aparência, já que imprevistos podem acontecer.

Para a sua sorte, a moça ainda estava acordada quando voltou a sala. Ela sorriu gentilmente para ele, enquanto o mesmo colocava a tigela na bandeja.

— São ótimos! - Exclamou a garota após pegar um dos biscoitos e coloca-lo na boca.

— São meus os favoritos - mentiu.

— Com razão.

Os olhos castanhos escuros do homem recaíram no relógio de ponteiro, estava começando a ficar impaciente; ela tinha que beber o chá! Mas ela não para de olha-lo e falar sobre a sua família. Maldita bastarda pensou, batendo agoniado o pé esquerdo no chão, enquanto os pingos da chuva diminuíam gradualmente; gostava de brincar com a sua comida, porém, aquela garota parecia está testando a sua paciência.

No fim, cansado de espera-la beber aquele maldito chá, pegou a própria xícara e tomou um gole. Queria apenas incentiva-la de alguma maneira, além de dá-lo uma aparência humana quando se comportava como um. Contudo, assim que a bebida tocou as paredes do seu estômago, uma fisgada forte e lancinante fez com que deixasse a xícara cair no chão. Tentou levantar, porém, caiu entre a mesinha de centro e a poltrona, sentindo a dor alastra-se por sua barriga. Em meio ao sofrimento e lastima, a garota levantou e veio em sua direção, agachando-se ao lado da sua cabeça, deslizando seus dedos pequenos e magricelos pelos cabelos ruivos e ondulados dele. Podia ver o sorriso dela em na meia luz; um misto de prazer e ódio.

— Para ser um vampiro, você é muito burro - disse com desdém - sério, cinco gotas de sangue de morto e hissopo e já está desse jeito.

— Su... su... vadia - arfou, enquanto sentia tudo queimar.

— Engraçado, não é assim que você fala com as moças inocentes nos bares e esquinas da cidade. Onde está toda aquela gentileza, hum?

A moça pegou dois pedaços de cordas banhadas em água benta no bolso do roupão e aproximou-se dele, amarrando seus pés e mãos com facilidade, deixando-o deitado de barriga para baixo enquanto a pele pálida dos pulsos e tornozelos dele eram corroídas pela água abençoada; nessa altura do campeonato, estava tão fraco que mal conseguia piscar os olhos. Não existe um sistema imunológico para lutar contra o invasor, então o que resta é a mais pura e agonizante dor.

— Onde fica a caixa de luz?

— No inferno... — grunhiu entre dentes.

A garota tirou uma seringa no bolso do roupão e afundou a agulha no pescoço do vampiro injetando o resto do veneno, que berrou em agonia enquanto o líquido começava a corroer suas veias.

— Cozinha — murmurou, cansado.

— Bom garoto.

Foi fácil para ela achar a caixa de disjuntor, estava entre a geladeira de duas portas e o armário. Um lugar pratico e fácil, colocada ali para situações como aquela. Não conseguia parar de imaginar quantas garotas havia entrado naquela casa e nunca mais saíram; todas feitas de refeição para um psicopata, sanguessuga, que criava armadilhas engenhosos para furar os pneus dos poucos carros que passavam naquela região ou ia a bares e as ludibriava as que achava mais vulneráveis, com palavras reconfortantes e sorrisos afetuosos; brincando com elas, como uma criança zombadeira.

Ligou a luz e então voltou para a sala, encontrando o vampiro deteriorando-se como uma lesma após receber um banho de sal. O seu rosto, antes bonito e de traços delicados, tornava-se uma massa escorrida de pele e sangue; fendas escuras surgiam em meio a pele pálida dos seus membros, transbordando delas um líquido escuro e viscoso. A mistura de sangue de cadáveres e óleo de hissopo é extremamente nociva para vampiros, apresentando reações parecidas ao corpo humano a altíssimos níveis de radiação por tempo prolongado. Em instantes, a única coisa que sobrará daquela coisa era seus ossos e órgãos espalhados pelo chão. Teria que queimar os restos mortais dele, não gostava de deixar rastros, além de que, se ele tivesse outros amigos sanguessugas eles com certeza iriam a sua procura, movidos pelo sentimento patético de vingança; vampiros são unidos até demais, não suportam perder alguém do que gostam tanto de chamar de "família".

Havia estudado aquele desgraçado por dias, esperando o momento certo de agir. Para a sua sorte, Sebastian não fazia do tipo inteligente. Era novato no mundo vampirístico, tendo apenas quarenta e cinco anos e, além disso, era um sádico ordinário. "Pessoas ruins viram vampiros ainda piores" Arthur sempre dizia.

Foi fácil acompanhar a sua rotina e quando anunciaram uma tempestade na televisão, encontrou a oportunidade perfeita para mata-lo. Hansel sempre gostou de vê-los morrer. Ele adorava os pedidos de misericórdia ou de assisti-los debatendo-se como ratos, enquanto seus olhos brilhavam com o misto de fascínio e poder. Contudo, Gretel não. Ainda conseguia enxergar humanidade naquelas coisas e por essa razão, deixou a sala quando os olhos do vampiro saltaram das suas orbes e o couro cabeludo começou a derreter.

O sótão assim como o resto da casa era escuro e extremamente limpo. Sebastian, ou seja lá qual era o seu nome verdadeiro, prezava pela limpeza e via nela a sua segurança. Afinal, ninguém poderia culpa-lo se não tivesse provas.

Gretel andou pelo lugar, olhando cuidadosamente tudo. A luz amarelada não estava ajudando muito, ela deveria ter feito ele falar mais, porém, nunca teve muita paciência para torturas.

Havia uma prateleira de madeira no canto, ao lado de um sofá velho e uma fornalha de ferro; estava sendo usada como adega, com várias garrafas enfileiradas e de rótulos de cores e anos diferentes. Gretel aproximou-se dela e a encarou por alguns segundos, as garrafas, assim como o restante estava limpo demais e por se tratar de vinhos, algumas deveriam estar empoeiradas, mesmo que minimamente. Ao olhar para o chão e estreitar bem os olhos, percebeu que o assoalho estava arranhado; agachou-se para olhar melhor, deslizando seus dedos cuidadosamente pelas irregularidades na madeira escura. Todas seguiam um padrão, eram retas e recentes. Passou as mãos pela lateral da prateleira, encontrando um espaço oco.

- Seu merdinha... - Murmurou, contente por seu achado.

Como o esperado, a prateleira era muito pesada e em meio aos seus esforços, Gretel não parou de resmungar palavrões e de amaldiçoar o irmão por tê-la deixado sozinha. Eram uma equipe, uma família. Família, ai estava uma palavra que estava pensando bastante nos últimos anos.

Quando finalmente conseguiu tirar metade daquela coisa do seu caminho, deparou-se com uma porta de madeira escura e com maçaneta dourada. Após recuperar o fôlego, Gretel girou a maçaneta e para a sua sorte ela estava destrancada. O cheiro de sangue, formol e perfume feminino tomou conta das suas narinas, fazendo-a tossir e dá um passo para trás. Gretel procurou pelo celular no bolso, mas, rapidamente lembrou-se que ainda estava de roupão.

— Droga, sua estúpida de merda. — Disse para si mesmo, antes de prender a respiração e entrar no meio da escuridão do cômodo.

Tateou suas mãos pela parede fina de madeira ao lado da porta, torcendo internamente para não colocar a mão em algo que não deveria. Não estava conseguindo segurar a respiração mais e quando estava prestes a tentar fazer o caminho de volta, sentiu o interruptor. Ao ligar a luz, acabou por soltar o ar sem querer, tomada pelos cheiros e a vontade de vomitar.

O cômodo parecia uma casinha de bonecas, com os poucos móveis brancos e as paredes pintadas cobertas por um papel de parede azul bebê com várias nuvens.

Quatro garotas, todas em tanques de formol e colocadas lado a lado, encostadas na parede no fundo da sala. Vestiam vestidos coloridos em tons suaves e cabelos amarrados como os de uma boneca, com meias arrastão e três quartos. Suas unhas estavam cuidadosamente pintadas e os lábios, cobertos por rosa ou vermelho. Duas delas estavam os olhos fechados, como se estivessem dormidos, e as outras, olhavam fixamente para o nada, enquanto fios dos seus cabelos flutuava ao seu redor.

Havia um cabideiro com vários vestidos e meias coloridas, sapatos de tamanhos e cores diferentes arrumados cuidadosamente em uma sapateira ao lado e um espelho gigantesco, que tomava conta de uma das paredes. Tudo sendo iluminado por um lustre de cristal.

Mas o que fez Gretel correr para o centro da sala, foi uma cama de solteiro, onde, encontrou uma garota de cabelos castanhos claros e ondulados, deitada em meio a lençóis vermelhos e rodeada por rosas da mesma cor. Suas pálpebras estavam cobertas por sombra escura e seus lábios carnudos estavam pintados por vermelho sangue; vestia um vestido branco longo, de saia rodada e mangas curtas fofas. Seus pés estavam nus e as pontas dos seus dedos estavam levemente roxas. Ela aparentava ter no máximo vinte e cinco anos.

Ao lado da cama havia uma mesinha metálica, com várias bolsas de sangue vazias e tubos de plástico. Sebastian estava mantendo-a algemada na cama, drenando o seu sangue e a mantendo viva até cansar e procurar por outra para substitui-la. Pelo tempo que estava fazendo aquilo, Gretel tinha certeza que era um número bem maior de garotas e com certeza, existia algo de "especial" naquelas para serem mantidas conservadas e vivas por mais tempo do que o normal. Estava surpresa; esperava encontrar ao menos uma viva mais não aquele santuário macabro e asqueroso.

Gretel pegou o grampo que deixava sempre pregado na nuca e abriu as algemas com facilidade. Invadia lugares, escapava de algemas há décadas, podia fazer esse tipo de coisa até com os olhos fechados.

— Hey - segurou a garota pelos ombros, sacudindo-a levemente — consegue me ouvir?

Depois de alguns segundos, a garota abriu os olhos e piscou devagar.

— Ele... — Sussurrou, estava muito fraca.

— Vou te tirar daqui, está bem? - Com cuidado, ajudou-a se sentar na cama. — Consegue andar?

Foi bastante difícil leva-la para o andar superior da casa, já que ela mal conseguia ficar de pé. Deixou-a sentada no corredor, que dava para os quartos e o banheiro. Mesmo sendo luxuosa, a casa não era muito grande.

Gretel foi até a sala de estar e o vampiro agora não passava de uma gosma vermelha e escura espalhada pelo tapete, cheirando a carne podre. Foi até a lavanderia e pegou suas roupas ainda úmidas no cesto de roupas sujas. Vestiu as peças e voltou até a garota. Ao abrir a porta da frente, os primeiros sinais do dia já começava a despontar no horizonte. A tempestade de verão havia acabado, deixando o seu frescor e o cheiro de terra e grama molhados.

- Espere aqui, eu vou te levar até o hospital - Gretel disse, sentando a garota em uma cadeira na varanda.

Havia estacionado o carro alugado na rua de trás, em frente a um prédio em construção. Não era nem cinco minutos de caminhada de onde estava e ao entrar nele, evitou olhar o seu reflexo no espelho; sabia bem o quanto estava cansada fisicamente e tudo o que mais desejava naquele momento era um bom banho quente.

Ajudou a garota a se sentar no banco de motorista e então, pegou dois galões de gasolina no porta malas. Voltou para o interior da casa e começou a jogar o líquido na gosma e nos cômodos.

— Nós nos vermos no inferno. — Disse do primeiro degrau da varanda, riscando o fósforo e o jogando na gasolina no batente da porta.

O fogo espalhou rápido e enquanto caminhava em direção ao carro estacionado do outro lado da rua, Gretel parou ao encontrar um gato preto sobre o teto do carro, encarando-a com seus olhos amarelados e com o peito estufado, carregado de mistério e melancolia. Ao piscar olhos, o felino havia sumido tão subitamente quanto havia aparecido. Deixando para trás o cheio delicado de rosas-vermelhas e cravo.

— Hansel — murmurou, sentindo o seu coração perder o compasso.

28 de Setembro de 2021 às 20:10 0 Denunciar Insira Seguir história
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Conheça o autor

Raven Black Sou apenas um ser qualquer, que escreve algumas coisinhas dramáticas de vez em quando, enquanto tem umas crises existenciais e come marshmallow, ninguém muito especial e por menos, que tem animo de falar de si mesmo.

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