I
Ian Cirino


No antigo império bizantino, mais ou menos no ano de 557 d.c, um amargo escravo espera sua morte após se rebelar contra o seu senhor. Até que um visitante estranho muda sua vida para sempre... Uma história de terror e mistério, que se passa no universo Scp ( incluindo o culto sarkicistas e a igreja do Deus quebrado)


Aventura Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#terror #mistério #341
0
610 VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo Toda semana
tempo de leitura
AA Compartilhar

Capítulo 1: Um dia antes do fim.

1

Encostado na dura parede de pedra, numa cela pútrida, na quente e úmida Constantinopla, Laedros dormia um sono pesado. Ele havia sido brutalmente espancado e chicoteado pelos guardas. Sua boca ainda tinha gosto de sangue e seu nariz quebrado não deixava dúvidas das violências que sofrerá. Ele sabia que logo pela manhã seria executado. Não é para menos, já que matou dois cavaleiros reais e ainda cegou parcialmente seu senhor com uma adaga. No seu íntimo, sentia-se orgulhoso por saber que deu trabalho para ser vencido, porém, ao mesmo tempo, ele ainda sonhava em rever sua família e agora sabia que isso não mais seria possível.

Até que ele é acordado pelo barulho da porta da cela sendo aberta.

- Entra ai, seu monte de estrume! - Berrou um dos guardas, jogando contra o chão um senhor careca, de idade avançada, com uma longa barba grisalha e aspecto de doente.

Seu corpo era estranhamente magro e ele murmurava palavra incompreensíveis em uma língua bizarra. Laedros estava cansado demais para se importar. " É só mais um bastardo que deu o azar de cai nesse poço infernal.", pensou ele, adormecendo logo em seguida.

2

- Papai! Papai, olha eu to conseguindo! eu to conseguindo! - exclamou o pequeno e franzino garoto agarrado as rédeas do cavalo.

- Muito bom! Muito bom mesmo! Logo você será um grande cavaleiro. - Falou o lenhador, enquanto observava o pequenino conduzir o cavalo lentamente pelo campo. - Vamos, sua mãe já deve ter feito o jantar. - Ele ajudou o filho a descer do cavalo, pegou algumas toras que deixará no chão e entrou na rústica casa de madeira.

Assim que adentraram a porta, o cheiro delicioso de carneiro e legumes cozidos pairou pelo ar. A bela e jovem donzela em frente ao fogão terminava os últimos preparativos para o jantar. Ela olha alegremente para o marido e o filho.

- Então, se divertiram ? - Perguntou gentilmente. Ela trajava um vestido simples de algodão com alguns bordados em forma de vinhas. Seus cabelos castanhos delicadamente amarrados contrastavam com o brilho dourado de seus olhos. Seu rosto era fino e branco como o luar e sua barriga protuberante anunciava a vinda de outro membro da família.

- Sim mamãe. Papai me ensinou a cavalgar! - Disse alegremente a criança de cabelos loiros, o qual aparentava ter pouco mais de seis anos de idade.

O homem possuía um rosto robusto, com uma barba curta, cabelos longos e loiros. Seu físico era de um homem atlético e trabalhador. Ele abraçou sua esposa e a beijou carinhosamente.

- Está tão cheiroso, o que é ?- Perguntou.

- É sopa de carneiro, fiz especialmente para o nosso aniversário.- Respondeu ela despejando a sopa nas canecas de barro e as colocando na mesa logo em seguida.

Depois de terminarem o jantar, a mulher colocou o pequeno para dormir, lhe contando uma antiga história de ninar das lendas galesas. O pequeno dormiu tranquilamente depois daquele dia cheio. O jovem casal deitaram-se na cama e se aconchegaram do frio com o espesso lençol de lã. A noite era estrelada e a ténue luz da lua nova iluminava o campo. O homem a abraçou e disse.

- Já pensou em um nome?- Questionou.

- Ainda não. Mas penso que ser for mulher será Maria e ser for homem se chamará Justino. O que acha ? - Perguntou ela, virando levemente a cabeça para o lado.

- Maria é um bom nome, mas se for menino quero colocar o nome de Thadeu, o mesmo nome de meu velho pai. - Respondeu ele.

- Thadeu?...É um bom nome. Então ser for menino será Thadeu. - Concluiu ela, fechando os olhos.

Os dois adormeceram rapidamente.

3

Os gemidos de dor do pobre velho despertam Laedros de seu sonho lúdico. Já fazia dois anos que o império invadiu sua vila e ele foi capturado, todo dia ele pensava na família, aquilo o destruía por dentro. Depois de um breve período letárgico, ele foi ver o que estava acontecendo. Aquele decrepito senhor estava se contorcendo de dor enquanto gemia e murmurava. Ele parecia está numa espécie de transe febril, a doença aparentemente piorará. Laedros se aproximou devagar e questionou-lhe.

- Senhor! Você está bem? - Ele se aproximou mais e tentou desperta-lo - Senhor, acorde! - exclamou baixinho. Repentinamente, o velho se virou e golfou sangue pútrido que respingou na face morena de Laedros.

Ele se afastou rapidamente, limpando o rosto com a mão. " Que nojo! Seu desgraçado!", praguejou baixinho. Um sangue negro e de um odor fétido começou a escorrer pelos orifícios do velho, ele parecia não mais respirar. Laedros, que agora jazia no outro estremo da sala, assistia àquela cena horrorizado. Nunca havia visto uma enfermidade tão terrível assim. Nem mesmo a peste lhe pareceria tão horrenda.

" É madrugada ainda. Os guardas só vão recolhe-lo pela manhã. Por Deus! O que foi aquilo?", pensou enquanto se reclinava na parede. Ele tentou dormir novamente, mas não conseguiu. Aquilo ficava se repetindo em sua mente. Tentou se distrair, pensado em sua família e se teriam conseguido fugir naquele dia fatídico.

28 de Setembro de 2021 às 17:19 0 Denunciar Insira Seguir história
0
Leia o próximo capítulo Capítulo 2: A fênix.

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 2 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!

Histórias relacionadas