luan-almeida1632668668 Luan Almeida

Uma história sobre um universo alternativo da Marvel, com heróis que herdaram poderes dos melhores heróis do Universo Marvel.


Ficção científica Todo o público.

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Onde o fim se inicia

Como toda história, essa se inicia com o intuito de ensinar e instigar cada um dos leitores…

O não tão jovem Hazel havia acabado de chegar e ser recebido na torre dos novos heróis que começaram a surgir, 5 anos antes desse momento em que se passa a história que contarei para vocês, o mesmo sofreu com um grupo que se denominava “Os Escolhidos”, grupo esse que tinha como objetivo até então descoberto capturar herdeiros de heróis e vilões, ou seja, herdeiros da linhagem de poder…

Hazel com passos leves e uma expressão de preocupação olhava ao redor vendo alguns jovens treinando e outros que estavam com livros em seus colos, livros esses que aterrorizavam o mesmo de antemão por terem uma grossura que o fez olhar para o próprio braço, mas continuou a andar enquanto passava por cada corredor daquele local reparando na face de cada um, e não seria um problema para ele memorizar quem eram, pois, sua memória acabava por ser uma das melhores.

Subiu as escadas, pensando no que encontraria ao chegar no seu destino, cambaleou ao pisar em um degrau que estava bambo e logo terminou de subir.

“Parece que esse lugar me testou desde que cheguei, isso sim, é uma academia de respeito.”

O pensamento breve de Hazel se esvaiu, ao ver uma porta diferente de todas as outras, logo ele pensou consigo mesmo e segurou na maçaneta, dando duas batidas na porta e adentrando.

— Com licença, recebi uma carta deste local e decidir vir…

Ao abrir com um toque leve, a visão do mesmo se expandia até que ele via um homem de frente para uma janela que dava para o campo daquele lugar, sem reação ele apenas ficou parado.

— Bem-vindo Hazel, sente-se e conversaremos… Se quiser, é claro.

A fala foi sucinta, mas já insinuava que aquele lugar não era perigoso, o jovem entrava fechando a porta, e com movimentos rápidos e sutis se sentava na cadeira a frente da mesma do homem.

— Bom… Quem é você? — Hazel tinha a insegurança estampada na sua cara e mesmo que tentasse evitar, não conseguia. — Digo, por que você me trouxe até aqui?

Aquele homem que outrora estava posto diante da janela, se virava mostrando parte de seu rosto e a luz que refletia nas lentes de seu óculos, naquele momento apenas com alguns movimentos o mesmo fechava a persiana, deixando a sala relativamente escura.

— Desculpe-me por causar todo esse transtorno, mas preciso conversar com você sobre… — uma pausa em sua fala foi feita enquanto ele suspirava. — Meu nome é Christian, sei o que você tem passado todo esse tempo, “Os Escolhidos” são seres que de certa forma não merecem o perdão de forma alguma…

Christian parou de falar e apenas tirou seu óculos o colocando ao lado na mesa, um suspiro seguiu de sua ação e antes que pudesse falar algo, Hazel o respondia.

— Você superestima o poder de uma breve conversa......— seus olhos arregalavam, mas não com ar de medo e sim de raiva.

Sua fala era cortada bruscamente por um barulho no prédio ao lado, Hazel saltava por cima da mesa chegando até a janela e olhando para o local do barulho, era possível ver uma grande fumaça junto a destroços do prédio.

— Depois terminamos essa conversa— o mesmo estampara em sua cara a preocupação.

Ao pensar que o mesmo havia trazido problemas para os jovens que ali estavam ele partiu rapidamente pegando o caminho mais curto que era.....saltar pela janela? Certo, com um impulso grande ele saltou quebrando todo o vidro da parte central da janela e no momento da aterrissagem usou um escudo azul feito de força telecinética para amortecer.

Partiu com movimentos sutis, como se fosse apenas um civil, ao seu redor podia ver alguns dos alunos de Christian e pela cara deles não pareciam preparados para um ataque do tipo, seus rostos com medo e suas expressões corporais dizendo “Alguém nos ajude ou morreremos” fez Hazel tomar a frente e parar com seu disfarce.

— Um, dois, feijão com arroz… — em suas mãos emanava um poder distinto de todos que existiam. — … três, quatro matarei um rato.

Um estalo era ouvido junto a um zunido ensurdecedor, um homem com fios envoltos de eletricidade apareceu lançando um desses fios em direção a Hazel.

— Qual a estrela que rima com farol?

Uma voz apareceu gritando do alto e um raio de luz atingiu aquele fio o cortando no meio, o jovem parou ao lado de Hazel o cumprimentando.

— Sol… — era bem peculiar seus cabelos loiros para cima emanando um calor excessivo como o de um sol e com uma força grande demais. — Parece que ele não sabe brincar de adivinhação, meu nome é Samael.

— Você não parece despreparado, mas ainda sim, é o brincalhão da turma.

O inimigo então aparecia, com uma aparência extremamente horrorosa que embrulhava o estômago de qualquer um ali, seu rosto parecia ter sofrido alguma categoria de queimado, seus braços e pernas estavam… sem alguns pedaços.

Hazel não parava para pensar e indicava para Samael que deveria lhe seguir indo para o lado ao contrário e começaram com o jovem mago indo para direita e o jovem que estava ao seu lado optando pela esquerda, ao chegarem pelos menos a 10 metros do inimigo o aluno de Christian saltava lançando um raio fino em direção ao mesmo fazendo com que aquele ataque circulasse o alvo enquanto Hazel partia para cima com seus punhos emanando uma energia roxa.

Aquele ser bizarro girou com os fios encostando no ataque de Samael e entendeu que seria perigoso se isso pegasse nele então pulou girando na horizontal e lançou o fio vendo Hazel vir de encontro consigo, mas era tarde, o que até aquele momento parecia ser um mago pulou e lançou a magia que se transformou em uma águia e cortou o ar em direção ao inimigo explodindo e emanando uma forte luz que fazia todos cobrirem as vistas.

Alguns segundos e aquele ataque estava tendo seus efeitos diminuídos, era possível ver que Hazel e Samael estavam em pé enquanto aquele que estava enfrentando os dois se encontrava estatelado no chão como um tronco de árvore caído.

— Não sei seu nome e nem quem você é, me diga o que quer aqui— logo Hazel se pôs a frente assumindo aquela luta.

A pergunta ecoava pelo local que não estava acostumado com tal silêncio avassalador, seguido daquela fala rápida iniciava-se uma risada temerosa vinda do homem no chão.

O mago Hazel sem entender encarou o mesmo enquanto dava alguns passos para frente inclinando o corpo um pouco para a esquerda, aquela esgueirada para saber o que estava acontecendo lhe rendeu um ataque surpresa quando ele reparou em uma refração luminosa vindo da direção que estava o inimigo, rente a isso uma sombra apareceu em sua retaguarda lançando um fio para baixo que prendia suas pernas e o derrubando de cara no chão.

— A conversa não é com você, projeto de mutante.

Com um baque e um único puxão, Hazel era lançado para o céu atingindo uma altura extrema em questão de segundos.

— Que espetáculo você conseguiu fazer em tão pouco tempo, agora suponho que já está bom né? — Christian se dispôs frente ao ser com uma cara séria e os punhos fechados.

O clima no lugar acabara de ficar pior do que já estava, alguns alunos se reuniam atrás do Professor ativando seus respectivos poderes, porém o mesmo sinalizou para que se afastassem dando um passo para frente.

— Parece que seus animais estão controlados, podemos conversar agora ou prefere apanhar primeiro? — a expressividade em sua face era notável junto de suas mãos para baixo que sinalizavam abertas.

— Acredito que sabemos mais do que todos, o que eu e um ser desprezível como você teria para conversar? — um sorriso de lado seguido de um movimento com seu corpo virando-se e indo em direção aos seus alunos.

Naquele momento os alunos se afastaram mais ainda enquanto alguns iam para dentro do prédio, os curiosos ficavam para ver o desfecho daquilo.

— Charles e Margaret...... — suas correntes estavam ativadas recebendo cargas elétricas e uma gargalhada vinda do mesmo podia ser ouvida.

Sem abrir a boca para falar mais um “a” aquele ser partiu em velocidade na direção de Christian que estava com a cabeça baixa, parecia ter acontecido algo com o mesmo que naquele momento estava imóvel. Podendo-se ouvir alguns pingos logo se notava o semblante triste do Professor.

Um descontrole rápido em seus movimentos o fez desviar da corrente que vinha em sua direção, logo a mão do mesmo estava protegida por uma espécie de domo telepático em menor escala que o protegeu quando sua mão tocou na corrente eletrificada a puxando e trazendo aquele homem para mais perto. Um salto após o puxão fez com que o caminho a frente ficasse livre, logo Christian voltava a solo atrás do seu inimigo executando um impulso na diagonal fazendo a corrente acertar o pescoço derrubando o mesmo no chão.

— Está acabado… — sua expressão corporal era de imensa raiva.

O corpo ficara no chão, o homem que ali estava enfrentando Christian já não respirava mais, os alunos corriam para dentro, mas dois ficavam parados de forma estática olhando para o sangue ao chão.

— Sean, devemos fazer algo? Eu não consigo me mexer…

O jovem escamoso falou com uma entoação de medo, sua voz trêmula e aparência suando frio entregava seu sentimento em relação à situação atual.

— Não Halcke..... Vamos embora! — passando a mão no rosto, sua expressão retornava a seriedade de antes.

Os dois começaram a andar vagarosamente para dentro da casa olhando para trás como se estivessem assombrados.

O clima estava mais pesado do que antes e agora sim, tinham motivos, Christian andava pela casa de forma que não parecia ter assassinado alguém à alguns minutos, porém o mesmo o fazia. Chegou em sua sala sucintamente e visualizou a porta aberta até ver que em sua mesa, sentado em sua cadeira, estava Hazel.

Adentrou no cômodo reparando ao redor e logo encostando a porta, se aproximou da mesa ao canto e tomou a garrafa de uísque em sua mão colocando um pouco do mesmo no copo.

— Desculpe se a recepção não foi das mais calorosas, estamos passando por alguns problemas atualmente, mas nada com que tenha de se preocupar… — um semblante mais calmo sentido até no tom de voz mostrou que, de certa forma sutil, o mesmo estava tentando esconder algo. — Bom, voltamos ao chamado e o por que você está aqui, estou certo?

Hazel então olhou bem profundo nos olhos de Christian por alguns segundos, parecia estar tentando ver algo ou apenas esperando alguma reação.

— Entendo, talvez esteja desconfortável depois de tudo que aconteceu… — ele balançou o copo levando o mesmo até a boca e virando a bebida por completo. — Vamos direto ao ponto, você foi chamado aqui, pois sabemos que o grupo “Os Escolhidos” está atrás de você e também por termos fontes que indicam o porquê disso estar acontecendo.

Um breve silêncio se estampou no cômodo até que Hazel suspirou bem fundo e começou a falar.

— Isso é uma longa história, esses seres não me deixam em paz desde que… — a pausa em sua fala era seguida de uma expressão de dor e angústia como se o mesmo lembrasse de algo em seu passado, provavelmente era isso. — … desde que eu fugi de meu lar.

— Bom, para começar temos coisas com que nos preocupar antes de deter “Os Escolhidos”.....

Christian andou até a mesa buscando o Tablet e logo mostrou a tela para Hazel.

— Parece que um evento uniu as 6 forças da natureza trazendo uma espécie de heróis do futuro para o passado, assim a linha do tempo anterior foi extinta e uma nova aonde os heróis de antes não existem foi criada. Junto disso tudo temos jovens obtendo poderes, muitos deles conseguimos trazer para cá e treinar para estarem ao nosso lado, mas outros.....— um suspiro era seguido do mesmo retirando seus óculos e os colocando na mesa. — … nem todos foram salvos nas nossas tentativas, pensei em te chamar assim que localizei por que imagino que você seja uma das chaves para resolver tudo isso.

Sem aquele alvoroço todo, Hazel estava começando a compreender tudo que havia descoberto nos últimos meses e que não faziam sentido em sua mente, todas as informações agora tomavam rumo se interligando.

— Asher.......— o jovem falou com um tom de suspiro ao relembrar de um dos dias que passou sendo torturado. — Um dos Cavaleiros não parou de repetir esse nome, era como se ele fosse um empecilho e tivesse que ser eliminado, eles não falavam desse homem com o maior carinho do mundo.

Christian levou a mão direita ao queixo pensando naquele nome, nada lhe veio aos pensamentos e isso podia preocupar o mesmo por não saber o que fazer.

Um estalo veio a mente e ele não queria desperdiçar, pegou o computador virando a tela para si e pesquisou um número de um galpão anotando o código de identificação do mesmo em um papel.

— Lembro de ter ouvido falar sobre um homem na cidade que estava comprando galpões e terrenos abandonados, vamos ver se conseguimos algo de interessante.....— parou um momento olhando para o papel. — Esse é o último adquirido por Thomas Richards, deve ser um nome falso ou algo do tipo.

O jovem pegou o papel e olhou, após observar por um tempo ele apenas colocou de volta a mesa e olhou para Christian.

— Vou precisar de equipes para averiguar e talvez agir, você acredita que eles estão prontos para ir a campo? — perguntou com uma expressão de que já sabia qual seria a resposta.

O professor andou pelo cômodo ao ouvir a pergunta de Hazel, observou os livros e mexeu em vários deles até pegar um vermelho em sua mão. O exemplar pareceu ser repleto de magia de algum tipo, ele então chegou perto do jovem que continuava sentado e colocou o livro na mesa na frente do mesmo.

— Caro Hazel, esse livro remonta do início dos tempos aonde haviam apenas três fontes de poder e mostra que o poder não vem apenas daquilo que flui em nossos corpos… — sua raiva suavizada apareceu apenas para assustar Hazel logo sumindo e trazendo a expressividade calma do professor. — Então sim! Suponho que eles estão prontos.

Salão da Base — 07:30 AM

— BOM DIA A TODOS! Alunos de nível 3 por favor comparecer ao salão da base e o restante… — a pausa e uma risada eram perceptíveis. — … tem o dia livre.

O som do microfone ecoava por toda a base, junto a interferência que se dava pelo professor não ter desligado o microfone.

— Alunos de nível 3? O que é isso aqui, um RPG? — a expressão de confusão estava estampada na cara de Hazel.

Logo alguns alunos começavam a se organizar em fila lado a lado na frente de Christian, com roupas sucintas eles pareciam estar adeptos a missão.

— Hazel, esses são Sean, Kean, Halcke, Dane e Coralline… — olhando para o lado via mais dois chegarem. — Esse é Samael que você já conhece e a Isabella, esse será o grupo que te acompanhará nessa missão.

Agora ali na frente do jovem mago e do professor estava aquela que seria a “forcinha” para investigar o que estivesse acontecendo. Sean se tornou hospedeiro de um Simbionte que lhe tornaria uma máquina mortífera, porém o mesmo aprendeu e obteve controle sobre, Kean tem uma peculiaridade em seu DNA que o torna “duro de matar” literalmente, pois o mesmo é uma arma criada pelo governo. Do lado esquerdo tinham dois que estavam mais silenciosos, Halcke que era conhecido por suas travessuras viera a conseguir o poder de um dragão e Dane que como Christian, tem poderes mentais e alguns, um pouco além de só telepatia e Telecinese.

Escondida atrás de todos esses estava Coralline, uma jovem ruiva e tímida que evitava chamar uma atenção exagerada e detém de poderes elementais.

Samael já era conhecido por Hazel após a luta que tiveram com o homem que tentara matá-los mais cedo.

— E você é.....— um ar pesado pairou sobre a conversa quando Hazel direcionou a sua voz para Isabella.

— Isabella, não sou de muita conversa e também evito os holofotes… — encarou o jovem com um sorriso fraco que parecia apenas ser um sinal para amenizar a situação. — … sabe, por isso não me conhecem muito bem.

Hazel olhou para eles andando de um lado para o outro, suspirou e parou virado para Christian reflexivamente levando sua mão ao queixo.

— Considerando que temos apenas uma informação, podemos presumir que pode haver um perigo grande lá e temos que estar preparados… — se pôs a pensar e após alguns minutos começou a dividir aqueles ali presentes. — Bom, como Christian não vai nessa “investigação” eu diria, vou nos separar em dois grupos sendo o Grupo 1: eu, Sean, Kean e Samael e o Grupo 2: Dane, Coralline, Halcke e Isabella, tudo certo?

Todos concordaram com a divisão e mesmo que parecesse ser apenas um chute, os dois grupos tinham alguém que teria muita força caso qualquer combate fosse iniciado e pessoas para auxiliar no combate com longo e médio alcance.

Após aquela breve reunião eles se reuniram em dois carros, o grupo 1 saiu em um Porsche preto e o 2 estava em Audi. O plano era simples, o segundo grupo iria pela parte da frente enquanto o outro olharia aos arredores do galpão para verificar se não havia nenhum campo de magia ou armadilhas além de ser mais fácil para pegar de surpresa quem quer que estivesse lá.

[…]

Uma hora e meia de estrada e estavam lá, parecia ser um galpão bem silencioso e por estar abandonado isso era uma informação óbvia. Desceram do carro minuciosamente reparando nos mínimos detalhes e então os grupos seguiram para onde foram designados.

— Nunca imaginei que estaria na mesma equipe desse otário, mas já que não temos escolha, vamos lá.

Kean falou brevemente enquanto encarava Samael, Hazel percebeu rapidamente a “farpada” que o garoto dissera e se colocou no meio deles puxando Kean junto.

— Já vi que não são muito amigos, mas lembrem-se, não estamos aqui para resolver nossos atritos e sim descobrir o que está acontecendo aqui.

Hazel foi objetivo e enquanto isso, o grupo 2 se pôs a observar a janela da parte frontal daquele galpão e com total silêncio adentraram. Olharam para os lados e não viram nada além do que já era esperado, um monte de lixo amontoado que parecia estar ali por muito tempo.

— Meus poderes mentais estão me ajudando para localizar qualquer categoria de força mental, seja pensamento ou apenas vibração de resposta dos neurônios em atividade cerebral… — Dane se calou brevemente enquanto fechou os olhos e respirou fundo. — Estou sentindo uma força de pensamento… espera, não é só uma.

Dane começou a sentir uma forte sensação de perigo e a sua proteção como um véu sobre seu corpo foi ativada deixando em evidência um rosa em tom forte.

Dane, me dá o número por que você sabe que eu não gosto de lutar as cegas— com uma gesticulação para frente, Halcke levou a mão aos olhos tapando-os.

— Ah!.......50.

Coralline que ainda estava quieta ativou as chamas, rente ao seu corpo modelando-a em uma esfera.

— Espero que o grupo lá fora tenha notado a presença deles— sem muita expressividade dada ao seu comportamento antissocial, Isabella falou brevemente.

Gradualmente o grupo de Hazel vasculhou o local por completo ao redor e não achou a presença de ninguém. Após se reunir na lateral esquerda começaram a pensar em como agir.

— Pode ser que seja uma armadilha, levando essa opção em consideração podemos supor que o grupo de dentro está suscetível a um ataque surpresa… — Sean parou de falar por um curto período, sua mania tagarela às vezes se juntava com os 4 seres que faziam parte de seu organismo. — Temos que entrar lá, certo?

— Olha, em vários pontos o nerd tem razão, porém não podemos ser descuidados.

Samael olhou para Sean após apoiar a ideia do garoto, sua cara parecia ser de fúria, desprezo com um ar de inveja.

— Tudo bem então! Entrem pelos fundos e eu faço a mágica lá dentro… — Hazel se virou na direção da entrada e então olhou para o lado. — Caso vejam qualquer movimentação estranha, não ajam sem cautela. Kean e Samael, não se matem.

Hazel logo sumiu dali deixando um rastro de magia laranja. Dentro do galpão o grupo 2 estava se preparando para o ataque surpresa, quando uma voz surgiu do nada lhes dando um aviso.

— Olá, caros “heróis”, vocês por algum motivo oculto estão me procurando e eu pensei em deixar mais fácil para que me achassem… — um chiado na voz era perceptível naquele momento, após o breve corte o homem continuou a falar. — Há uma fábrica abandonada no leste da cidade, venham me encontrar aqui e talvez terão respostas, mas antes.....quero que ouçam alguém.

A voz parou e Hazel apareceu atrás do grupo com uma expressão de indignação, sem muita demora um ruído alto foi ouvido por eles.

— …Ha… Hazel.....

A voz era feminina, com um tom fraco e, singelamente, chamou por Hazel em forma de sussurro como se não tivesse forças para gritar.

— Tifu? O que você fez com ela? Seu cretino, não consegue lutar como homem de verdade? — a raiva no rosto do jovem Hazel estava em evidência máxima.

A voz, antes ouvida pelo grupo, voltava com um tom mais alto e se podia perceber uma risada sarcástica. Hazel olhou para todos os lados tentando acompanhar o som, sem sucesso ficou parado com a sua expressão de indignação.

— Hazel, Hazel, como é ótimo ver você sofrendo… mesmo que eu tenha descoberto sobre você à pouco tempo… — a voz sumiu de repente. — … já acho divertido esse nosso joguinho, podemos continuar? Sim, né, venham até mim........

O som desligado e então um apito começou, o grupo 1 explodiu a porta de entrada do galpão com um “arroto” de fogo do Halcke.

— Foi mal galera, a porta estava ali e eu sentindo uma azia aí deu nisso… — a fumaça saindo da sua boca mostrava o ataque recente usando seus poderes.

O apito ficou mais rápido, Hazel olhou para a esquerda e viu um ponto vermelho piscando. Com movimentos rápidos, o mesmo lançou a sua magia de cor verde cobrindo todos e quando isso aconteceu, um teleporte rápido para um ponto seguro fora do galpão aconteceu.

Coralline e Isabella levantaram descabeladas após a aterrissagem bem desagradável, Sean tentou acalmar Cora que estava pura chama de raiva. Isabella, por outro lado, se locomoveu até Hazel, impulsionou a perna para trás e chutou.....

— Eita! Os países baixos do mago… — com um tom de deboche, Kean falava levando a mão até a boca e virando o rosto.

— Sua...... Vamos voltar para a base, depois conversamos sobre o “êxito” da missão— apoiando um braço no joelho e meio abaixado, Hazel falava com dificuldade fazendo aspas ao dizer êxito.

A partir dali, os dois grupos seguiram em seus respectivos veículos direto para a base. Aquilo parecia ter sido uma vitória, será que foi mesmo?

28 de Setembro de 2021 às 15:55 0 Denunciar Insira Seguir história
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