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Duda Lacerda


Uma infância destruída pelo melhor amigo de seu pai. Durante muito tempo, Marion sentiu vergonha de si mesma e do seu corpo depois de tudo o que aconteceu. Jurou nunca confiar em ninguém que tentasse se aproximar dela. Mas o tempo passou e ela cresceu. Se tornou uma mulher forte, destemida e empoderada. Não é mais aquela menininha insegura de alguns anos atrás. Reaprendeu a amar, a fazer novas amizades. Hoje aos trinta anos está noiva do grande amor de sua vida, Adam. Mesmo depois de insistir ao pai que não tomaria as rédeas da empresa, assumiu temporariamente o cargo. Não queria decepcionar o pai que já estava moribundo. Secretamente, a mulher e seu noivo trabalham matando pessoas. O seu objetivo? Se vingar daquele que um dia, arruinou toda sua inocência de menina.


Ação Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Capítulo Um


O som dos saltos batendo contra o chão ecoava pelos corredores da empresa. A postura imponente e perfeita enquanto lia as notícias do dia em seu tablet.

— Bom dia, senhora Davies. Aqui está o seu café. — Diz a assistente estendendo o copo.

— Obrigada. — Sorri educada e dá um gole. — Tenho alguma reunião hoje?
— Sim, senhora. Você tem uma em 20 minutos para fechar uma parceria. Se lembra?

— Ah! Claro. Obrigada, Andy! — Chega em sua sala e abre a porta. — Adam já chegou?

— Não senhora. Ligou e pediu para avisar que vai atrasar, pois, o pneu do carro furou.

— Suponho que ele esqueceu de me avisar. Obrigada, já pode se retirar.

A secretária sai de sua sala e a mesma fecha a porta. Caminha até sua mesa com uma risada estampada no rosto.

— Pneu furado! Quantos idiotas será que ainda acreditam nisso?

Pergunta para si mesma enquanto arruma a papelada que usaria na reunião. Ela olha rapidamente as notificações do celular e mesmo tão cedo já haviam cerca de cinco áudios da pessoa mais animada que Marion conhecia.

A mulher ri, mas não teria tempo de ver sobre o que se tratava. Apenas guarda o celular em sua gaveta e se direciona para a sala de reuniões.

Após alguns minutos arrumando o local para melhor conforto de todos, ela para e olha em volta. Respira fundo com um sorriso no rosto, como quem dissesse que daria tudo certo. Aquela reunião seria, se não, a mais importante de todas e se tudo ocorresse como planejado, ela fecharia um grande negócio.

Mais alguns minutos de espera quando o pessoal finalmente começa a chegar.

— Bom dia, senhoras! Bom dia, senhores! — Diz com um sorriso em seu rosto e então inicia a reunião. — Por favor, abram os papéis na terceira página... — E assim segue a reunião. Marion argumentava calorosamente. Tinha talento para a coisa, convenceria facilmente os convidados a fecharem um negócio.

****


Enquanto isso, ao sul do país, um homem caminhava pelas ruas com roupas apropriadas para o clima. O mesmo caminha enquanto sorri educadamente para todos que cruzam seu caminho, até que ele se direciona para uma rua um pouco mais velha e deserta. Não havia muitas pessoas ali, portanto ninguém desconfiaria de um mero turista.

Ao chegar no topo de algumas ruínas que tinham ali, havia duas pessoas o esperando. São apresentados e selam tudo com um aperto de mão. O homem então se posiciona á beira das ruínas, onde dava uma visão linda de quase todo o litoral. Abre a maleta que havia trazido consigo, revelando um fuzil ali. Um dos homens que o esperava ali caminha até ele.

— Está tudo certo? — Pergunta apontando para a maleta.

— Está sim, não precisa se preocupar. — Sorri educado e apoia a arma entre as ruínas. Olha através da mira telescópica que havia ali também. — É melhor que se afastem. Podem ficar ali atrás daquela parede, para evitar qualquer acidente.

Enquanto espera os últimos momentos para terminar sua missão, confere também se o silenciador está posto corretamente. Olha no relógio e eram exatas 9h. Um sorriso brota no canto do rosto do moreno, ele simplesmente adorava fazer esse trabalho. Olha atentamente em direção ao local marcado, cerca de dez metros de onde estavam. A vítima estava convicta que Adam gostaria mesmo de fechar negócio. Logo um homem de baixa estatura e completamente careca aparece fumando seu charuto. A mira estava apontada certeiramente para a cabeça do velho. O gatilho é apertado e a bala disparada, voando exatamente para o alvo. Adam ainda espera para testemunhar a queda do homem, que sangrava agora, como porco. Missão concluída com sucesso. Ele então vira para os homens que estavam saindo detrás da parede.

— Trabalho feito! — Sorri e guarda o fuzil de volta na maleta, trocando por uma pistola que também estava ali e a colocando na cintura.

— Muito bom, Adam! Nunca duvidei dos seus serviços. — O homem entrega para ele o pagamento. Um envelope bem gordo é entregue para Adam e aberto, para conferir o valor. Tudo estava certo.

— Só mais uma coisa, senhor. Eu ainda não fiz o trabalho completo. — O homem o olha confuso.

— Como assim? Seu trabalho era matar aquele velho vagabundo. — Antes mesmo dele dizer mais alguma coisa, o atirador pega a pistola que estava em sua cintura e dispara contra ele. Assim como anteriormente, um tiro certeiro.

— Faltou o senhor! — Diz sozinho vendo o homem caído no chão.
O segundo homem que permanecia calado até o instante, se aproxima e passa por cima daquele que estava no chão. Olha Adam e sorri.

— Excelente trabalho. Confesso que até eu duvidei de você em algum momento. Aqui está o restante do pagamento. — Entrega o restante do pagamento a ele.

— Eu nunca brinco em serviço. — Mais uma vez Adam confere o dinheiro e estende a mão para o homem. — Foi um prazer fazer negócio com você.

— O prazer foi todo meu. — Responde e aperta a mão dele.

Adam então guarda suas coisas e coloca novamente os seus óculos. Com sua maleta em mãos, sai do local praticamente deserto e faz o mesmo trajeto que havia feito mais cedo, porém em caminho contrário. Abre o porta-malas do seu carro que havia deixado em uma das ruas da redondeza e guarda seus apetrechos. Fecha o porta–malas e entra em seu carro, dirigindo de volta para Londres.
Durante o percurso, Adam olha a hora e imagina que Marion já deveria ter terminado a reunião, então liga para ela.

— Alô? — Marion atende sem ao menos ver quem era, já que estava ocupada mandando alguns e–mails.

— Se eu soubesse que me atenderia desse jeito, eu nem teria ligado! — Ele reclama em tom de brincadeira.

— Adam?! — Ri por não perceber antes que era ele. — Como está? Conseguiu concertar o pneu do carro?

— Consegui sim. Estou voltando para casa, então talvez não dê para nos vermos no trabalho. O que acha de sairmos para jantar hoje?

— Eu vou adorar. — Apenas pelo seu tom de voz, Adam conseguia ver perfeitamente o sorriso dela. — Onde?

— Que tal naquele restaurante novo que abriu e você está louca para ir?

— Por acaso eu já falei que você é incrível? — Marion estava animada. O restaurante havia aberto há pouco mais de um mês e ainda não surgira oportunidade deles conhecerem o lugar. — Combinado! Horário de sempre?

— Passo na sua casa e te pego às vinte!

Mais alguns minutos de conversa e desligam o telefone. Adam volta a se concentrar somente na estrada e Marion em terminar de passar os e-mails.

28 de Setembro de 2021 às 05:26 0 Denunciar Insira Seguir história
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