moonysmalf0y Regulus Black

Um garoto pobre e talentoso vai para uma cidade pequena no interior e conhece uma bonita jovem noiva que esta relacionamento complicado. Se odiando a primeira vista, os jovens começam a sentir calafrios e borboletas em sua barriga depois de um tempo; mas havia um problema: ela ainda estava noiva


Fanfiction Livros Impróprio para crianças menores de 13 anos. © Moonysmalf0y 2021

#au #alternativeuniverse #distopia #wolfstar # #ginnyweasley #Harrypotter
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BRILHE PEQUENA LUA

MOON

Era normal se sentir como uma criança mesmo aos auge de seus quinze, prestes a fazer dezesseis no próximo ano. Bem, acabei de sair da adolescência, que é um jeito onde as crianças podem dizer que são quase grandes. Lugares novos são expectativas novas, uma vida nova. A cidade às vezes pode ser sufocante, como uma sala grande e escura onde vários espíritos querem me pegar.


— Moon? — a voz de meu pai chamou minha atenção, tal como se vestia com um terno marrom e desbotado. Barba mal feita, e o chapéu na cabeça — parece que nunca vira árvores, sente-se.


— Nunca andei de trem, é fantástico. — meus braços saíram do parapeito da janela, e meu sorriso animado se direcionou ao loiro mais velho. — acha que tem quantas rodas? Quero saber para poder desenhar quando chegarmos à fazenda. Será que se eu me escorar e abrir o vidro posso contar?


— Acho que não, iria cair, seu pestinha — brincalhão era meu pai.


Quem olhava dizia que éramos realmente biologicamente uma família, e sempre vinham questionamentos de onde estava a esposa de Remus Lupin. Ele não tinha esposa e estava bem assim, e na verdade foi um acidente que eu tivesse me tornado seu filho


A anos atrás, conto que seja aos sete anos (e eu ainda era uma criança muito criança, aos oito), mamãe foi levada por anjos para o céu, e virou a estrela mais bonita de todo esse azul estrelado que vejo a partir das oito da noite. Mamãe confiava em Remus, visto que meu pai foi embora junto de minha irmãzinha de três meses quando eu era bem pequeno, aos três, logo não havia qualquer pessoa para que eu pudesse ficar.


Há sete anos, eu me lembro de quase tudo que fiz nessa idade. Li em um livro antigo de Judith, uma velha que morava ao lado da humilde casa onde dormia com meu pai (que estava perto de seu emprego numa fábrica) sobre lembranças. Pelo que dizia, era normal lembrar de eventos marcantes, ou mágicos numa linguagem mais infantil. Ah, se for assim, me lembro de cada momento da minha infância, desde o soprar das velas na massa de baunilha até o momento que subi no trem vermelho na pequena estação a trinta minutos da vila.


Cresci em vários lugares, trabalhando para ganhar dinheiro com papai. Eu só precisaria estudar, e fiz quando tinha tempo para orgulhar aquele que eu amava, mas dinheiro é ouro para quem não tem nem bronze no bolso. Desde carregar água por centavos até ganhar uma nota de verdade, foi assim que me mantive dos oito até agora.


— Então, podemos repassar o motivo de estarmos saindo de uma cidade minúscula para morar em outra? — minha voz saiu não tão animada como eu desejaria.


— Não teve questionamentos sobre o motivo quando soube que iriamos se mudar, pequena lua


— Se vale a pena sair do fogo infernal para ir ao ardente, certo que há o motivo. Talvez, dessa vez, temos um jardim de lírios? — puxei meu caderno marrom dos braços de meu pai, folheando as páginas amareladas até chegar na desejada.


O lápis bem esfumado em certos pontos marcava os lírios que havia desenhado. A cor preta era predicação, fazia contraste com o amarelo desgastado das páginas. A flor era linda, e eu tinha algumas na casa de mamãe, pelo que vejo numa foto antiga que tem na agenda do papai.


— Você as desenhou? Bem, realmente parece um sonho seu ver as flores — as mãos fortes de meu pai pegaram o caderno, olhando por alguns minutos — irá realizar, prevejo que na fazenda dos Potter possamos encontrar. A esposa de James se chama Lily, vem de lírio, e ela é uma amante de arte e floricultura


Abaixei minha cabeça num sorriso bobo e inesperado por alguns segundos antes de voltar a pegar meu caderno. Nunca imaginei como seria a fazenda. Será que realmente seria uma fazenda? Ou seria um sítio? Ou a roça? Qual a diferença? Soube que teria um motivo surpresa para termos ido, mas Remus foi raso ao falar que iríamos ajudar amigos velhos com algumas coisas, como ele ajudaria nas plantações, e eu com animais. Também disse que eles tinham um filho. Me lembro dele dizer que já morou lá na infância e ate foi atacado por um pastor alemão


Gosto de flores, e de arte. Meus sonhos são humildes e simples, que para alguém de maior renda talvez possa se considerar inútil. Vejo cores por todo lado, e me sinto livre desenhando, então porque minha liberdade é preta? (e olhando para um lado, amarela). Nunca tive uma caixa de lápis de cor, mesmo juntando dinheiro para comprar uma, precisei usar minhas economias para comprar linha quando o suéter preferido de meu pai rasgou; ele ficou bem bravo por eu ter gastado meu dinheiro, mas é isso que fazemos quando amamos, não é? Abrimos mão de algumas coisas.


Já vi todo tipo de flor por meu caminho, mas tenho um amor diferente por lírios. Talvez porque Lilith me lembra lírios, que era o nome de mamãe, ou porque é o que me lembra ela quando dizem seu nome.


— Supondo que talvez eu os veja — meus olhos pararam no lápis quase sem ponta entre as páginas, e depois aos olhos castanhos do adulto — o que eu faço depois que realizei um sonho?


— Vá atrás de outros, é claro. — óbvio como sempre, mas não frio como raramente era ele respondeu, se levantando carregando a grande mochila com pertences — nossa parada é por aqui. Pegue suas coisas, vamos ter um caminho grande a seguir. Talvez queira encontrar lírios.


Um sorriso de confirmação surgiu em meus lábios, e fui rápido a pegar minha pouca bagagem. Enfiei meu caderno dentro da mochila surrada e preta, tendo alguns problemas com o fecho, o que precisei da ajuda para fechar a fivela cinza.


O trem parou fazendo um barulho que me animaria se não tivesse ouvido nas outras duas paradas durante essas cinco horas de viagem. As escadinhas eram pequenas, e fiquei animado com o novo ambiente ao pisar na madeira escura do ponto. Tivemos que esperar todo o trem vermelho passar para que pudéssemos atravessar o trilho. Tentei contar as rodas, mas me perdi quando cheguei na décima (ou seria nona?)


E realmente era um caminho longo. Primeiro demoramos poucos minutos para passar numa cidade, que era realmente pequena, como previa e dizia meu pai. As casas eram separadas, e tinha uma padaria perto da Minerva Costureira Local. O que talvez fosse o centro da cidade minúscula tinha uma igreja simples, pequena e quadrada. Sai da visão da cidade depois da igreja, e minutos depois passei por um cemitério que tinha energia forte e terrível.


Continuei andando quando a terra se tornou apenas uma pequena estrada, e em volta várias flores haviam ali. Era grande o matagal, mas tinham lindos girassóis.


Um portão de ferro estava aberto, e Remus nem se preocupou em bater para entrar, iria o repreender por isso mais tarde. Meus lábios se abriram num grande sorriso ao ver o enorme espaço que tinha no lugar, e alguns cachorros correndo por ali. Senti um vento passar pelo meu rosto e deixar os fios dourados do meu cabelo voarem. Até meu pai tinha um sorriso no rosto.


Seus braços estendem pelo local, e vendo que não tinha ninguém por ali além dos cachorros, me deixei jogar a mochila no chão e correr pelo local.


A alegria era tanta de estar num lugar diferente que pouco ouvi meu pai gritar meu nome, ou vi um vulto de uma garota ruiva passar a minha frente. Mas já era tarde, e meu momento de felicidade se tornou desespero quando me encontrei jogado numa poça de lama bem embaixo de uma cabeleira vermelha, e feição claramente raivosa.


Longo será esse dia


22 de Setembro de 2021 às 12:05 0 Denunciar Insira Seguir história
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