marianatalia_messiascamargos Maria Natália Messias Camargos

O mundo caiu em uma escuridão eterna, a noite veio e não se vai, tempos de frio, trevas e escuridão, ambiente perfeito para que as criaturas das trevas saiam de seus esconderijos e transitem livremente sob a terra, demônios saem do inferno, vampiros deixam seus esconderijos mórbidos em mausoléus de cemitérios, lobisomens transitam transformados livremente nas cidades. 12 anos após o estranho ocorrido O mundo foi dividido entre os seres sobrenaturais, os quais eram os únicos capazes de sobreviver às condições atuais do mundo, porém, decidiram manter os seres humanos, uma vez que para alguns, os seres humanos seriam úteis, e para outros, simples alimentos e escravos para o trabalho.


Fantasia Fantasia histórica Para maiores de 18 apenas.

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Prólogo

Pov. Isaac Walker


06:30 Am...


Às seis e meia da manhã em ponto já estou em pé terminando de me arrumar. Agora vivo na mansão Blackwell, mas não de qualquer nobre Blackwell, moro na mansão de madame Destiny, a jovem Blackwell a frente de todas as tropas militares do país. Madame Destiny me acolheu quando fui espancado na rua e me fez seu escravo pessoal mesmo madame detestando isso de escravos.


Recebo um salário semanal como todos os empregados da mansão de madame Destiny. Estou terminando de colocar meu esmoquem azul escuro com detalhes em branco e botões dourados, quando ouço batidas suaves em minha porta.


- Entre _ Digo sereno terminando de me arrumar de frente ao grande espelho em meu quarto, madame Destiny não admite funcionários desarrumados em sua mansão.


- Senhor Isaac _ May diz enquanto adentra meu quarto com meu café da manhã. Viro-me na direção da morena dos olhos carmesim com um sorriso amigável.


Sendo escravo pessoal de nobres importantes, ganhamos extrema importância no meio social deste novo mundo. Converso um pouco com May, a qual não demora muito em meu quarto, deixando meu café da manhã sob a mesinha e saindo para retomar suas tarefas diárias.


Sento-me à mesa e começo a tomar meu café da manhã. Madame Destiny se alimenta apenas de meu sangue, então devo me manter sempre saudável e bem alimentado para suprir as necessidades e expectativas de minha mestra. Mesmo que madame Destiny nunca sequer levante sua voz para mim ou me repreende, sinto que devo isso a ela pela vida que a mesma me dera após me salvar da sociedade de criminalística de minha própria raça.


Em meio aos temidos vampiros, encontrei igualdade, respeito e acima de tudo, educação, carinho e amor. Tenho a amizade e respeito de todos os empregados da casa sem sequer precisar utilizar de meu título de escravo pessoal nobre para exigir de seu respeito.


Limpo minha boca com o guardanapo e me levanto educadamente de minha cadeira, seguindo para fora de meu quarto, passando pelos corredores vistoriando o trabalho dos empregados. Tiro meu caderninho com caneta pena e tinteiro de meu casaco e começo a andar conferindo o que estava na agenda de minha senhora para hoje.


Quem diria, em um dia, sou um simples humano sendo espancado na rua e hoje, olhe onde estou. Moro na mansão da maior superior militar de nosso país, a grande, temida e respeitada madame Destiny Blackwell. Recebi educação, aprendi a ler e escrever, aprendi modos à mesa, etiquetas e esgrima da própria madame em pessoa. Meus dias se resumem em servir madame Destiny, vistoriar o trabalho de todos que estão sob o comando de minha senhora e passar a agenda do dia para madame Destiny.


Pov. Destiny Blackwell


Estou acompanhando meus homens nos exercícios militares da manhã. Como todas as manhãs, ainda estou em jejum até Isaac acordar e vier a meu encontro. Meus homens tem disponibilidade de um verdadeiro banquete, detendo de um café da manhã extremamente reforçado todas as manhãs o qual é bancado por mim, porém, meu homens se recusam a se alimentar enquanto sua superior jejua até a chegada de seu servo.


Admiro a devoção de meus homens. Mas acho Isaac um escravo bem peculiar. Escravos normalmente não confiam em seus senhores e frequentemente tentam nos matar, com isso, vampiros nunca passam mais que um mês com seus escravos antes de substituí-los, mas... Isaac era diferente.


Isaac confiava plenamente em mim, não tinha medo de nada pois tinha plena confiança de que eu nunca permitirei que nada lhe aconteça. Isaac até mesmo chegava a me oferecer seu pescoço quando sentia que estou com fome, o que não era uma ação muito comum entre os escravos que costumam esconder seus pescoços e evitar ao máximo que seus mestres se alimentem de si. Isaac sai completamente de todos os padrões de qualquer escravo que já conheci nas mansões dos nobres vampiros e demônios.


Estamos terminando a centésima oitava volta ao redor do pátio de treinamento do quartel das forças militares com nossa velocidade fora dos padrões humanos. Os vampiros que ficavam para trás, não conseguindo completar o percurso por si sós em decorrência a exaustão eram carregados por seus companheiros, uma coisa que não admito em meus exércitos são soldados deixados para trás como distrações vivas ao inimigo.


Paramos na entrada do pátio para descansar. Apenas eu me encontro em pé, todos os meus homens caem ao chão como peças de dominó vencidos pela exaustão. Apenas os observo quando sinto uma presença conhecida logo atrás de mim junto de várias outras.


Os escravos estavam entrando no pátio para alimentar seus senhores. Vejo homens e mulheres humanas gritando de dor ao ter seus pescoços brutalmente mordidos pelos meus vampiros sem a menor preocupação de como seus escravos se sentem, todos os escravos estão com suas cabeças baixas em respeito a seus mestres.


Apenas um escravo é visto ainda com postura respeitável, cabeça erguida e um grande sorriso radiante em seu rosto. Isaac me olhava com um sorriso animado do outro lado do pátio. Observo Isaac de volta durante alguns minutos antes de começar a andar em sua direção.


Quando passo por Isaac, o mesmo ainda feliz me cumprimenta com reverência cortês enquanto passo ao seu lado o olhando de canto de olho por baixo da máscara. Saio do pátio principal sendo acompanhada por um Isaac todo feliz atrás de mim, parecia um cachorrinho seguindo o dono enquanto abanava o rabinho mesmo sabendo que me serviria como alimento, eu realmente não consigo entender esse humano, ele poderia se voltar contra mim, fugir de minha mansão, retornar a sua casa.


Seguimos pelos corredores até meu quarto do outro lado da mansão. Destranco as grandes portas de madeira escura e adentro o cômodo pouco iluminado, sendo seguida por Isaac que desde que passou a morar aqui, não temes meu território, local onde tenho pleno poder de fazer o que eu quiser.


- Sabe que eu poderia matá-lo aqui sem remorso e sem riscos a meu cargo nas forças militares _ Digo trancando a porta assim que Isaac adentra meu quarto. Isaac era o único além de mim com a chave do meu quarto e permissão para entrar a qualquer hora do dia ou da noite.

21 de Setembro de 2021 às 22:48 0 Denunciar Insira Seguir história
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