brenno_silva Breno Kevin Da Silva Ferreira

Em um vida cheia de dualidade e pensamentos embebidos em álcool, Scott Blake vaga pela pequena e pacata cidade de Westminster no Texas e acaba se tornando refém de seus próprios medos, dores e anseios por tempos lidando sozinho com o próprio desespero de sua mente e alma. Na breve história da briga consigo mesmo, acompanhamos Scott nos seus dilemas e questionamentos: Até onde nossas ações podem nos levar? A que ponto suportamos viver com nossa consciência indo na direção contrária das coisas? O quão real são as coisas em que acreditamos? Quando a vida passa a ser uma longa e briga entre o nosso céu e inferno é sinal de que devemos analisar bem as consequências de nossas decisões.


Conto Impróprio para crianças menores de 13 anos. © Brenno Silva/ TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

#romance #Conto #dualista #dualidade
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Céu ou Inferno

Na milha 81 da Godwood State, somente meu carro velho e eu. Não tão velho assim. Um Thunderbird 1996. É, meu carango é demais.

Eu parei para fumar um cigarro, estou sentado no capô do carro, apenas observando o tempo passar e as estrelas surgirem em meio ao céu que escurece rapidamente. Estou calmo e pareço sóbrio; sim, eu pareço, por mais que minha cara demonstre uma ressaca eterna, mas dentro de mim, brigo contra os demônios. Eles são muitos. Viajei alguns dias pela costa, fui aos montes sentir um pouco do toque de Deus nas alturas, passeei pelas trilhas das florestas, fiquei numa boa por alguns dias, e aqui estou eu outra vez: a beira da estrada, sentado no meu carro velho, a pensar em coisas absurdas e no que eu sou.

Levantei-me. Entrei no meu Thunderbird e dirigir pela rodovia até chegar em seu fim.

Cheguei em Westminster Springs, cidade calma e intensa ao mesmo tempo. Também meio chata, mas de meu agrado.

Fui diretamente para o Rent’s beber uma boa dose de qualquer bebida forte o suficiente pra me fazer cair e descer garganta abaixo minha amargura. O Rent’s com certeza é o lugar em que mais já estive por aqui. O melhor bar dessa cidade. Peguei meu calibre 38, coloquei-o na cintura, por baixo da jaqueta, saí do carro e então entrei no bar. Alguns amigos de bebedeira e outros de alguns trabalhos me conheceram de cara. O sumido havia voltado, pensaram. Sentei-me perto do balcão. Rent me atendeu.

– Então, o bom e velho Scott ressurgiu – Disse ele. – Só estive dando um tempo. Um tempo pra mim mesmo e para pensar.

– Você é sempre muito louco, amigo. – Rent disse enquanto dávamos um pequeno aperto de mãos, típico de quando eu visitava o bar. – Quem não é um pouco insano, não chega a ser humano – Respondi.

Rent deu um sorriso e me perguntou o que eu queria.

– Que se dane, traga-me o bom e famigerado Henessy.

Enquanto Rent trazia a garrafa larga da bebida, tirei a arma da cintura e coloquei-a sob o balcão. Só por precaução. Mesmo rodeado de amigos ou conhecidos, alguém ainda pode te trair. Tenho digamos que algumas inimizades por estas bandas. Como se já não fosse o suficiente matar meus demônios todos os dias. Mas, nada que minha Lucy não resolva não é mesmo? Uma arma e tanto.

Bebi algumas doses, conversei com Rent sobre certas aventuras e desventuras que tive por aí, fui até a mesa onde jogavam baralho, apostei alguns dólares. Joguei mais conversa fora com amigos de bebedeira que estavam ali.

— Sim Bill, eu arranquei os olhos e a língua dele, naquela noite. Fiz ele engolir uns disparos da Lucy. Era um serviço rápido e fácil, mas doloroso e cruel para meu alvo” eu contava para Bill as histórias de minhas matanças por dinheiro como se fossem troféus dos quais eu devesse me orgulhar.

Sou um monstro. Faço atrocidades demais. É isso que monstros fazem.

Não costumo dizer que tenho o fígado forte como um touro para suportar um porre da bebida. Mas nossa, essa noite me superei. Metade de uma garrafa de Henessy e algumas doses de Vodka.

Nada de anormal por aqui. Não precisei usar Lucy. Já era madrugada, saí já cambaleando de bêbado, nem cigarro eu conseguia mais fumar. Quase não abro a porta do carro, ou seja, mais uma vez perdi a luta contra meu vício. Que se dane. Não tenho o que perder mesmo, posso me jogar de cabeça. Mesmo não estando sóbrio, dentro de uma hora e poucos minutos eu já estava quase na entrada da cidade, depois de passear um pouco pelas ruas dela e enxergar a luz dos postes de uma forma turva que me deixa maravilhado. A vantagem do álcool é que ele me faz ver coisas que são bonitas apenas quando estou muito louco.

Senti vontade de parar em frente à pequena igreja da entrada da cidade. Não é algo de que se tenha orgulho de falar “Nossa! Que templo.”, mas é o lugar que há pra cultuar por aqui.

Era madrugada e, por mais incrível que pareça, a pequena igreja estava aberta. Minha visão? Bem, eu não estava conseguindo enxergar direito. Sem ver coisa alguma. Obrigado bebida, você é demais. O que eu conseguia enxergar era somente as luzes fracas da igreja na parte de dentro, algumas velas acesas como se fossem feitas de néon. Uma coisa psicodélica. Por ali, nenhum som. Não havia ninguém. Apenas a minha pessoa, o silêncio e minha devoção hipócrita. O clima perfeito para uma súplica ou oração. Talvez a presença do altíssimo nem sequer estivesse ali. Não acredito que Deus esteja em qualquer lugar moribundo só por querer estar. Ainda mais pra ouvir uma criatura louca como eu lhe pedir perdão. O pior de tudo é que entrei na igreja armado.

Que audácia. Mas enfim, existem coisas piores, isso é um mero detalhe para o pai.

Olhei em volta e sentei-me. Dei uma olhada para cima, depois para a frente onde estava uma grande estátua perfeitamente esculpida de Jesus na cruz do calvário. Baixando a cabeça, fechei os olhos e comecei a orar.

– Senhor Deus, eu sei que sou apenas um infame que não merece nada que venha de você, talvez nem esteja a me ouvir, mas se estiver aí, apenas me liberte – Era o que eu orava em pensamento. – Apenas me liberte deste inferno!

Nunca fui do tipo ligado a religiosidade, mas já havia chegado a um ponto em que não conseguia mais lidar com meus próprios demônios sozinho. Não consigo mais lutar contra mim mesmo dessa forma que nunca me leva a lugar algum. Socorro. – Eu dizia calmo, mas por dentro queria mesmo gritar.

Algumas lágrimas caíram. Com certeza até mesmo minhas lágrimas estavam cheias de álcool e outros tipos de drogas de porres anteriores ao dessa noite. Me sinto um lixo de ser humano já faz alguns meses. Tenho apenas uma função nessa vida de merda: Matar. Uma forma grotesca de ganhar o pão de cada dia, não é? Isso as vezes me satisfaz. Na verdade, não é bem isso, mas sim o prazer que o dinheiro sujo costuma me trazer, afinal, dizem que todo trabalhador é digno de seu salário.

Ouvi passos atrás de mim. Eles ecoavam dentro da igreja e tomavam todo aquele vazio em que ela estava. Sem hesitar, ergui a cabeça e de forma suave levei uma das mãos até a arma. Um tambor de seis tiros daria conta do quer que estivesse ali.

Olhei para trás ainda com a cara de choro. Foi leve, mas ainda assim um choro.

Uma figura de bata, com aqueles adornos com cruzes e outras coisas cristãs banhadas a ouro em volta do pescoço. Não tinha muito cabelo, a calvície já havia o atacado a tempos. Com certeza ele era o bispo, ou o padre. Não sei diferenciar. São todos farinha do mesmo saco. Ou melhor, hóstias do mesmo sacrário.

Ele foi se aproximando. Ao passar por mim não falou nada e simplesmente sentou-se dois bancos a frente de onde eu estava. Quase baixei a cabeça novamente.

Mas o homem de meia idade quebrou o silêncio.

– Eu sei porque choras, meu filho. – Ele disse.

– Não. Você não sabe, padre. – Eu logo respondi.

– Acredito que você possa ser um homem de Deus, mas ler mentes – Dei uma risada sarcástica – creio que não seja um dom dado por ele. O homem calou-se por um instante.

– Tem tanta certeza assim? – O homem indagou. – Por acaso já leu as escrituras de uma forma mais profunda?

Fiquei em silêncio.

Deixei que falasse sozinho um tempo. Não estava afim de ouvir balela religiosa. Talvez ele fosse só mais um daqueles que seguem cegamente o falso conceito do que Cristo realmente significa, e essa gente me dá nojo.

Minha oração não adiantou de nada. Eu estava prestes a profanar o ambiente “sagrado”. Acendi um cigarro dentro do templo. O mais estranho foi não o ver se enfurecer ou me expurgar dali por isso. O padre permaneceu somente me olhando dar baforadas de fumaça para cima. Soltei então minha réplica.

– Prefiro não ler a ter que ler penas de forma forçada e mecânica. – Dei outro trago. Mais uma baforada.

– O homem e sua mania de achar justificativas vazias para tudo. Elas chegam a ser tão vazias quanto o próprio homem.

Virei-me.

Eu realmente estava a me conter da melhor forma possível para não pecar mais ainda dando um tiro na cabeça dele.

Que saco de ser humano. Por acaso é o Deus na terra?

– O que o senhor está insinuando?

– Bem, tire suas próprias conclusões. Você se mostra já ser sábio demais apesar de estar no fundo do poço.

Mas que desgraçado!

Puxei Lucy da cintura. Eu não iria ouvir aquilo e sair de mãos limpas aquela noite. Hora de presentear esse filho da puta com um novo orifício e fazer com que ele se encontre com o pai.

Levantei do banco quando ele deu as costas. Ergui o braço direito com a arma em punho. Quando me pus a apertar o gatilho, algo me puxava para baixo. Que diabos era aquilo? Estava doendo pra cacete. Minha mão pareceu quebrar por um instante. Gritei de dor. As velas apagaram. A luminária no teto do templo ficou em seu brilho mínimo. Minha visão estava turva, mas com certeza não era da ressaca ou por estar bêbado.

Uma risada sarcástica, rouca e demoníaca destruiu o silêncio de forma brusca. O cenário agora parecia-se com qualquer outro, menos com uma igreja. Estava psicodélico. Satânico.

A risada continuava. Me contorcia de dor no chão e aquele riso me deixava inquieto.

– Acha fácil resolver toda a sua vida com morte, não é? – A voz rouca e satânica disse.

Eu gritava de joelhos no chão.

– O cheiro da morte é sempre muito bom as suas narinas não é, Blake? É sua maior diversão. Seria o diabo falando? Tinha vindo me buscar e lembrar das almas que mandei até ele? Achei que ele fosse gostar disso. Eu estava o fazendo um grande favor. Que porra está acontecendo?

– Do que está falando, padre? Que porra é essa? – Me esforcei para falar. Lutando contra a dor no meu braço inteiro. Parecia queimar.

– Padre?

Outra risada ainda mais feliz e diabólica surgiu. A coisa continuou a falar.

– Vocês são tão manipuláveis. Meros fantoches de qualquer força maior ou coisa em que acreditam.

O padre saiu das profundezas escuras em que a igreja estava. Uma luz terrível saía dele. Começou a derreter-se como uma vela. Pedaços de pele e carne caíam no chão junto de uma bile vermelha que parecia sangue. Um homem mais magro e jovem saía de dentro do corpo morto que devia ser o padre. Sua nova pele tinha um brilho de arder os olhos. Aquilo era horrível e indescritível ao mesmo tempo.

Estava com um terno preto. Cabelo curto, liso e para trás.

Eu não conseguia olhar para ele direito. A dor me consumia, eu baixei a cabeça e comecei a gritar novamente.

A coisa agarrou meu rosto.

– E agora? A morte cheira tão bem pra você? O cheiro do inferno é bom? Responda, sua criatura cretina e moribunda! Bateu em meu rosto. Pisou em minhas mãos. Caí por completo no chão.

– Você apenas colheu o que plantou. É assim que dizem, não é? Mas você serviu bem ao Diabo. – Virou-se para mim com os olhos vermelhos – Sofra como deveria sofrer agora. Morra como o simples verme que você escolheu ser! Você me criou, você me escolheu, Blake. Eis o benefício de sua serventia. Seja esmagado pela dor. Eu sei que você gosta disso.

Morra gostando. Sua falsa moralidade é a verdadeira ilusão aqui. Eu existo. Eu não enxergava nada. Estava quase vegetativo. Há muito tempo já morto internamente. Agora só havia chegado a hora da morte física.

Comecei a chorar. Era chegado a hora, mas não desejei ver o tinhoso cara a cara.

Meu Deus. O que eu fiz de mim mesmo? O que me tornei? Eu prefiro ser atormentado pelas 28 almas que massacram e me rodeiam do que morrer afogado em minhas próprias escolhas e culpa. Eu não sou Jesus, mas gostaria que fosse retirado de mim esse cálice. – O que te traz a igreja antes do fim, Blake? – A criatura diabólica perguntou-me. – Traz sua história? Seu falso amor? Seu coração cheio de ódio?

Seus anseios? Eles não mais irão sufocá-lo.

Puxou algo de dentro do terno. Era minha arma. Minha querida Lucy. Que arma linda. Carregava o apelido do meu maior amor.

Como diabos minha arma fora parar ali? Por quê está com ele?

Ele colocou-a em minhas mãos, mas eu não estava no controle. Algo me dominava. Eu não era dono de mim. Minha mão se fechou com a arma sob ela. Eu engatilhei-a contra minha vontade. O braço a levou até minha cabeça. Que diabos estava acontecendo? Se meus gritos internos de socorro pudessem ser ouvidos, eu acordaria desse pesadelo ou seria salvo da minha própria morte. Tudo girava a minha volta. Eu não estava assimilando coisa alguma. Chorava de dor. A angústia e o medo me consumiram.

As velas acenderam e ficaram a oscilar. Apagando e acendendo. A luminária estava também a oscilar.

Vermelha como sangue em meio ao fogo que a consumia. A cruz no altar ficou de ponta cabeça.

As grandes velas apagaram-se de vez. A risada diabólica agora com certeza se transformara no real rigor do Diabo. Um cheiro de enxofre subia. Mãos me apalpavam, querendo levar-me ao inferno. O rugido infernal e ensurdecedor continuava.

Meus dedos estavam quase por completo fechados, prestes a fazer ela disparar em minha cabeça.

BANG!

Houve um grande baque e um clarão. Mas não. Não foi um disparo da arma. Eu ainda estava com o crânio inteiro e sentindo imensa dor.

Uma luz invadiu o lugar. Palavras desconhecidas eram faladas em tom de fúria. Eu pude me erguer do chão e ficar sob os joelhos. Mas sem forças para mais nada. Vi uma figura alta, com roupas brancas e quatro asas. Que porra era aquela? Estava vestindo roupas brancas como neve. Quase ceguei com o brilho do ser. Em segundos a criatura que também parecia humana, agarrou o pescoço do demônio. Uma espada surgiu em sua não com um brilho descomunal e dourado. Quase fiquei cego. A garganta do demônio foi cortada com tremenda brutalidade, enquanto o ser de luz proferia palavras de uma língua estranha. Novamente, escorria uma bile vermelha sob ele e no braço do ser que o dizimava. Eu não diria que demônios tem

sangue. Caiu no chão e começou a queimar de uma forma terrível, até sumir. Virar pó.

Eu devo ter bebido demais, eu bebi demais. Pensava comigo mesmo. Que merda!

Eu estou drogado, é só isso que pode ser. O que diabos aconteceu na minha mente?

O ser de luz apagou-se como uma lâmpada. Bancos quebrados, e um teto destruído. Foi a entrada triunfal da criatura.

Ele se aproximou de mim. A espada gigantesca havia sumido de suas mãos. Ao chegar mais perto, se atacou à minha frente e tocou meu rosto. Que por sinal, estava ferido por alguns estilhaços.

Levante-se. – Disse ele com uma voz suave.

Eu mal conseguia manter os olhos abertos, desesperado com tudo que vi. Chorando.

– O que é isso? Quem é você? – Eu dizia assustado, tentando erguer a arma, mas não conseguia.

– Me chamo Darius. Não a mim que deve temer. – Ele retirou a arma de minha mão.

Tentei levantar.

De onde você veio? O que houve? Quem era aquele...

Desabei novamente. O ser de asas que agora não eram mais visíveis me segurou com apenas um braço. – Depois disso, acho que está na hora de mudar o caminho filho, não acha?

– Que caminho? – Falei. Quase desacordado e mais uma vez sustentado pelo braço vigoroso dele.

– A trajetória. Entre o céu e o inferno. – Ele me colocou sob um dos bancos da igreja. – Você se desviou demais para um só lado.

– Do que está falando? Céu e inferno? O que tenho a ver com o plano celestial? Você é o quê? Uma paranoia da minha cabeça? Vai embora! – Berrei.

– Seria sorte sua eu ser uma criação da sua mente. Mas não sou.

– Não? – Ri alto. Aparentava mais um choro desesperado do que um riso.

– Você irá saber, Blake. Não tenha pressa.

O ser começou a encher-se de luz novamente, da mesma forma de quando entrou pelo teto da velha igreja. A luz me cegava outra vez. Começou a subir como um pássaro e desaparecer. Falou outra coisa antes de partir.

– Céu ou inferno. Uma boa e longa e história para contar, não é? Espere e entenderá, Blake.

A luz se intensificou e de repente sumiu, como se sugada por algo.

Era manhã. Acordei dentro do meu carro. Ao abrir os olhos logo vi o sol que brilha sem misericórdia sob Westminster Springs. Estava de rachar. Tentei assimilar as coisas.

– Como vim parar aqui? – Perguntei a mim mesmo.

– Mas que porcaria.

Enquanto tentativa recobrar os sentidos, lembrei de ter bebido todas e um pouco mais no bar de meu velho amigo Rent, mas não lembrava de ter dirigido até ali. Minha devoção não estava no auge para que eu pudesse ir até uma igreja. Algo martelava em minha mente. Uma frase. Talvez não o que disseram ou ouvi de fato, mas estava muito similar. Juntei as palavras.

Lembrei: “Céu ou inferno, uma boa e longa história para contar, não é? " Era isso


18 de Setembro de 2021 às 14:57 0 Denunciar Insira Seguir história
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