serenityelian Serenity Elian

Quando os Deuses do Olimpo pensaram que enfrentariam novamente os Titãs sozinhos, surgem bravos Guerreiros para assumir a frente da Batalha, destemidos, poderosos, não conhecem e nem temem a morte e tem em suas mãos a missão de assegurar a existência do mundo e do universo como a conhecemos.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo 1 - A Nova Era

Santuário de Atena

O fim da guerra santa trouxe muita dor e sofrimento, principalmente aos que sobreviveram, velar pelos mortos, reconstruir o Santuário para a preparação das gerações que viriam e para a próxima guerra contra a divindade do submundo.

Entretanto, Atena não aceitou, não dessa vez. Rogou por dias e noites à Zeus para que lhe devolvesse seus cavaleiros mortos durante a guerra, não parou enquanto não conseguiu. Os cavaleiros de bronze ficaram preocupados com a deusa, pois ela além de não sair da posição de reza, se recusou a comer ou beber qualquer coisa até que sentisse os cosmos dos cavaleiros.

Zeus, apiedou-se de sua filha, concedendo o que queria. Todos os mortos durante a guerra, até mesmo aqueles que se fingiram de traidores regressaram ao solo sagrado do Santuário.

Atena ficou eufórica e fez questão de cumprimentar um por um. Explicando-lhes o que aconteceu. Depois disso foi dado início a reconstrução total do Santuário, que levaria aproximadamente dois anos.


(...)


Dias atuais

A rotina de treinamento logo foi restabelecida, novos aprendizes chegaram no ano anterior e um novo grupo chegou no ano corrente, dentre o novo grupo, novas amazonas que para a surpresa de todos, tinham cosmos impressionantes, treinadas da maneira correta, alcançariam a elite sem grandes dificuldades. Shion — que havia retornado ao posto de Grande Mestre — assim como a Atena, ficou surpreso e intrigado, ao que tudo indicava, as coisas mudariam muito e com sorte para melhor. A grande questão foi, quais seriam as armaduras delas? Visto que nunca antes na história do Santuário e dos cavaleiros, houve uma amazona de ouro — até onde se sabia.

— Como vamos proceder com as meninas? — Shion indagou a deusa.

— Serão treinadas pelos cavaleiros de ouro, claro — Saori pausou, pensando no a seguir. — Você conhece a história do Santuário tão bem quanto eu, Shion.

A figura do Grande Mestre olhava para fora da janela, contemplativo, preocupado com a reação dos próprios. Pensava em qual alojamento ficariam visto que por regra, as amazonas tem sua própria vila, próprio campo de treinamento.

— Sim, minha deusa, mas me pergunto qual seria a melhor locação para elas — disse sem desviar o olhar da janela. — Me desculpe, Atena, mas realmente estou preso em um dilema.

— Entendo, Grande Mestre — ela falou. — Talvez seja a hora para revermos algumas leis que ainda imperam aqui, quem sabe assim, o ajude a tomar a melhor decisão em relação as novas amazonas.

— Aos menos por hora... ficarão na Vila das Amazonas — Shion comunicou. — Hoje mesmo reunirei os cavaleiros de ouro para tratar do assunto, já instrui Marin, Shina e June para as ensinarem o básico, prepara-las para o próximo treinamento.

—Básico, Shion? —a divindade olhou para o homem a sua frente com uma expressão descontente.

— Sim, pois há golpes, explicações que vão além do conhecimento delas — Shion se virou para a deusa. — Coisas que só os cavaleiros de ouro podem explicar sobre os signos e golpes. As amazonas farão o trabalho de ensiná-las sobre o cosmo, lutas corporais, técnicas de luta, defesas, entende? Claro que vão ficar com as meninas até que sintam que não há mais nada a ser ensinado.

—Ah, claro, agora sim, uma boa explicação. —Deu-se por satisfeita com os detalhes.

O ariano sentiu que seu comentário pretérito aborreceu verdadeiramente sua deusa, mas ela não daria espaço para qualquer discussão ou novos comentários. Não teve qualquer intenção de ofender ou diminuir as amazonas, mas era uma novidade, algo sem precedentes, na atual geração, que mais apareceram e com cosmos grandiosos seriam um reforços bem-vindos, apesar de não haver mais guerras santas; talvez aquelas novas amazonas chegaram para revolucionar o local.


(...)


O tempo correu, o clima de paz no mundo e no Santuário era agradável, pela primeira vez os moradores daquele local poderiam respirar um pouco, ajudar com a nova geração, passar seus conhecimentos e suas histórias eles mesmo, não através de terceiros. Claro que para que tudo continuasse daquela forma, missões periódicas eram realizadas. Nenhuma anomalia detectada, até aquela semana.

Ao regressar de uma missão de reconhecimento de campo, Algol de Perseu escreveu em seu relatório que em algumas regiões da África Central, como Chade e Gabão ocorreram eventos suspeitos, rituais que não condiziam com os costumes locais e o que mais chamou a atenção foi uma enorme poça de sangue, junto a uma atmosfera negativa, pesada e mesmo para um cavaleiro de prata treinado como ele, o fez muito mal, ao ponto de ter que deixar o local sem conseguir realizar uma vistoria mais minuciosa.

Shion mostrou a Dokho, analisaram cautelosamente o relato, calculando as possibilidades do que poderia ter acontecido, de ser apenas um evento isolado, talvez algum grupo de mercenários agindo em um local longínquo para executar algum serviço sujo. Apesar disso, chegaram à conclusão de que seria melhor, manter uma atenção não somente na região, mas em qualquer acontecimento similar em outro local do mundo.

— Sabemos o quanto nossas intenções, sentimentos podem modificar tudo ao nosso redor... — Dokho começou. — Entretanto, algo aqui não se encaixa, Shion. Uma energia tão negativa que foi capaz de atingir e fazer mal a um cavaleiro...

O antigo cavaleiro de Áries prestou atenção nas palavras do amigo e conselheiro, concordava que havia algo de errado. E pelo que pôde perceber que o relato de Algol não era único. Orfeu, Asterion e Albion também descreveram eventos similares. O que estava acontecendo?

— Dokho, olhe isso — entregou os relatos para o libriano, pegou um mapa mundi e começou a fazer marcações no mapa. — O que está acontecendo?

— Shion, ouça isso, é do Orfeu, aqui detalhou que sentiu uma presença estranha, chegando a classificar como hostil e maligna — Dokho comentou enquanto terminava a leitura.

— Vou enviar algum cavaleiro de ouro até esses locais — Shion falou enquanto terminava as marcações. — Tudo o que não precisamos é de mais guerras, ainda mais nesta era de paz, conquistada a tanto sangue, suor e sacrifício.

O outro apenas concordou, era urgente que averiguassem aqueles acontecimentos, pois poderiam representar uma ameaça a deusa protetora da Terra.


(...)


As anomalias continuaram e cada vez mais frequentes, tanto que em algum momento, cosmos desconhecidos e hostis foram sentidos, tais como descritos nos relatos. E para piorar, alguns dos cavaleiros enviados em missão reapareceram misteriosamente, severamente machucados, de maneira tão brutal e cruel quanto nos ataques sofridos durante a batalha das doze casas e a guerra santa.

Atena ficou não somente preocupada como assustada, aquela agressividade sentida nos cosmos que apareceram fugazmente, era um mal agouro, e causaram na deusa uma sensação estranha de familiaridade, a deixou desconfiada. Uma sensação ruim, um mal pressentimento entranhou-se em seu coração, algo estava para acontecer e pela primeira vez sentia-se insegura se estariam preparados ou não, o desconhecido que despontava no horizonte era aterrorizante. E em uma forma de tentar identificar a origem de tudo aquilo, a jovem deusa, recolheu-se para meditar e rezar.

Todo o Santuário estava em alerta, proibindo as saídas dos aprendizes para o mundo civil. Não poderiam se dar ao luxo de perder quem quer que fosse naquele momento.

Shion tentou conversar com os cavaleiros convalescidos, porém ao tentarem se lembrar de qualquer detalhe da missão ou do responsável por estarem naquele estado, suas mentes simplesmente eram incapazes de recordar, as memórias praticamente não existiam. O Grande Mestre chegou a pensar que o sádico apagou as memórias, porém era preciso levar em consideração a gravidade e a extensão das lesões sofridas.

— Grande Mestre — Shaka se aproximou a passos cautelosos.

— Shaka de Virgem — desviou o olhar das anotações para o protetor da Sexta Casa Zodiacal. — Entre.

Com a permissão concedida, o homem considerado o mais próximo de Deus, entrou no escritório do Patriarca que ainda mantinha os olhos neles.

— Conseguiu alguma pista? — indagou.

— Ainda nada, tudo isso não faz nenhum sentido — Shion comentou, suspirando cansado em seguida. — Seja quem ou o que for, está brincando conosco, nos fazendo de imbecis...

Shaka cuidadosamente abriu seus olhos e encarou a fisionomia exausta do homem que liderava o Santuário junto a deusa. O compreendia, pois ele mesmo em suas meditações tentava localizar a origem dos cosmos e também acabou frustrado, não sentia nada, nenhum resquício, como se evaporado no ar.

— E Atena? — pergunto o virginiano.

— Ainda reclusa, se recusa a ver quem quer que seja. — Confessou.

— Shion... — Shaka ficou surpreso, pois era inédito. Atena nunca se recusou a ver ninguém, fosse cavaleiro, aprendiz ou servo.

Os dois continuaram a conversar não apenas sobre a preocupação com a jovem, mas por toda a situação. Hades não poderia ser, os espectros não perderiam a oportunidade de perturbar a paz do Santuário, Poseidon também não era, já que o Imperador dos Mares continuava adormecido, Asgard tão pouco seria, então quem? Quem teria poder o suficiente para brincar com eles de gato e rato?


(...)


Conforme os dias foram passando, o clima tenso dentro do Santuário só piorava. Todos recebiam treinamentos mais pesados, intensos, principalmente as novas amazonas. Por conta disso, Shion deixou algumas decisões a cargo dos próprios dourados — que não demonstraram insatisfação por não poderem participar das missões de reconhecimento — como por exemplo, a tutela das meninas, suas residências e afins.

Aquele silêncio era incômodo, a calmaria antes da tempestade. Imersos na escuridão desconhecida, até aquele fim de tarde.

O pôr do sol foi engolido por uma nuvem densa, pesada e negra. Era perceptível que não natural pela velocidade com que se aproximava do Santuário e a energia sinistra que emanava. Todos se puseram de prontidão, tensos.

A nuvem paira sobre o solo sagrado, um raio arroxeado corta os céus e como se conjurados demônios surgem na entrada do local, de todos os tipos e tamanhos, quanto outro raio caiu os olhos deles brilharam de um vermelho sangue, a aparência deles era horrível, chifrudos, dentes pontiagudos, alguns com narizes cortados, outros cobertos de cicatrizes, ou com a carne podre aparecendo, uma literal visão do inferno. E o pior prontos para atacar.

Os guardas sentiam o suor escorrer por suas testas, pelas costas, sabiam que não conseguiriam deter muitos, mas dariam seu melhor, certos de que os cavaleiros logo chegariam e dariam cabo daquelas criaturas horrendas. O mais importante era garantir que não chegassem perto da deusa.

—Precisamos enrolá-los o máximo! — Um dos guardas disse.

Os demais apenas concordaram com aceno positivo de cabeça.

E então começou, os demônios avançaram sobre os guardas como se eles não fossem nada além de meros insetos facilmente esmagáveis. Os cavaleiros de prata entraram no caminho, criando uma primeira barreira; Algol —recuperado da missão — usou o escudo de Medusa e com isso conseguiu petrificar alguns, ganhando um pouco de tempo para derrubar outros. Misty que estava um pouco mais a direita de Algol usou o furacão das trevas jogando vários longe, entretanto, quanto mais matavam, mais apareciam.

Ikki que chegou há pouco, sentiu a energia da luta e foi se juntar a eles, não se deixando intimidar pelas faces grotescas, aplicou-lhes seu golpe ave fênix, queimando vários que o perceberam. O cheiro da carne demoníaca queimada era insuportável, mas nada poderiam fazer a não ser esperar que passasse logo. Não demorou muito para alguns dourados se juntarem a eles, dividindo-se entre o Santuário e a Vila de Rodório, não poderiam deixar os habitantes daquele lugar expostos ao horror daqueles seres.

—De que dimensão eles estão vindo?—Máscara da Morte questionou quando percebeu que mais e mais apareciam.

—Não importa, temos que eliminá-los a qualquer custo — Milo já estava em posição de luta e com o ferrão preparado.

Ambos partiram para a luta.


(...)


A luta não dava qualquer indício de que estava perto de acabar, muito pelo contrário, parecia que nunca teria fim. Alguns começavam a apresentar sinais de cansaço, afinal eram humanos não máquinas. Quando pensaram por um instante que havia uma chance de perderem uma enorme explosão ocorreu no meio da horda de demônios que desviaram suas atenções dos cavaleiros para o local. Algumas criaturas voaram para bem longe, e no local onde ocorreu a explosão surgiram três cosmos poderosíssimos.

— O que mais vem agora? — Ikki questionou, tentando entender o que aconteceu.

Sem tempo para novos questionamentos, eles aproveitaram aquele momento de distração do inimigo e recomeçam os ataques enquanto do lado da explosão também atacavam, finalmente o número de demônios caía.

Atena que estava presa em seu templo, saiu desesperada quando sentiu os cosmos e os reconheceu, sentiu seu sangue gelar por um momento. Era um péssimo sinal, afinal em sua mente, aquela invasão não era a única coisa que poderia colocar todos os seus cavaleiros em grave perigo.

Todos respiraram aliviados conforme conseguiam dar cabo daquelas coisas feias até o momento que não apareceu mais nenhuma, agora vinha a nova indagação, quem os ajudou? Outro inimigo? Apesar de cansados, não parariam, eram cavaleiros de Atena, da justiça e esperança.

A poeira da batalha dissipava-se aos poucos, assim como a nuvem que pairava sobre o Santuário, revelando um céu noturno estrelado e uma lua cheia. Um brilho mais forte que as armaduras douradas refletiam sob a luz do luar. Conseguiram distinguir silhuetas, o que os deixou de queixos caídos. Eram apenas três.

Atena — que desceu às pressas — apareceu no campo de batalha, deixando todos os seus cavaleiros preocupados, pois a jovem não deveria estar ali e sim protegida em seu templo. Ela encarou os homens, estava certa de quem eram.

Agora todos podiam ver quem eram e com uma nova surpresa, eles também trajavam indumentárias douradas, que demostravam diferenças para com a dos protetores de Atena.

— Merda, não deixamos um vivo... — Um deles reclamou. — Chefia vai adorar... só que não.

— O QUE FAZEM AQUI? — Atena não foi capaz de segurar seu desespero e gritou com os três.

Os cavaleiros trocaram olhares entre si, apreensivos com o que poderia acontecer a seguir, um novo ataque, uma tentativa de sequestro ou até um possível assassinato dela.

O que trajava a armadura de Peixes — era uma dedução relativamente fácil, já que havia o símbolo da constelação estampado no peitoral — a olhou com um desprezo muito grande.

— RESPONDA, RENZO DE PEIXES! — Atena o chamou pelo nome, o que deixou seus protetores intrigados. — EU EXIJO QUE ME RESPONDA!

— Coloque-se em seu lugar, deusa pequena — Renzo disse, deu um passo para perto dela, a olhando de cima. — Estamos cumprindo ordens de seu pai.

A deusa o encarava tentando detectar qualquer traço de mentira nas feições dele. Enquanto os dourados estavam pasmos com a total falta de respeito para com a divindade e com o atrevimento. Milo chegou a sentir seu sangue ferver de ódio, querendo partir para quebrar a cara daquele insolente.

— Ninguém desafia ou descumpre uma ordem direta do Rei do Olimpo — ele voltou a falar. — E se está com algum problema, reclame com ele.

Quem aquele homem pensava que era? Quem eram eles, afinal? Aliados ou inimigos?

15 de Setembro de 2021 às 15:12 0 Denunciar Insira Seguir história
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