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Durante uma das campanhas romanas, na era de mármore do maior império conhecido pelo homem, um jovem foi raptado, junto com outras pessoas, e transportado como escravo para uma das cidades do Império Romano. Franzino, porém novo, é levado para uma escola de gladiadores, onde aprende, por necessidade, um novo idioma e, por sobrevivência, a lutar. Enquanto está no meio do treinamento um homem de aparência jovial e vestes simples visita na sombra da noite o alojamento, movido pela ira de ser arrancado de sua terra. O futuro gladiador aproveita a oportunidade para fugir às custas do sangue daquele visitante perdido. Esse, meus leitores, é o momento em que Min Yoongi e Park Jimin têm seu primeiro encontro, em uma construção de pedra e uma lâmina afiada entre os dois.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Escrito por: @HannaMinn / @Hannaella06

Notas Iniciais: Antes de começarmos vamos a alguns esclarecimentos.

A luta de gladiadores é um esporte antigo que foi banido devido a sua violência e, apesar de não haver uma descrição detalhada dos embates, ainda existe um pouco de ação e citação de morte durante as lutas.

As palavras em itálico estão escritas em latim, já as falas em itálico é um maneira de diferenciar os idiomas durante o texto, nesse caso o idioma da terra natal de Yoongi. Achei mais fácil fazer dessa forma...

Bom de qualquer modo, espero que gostem da leitura


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Vocês se lembram do grande Império Romano descrito em livros de história? Ou, ainda, o império que é mostrado nos filmes e seriados?

Muito provavelmente a resposta será um "Sim", talvez um "Com certeza" bem sarcástico acompanhado do clássico revirar de olhos pela pergunta idiota, mas esse não é o ponto em que quero chegar. Nos atentemos aos fatos de que alguma vez já tivemos contato com algum conteúdo desse grandioso império.

Porém, entretanto, todavia, meus queridos leitores, vocês já pararam para pensar que a história do maior governo conhecido da antiguidade foi construída por vidas de pessoas ordinárias? Não ordinárias no sentido de xingamento, mas como o sinônimo de serem comuns e desconhecidas como eu ou, quem sabe, você aí que está lendo essas palavras.

Pois bem, pensando nisso eu irei lhes contar sobre a vida de duas pessoas que são consideradas banais para estarem nos livros de escola ou serem objetos de estudo de algum pesquisador. No entanto, eles tiveram um amor, que não poderia ser descrito como menos do que extraordinário

Quando foi fundada, Roma não representava risco a nenhum vilarejo ao seu redor, passando despercebida dos outros reinos por seu caráter ruralista. Os romanos, inicialmente sobrevivendo da caça e da colheita, começaram a absorver os territórios ao seu redor aos poucos e, em menos de três séculos completos, já havia se tornado o maior povo conquistador da antiguidade. Teve um grande conjunto de terras e uma das maiores populações até o século V a.C., quando, enfim, foi derrubado devido aos conflitos religiosos e outros povos em ascensão.

É no meio dos tempos de mármore da Roma Antiga que nossa história se passa, antes das guerras entre pagãos e cristãos, onde a premissa do "pão e circo" reinava…

Min Yoongi havia nascido livre. Livre e rico. Era quase como se nascesse, metaforicamente, em um berço de ouro com as mais finas sedas chinesas cobrindo seu pequeno corpo de recém-nascido. Ele era o terceiro filho do braço direito do Imperador com uma das suas muitas concubinas.

Mesmo não sendo filho da primeira esposa, nem o sucessor de seu pai, Yoongi tinha um futuro todo planejado desde o momento em que sua mãe descobriu a gestação. A filha mais nova de outra família aristocrata do império já estava comprometida com o bebê antes mesmo de nascer.

Durante a infância, o jovem Min tinha que dedicar horas e horas do dia ao estudo das novas letras que foram criadas há poucas décadas e das leis que regiam a sociedade em que era criado. Além disso, ainda tinha aulas de lutas e artes marciais que eram suprimidas pela sua falta de interesse.

Aos dezesseis anos, seu pai, já de idade, mas ainda exercendo o ministério — cargo de liderança —, o chamou e informou que teria que viajar e ir até outra cidade para realizar os exames legais obrigatórios. Estaria de volta em um ano para o seu casamento e assumir o cargo de advogado ou redator de leis do império. Tudo estava planejado, só que planos nem sempre dão certo...

Durante o percurso da viagem, a caravana de Yoongi foi alvo de ataques do Império Romano. Por azar, ou destino, eles tiveram que parar na cidade recém-conquistada para conseguir mantimentos, uma vez que a viagem demorou mais do que o planejado, devido ao clima inesperado para a época do ano.

Apesar da tentativa falha de lutarem, o Min acabou sendo capturado junto com aqueles que restaram da inútil resistência ao preparado exército.

Seus braços foram amarrados com cordas grossas que feriram a pele macia de seus pulsos e braços, e as roupas de seda colorida e decorada com fios de ouro rapidamente perderam a integridade e beleza chamativa, partindo-se em grosseiros rasgos e perdendo pedaços de tecido pela violência exercida contra ele.

Seria um eufemismo dizer que o jovem não ficou assustado. Ele foi arrancado de seu círculo social seguro e jogado no meio de pessoas totalmente desconhecidas que falavam, agiam e eram diferentes de tudo o que já tinha visto em sua vida.

Do filho de um importante homem, Yoongi passou a ser mais um reles escravo estrangeiro no Império de Roma.

No início, ele não entendeu bem o motivo de ter sido poupado da crueldade dos soldados que os atacaram. Para falar a verdade, ele não entendia absolutamente nada, principalmente o que falavam, a não ser o fato de que a partir daquele instante passou a ser cativo.

Confuso e com medo, Yoongi se viu, dias depois, sendo levado, junto a muitos outros jovens, em uma trajetória por estradas desconhecidas. Passando de cidade em cidade, viu homens e mulheres sendo deixados pelo caminho, comprados por aristocratas romanos.

Dias e dias de caminhada se passavam; talvez tivesse se passado semanas, ou até meses, ele não saberia dizer — há muito tinha perdido seu senso de passagem do tempo. Porém, a cada passada que dava a chama da liberdade ganhava força dentro de si, a cada punição que lhe era afligida por falar sua língua nativa um desejo de luta era pronunciado, porque Min Yoongi descobriu que preferia morrer a se tornar um escravo; uma casca vazia do que deveria ser um ser humano.

Quando pararam na próxima cidade, ele sabia que algo estava diferente. Esta era maior que as outras que passaram, os homens eram de aparência mais arrogante, havia uma quantidade quase absurda de escravos de todas as raças andando de um lado para o outro, e o barulho de conversas e gritarias pelas ruas que passavam, beirava o insuportável.

Você, caro leitor, pode me questionar como ele sabia diferenciar os homens livres dos escravos, mas a resposta é muito simples. Yoongi era um jovem bastante observador, então foi fácil para ele perceber a diferença de atitude, de vestimenta e de porte entre eles. Além do mais, os escravos não olhavam em sua direção avaliando até o fio de cabelo fora do lugar ou se ele possuía músculos fortes. Não seria nenhum eufemismo dizer que o Min estava se sentindo avaliado como um dos cavalos que seu pai comprava para trabalhar nas terras da família e, em sua mente, ele já imaginava que seria tratado como um daqueles animais de sua casa.

Do outro lado da cidade, longe da agitação do comércio, o outro protagonista da nossa história vivia sua vida como todos os outros dias. Seu nome era Park Jimin. Um jovem de sorriso hipnotizante, pele dourada pelo Sol e cabelos claros como o puro mel das abelhas escondidas nos altos das montanhas; se fosse possível defini-lo em uma palavra, ela seria encantador. Um jovem e belo — escravo — encantador.

Jimin nasceu e cresceu como escravo. Sua mãe foi capturada quando ainda estava grávida, e, como forma de proteger a si e a própria família, seu pai se entregou sem lutar, deixando para trás toda uma vida para poder sobreviver a cólera sem fim que os soldados traziam para o meio da batalha. Por sorte, ambos foram parar na mesma casa, servindo ao mesmo senhor.

Ter nascido escravo pode soar revoltante para a maioria das pessoas, mas, para Jimin, era uma benção porque assim não havia razão para almejar algo que nunca teve, sem falar no fato de que, desde criança, teve um tratamento diferenciado dos demais subjugados. Sua fofura infantil encantava a todos ao redor, o que o deixou, de certa forma, um pouco mimado.

O ar inocente de sua aparência, mais tarde, se tornou uma dádiva, pois ele usava e abusava das suas feições inofensivas para ter vantagens, mesmo que, em raras ocasiões, isso lhe trouxesse transtornos. Não eram raras as vezes em que patrícios mais velhos — os senhores da sociedade — o procuravam com presentes e propostas.

Naquele exato momento, Jimin estava escondido junto com Alina — filha mais nova do seu senhor —, observando, por entre as frestas, o encontro que se desenrolava na casa de banho da propriedade. Já fazia parte da rotina as reuniões sexuais do patriarca, homens e mulheres jovens viviam em um fluxo quase constante de entrar e sair da casa de banho ou dos aposentos dele. Não só pessoas livres, como também escravos e aquelas pessoas que eram adeptas à prostituição, podiam ser vistos circulando por ali.

Alina era filha legítima do casamento do seu senhor, já que diversas crianças mais novas viviam na casa, mas, por serem filhas de escravos ou de outras classes inferiores, não eram reconhecidas pelo progenitor. Era uma jovem bela e ousada que não escondia sua verdadeira natureza devassa, sendo a principal responsável por corromper Jimin e tirar sua inocência.

— Fiquei sabendo que uma nova remessa de escravos chegou hoje à cidade — a garota sussurrou, ainda com os olhos vidrados no ato que acontecia na banheira cavada no centro do cômodo. Jimin se encontrava igualmente atento.

— Então teremos novidades nos próximos dias — respondeu desinteressado, no mesmo tom de voz. Era comum aparecer um ou outro novo escravo na casa a cada volta dos soldados.

— Dessa vez, eu quero conferir antes… — No mesmo instante Jimin olhou para ela desacreditado. Alina não estava dizendo o que achava que estava, não podia ser. — E você vai comigo! — afirmou, tirando todas as dúvidas que ele ainda poderia ter.

É aqui, meus caros leitores, que a nossa história começa…

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Notas Finais: Essa estória não seria a mesma sem a betagem da @mimi2320ls / @bebeh1320alsey, obrigada flor.
E agora vamos a essa maravilha de capa né, gente? Eu fiquei apaixonada pelos detalhes e a cor magnífica de destaque, tudo obra da @Nutella_KPOP / @Nutella_KPOP, linda demais essa arte <3

14 de Setembro de 2021 às 23:22 0 Denunciar Insira Seguir história
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