bacoaquiles Baco Aquiles

Evan Shiravari nunca achou que poderia ter mais do que a vida estava disposta a lhe oferecer: um pai negligente, uma mãe distante e um meio-irmão perfeito na qual Evan detestava. Ele, contudo, não imaginava que, quando desse um soco no seu próprio amigo Jasper, acabaria indo parar na detenção para passar o resto das férias de verão com Ashton Mikhailo Winsor, um garoto encrenqueiro que usa jaquetas de couro, calças apertadas e botas altas. É neste momento em que Evan percebe que está recebendo uma oportunidade da vida de ter algo que achou nunca que poderia ter: amor. Winsor, embora seja um garoto de aparência rude, era doce e cheio de enigmas que faziam a curiosidade de Evan se aguçar ao passo que Ash, a certo ponto, se tornou o centro de sua vida. E, diante desse sentimento que surge com a companhia do outro menino, Evan sente a necessidade de descobrir mais sobre seu passado: por que Ashton vendeu drogas na escola, por que ele some todas as quartas-feiras, por que o diretor parece tão interessado em sua vida pessoal e, principalmente, por que Ash parecia tão apegado a esse garoto chamado Fraser, que estava desaparecido. Agora Evan tem novos problemas: como lidar com a linha tênue entre o amor e a obsessão, o sentimento de inferioridade em relação a uma pessoa desaparecida e como recuperar seus antigos amigos enciumados da sua nova amizade com Winsor. _______________________________________________ Betagem por: @Lucy_san NÃO ACEITO ADAPTAÇÕES Nota: Essa história não é recomendada para menores de 16 anos. Contém uso explícito de drogas, abuso mental, descrições gráficas sobre cadáveres, negligência paternal, cenas de crises de ansiedade, entre outros. [AVISO⚠️: Também está sendo postada no wattpad e no Tapas ( versão traduzida para inglês ) no nome de BACOAQUILES ]


Suspense/Mistério Para maiores de 18 apenas.

#suspense #lgbt #boyslove #Bl
25
11.1mil VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo A cada 30 dias
tempo de leitura
AA Compartilhar

Prólogo

Siga em frente, meu filho rebelde.

Haverá paz quando você tiver terminado.

Repouse sua cabeça cansada.

Não chore mais.

Eu gostaria de ouvir essas palavras do meu pai antes de morrer.

Essa era a única coisa que eu conseguia pensar enquanto olhava aquilo na minha frente.

Nunca achei que uma coisa poderia feder tanto. Que uma pessoa poderia feder tanto. Havia um nó no meu estômago, a sensação de náusea, que me deixava tonto. Eu queria fugir desse lugar, levar um choque, e esquecer de tudo isso. Esquecer dos buracos de onde deveriam estar os olhos e esquecer da imagem que se formava na minha mente que, se houvessem olhos, o quão amedrontados eles estariam.

O que será que ele gostaria de ouvir do próprio pai antes de morrer?

Pensar isso era terrivelmente fúnebre enquanto a cabeça cortada parecia se virar na minha direção. Ash ao meu lado não se importava com o cheiro, nem com o fato de não poder abraçar o corpo todo de uma vez. Ele agarrava um pouco de cada membro, mas não soltava o tronco, com o ouvido onde devia haver o coração, parecendo não acreditar que não existia batimento. Não aceitando que aquela pessoa estava morta. Eu escutava o barulho alto do choro dele, os gritos agoniados como se ele estivesse morrendo de dor.

Desespero que eu nunca ouvi na voz calma de Ash.

Meu coração pesava. Eu queria que ele parasse. O cheiro, as bordas da pele repicada como papel cortado por uma criança, os vermes amarelos comendo lentamente cada centímetro restante daquele pequeno corpo. Todos esses detalhes nunca sairiam da minha mente.

O fedor era demais pra mim. Eu conseguia ver a água que vazou do corpo no fundo do saco plástico que nós o encontramos. A luz não era muita, mas não era difícil imaginar alguns vermes que caíram da pele, boiando.

"Nós precisamos sair daqui." Eu sussurro. Minha voz não parece correta nesse ambiente. Eu quero ir embora, eu preciso ir embora, senão eu vou enlouquecer.

"Eu vou matar ele." Ash sussurrou. Meu corpo inteiro estremeceu. Aquilo era uma promessa feita para a pessoa agora cortada em vários pedaços, e não para mim.

Eu poderia repetir que precisávamos sair daqui, mas não repetiria, porque se fosse eu na situação dele — se fosse Ash quem estivesse morto e eu quem achasse seu corpo — eu rodaria o mundo para ir atrás de quem o matou.

Mesmo que isso signifique ir para prisão. Mesmo que isso signifique ir para o inferno.

E saber que ele faria tudo isso por aquela pessoa já falecida e apodrecida mexia com uma parte de mim que, embora eu tentasse ignorar, sempre resistia.

Mexia com meu ciúmes. Mexia com minha insegurança.

26 de Setembro de 2021 às 04:52 3 Denunciar Insira Seguir história
7
Leia o próximo capítulo 1 - Ashton Winsor é uma má influência

Comente algo

Publique!
Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Essa história parece incrível.
December 28, 2021, 21:07
sk saturn kenny
tô curiosa pela continuação. por entender mais dos dois. sinto sofrimento vindo aí e eu querendo proteger o Evan aaaaaa
September 30, 2021, 02:48

  • Baco Aquiles Baco Aquiles
    um bom angst é o que a autora gosta odfnofnsn que bom que você gostou, de verdade! Fico feliz em receber seu comentário! Muito obrigado pela leitura!🤧💜 September 30, 2021, 03:09
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 18 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!

Histórias relacionadas