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Jimin e Yoongi são amigos, mas estudam em escolas diferentes. Porém, Jimin é colocado como substituto de um jogador principal do time de basquete de sua escola que se machucou, entretanto, o adolescente não sabe jogar. Como ele sabe que Yoongi joga bem, pede sua ajuda, e eles passam mais tempo juntos, acabando por desenvolver sentimentos. Entretanto, pouco tempo antes dos amistosos, os dois discutem por Jimin entender algo errado. Quando chega a competição, na final, o time do Jimin joga contra o de Yoongi, com Jimin sendo um dos maiores artilheiros do jogo.


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Ei, vermelhinho!

Escrito por: bebeh1320alsey / mimi2320ls



Notas Iniciais: Oi gente, tô voltando com essa fic que foi super desafiadora pra mim, mas que me fez aprender várias coisas super legais. Espero que vcs curtam o primeiro cap e que torçam pelos meninos assim como eu torci escrevendo. Antes de iniciarem a leitura, não posso deixar de agradecer a jupteryoon /jupteryoon que montou esse plot junto comigo e que mesmo não podendo escrever, meu deu muito apoio, quero agradecer tbm a Sra_Lovegood/ Sra_Lovegood pela betagem impecável e pela paciência com a minha escrita e com os meus erros, assim como a minie_swag / minie_swag e YinLua / YinLua que me deram vários puxões de orelha super necessários e que me ajudam a ser uma beta e uma escritora muito melhor e muita mais atenta e crítica e por último e não menos importante, quero agradecer ao ggukielarity / Ggukielarity que fez capas e um banner lindo, mesmo com toda a minha confusão na hora de pedir. Vcs são demais! Com todo amor, boa leitura.


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Jimin odiava o basquete, ou melhor, não entendia bulhufas daquele esporte. Ele só tinha entrado para o time da escola por conta de seu pai e a obsessão dele pelo jogo e pelo time de sua escola, o Incheon Shinhan Bank S-Birds. O mais velho dizia que ele tinha sido o melhor pivô que sua escola já havia visto, entretanto, Jimin não tinha o mesmo talento para o basquete como seu appa. Ele era péssimo e passava suas tardes na arquibancada da quadra de sua escola, lendo um mangá de Naruto e observando seus outros colegas quicarem aquela bola laranja e de couro de um lado para o outro na quadra.

O Park se envergonhava de admitir que nem tentava praticar com o time, ele apenas não conseguia jogar decentemente e tinha — muito — medo do treinador Kim. Kim Seokjin, ou treinador Kim — para todos os alunos da escola —, era um homem alto, de ombros quadrados, sobrancelhas arqueadas e com a voz extremamente persuasiva. Ele falava, todos obedeciam. Não existia alguém naquele colégio que não o respeitasse, o cara era uma lenda. E mesmo que não fosse tão velho, e se vestisse apenas com roupas esportivas, ninguém ousava desrespeitá-lo.

Jimin sentia calafrios só de olhar para o técnico do time de basquete, então, quando entrava na quadra de sua escola, não pensava duas vezes antes de subir para a arquibancada e enfiar a cara em seus mangás.

Ele também gostava de tentar escutar as conversas dos outros reservas, como a de Chae Hyungwon, que vivia na quadra lixando as unhas e observando o garoto da água, chamado Shin Hoseok. O baixinho tinha certeza que eles se pegavam escondido em algum lugar da escola, assim como tinha certeza que os outros dois reservas, Kim Matthew e Lee Seunghoon, só vinham para ficar fofocando e batendo cards na arquibancada.

Jimin se sentia um estranho no ninho, ainda mais quando via Kim Taehyung em toda a sua glória, correndo como uma pluma pela quadra e acertando cesta atrás de cesta. O ruivo não queria sentir inveja do artilheiro do time, mas não podia evitar. Taehyung era alto, bonito, atlético e, ainda por cima, carismático; ele não tinha defeitos, e aquilo era injusto para o Park. Como conseguiria competir com uma pessoa daquela? Era impossível, justamente por isso que era Taehyung quem brilhava na quadra, enquanto Jimin ficava escondido na arquibancada.

Por esse motivo, estranhou a falta da estrela do time ao chegar no treino de sexta-feira. Quando estava quase subindo para a arquibancada, Hoseok — um de seus únicos amigos na escola — o chamou e, antes do rapaz falar o que queria, foi interrompido pelo treinador Kim, gritando: — Ei, você, vermelhinho! — O mais velho apontou para o Park, que arregalou os olhos e também apontou o dedo para si mesmo. — É, você mesmo. Você vai jogar hoje. Vai substituir o V.

— O quê?! — todos os garotos na quadra exclamaram ao mesmo tempo e olharam para o ruivo. Jimin ficou com as bochechas incandescentes pela vergonha de ter tantos olhares voltados para si.

— Treinador Kim, eu não jogo basquete — Jimin falou baixo, com medo da carranca que estava se formando no rosto de Kim Seokjin.

— Isso não é você quem decide. V está com uma fratura por estresse e não poderá jogar o campeonato estadual porque vai ficar de muletas por dois meses. Você vai substituir ele, todos aqui já têm uma posição, você é o único que não tem nenhuma — Seokjin disse de forma rápida e cortante, seu semblante dizia que não aceitaria a recusa de Jimin.

O baixinho, engolindo em seco, se inclinou e colocou sua mochila no banco da arquibancada e andou em passos hesitantes até a quadra. Quando chegou no centro, Oh Sehun, um garoto alto de cabelos pretos e cara fechada, gritou um "Pensa rápido!" e jogou a bola na direção do Park, que nem viu quando foi atingido pelo objeto, que bateu em seu rosto e o fez cair de costas no chão.

Todos os presentes — menos o treinador Kim e Hoseok — riram do ruivinho. Jimin queria cavar um buraco e sumir. Ele se sentia humilhado e quase não quis aceitar a mão que Hoseok o estendia, querendo ficar no chão para ver se conseguia se fundir ao piso. Os garotos só pararam de rir quando Seokjin gritou que, se eles continuassem com aquela palhaçada, teriam que pagar cem flexões cada um.

Depois do pequeno sermão, o mais velho olhou para o Park e, com um movimento de cabeça, indicou que era para ele segui-lo. Jimin olhou para Hoseok, pedindo ajuda com os orbes, mas o mais alto apenas deu de ombros e acenou para ele ir até o treinador.

O homem o esperava do lado de fora da quadra e, quando o ruivo chegou perto dele, encarou o adolescente de forma séria e declarou: — Olha, eu sei que você disse que não joga basquete, mas não vou arriscar perder o estadual por sua causa. O V era o artilheiro do time, e sei que você não passa os treinos apenas lendo seus malditos mangás, você também observa aqueles pentelhos praticando. Eu vejo potencial em você, garoto. — O treinador colocou uma mão no ombro direito do Park e continuou: — Basquete não é apenas técnica ou talento, tem a ver com amor, com família, com tradição. E você é filho do seu pai, tenho certeza que o basquete corre em suas veias, só basta você achar o seu lugar.

O baixinho queria chorar. Ele sabia que não era bom no basquete e que mesmo sendo filho de seu pai, não tinha vocação alguma para o esporte, porém o treinador Kim não o deixou alternativa a não ser treinar que nem louco, quando afirmou que teria apenas um mês para se tornar bom o suficiente no basquete, pois jogaria os estaduais e substituiria Kim Taehyung. Estava perdido.

🏀

Jimin saiu do treino de basquete bastante cabisbaixo e preocupado. Depois do fiasco com a bola que acertou o seu rosto e a conversa com o treinador Kim, ele voltou para a quadra, pegou sua mochila e foi embora. Quando estava quase chegando em casa, se lembrou de alguém que poderia ajudá-lo e quase se estapeou por não ter pensado naquilo antes.

Então, rapidamente mudou sua rota e se dirigiu ao parque de seu bairro, onde encontrou Min Yoongi praticando basquete. O ruivinho sabia que a melhor pessoa para ensiná-lo era o platinado. Jimin conhecia o mais alto a vida toda, eles eram inseparáveis desde quando se conheceram naquele mesmo parque quando tinham cinco e seis anos cada. O mais novo estava brincando no escorregador e acabou caindo, Yoongi o ajudou a se levantar, limpou o machucado e pôs um curativo em seu joelho. Desde então, mesmo estudando em escolas diferentes e morando em ruas que não eram tão próximas, os dois sempre davam um jeito de estar juntos.

Por isso, o baixinho não hesitou em correr ao parque e chegar rapidamente até a quadra de basquete, antiga e quase nunca utilizada por outra pessoa além do Min. Jimin sabia que o outro estava lá, o platinado fazia o mesmo ritual desde de os oito anos, que foi quando começou a jogar basquete: estudava durante toda a manhã, treinava na quadra de sua escola durante parte da tarde e, depois que passava em sua casa para comer alguma coisa, ia direito para o parque passar um tempo, de vez em quando fazer alguma lição, mas sempre com uma bola de basquete embaixo do braço.

Yoongi vivia para o esporte, assim como vivia para Jimin, mesmo que o menor não soubesse dessa parte. Então, quando o ruivinho apareceu correndo e gritando "Yoongi-ah!", o mais velho logo abriu seu sorriso gengival e se virou para seu amigo de infância.

— Oi, Jiminie. Aconteceu alguma coisa? Você quase nunca vem ao parque em dia de semana. 'Tava com tanta saudade assim de mim? — O Park revirou os olhos, mas também sorriu para o mais velho.

Ele largou a mochila no chão e foi adentrando calmamente a velha quadra de basquete.

— Preciso de sua ajuda, hyung.

Yoongi ficou preocupado com Jimin quando ele disse que precisava de sua ajuda, por isso, prestou bastante atenção no mais novo. O ruivinho percebendo que tinha a atenção do seu hyung, perguntou: — Você conhece Kim Taehyung?

— Sim. Eu sempre jogo contra ele nos campeonatos estaduais. O cara é uma máquina de cestas.

— Então, ele se machucou e vou ter que substituir ele nos jogos. — O Min arregalou os olhos para o mais baixo, enquanto exibia um sorriso compreensivo.

— E você precisa da minha ajuda para o quê?

— Você sabe, hyung.

— E cadê o meu por favor e o meu beijinho? — O Park ficou vermelho com a indagação do mais velho e deu um tapa em seu braço.

— Para de ser besta. — Yoongi o olhou como se estivesse repreendendo-o, e o ruivo revirou os olhos e se inclinou, dando uma bitoca na bochecha do mais alto. — Por favor, Yoonie-hyung.

— O que você não me pede chorando, que eu não faço sorrindo, não é, Jiminie?

O Min começou a se aquecer e falou para o outro fazer o mesmo, pois tinham apenas um mês para fazer com que Jimin aprendesse o que não aprendeu em 16 anos de vida. Por isso, precisava arranjar um jeito de passar tudo o que sabia sobre basquete para o mais novo.

— Bom, primeiro, é preciso que você entenda as regras. Elas não são tão complicadas, mas existem.

Yoongi, que já terminou de se alongar, foi em direção a um círculo bastante apagado no meio da quadra. Jimin rapidamente o seguiu, meio cambaleando por ter andado rápido.

— Vamos começar pelas coisas simples: esse círculo que nós estamos em cima se chama círculo central. Eu sei que parece meio óbvio, mas é muito importante lembrar o nome de cada coisa. Bom, basicamente, o jogo começa aqui; a bola é jogada para cima, e o time que pegá-la começa o jogo.

O mais alto andou novamente e parou em frente a uma meia-lua, dizendo que se chamava linha de três pontos. Ele deu dois passos à frente e ficou entre uma linha que separava uma pequena meia-lua azul de um quadrado laranja; Yoongi declarou que aquela era a linha do lance livre e que o quadrado em que ficava a cesta era chamado de tabela.

Jimin estava meio confuso com as coisas que o platinado estava dizendo, mas tentava acompanhar o que ele falava. Quando o Min parou de falar sobre a importância de saber o nome de cada coisa, o mais baixo tomou um susto quando o outro jogou a bola de basquete nele, afirmando que era hora do Park começar a treinar e entender qual era o seu lugar no basquete.

— Mas como vamos fazer isso, hyung? — Ele esbugalhou os olhos em confusão. Yoongi quase não se controlou e quis apertar suas bochechas, mas deixou o desejo de lado e se concentrou em ajudar seu amigo de infância.

— Isso é simples, Jiminie. No basquete existem cinco posições, já que apenas cinco jogadores entram em campo. — O Min levantou cinco dedos tortos de sua mão direita e começou a explicar ao outro sobre as funções de cada jogador quando estavam em quadra. — Tem o armador que é o melhor driblador e passe de bola do time; o lançador que é o melhor arremessador do time e também defende o armador; tem o ala/pivô, ele fica próximo da cesta e sempre está se movimentando para não ser marcado e para pegar um arremesso ou fazer um rebote; tem o ala/lateral, que tem que ser alguém bem dinâmico, lançar melhor que o ala/pivô e ser menor que ele. E por último, tem o pivô, que geralmente é o jogador mais alto do time, que está sempre próximo a cesta e, quando está defendendo, tenta bloquear os arremessos e pegar os rebotes.

— Meu Deus, Yoonie, são muitos nomes e funções. Como vou fazer para entender tudo isso?

— Relaxa, você vai pegar o jeito rapidinho. Não é tão difícil, quando você ver, vai estar jogando melhor que eu.

— Você acredita muito em mim, sabia? — O ruivinho estava com medo da responsabilidade jogada sobre si do dia para a noite, mas, aceitando que aquela seria sua vida agora, levantou a cabeça e começou a quicar a bola, enquanto perguntava: — Se eu vou substituir Kim Taehyung, qual será a minha posição no time?

— Você vai ser o armador, Jiminie. — O baixinho engoliu seco e abaixou a cabeça. Como conseguiria ser armador, se nem manter a bola quicando sem se machucar era capaz?

Yoongi, vendo o desânimo do mais novo, se aproximou e pôs a mão em seu queixo, levantando-o e fazendo Jimin olhar para si. Olhando dentro dos orbes castanhos claros, ele afirmou: — Você é capaz, Jiminie. Só precisa confiar em mim e em você.



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Notas finais: E então o que acharam? Será que o Jimin vai conseguir aprender a jogar basquete em tão pouco tempo? E esse Yoongi super, hiper, mega atirado, eu aprovo. Vcs conseguiram aprender alguns fundamentos do basquete? Espero que tenham gostado a leitura e que continuem nessa jornada de aprendizado junto comigo. Muito obrigada por chegar até aqui, amo vcs!

3 de Setembro de 2021 às 23:47 0 Denunciar Insira Seguir história
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