sahsoonya sahsoonya

[OS] [Adult] [Short story] [Original] "No silêncio da noite, um rapaz reflete sobre acontecimentos de uma noite que ele jamais esquecerá".


Conto Para maiores de 18 apenas.

#romance #one-shot #amigos #amizade #lemon #adulto #345 #+18 #sahsoonya
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Amiga

Já fazia mais de meia hora que havia sentado na beira da cama e ainda não conseguia acreditar no que havia acontecido naquela noite. Olhou uma vez mais para a cortina azulada que se movia devido a uma brisa leve, em direção à noite, mais escura que o normal. De certa forma, o movimento do tecido o distraía da lembrança que insistia em pairar em sua mente. Contudo, cada vez que desviava o olhar da mesma, sua mente o transportava de volta àquele quarto... Àquele momento.

Costumava exagerar em relação à suas emoções, mas estava certo de que aquilo tudo era demais para digerir, mesmo para alguém que refletisse friamente sobre as coisas. Pois sua mente estava uma bagunça. Em meio ao caos que as memórias do que se passara mais cedo evocava em sua mente, ele tentou raciocinar calmamente. Se fechasse os olhos, ainda conseguia enxergar aqueles olhos castanhos brilhando. Ao massagear as mãos, teve um sobressalto ao lembrar da textura da pele sob seus dígitos. A sensação era indescritível. E tão surreal quanto, era a lembrança da mão pequena guiando sua própria, incentivando-o a explorar o mais íntimo daquele corpo feminino.

“Por que me sinto assim, afinal”? Não havia sido aquela a experiência mais erótica da qual participara, nos últimos 4 anos? Estava solitário há algum tempo, portanto, qualquer tipo de contato íntimo com outro alguém era bem vindo. Mas bem lá no fundo ele sabia bem o porquê de tantos sentimentos conflitantes em relação àquela noite.

Era por causa dela.

Ela era a razão daquela inquietação em seus pensamentos e do completo caos em seus sentimentos. Ela que era o mais próximo de alma gêmea que ele possuía. A amizade mais sincera a qual fora apresentado e aquela que conhecia seus sentimentos mais profundos. Aquela a quem ele havia mostrado seu verdadeiro eu. Aquela a quem ele expôs seus maiores medos, a pessoa que conhecia seus pontos fracos. Isso deveria ser lindo, romântico e poético, mas não era.

E isso se devia ao fato de que essa mulher com a qual ele dividira um de seus momentos mais eróticos, não era um par romântico para ele. Muito pelo contrário... Tratava-se de sua melhor amiga. E não o levem a mal quanto ao que é considerado aceitável numa amizade homem/mulher. Entre eles havia uma amizade muito forte. Do tipo que muitos sonham em ter. Eles eram sinceros um com o outro, se conheciam. E não vamos cair na falácia de afirmar que nada havia, além de uma profunda amizade. Ele ainda era um homem. Um homem com olhos, que já haviam captado quais aspectos físicos da amiga lhe agradavam, porém não havia a mínima intenção de tentar qualquer avanço dessa natureza, em relação a ela. A amava como amiga, e só.

Mas, nos últimos tempos, algo havia ali. Algo diferente pelo qual ele se sentia muito culpado por vezes. O fato de ver e desejar algo que estava fora da mesa para si. Já havia, mais do que gostaria de admitir, se aliviado pensando nela, imaginando como seria.... Se pudesse toma-la para si. Isso o corroía, mas não podia evitar. Ela era o tipo de mulher que bagunçava os sentimentos de um homem como ele. Parceria ter sido feita para atender às necessidades emocionais e físicas de um homem como ele. Era bonita a seus olhos. Inteligente, divertida, generosa e amorosa.

E sexy. Sexy demais para seu gosto.

Agora sem a mesma culpa de antes, ele se dirigiu até a janela e prontamente a fechou. Queria visualizar mais uma vez a noite que tivera ao lado da amiga. Desejava revisitar cada segundo daqueles momentos mágicos. Principalmente por que temia nunca mais tê-los. E esse era um dos motivos pelos quais já havia derramado umas lágrimas antes de deixar o apartamento dela. Ele não queria de forma alguma perder aquilo que eles haviam construído juntos. Era valioso demais para ele, o que eles possuíam. E relação carnal nenhuma poderia sobrepor isso.

Contudo, enquanto novamente se sentava à beirada da cama, pôs-se a refletir sobre as circunstâncias que o haviam levado ao desfecho fortuito da noite. Tudo havia começado inocente, por meio de mais uma das inúmeras massagens que fazia para um corpo feminino muito cansado.

Gostava de massagear as costas da amiga. Ela era uma pessoa tensa. O estresse em seu corpo tomava forma por meio de nós enormes nas costas estreitas, e ombros rígidos. O jovem apertava ali de bom grado. Queria ver ela relaxada, queria que ficasse bem. Já havia perdido as contas de quantas vezes a havia feito cair no sono, descansada finalmente após um dia difícil. Isso o trazia extrema felicidade.... Por poder ser útil a ela.

Mas, naquela noite algo estava diferente. Mal sabia ele que ela passava por uma fase do ciclo menstrual mensal no qual ela possuía um desejo forte por contato. Por carícias, atenção. Ela estava excitada demais para apenas receber tudo aquilo e dormir. E não me entendam mal. Deus sabe o quão difícil era para ela suprir suas demandas físicas com outra pessoa, inclusive jamais havia acontecido. Ao pensar sobre esse fato, um meio sorriso se abriu nos lábios do rapaz, instintivamente.

Poderia ter sido algo supérfluo e físico, mas isso não poderia estar mais longe da verdade. E a verdade era que ela nunca havia confiado em alguém a ponto de se entregar. E o simples fato de ter acontecido justo com ele, martelava na cabeça do homem. “Isso não foi algo corriqueiro. Deve haver um sentido para isso”.

Lembrava-se bem de estar massageando as costas dela, enquanto suas mãos corriam por aquele corpo delicado. Em algum momento, decidiu utilizar uma informação que possuía sobre o corpo dela, sua sensibilidade na área do pescoço. Algo o compelia a fazer aquilo e ali respirou bem perto da nuca dela, pois sabia que tipo de reação causaria. E qual não foi sua surpresa, quando ela se inclinou na direção de seu rosto. A pele do pescoço em contato com os lábios dele. Tomando tal fato como incentivo, se aproximou mais, correndo as mãos por lugares no corpo dela que só havia tocado inocentemente, sem malícias. E a cada novo toque, o corpo dela se agitava na cama, absorta nas sensações causadas.

Tentando não pensar muito, pois se o fizesse desistiria, ele guiara a própria mão para suas pernas, enquanto distribuía beijos curtos na nuca exposta dela. Tão perto estava dela, que seu corpo até mesmo moldava-se à figura dela, com o perfume doce invadindo suas narinas, tornando tudo aquilo uma tentação maior. Ele secretamente sempre imaginara como ela seria nua, e com a mão muito próxima da área na qual se inserem as pernas nos shorts de pijama dela, ele imaginou que tipo de vestimenta ela estaria usando por baixo. Ele sabia do gosto incomum que ela tinha para lingeries, especialmente as calcinhas e sutiãs de renda, e a ideia de poder ver aquilo mais de perto o enlouquecia.

Deteve a mão, à espera da réplica dela na situação. Obviamente que caso ela não estivesse a fim de nada, ele jamais tentaria tocá-la, sem seu consentimento. E justamente devido a isso esperou por qualquer sinal de resistência da parte dela. E foi com muito espanto que ao invés de sentir sua recusa, teve sua mão guiada até a intimidade dela, por baixo da peça do pijama. Ensandecido pelo tesão que já experimentava, com cuidado roçou os dedos na peça de baixo, que através de seus dígitos identificou como sendo de renda, e quase desfaleceu ali mesmo ao sentir sob os dedos a umidade característica, que só podia significar uma coisa...

Ela também queria aquilo.

Massageou a área, maravilhado pelas expressões faciais que ela possuía, mesmo que timidamente o guiando a fazer o que ela gostava. Tocou com adoração cada parte daquilo que ele sabia ser muito íntimo e privado para ela. Lentamente removeu os shorts do pijama, vendo-a separar um pouco as pernas. Se posicionou melhor, sem que seus olhos verdes se desviassem um segundo que fosse dos olhos castanhos brilhantes dela. Se projetou na cama, de modo a ficar de frente com ela. Puxou para o lado com uma calma que internamente não possuía, a peça de renda preta. Suas mãos tremiam. Com os olhos ele lhe pedia uma permissão muda, que ela lhe deu com um aceno de cabeça e olhos cerrados.

E ali ele mergulhou nela.

Só de revisitar tal memória, os braços do rapaz arrepiavam. Era extasiante relembrar a textura da intimidade dela sob sua língua. Saber que era ele quem provocara aquelas feições no rosto dela, enquanto movia a língua em movimentos circulares em volta do botão no qual se concentrara todo o prazer dela. A ideia de que ela era virgem era ao mesmo tempo uma bênção e uma maldição. Ele estava a explorar um território jamais explorado por outra pessoa, uma vez que sabia como ela amava se tocar sozinha. Todavia, a última coisa que esperava era destruir aquela experiência para ela.

Sequer havia retirado a blusa dela. O mesmo para suas roupas. Ele sabia que ela era insegura com seu corpo, apesar de aos olhos dele não existir mulher mais formosa. Após dispensar-lhe atenção com a língua e os dedos, percebeu que a mão pequena dela o guiava até os seios, por baixo da blusa. Aquilo estava bom demais para ser verdade. Acariciou ali com devoção e cuidado, pinçando os mamilos com as pontas dos dedos, sentindo o quão gostoso era saber que ela era sensível ali. Arriscou um beijo curto nos mesmos, um tanto receoso.

Massageou os seios pequenos o quanto pôde, secretamente desejando e temendo que ela o beijasse. Veja bem, ele estava há mais de 4 anos sem contato físico algum. Sem beijos, sem sexo. Seguramente nem se lembrava de como beijar aqueles lábios finos. Ele os adorava desde sempre. O meio sorriso da garota muito se assemelhava à feição um gatinho, inclinado e delicado. Era fofo e bonito. Fitou os lábios avermelhados, em transe por sua beleza.

Voltou sua atenção e mãos trêmulas para a intimidade dela uma vez mais, friccionando os dedos ali lentamente, enquanto se deitava ao lado dela. Foi subitamente surpreendido por um beijo. Atrapalhado e desajeitado, além de inseguro ele correspondeu, desculpando-se em seguida pela quantidade excessiva de saliva. Ele havia beijado rápido, afoito. Ela então segurou ambas as bochechas dele, pedindo calma, e voltou a beijar seus lábios, agora mais lentamente, como se ensinasse como gostava. Inseriu a própria língua na boca dele, acariciando a cavidade devagar, e por fim dando uma mordidinha nos lábios alheios. Ele sentia-se a ponto de explodir de tesão. O membro teso latejando dentro das calças. Mas, nada fez. Ele sabia que não era o momento para se satisfazer. Ele queria fazê-la satisfeita. Ser uma boa memória para ela, mesmo que aquilo fosse arruinar sua amizade para sempre.

Devotou seu tempo a ela, recebendo muito contente as expressões faciais entorpecidas dela. A forma como ela abria a boca, mas nenhum som deixava a mesma.... Como fechava os olhos e apertava seus braços conforme os movimentos circulares no clitóris iam lhe excitando cada vez mais, quase o levaram à loucura.

Ele nunca havia visto uma mulher tão bela daquele jeito, tão ciente do orgasmo que viria. E muito mais orgulhoso do que pensou ser possível, ele lhe proporcionara vários do mesmo. A forma como o corpo dela se agitava em espasmos quando finalmente ela gozava era impagável. A respiração descompassada, a forma como sua intimidade ficava cada vez mais molhada ao toque, a forma como ela mordia os próprios lábios, foi o motivo pelo qual ele ainda estava sentado à beira da cama, absorto em pensamentos. E já passava das 4 da manhã.

E como poderia dormir? Quando acabara de viver uma das experiências mais alucinantes de sua vida? Ele lembrava nitidamente do rosto satisfeito dela quando acabaram. Também se lembrava do quão perdido se sentiu ao final, deitado e fitando o teto, com ela a seu lado. Seu mundo havia caído no momento em que se deitaram, naquele momento com ele dando-se conta de que corria o risco de perde-la para sempre.

Havia sido delicioso, mas ele trocaria tudo aquilo pela certeza de que a teria como amiga para sempre. Ele trocaria toda aquela luxúria pela amizade dela, isso era fato. Preferia tê-la como sua amiga pelo resto da vida, do que arriscar perder a cumplicidade que era tão característica de ambos. Mas, a garota era ciente até demais de como o coração dele havia sido ferido no passado. Ela bem sabia o que se passava na mente dele, e tratou de assegurar-lhe, enquanto colhia as lágrimas que escorriam pela face alva dele com as pontas dos dedos, que jamais deixaria que algo assim atrapalhasse a amizade deles.

Lhe garantiu que tal fato só havia acontecido justamente por ela confiar nele como em nenhum outro, e saber que ele nunca a decepcionaria de propósito. Que seria gentil e amoroso como ela sempre sonhara. Isso o havia acalmado no momento. Porém, ali recolhendo a toalha para tomar um banho, de modo a afastar as memórias eróticas que tinha do corpo dela, do sabor irresistível e daquele cheiro doce na nuca dela, tudo havia vindo à tona.

Ele só poderia esperar pelo melhor. Ela sempre havia sido sincera sobre os próprios sentimentos e só lhe restava ser também. Aquilo não havia sido algo banal para ele, e o jovem queria ter certeza de que ela soubesse disso.

Tomou um banho frio de modo a afastar o desejo que se espalhava pelo seu corpo sempre que se lembrava que a mulher de seus sonhos o havia beijado e confiado nele a ponto de se entregar e expor ao máximo. Deitou na cama de solteiro, decidido a deixar aqueles pensamentos de lado e dormir, nem que fosse por algumas horas.

As consequências de seus atos teriam que ficar para amanhã.




*************** Amiga ****************

1 de Setembro de 2021 às 03:12 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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