eduardo-ferreira1630236889 Eduardo Ferreira

Um "brain storm" sobre questões filosóficas, éticas, científicas e tecnológicas a respeito da espécie humana sua relação com outras espécies, sejam estas da terra, ou não. Toda crítica é muito bem vinda!


Não-ficção Todo o público. © Open Source, fiquem à vontade para construir e desconstruir sobre a obra. Logicamente, esmolas são sempre bem vindas.

#aliens #filosofia #biologia #física #tecnologias #vida-alienígena
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Escrevendo tudo o que vem à mente.



Comumente chamamos os indivíduos mais bem sucedidos, dentre as espécies que conhecemos, de “evoluídos”, porém, biologicamente, este conceito não seria o mais correto. Acho muito mais adequado chamá-los de mais “poderosos”.


Quando usamos o termo “poderoso” talvez sejamos remetidos instantaneamente à personagens da cultura pop, como Doutor Manhattan e Thanos, mas me refiro a um contexto muito mais mundano e menos criativo.


Tomemos, por exemplo, duas espécies bem sucedidas de habitats diferentes do nosso insignificante planeta, o Homo sapiens e o Carcharodon carcharias ou, para os mais leigos, nossa espécie diminuta e o tubarão branco, em ordem crescente de tempo de sucesso evolutivo – e também na ordem que eu acho mais “maneira” (termo que denuncia a idade).


No ambiente aquático, sem o uso de armamentos por ambas as partes, sejam arpões ou lasers, acredito que nem o mais forte dos indivíduos de nossa espécie seria capaz de vencer o mais medíocre dos tubarões brancos em uma luta até a morte. Porém, se for permitido o uso irrestrito de tecnologias, acho que nem o tubarão branco mais poderoso seria capaz de causar qualquer tipo de dano ao ser humano mais medíocre munido das tecnologias mais atuais, no que se referem tanto à defesa pessoal, quanto ao uso de armas letais, logicamente considerando qualquer habitat minimamente suportável para ambas as espécies.


Você me pergunta então, a onde você que chegar maluco?


Então, finalmente podemos considerar tubarões brancos uma espécie muito mais poderosa do que nós em alguns aspectos. Em seu ambiente natural, os “tutubarões” alcançam cerca de 40kms por hora, enquanto o nadador humano mais rápido alcança cerca um quarto dessa velocidade, 10kms por hora. Sem falarmos que os tubarões são munidos de um sentido capaz de detectar sinais elétricos tênues como emitidos por um batimento cardíaco de outros indivíduos dentro da água. Além de possuirem uma mordida singular de até 3000 dentes MUITO afiados e serrilhados de até 7,5 centímetros, exercendo uma força de 3 toneladas por centímetro quadrado.


Acho todos esses bons motivos para evitar que o mar ultrapasse a altura dos meus joelhos sempre que vou à praia.


Entendeu o ponto onde eu quero chegar?


Imagine então um universo cheio de vida, ainda que muito dispersa e difícil de detectar, vida com aparência algumas vezes aterrorizantes, tal qual os Grays, embora outras vezes belas, como os nórdicos, e quem sabe algumas até pareçam divinas, tais quais os anjos de muitas culturas. Sabe o que mais? Possivelmente, algumas delas, muito, muito, muito mais poderosas!


Você tem que admitir que essa ideia é assustadora, a pesar de, em muitos aspectos também seja incrível!


Vamos adotar por um momento essa minha “viagem” como uma possibilidade. Afim de dar prosseguimento ao monólogo.


Não é minha intenção levantar todas as teorias que discutem as probabilidades e improbabilidades de vida alienígena tecnologicamente mais avançadas do que nós. Caso tenham interesse, temos uma tecnologia, ao nosso alcance, chamada internet, pare a leitura. Pare por um momento esta leitura e tire um tempo para “buscar o conhecimento”, "dê um google", assista documentários, procure livros de física e ciências em geral, jogue alguns jogos legais, assista filmes interessantes e ouça podcasts legais.


Se você parar para pensar nossa cultura já é xenófila em relação a Aliens. Embora, por outro lado muito temerosa do tão esperado "desemcobertamento ufológico" e suas consequências para a estrutura de nossas sociedades.


Por mais que, no decorrer dos anos de nossas vidas fazendo as coisas básicas como: pensar, respirar, comer, beber, excretar, crescer, aprender, socializar, produzir, reproduzir, adoecer, envelhecer e morrer – ciclo comum até o momento, a gente dificilmente chega à resposta para aquela famosa pergunta: Qual o sentido da vida?


Eu passei muito tempo em ócio criativo/depressivo durante a minha vida, desempregado, boa parte “solteiro por opção”, passando de faculdade pública em faculdade pública, com notas medíocres, sem nunca concluir nenhuma graduação, buscando respostas e uma motivação que dessem um sentido para a minha vida.


Acho que nunca consegui ser domado pelo senso comum, tudo me parecia sem sentido e então eu acabava me perguntando sempre “Por que eu tenho que fazer isso?”. Acho que essa é a pergunta mais significativa que eu fiz para mim mesmo, desde que eu me entendo por gente. E eu lembro de tê-la feita ainda na minha tenra infância.


O pior é que meus pais e familiares são pessoas medíocres, pessoas que simplesmente vivem na “MATRIX” de nossa sociedade ocidental, pessoas que fazem as coisas que devem fazer para sobreviver. O problema é que, para mim, “sobreviver” nunca foi o bastante, eu sempre perguntei a todos “por qual motivo eu devo fazer isso” e nunca tive uma resposta satisfatória. Até pouco tempo.


Bom, se vocês ainda estão lendo essa humilde, e prolixa, redação, então vocês realmente me surpreendem. Talvez eu esteja digitando algumas coisas ridículas ou interessantes o suficiente para ter sua atenção. Se esse for o caso, então eu devo agradecer-lhe de antemão por receber um pedaço da minha contribuição irrisória para a humanidade.


Acho que soei solene demais. Mas tudo isso faz eu me sentir realmente feliz.


Não esperem que o que vocês vão ler a seguir irá mudar a sua vida, ser algo realmente relevante para algum indivíduo, nem, muito menos, para a nossa espécie humana. Mas, para mim, trouxe paz, clareza e sentindo a ideia de que o sentido da vida seja perpetuar a nossa espécie.


Bom, então é só isso, vocês podem se perguntar nesse momento.


E eu digo: sim e não.


Se vocês acham que é impossível perpetuar a nossa espécie então acho bom parar a leitura por aqui, não tenho interesse de convencê-los do contrário, seria uma perda de tempo para vocês e para mim. Vocês podem retomar a leitura desse ponto se algum dia lhes despertar o interesse nesse tema por algum motivo. Até lá, “vida longa e próspera”!


Bom, para você que continua aqui ou que voltou a achar esse tema algo interessante, seja bem vindo ao mundo acalentador, ou desesperador, das conjecturas de uma mente insignificante sobre a vida, o universo e tudo mais.


Para começo de conversa, acho que é extremamente improvável a perpetuação da nossa espécie. Ao menos da nossa espécie como conhecemos hoje. Isso porque se algum dia houver uma revolução na forma da humanidade pensar, de modo a adotarmos como objetivo primário e comum, a perpetuação humana, isso provavelmente iria desencadear a busca do desenvolvimento de novas tecnologias. Tecnologias baseadas, ou não, nos conceitos que conhecemos hoje.


Caso tenhamos acesso a tecnologias exógenas, então provavelmente desenvolveremos linhagens tecnológicas totalmente alienígenas, literalmente. Nesse caso, não posso especular de maneira sóbria sobre as possíveis tecnologias que nos permitirão alcançar a eternidade, só sei que teremos uma dívida infinita com nossos investidores alienígenas.


Pensem em algo como no filme A Chegada. Alerta de SPOILERS!!!


Uma espécie alienígena chega ao nosso pequeno e mal cuidado planetinha e nos entrega uma nova tecnologia, no caso, sua língua, com o objetivo de ajudar a humanidade a se unir e sobreviver milhares de anos para que, neste futuro distante, possamos retribuir o auxílio e ajudar-lhes a passar por uma crise que permitirá a sobrevivência de ambas espécie. Fim da história!


Agora, se vocês não assistiram esse filme, “partiu assistir”. Que fique claro que eu disse que haveriam spoilers. rs


O filme acabou, fim da história. Vamos comer uma pizza. “Brasil, nada acontece, feijoada.”


Mas não para pessoas como nós! Muitas perguntas boas podem ser feitas a partir da lógica do filme.


Não precisamos levar em conta necessariamente a natureza da tecnologia “compartilhada” conosco, (SPOILERS!!!) no filme a tecnologia é uma linguagem que permite não só nos comunicarmos com os “Aliens”, mas permite às pessoas que dominam esta linguagem expandir mentalmente o conhecimento sobre o passado, presente e futuro, o que permite atuar temporalmente de várias formas, mais ou menos isso.


Imaginem que algo parecido ocorre conosco. Poderia ser algo como a tecnologia do filme, ou um "motor de dobra" que nos permita viajar próximo, ou acima, da velocidade da luz. Essa tecnologia seria incrível, nos permitiria visitar outros sistemas estelares e, possivelmente, novos mundos habitáveis, poderíamos colonizar outros planetas, o que seria algo importantíssimo para alcançar a eternidade.


Imagine que a humanidade partiu hoje para colonizar um segundo planeta que tem todo o potencial para povoar e, de lá, colonizar ainda mais planetas. Acontece que no dia seguinte um meteoro do tamanho de MARTE se choca com a terra com uma velocidade que infelizmente não permitiu prever tal catástrofe.


Acabou-se tudo!!!


Pera aí, não mais, a humanidade tem a chance de ainda prosperar graças à nave que partiu para colonizar o outro planeta habitável! Ufa! Por pouco. Se demorássemos um dia a mais seria o nosso fim.


Os "Aliens" também poderiam ter permitido a nossa sobrevivência, caso compartilhassem uma tecnologia talvez um pouco mais palpável para a nossa realidade, a tecnologia de terraformação de planetas. Com ela poderíamos, quem sabe, terraformar Marte e assim permitir a sobrevivência da nossa espécie caso nosso planeta resolva explodir do dia para a noite.


Essas são tecnologias que nós provavelmente não dominamos em 2021, mas eu acho que se eu pudesse emitir um financiamento de pesquisa com verba infinita, certamente financiaria tais pesquisas para nos permitir dominar estas tecnologias, com ou sem "Aliens" para nos ajudar.


Fica então no ar uma pergunta. Tecnologias como “motor de dobra” e “terraformação de planetas” fazem com que nossa espécie evolua?


Você pode responder talvez prontamente com um firme e sonoro “lógico que não!”


É mesmo?!


E a tecnologia do filme A Chegada? Lembre que a tecnologia do filme permitiu à humanidade dominar, não somente, a linguagem de uma espécie alienígena, mas também ter certo domínio sobre passado, presente e futuro.


Você poderia dizer: Ah! Nesse caso, acho que nossa espécie evoluiu com tal tecnologia.


Quer dizer que as duas primeiras tecnologias nos tornaram mais poderosos, mas continuamos a mesma espécie, mas a Tecnologia dos ETs de A Chegada nos fez evoluir como espécie.


Pera ai! Uma criança que nasce no universo do filme não sabe a linguagem alienígena e não terá o domínio do tempo caso não aprenda a linguagem em nenhum momento de sua vida.


O QUE?!!! Tela azul!


Cinco segundos para se decidir! Evoluímos ou não evoluímos? Tic tac tic tac (referência ao relógio e não ao UFO, rs)...


Decidiu?


E se alcançarmos a tecnologia para manipulação genética que permita a manipulação de todas as características que conhecemos como humanas, hoje, para permitir que eliminemos doenças, melhoremos todas as características intelectuais e modifiquemos nossa estrutura corporal para nos permitir viver muito mais ou, até mesmo, sem “prazo de validade”?


E se nos modificarmos para sobreviver no espaço ou em planetas que seriam normalmente inóspitos? Seriamos ainda a “boa e velha” espécie humana?


E se em vez da manipulação genética, ou concomitantemente à ela, avançarmos no uso de implantes cibernéticos para nos tornarmos mais fortes, com sentidos mais apurados, mais resistentes, mais eficientes, mais duráveis e, quem sabe um dia, totalmente não biológicos e imortais, continuaríamos humanos?


E se os melhoramentos genéticos e cibernéticos fossem um caminho que permitisse perpetuação da humanidade ainda seríamos humanos? Esse é um caminho inevitável?


Por isso acho muito improvável que seremos a mesma espécie humana se buscarmos a perpetuação da nossa espécie.


Eu não sei se os nossos vizinhos com anteninhas compartilhariam conosco algumas das tecnologias mencionadas acima, mas caso compartilhassem, quais seriam suas intenções?


Talvez seu objetivo seja somente permitir sua própria perpetuação ou simplesmente seriam motivos altruístas?


Aí você pode me perguntar como ajudar uma espécie fraca e pouco evoluída tecnologicamente como nós ajudaria a uma espécie mais avançada tecnologicamente a persistir na história do universo?


Você já ouviu a frase: “duas cabeças pensam melhor do que uma”?


Imagine que, para um vizinho intergaláctico, ajudar uma espécie menos evoluída a alcançar o seu grau tecnológico seria algo como somar forças para a perpetuação de ambas as espécies.


Para mim, isso seria algo interessante.


Eu chamaria esse modo de intervenção de algo como “proatividade positiva”.


A menos que estejamos sofrendo um processo de intervenção proativa positiva de modo muito imperceptível e velada, que nos leva a avançar tecnologicamente cada vez mais rápido, o que seria algo possível em certo grau, existiria neste caso uma postura cautelosa e/ou ética no que se refere à revelação pública da existência de sua espécie para nós?


Por que “Eles” adotariam uma forma de atuação proativa positiva e ainda assim optariam por permanecer escondidos?


Os ETs teriam se revelado para os governantes que teriam pedido para que eles atuassem de forma velada?


Os "Aliens" adotariam uma postura cautelosa, afim de observar nossa evolução tecnológica, prevenindo, desta forma, que adotemos tecnologias ou filosofias que possam trazer riscos à existência deles?


Ou quem sabe os "Alfs" tenham uma postura ética de não se revelarem de forma explícita a fim de preservar espécies menos avançadas tecnologicamente de passarem por uma crises sociais provenientes de uma impacto muito negativo para à humanidade, consequência da revelação de sua existência.


Haveriam, além das possibilidades citada, outras relacionadas ao espectro da proatividade positiva? Seria uma postura adotada de forma lógica, uma postura cultural arraigada ou simplesmente um modus operandi padrão galáxico?


Estes são questionamentos e dúvidas introdutórias.


Em outro momento pretendo desenvolver questionamentos sobre a postura passiva e a postura de intervenção proativa negativa, bem como suas possíveis aplicações e exemplos baseados em comportamentos humanos e especulações lógicas, na medida do possível.


Gostaria de, posteriormente, citar também conjecturas sobre a viagem à velocidade da luz, controle temporal, campos de estase, abduções e dissecações humanas.


Obrigado por ler estas ideias introdutórias desenvolvidas e escritas numa tarde cansada de sábado.


Por favor perdoem todos os erros de português, estou aprendendo a pouco mais de três décadas e acredito que nenhuma vida será completa para dominar esta língua. Ainda mais escrevendo com pressa e cansado. Tomara que tornem o ser humano imortal logo, quem sabe assim um dia eu aprendo.


Até a próxima e "Que a humanidade persista!"


29 de Agosto de 2021 às 15:46 2 Denunciar Insira Seguir história
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Continua… Novo capítulo Todos os Sábados.

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Daniel Matos Daniel Matos
Muito bom !!!
August 29, 2021, 19:57

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