pequenalolie Pequena Lolie

Anos e anos estavam passando rapidamente, mudanças aconteciam lentamente, amor e raiva estavam dando lugar a solidão e ao vazio, e esperança dando lugar a desistência. Enfim ela desistiu... Mas o amor não desistiu dela.


Fanfiction Livros Todo o público.

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Em progresso - Novo capítulo Todas as Quintas-feiras
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De longe

Dylan era nome do jovem rapaz que tinha a testa contra a janela do carro alugado que sua mãe dirigia, ele se encontrava no banco de trás mas era como se estivesse sentado em uma cadeira na frente dela.

Pois a cada segundo quase que literalmente podia sentir os olhos de sua mãe Rebecca através do retrovisor em si.

Assim como também podia ver que no olhar dela, uma pequena pitada de medo.

Mas se ele estivesse no lugar dela também estaria sentindo.

Ele estava tão confuso, afinal de uma hora para outra havia se transformado em uma especie de cachorro ou talvez lobo gigante, bem no quintal de sua casa.

Dylan não se lembrava de como tinha volta ao normal, só tinha acontecido... como um estalar de dedos ou como uma luz sendo acessa.

Apesar de não lembrar como, mas se lembrava de como se sentia no exato momento em que explodiu de raiva literalmente.

O sentimento da dor da traição, a ira que dominava o seu corpo, ele só queria por pra fora, queria gritar ou simplesmente socar alguma coisa, ou melhor alguém.

De preferencia seu Ex-melhor amigo e sua Ex-namorada, o cara que disse que estava ocupado e não podia jogar naquela tarde, a namorada que estava ocupada cuidando do sobrinho e que não podia vê-lo.

Deveria ter desconfiado antes, notado que eles estavam estranhos, que estavam evitando ficarem juntos no mesmo lugar.

Mas Dylan confiava neles, afinal eram amigos de infância, um trio de amigos que logo completaria 12 anos de amizade, amizade que recebeu o primeiro tombo quando Maya aceitou seu pedido de namoro.

E logo depois disso só foi ladeira abaixo, eles não tinham mais tempo para se divertir juntos, um deles sempre ficava de fora.

As mensagens no grupo só deles três foram simultaneamente se tornando raras e simplesmente desculpas para algum convite feito por ele.

Mas aquele impasse naquela amizade e situação podia ter se resolvido, sem ele pegar seus dois melhores amigos aos beijos, sem uma troca de palavrões, sem ele estar queimando de raiva ao ponto de se transformar em um ser vivo de outra especie, horas depois.

—Estamos quase chegando.

A escutar a voz de sua mãe, foi como seus olhos volta-se a enxergar, já não havia só árvores para nos dois lados da estrada, o carro estava entrando em um campo aberto e a estrada já havia se transformado em chão batido.

Um pouco mais a frente uma casa vermelha podia ser vista, próximo dela duas caminhonete uma nova que parecia récem comprada e a outra já parecia abandonada no tempo.

Além delas, duas motocycletas cobertas de barro, das rodas ao acento, pareciam mal cuidadas e muito usadas.

—Dylan.. eu sei que ta sendo repentino a nossa vinda pra cá... que eu mal falo da minha família mas foi n-necessário.

Seus olhos verdes escuros apenas observavam a sua progenitora desligar o carro e tirar o cinto de segurança, enquanto ele fazia o mesmo.

—Eu sei mãe.

Ele sabia porque estavam ali, sua mãe havia lhe dito que seu avô materno, pai dela qual ele nunca tinha conhecido, tinha resposta para o que tinha acontecido.

Sua mãe suspirou várias vezes antes de sair do carro, ele apenas a seguiu, caminharam em silencio até enfrente da porta branca da casa, escutaram vozes lá dentro e um choro de um bebê.

Com batidas fortes contra a madeiras da porta, uma mulher gritou de dentro da casa que eles podiam entrar.

Após limparem os tênis no tapete que tinha um famoso bem vindo, eles entraram pela porta.

Dando de cara com uma sala simples e com um homem alto ninandoum bebê que sugava o leite da mamadeira tranquilamente, mas o choro de bebê continuava.

—er eu... -Rebecca se viu surpresa e não conseguia formular uma frase.

—Você deve ser a Rebecca, a irmã da minha esposa, sou Paul.- Ele revolveu se apresentar logo.

—Prazer e esse é meu filho, estamos aqui pra ver meu pai.

—Ha o Billy foi pescar com Charlie, sabe ritual de sábado.-Paul soria sem som para não a trabalhar o momento de tranquilidade do bebê que terminava de mamar.

Eles trocaram mais algumas palavras mas logo Paul os deixou sozinho, dizendo que iria por o bebê para dormi e que voltaria.

Rachel logo apareceu e quase chorou ao abraçar a irmã mais velha por alguns minutos, logo elas colocaram os assuntos em dia.

Dylan mal falava, abria boca apenas para responder algo quando era perguntado, e logo o enigma dos bebês foi resolvido, sua tia havia tinha dado a luz a pouco tempo a um casal de gêmeos.

E assim o fim de tarde chegou, agora eles se encontravam envolta da mesa, tomando um café da tarde.

—Ha Jacob que eu não vi ?- Rabecca perguntou quando se deu conta que não tinha nem um sinal de seu irmão mais novo naquela casa.

—Na casa da no i va provavelmente, aqueles dois não desgrudam mais.- Rachel sorriu, Jacob estava tão feliz por seu pedido de noivado ter sito aceito por sua amada tanto pela família dela, já que Bella e Edward achavam que Nessie ainda era nova para tal compromisso.

—Jake vai casar.. oh já tem data?

—No inicio do ano que vem, se tudo der certo.

—E você e Paul se casaram quando ?

—Estamos juntos a quase 10 anos e 4 estamos casados, ter voltado pra cá pra cuidar do papai foi a melhor decisão que tomei, assim conheci Paul, o homem da minha vida.- Dizia Rachel enquanto sentia os braços de Paul envolver seu corpo.

—E eu a mulher da minha vida.

—Eca tão meloso.

Por alguns minutos parecia que Paul e Rachel estavam em um mundo só deles, onde o outro fosse o centro do mundo do outro.

—Filha chegamos.

Logo o dono da voz chegou sentado em uma cadeira de rodas, com seus cabelos ainda compridos e brancos.

—Pai ?.- Rabecca logo se pos em pé, seu corpo quase que automático foi em direção do homem mais velho, logo o abraçando.

—Rebecca.

Dylan apenas observou, enquanto engolia o liquido quente do café forte.

Então, aquele homem velho e cadeirante era seu avô, aquele que tinha as respontas para suas duvidas e perguntas.

[...]

Dylan simplesmente não sabia como deveria se sentir depois de ter escutado seu avô terminar de falar, narrando uma historias incrível e até então imaginaria.

Ele normalmente não acreditaria, acharia que seu avô fosse um velho maluco, se ele mesmo não tivesse se transformado um lobo gigante a dois dias atrás.

Ao contrario dele, que estava apenas sentado tentando engolir tudo que foi contado, sua mãe simplesmente estava surtando,Rebecca andava de um lado para o outro, quase batendo nos moveis da sala, e falando com ninguém especifico.

—Isso não pode ser realmente... é loucura demais.. todos estão loucos.- Ela acreditava sim no que seu pai tinha contado, afinal ela estava presente quando seu filho mais velho se transformou em enorme lobo de pelagem marromescura.

—Rebecca senta e toma um pouco de chá... eu sei que é algo inacreditável mas é a verdade... uma verdade que deve ser mantida em segredo.

Ainda tinha mais isso, a transformação de humano para lobo tinha que ser mantida em segredo, não podia vir a publico, pelo bem da matilha e para não causa futuros transtornos.

Afinal era algo fora do normal, o que o governo, o que o mundo faria a respeito disso... eles seriam caçados... estudos... aprisionados... usamos como armas ?

O mundo sobrenatural, deve continuar escondido.

—Meus meninos, meus filhos Adam e Alam, eles também vão se transformar ?.- Ela de repente se lembrou de seus filhos mais novos, havia curiosidade mas também o medo do desconhecido.

—Só se eles tiverem os genes fortes e passarem por alguma situação de grande pressão e raiva, ou tanto desespero para si protegerem ou proteger algo... Essas são as situação mais normais e mais recorrente nos últimos anos.

Respondeu Billy enquanto observava até então seu neto mais velho, ele se perguntava a idade do garoto, Dylan aparentava ter entre 16 ou 18 anos, ele jítinha indícios de barba em seus rosto, Rebecca provavelmente o teve assim que saiu de forks.

Ela comentou poucas vezes sobre o filho, nos poucas vezes em que ligou para Billy, dentro de quatro anos, até ela parar de manter contato.

—Então Jake é um tão?

—Na verdade Jacob é um alfa, um líder... eu também já foi um metamorfomas já não me transformo a alguns anos, eu quis envelhecer junto de Rachel.

Paul respondeu enquanto massageava os ombros tensos da esposa, Rachel estava preocupada com a irmã.

—Se você ver Jake agora, ele ainda vai ser um garoto, tão jovem como seu filho.

Rebecca apenas balançou a cabeça em negativo para as falas da irmã.

—Vamos embora... isso é loucura...Dylan.

Enquanto ela se apressava em pegar sua bolça e sair daquela casa, Dylan sentia uma sensação estranha o preenchendo, algo o prendendo ali.

Parecia que seu corpo estava pesando uma tonelada.

—Eu não vou mãe.

Apesar de sua voz baixa, todos escutaram, Rebecca olhou com a boca semiaberta para um Dylan que sequer conseguia a olhar nos olhos.

—Você não vai ficar.

—Você ouviu mãe, preciso aprender a controlar isso, pra não machucar ninguém.

Dylan falava enquanto olhava para um ponto invisível ao lado da cabeça dela, ele não olhava para os olhos dela, não queria ver o medo que ali se escondia.

—Dylan...

—Mãe... eu estou com medo, não quero machucar ninguém... me deixa aprende a controlar.

Já em pé, em poucos passos Dylan estava enfrente de Rebecca.

—Eu consigo ver que você está com medo mim, a senhora está se segurando para não se afastar neste momento... vindo pra cá, nem um momento tirou os olhos de mim com medo que eu me transformasse...

—Só quero te proteger mas eu não sei como fazer isso filho.

Rebecca levou sua mão até a bochecha de Dylan, ali fez um leve carinho mas logo ela o abraçava.

Ela sentia, seus instintos de mãe gritavam e alertavam, que aquele até logo não seria por um curto tempo.

[...]

No final de segunda-feira, com um leve chuva, Rebecca partiu de volta para sua família, onde seu marido aguardava por noticias e seus filhos mais novos brincavam sem saber que estava acontecendo.

Dylan logo se viu sozinho com seus familiares, que até então eram completos desconhecidos.

Foi só horas depois que a ficha de Dylan caiu, ele tinha acabado de perceber que seu mundo tinha dado uma volta de 360°c do dia pra noite.

Não era mais um simples humano, seus planos para futuro tinham desmoronados e teriam que ser moldados novamente.

Sua casa e sua mãe, seus irmãos e seu pai estavam a quilômetros de distancia, não era mais simplesmente virar a esquina e estar em casa, eram horas dentro de um voo para pode-los vê-los novamente.

Sua mãe tinha se ido com uma promessa sua de que ele logo voltaria para debaixo de suas assas, Rebecca lhe mandaria suas roupas e itens pelo correio, que demorariam alguns dias para chegar.

Sua tia Rachel tinha ficado como sua responsável legal, ela tomaria conta dele, ficaria de olho nele pelo tempo que permanecesse ali, ou pelo menos até ele se tornar maior de idade legalmente, coisa que não demoraria muito, apenas 5 meses.

Dylan suspirou e seus olhos castanhos voltaram a encarar o teto de madeira escura do quarto que ele se encontrava.

Era o antigo quarto do seu tal tio Jake, quarto este que seria de um dos seus priminhos quando o mesmo fosse mais crescido e já tivesse idade para querer privacidade.

Mas enquanto Dylan seria o mais novo dono daquele quarto pequeno, de moveis antigos e da cama de solteiro.

—Dylan a janta já está pronta, então ja pode vir se servir.

Ele pode escutar a voz do seu tio Paul vindo do outro lado da porta, assim como os passos dele se afastando da mesma logo em seguida.

Dylan suspirou enquanto caminhava para fora daquela quarto mas para dentro de uma nova vida.

26 de Agosto de 2021 às 21:12 0 Denunciar Insira Seguir história
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