lucas-santos1629834214 Lucas Santos

Íris Walker é uma vampira, recém transformada, filha do primeiro ministro da Inglaterra. Sempre foi considerada uma jovem tímida, ingênua e de uma doçura, cativante. Sua vida sofre uma virada surpreendente quando ela é mordida por um vampiro e desperta seus poderes, a tornando uma ameaça para todos que a amavam. Agora ela busca uma forma de ter sua humanidade de volta a todo custo. Zenon é um caçador de monstros, que foi amaldiçoado com o dom da imortalidade. Um homem solitário e amargurado, que viu nas caçadas uma forma de libertar-se de sua própria escuridão. Entretanto, Uma forte desilusão acaba fazendo com que ele desista de sua vocação, o levando a uma vida de procrastinação, regada a álcool, drogas e mulheres. Suas vidas acabam se ligando, quando o destino cruza seus caminhos em plena cidade de Copacabana. Agora precisariam partir em uma missão comum, cada um com seus próprios objetivos em mente. Todavia , essa simples missão acaba se revelando bem mais árdua colocando em seus caminhos: inimigos incontáveis e poderosos , assim como reviravoltas impressionantes, que acabarão os dividindo, e ao mesmo tempo os tornando cada vez mais próximos.


Fantasia Épico Todo o público.

#ação #vampiro #aventura-epica #humor #literatura #romance
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Prólogo

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"Ainda me lembro como se fosse ontem a fatídica noite em que eu morri".

Talvez essa não seja a melhor forma de começar meu relato... Bem vamos do início.

No passado eu me chamava Felipe, ou, “amigo dos cavalos”, se vocês forem pesquisar o significado no Google. vou logo avisando que, se algum de vocês me chamar assim, cabeças vão rolar.

Durante anos fui um grande guerreiro do império romano. Lutei e venci várias batalhas e me destaquei por minhas habilidades com espadas e pela minha capacidade em bolar estratégias.

com estes talentos, Não demorou muito para que o imperador Constantino, de quem vocês provavelmente já ouviram falar, me nomeasse comandante de seus exércitos reais, e não seria exagero dizer que, fui eu o responsável por vitórias históricas nas guerras civis que o imperador lutava. perdi as contas de quantos corpos eu traspassei e quantas cabeças eu arranquei ao fio da minha espada.

Minha maldição começou em uma noite de inverno, em maio de 306 d.C.

É de se imaginar que, em uma época de traições e covardias, um homem, com um cargo tão elevado como o meu, deixava um rastro de incontáveis inimigos por onde passava.

O que eu não imaginava era que meu próprio irmão, Petrônio; meu rival no amor de uma bela mulher, tramaria contra minha própria vida e me amaldiçoaria para sempre.

Para vocês entenderem, o desgraçado me chamou para uma caçada e me disse que quem matasse o primeiro cervo, seria digno da mão de Beatrice, a condessa da Etiópia.

Eu era jovem, gostava de desafios, por isso, concordei sem hesitar. Mal sabendo que ele já havia planejado tudo: Enquanto procurava pelo cervo sozinho e indefeso um grupo de soldados bárbaros me cercaram e me mataram covardemente naquela floresta.

- Então, como você está vivo hoje aqui nos contando essa história?

chacotas, gritos e insultos tomaram conta do que outrora foi um pacato clube de apostas em Copacabana.

- Calma. Vou chegar nessa parte.

Aquele poderia muito bem ser o fim da minha história, e eu até gostaria que fosse, mas o que meus inimigos não imaginavam é que naquela floresta existia uma bruxa muito poderosa; de nome Agatha.

ainda lembro de seus olhos azuis, cabelos loiros esvoaçantes e seu lindo corpo, de dar inveja a qualquer atriz de Hollywood. se não me falha a memoria, naquela época ela não aparentava mais que 20 Anos de idade.

Enquanto Agatha estudava magia no bosque, presenciou toda a minha desventura: o riso no rosto de meu maldoso irmão, meus inimigos que festejavam a minha morte e meu corpo que jazia sem vida na ribanceira de um lago. sendo ela uma alma bondosa, eu acreditava, pelo menos, compadeceu-se de minha situação.

usando todo seu conhecimento em magia, ela conjurou um feitiço proibido de reanimação de mortos, não sabendo ela que aquele feitiço exigia muito mais do que mero conhecimento: minha alma , por exemplo, que acredito que agora jaz no hades, e mais importante de tudo, levaria também consigo a vida de seu conjurador.

Recordo-me de despertar com uma enorme sede de sangue, mas também lembro de ver o corpo de Agatha cair em meus braços quase sem vida.

- O que aconteceu? -Perguntei eu, confuso.

-Finalmente deu certo. Você está vivo novamente. vá e vingue-se daqueles que te fizeram o mal. -disse ela, já começando a expelir sangue pelos lábios.

Em seu semblante, eu percebia um sorriso enquanto ela prosseguia:

-Parece que o feitiço é bem mais poderoso do que eu previa. uma vida por uma vida. eu deveria imaginar. -Continuou.

- Me sinto diferente. um pouco vazio. O que está acontecendo?

-muitas coisas você só entenderá com o tempo!

- Porque fez isso comigo?

- Te deixarei o meu grimório, nele está todo o meu conhecimento sobre magia. Use-o com sabedoria e se torne forte. Você é a coroa da minha criação.

Naquele momento seu pescoço tombou sobre meus braços e eu vi com toda nitidez a vida deixar o seu corpo, porém a deixei ali onde foi seu lar para que seu espírito cuidasse da natureza.

Confesso que li a droga daquele grimório várias vezes ao longo dos anos e até entendi como ela fez o feitiço. De fato, pouquíssimas bruxas teriam capacidade de realizar uma magia daquela magnitude. um ritual macabro que só de falar aqui vocês teriam náuseas.

Estando eu de volta a vida, minha sede por morte e destruição era algo incomensurável. consegui minha vingança e mandei meu irmão, Beatrice, junto com todos aqueles que tramaram contra mim, para o inferno.

Sendo imortal, venci mais e mais guerras com meu corpo imperecível, mas com o passar do tempo as simples vidas humanas não saciavam meu desejo pelo caos, sendo nítido que eu precisava de algo maior, mais ameaçador.

Dragões?

Sim. no começo eram uma boa diversão e exigiam o máximo de minhas habilidades. mas, quando se tem um ser tão raro e difícil de encontrar e contra partida, uma vontade desenfreada de matar, as contas ficam meio desiguais.

Em questões de anos foram aparecendo cada vez menos até acabarem de vez.

- Então foi você que acabou com os dragões?

Mais risos tomaram conta do ambiente

- A maioria sim, mas quando comecei um tal Jorge da Capadócia já havia acabado com a vida de alguns.

- Caralho! você conheceu até são Jorge.

- Infelizmente nunca tive o privilégio de batalhar ao seu lado, mas sempre ouvíamos que ele era um guerreiro com muita destreza. até se converter ao cristianismo.

- Continue, por favor.

Não sei ao certo quantos anos se passaram após o meu renascimento. Me vi em um período de sossego e casei-me com uma bela mulher de um vilarejo ao sul da França.; de nome Sophia. até tivemos dois filhos, mesmo sabendo que provavelmente os veria morrer.

tudo estava estranhamente quieto, até que um grupo de harpias assassinas invadiram meu vilarejo e mataram minha família e todos os aldeões daquele lugar.

Não é como se eu tivesse sentido algo naquele momento, mas acabei descobrindo desafio que eu procurava minha vida toda: Eu precisava matar algo que, assim como Eu, não podia morrer.

Foi quando conheci os caçadores da ordem do dragão. guerreiros extraordinários se me permitem dizer, que me ensinaram tudo que eu precisava saber sobre demônios e outras criaturas que vivem nas sombras: como rastreá-los, seus pontos fracos e até me forjaram uma espada em aço purificado capaz de matar qualquer criatura maligna.

Em resumo, foi assim que eu deixei de ser Felipe, o comandante do imperador, e passei a me chamar "Zenon o incrível caçador de monstros".

- Então você tá dizendo que essas baboseiras de monstros existem de verdade.

- Sim!

-E você é responsável por caçar e matar eles?

-Era. Na realidade eu meio que me aposentei a alguns anos.

- Quantos anos?

- Uns vinte, por aí.

- E até onde entendi você é imortal e não tem sentimentos?

- Exatamente.

Uma jovem ruiva, de olhos castanhos e cabelos cacheados, ouvia atenciosamente todo aquele discurso enquanto gravava em seu smartphone. Nitidamente ela estava mais interessada no cavalheiro do que na história que ele contava, mordendo os lábios a cada palavra que falava:

- E nos contou tudo isso só por que eu perguntei o que você fazia da vida e o que buscava no Brasil?

- É bem melhor do que falar que vim só tomar cachaça! Nós não temos isso em Roma.

A ruiva usava um vestido preto, que marcava muito sua cintura fina e seus vastos quadris. ela se aproxima ainda mais de Zenon, que tomava suavemente sua caipirinha e a fitava nos olhos, e sem se conter, cai em gargalhadas e passa a mão sobre seus ombros:

- Olha que já me conquistaram com histórias bem menos elaboradas. aposto que você é algum escritor de fanfic.

- Posto que você quer descobrir. -Zenon toma sua última dose.

Com um rápido e sutil puxão o rapaz toma a ruiva nos braços e a olha nos olhos. ela, por sua vez, revida colocando a mão sobre seus cabelos longos e ondulados e colando seus lábios aos dele.

Um beijo caloroso e provocante que só demorou o tempo suficiente para ela pular em seu colo e fechar as pernas pela cintura de Zenon, que tira uma nota de vinte euros e põe sobre o balcão:

- Pode ficar com o troco- Zenon novamente beija a jovem, que minutos antes descobriu se chamar Milena.

O casal sai aos beijos do clube deixando os demais que ouviam a história embasbacado e sem nenhuma compreensão do que acabavam de vivenciar.

- Meu brother, eu não sei que parada ele usou, mas eu tenho que descobrir. - Comenta um deles.

Acho que estava viajando, o maluco, mas aquela ruivinha ficou caidinha. Ela gosta dessas brisas medievais. -zomba o outro.

- A partir de agora vou dizer que sou Lancelot, cavaleiro do rei Arthur.

13 de Outubro de 2021 às 16:29 0 Denunciar Insira Seguir história
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