crown_flowers Crown Flowers

Descobrir que seu tio tenta o matar desde que nasceu foi uma surpresa para Ageu. Descobrir que seus amigos de infância foram criados e treinados para o proteger o deixou sem reação. Mas descobrir que era o único capaz de encontrar as provas que seu pai havia escondido e em apenas 2 meses. Aquilo já era de mais para o futuro herdeiro do trono DePiana. " - Onde estão? - Onde estão o quê? - soltei, sem nem tentar entender do que ele se referia. Naquele momento, minha mente era incapaz de formular qualquer coisa. - As provas. Basta dizer onde estão e eu mesmo irei buscá-las e entregarei ao rei Edgard. Derek já estava próximo a porta quando respondi: - Eu não sei. Na verdade, não faço a mínima ideia de onde estejam - não precisei erguer minha vista para saber que todos estavam olhando para mim. Aquele seria, definitivamente, um longo inverno. " Inicio: ago/2021 Término: ???/2021 ⚠ Plágio é crime ⚠ Não aceito adaptações.


De Época Suspense romântico Todo o público.

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Prólogo

Calanches DePiana, 1815


Um.


Dois.


Três.


Quatro.


Cinco.


Esse era o quinto floco de neve que pousava no parapeito da minha janela. Estávamos entrando na estação mais fria do ano e a minha favorita, desde a morte da mamãe, na verdade. Dormir contando quantos flocos caiam no mesmo lugar, me fazia pegar no sono antes mesmo de chegar no dez. Mas dessa vez, não estava adiantando. Eu poderia fazer o que sempre faço quando não estamos no inverno, mas estava nevando muito lá fora e eu não queria ter que tomar mais um dos horripilantes tônicos da senhora Perança, caso ficasse doente. Frustado, me encolhi embaixo dos cobertores e esperei o sono vir. Foi quando ouvi um pequeno ruído. Não fora um som alto, poderia até ser inaudível, mas mesmo assim, eu ouvi. Parecia se muito com um pequeno ranger, o que estranhei, já que estávamos na ala infantil e nenhuma das crianças tinha autorização de sair dos seus aposentos naquele horário. Abaixei os cobertores que cobriam meu rosto, na esperança de ouvir aquele ruído novamente, mas o corredor voltou ao seu silêncio costumeiro. Talvez, algum dos meninos também estivesse sem sono ou... Ela.

Eu sabia que seria difícil dormir essa noite, então calcei minhas pantufas vermelhas e segui em direção a grande porta de madeira do meu quarto, rumo ao corredor da ala infantil.


~~~


Assim como era de se esperar, o corredor estava silencioso, a única coisa que eu conseguia ouvir era minha respiração. Eu sabia que se me pegassem perambulando pelo castelo, eu estaria em apuros, mas eu não aguentaria continuar deitado. O corredor estava escuro, mas a pouco luz que vinha da janela no final do caminho, era o suficiente para me guiar até o fim do corredor. Enquanto caminhava a passos lentos, eu observava as portas dos dormitórios em busca de algum sinal. A ala infantil era localizada no terceiro andar, no extremo leste do castelo. Todas as crianças do palácio dormiam aqui; desde príncipes e princesas até os filhos dos criados.

De dia, aquele era o lugar mais barulhento do reino.

Quando ultrapassei a última porta do corredor, eu acreditava ainda mais na possibilidade de ter inventado aquele som. A minha frente havia a porta da sala de aula e a direita as escadas que levavam até o segundo andar. Eu sabia que não havia ninguém na sala de estudos, ela era trancada assim que acabavam as aulas. Mas as escadas...

Não, Ageu. Chega. Volta pro

quarto.

A voz dentro da minha cabeça me repreendia me mandando voltar, mas minhas pernas continuavam imóveis, estáticas no chão. Pelo menos, até os passos começarem.

Eu estava enrascado.

Provavelmente, teria de ouvir horas de um discurso de como era deplorável um futuro rei não seguir as regras mais simples ou pior, ter que ficar mais tempo nas aulas de boas maneiras.

E isso tudo por culpa minha, da minha estúpida curiosidade.

Os passos se tornaram mais rápidos e cada vez mais pertos. Não havia como voltar pro quarto, certamente me ouviriam e eu poderia acordar os outros, o que faria meu castigo duplicar. Desesperado, me encolhi ao lado de um dos gaveteiros que ficavam no corredor, não me serviria em nada, mas por falta de luz no corredor, talvez, pudesse sair despercebido. Apertei mais minhas pernas contra mim quando os passos cessaram, abruptos.

— O que você está fazendo aí?

Mesmo eu ter sido pego, ouvir aquela voz me acalmou, não foi preciso olhar pra cima para saber, não era um dos criados. Era um dos meninos.

— Oliver! Você me assustou. – ainda atordoado por conta do susto me levantei tentando agir naturalmente – Também está sem sono?

Por alguns segundos o loiro me analisou, ele era 4 anos mais velho que eu e me faltava ele achar que eu estava com medo do escuro.

— Não ouviu o alvoroço no andar de cima?

— Alvoroço no... – me interrompi quando percebi o que havia acontecido. Por conta do meu desespero para não ser descoberto, não vi que os passos não vinham das escadas, mas de cima da minha própria cabeça. – Evidente que sim. Afinal, eu não teria outro motivo para estar fora da cama nesse horário.

Oliver não parecia convencido mas se pretendia questionar, desistiu. Invés disso, tombou a cabeça para trás e ficou a observar minuciosamente o teto.

— Há algo errado? – também olhando para cima, questionei.

— Ficou quieto, de repente.

— Acha que está acontecendo alguma coisa?

Oliver deu de ombros.

— Quer descobrir? – eu tinha certeza da sua negação, ele sempre fora correto e reservado, aos 11 anos Oliver agia como se tivesse 30.Mas a resposta dele me surpreendeu.

— Vamos as escadas que levam ao andar de cima. – quando ele viu meu olhar surpreso, complementou – Você iria de qualquer jeito, prefiro garantir que não seja visto.

Ainda surpreso, a silenciosos passos segui o loiro. Por estarmos em um dos estremos do castelo, não havia escadas que levassem para o quarto andar, teríamos que descer para o segundo; passar pela área dos criados, seguir para a escadaria principal, rumar ao extremo oeste para finalmente chegar nas escadas que levam ao terceiro e consequentemente, o quarto andar.

— Você disse que nosso destino será as escadas...

— Não precisamos subir. Imagino que ter que subir degraus na ponta do pé não seja agradável. Pelos menos, descer não está sendo.

Se descer em silêncio fora difícil, agora viria o impossível, passar pela área dos criados como se nem estivesse pisando no chão.

— Vou primeiro. Fique aqui.

Diferente da ala infantil, o corredor da ala dos criados estava com as velas acesas, o que significava que ainda haviam servos de pé.

— Tem certeza que é uma boa idéia?

— Está com medo?

— Está caçoando de mim?

— Decerto que não. Estou apenas cuidando do bem estar de Vossa Excelência. – mesmo seu rosto sério não conseguiu esconder o humor de sua voz – Se estiver apavorado, podemos...

— O príncipe era tão jovem. Isso é uma tragédia.

Oliver travou ao ouvir tais palavras. Mas ao contrário dele, meu corpo não conseguia ficar parado. Eu precisava chegar ao quarto andar, rápido. Em menos de segundos, me encontrava do outro lado do castelo. Acho que nem mesmo as servas que trouxeram a notícia me viram. Oliver me alcançou nas escadas quando despertou de seu transe, deduzindo que ele tentasse me parar, subi as escadas de dois em dois degraus. O que não fora uma escolha inteligente. A escada que levava ao terceiro andar era interligada com o andar de cima. Subi dois lances de escada correndo, ao chegar ao topo respirar estava sendo difícil.

— Se fizer isso novamente, seu coração vai sair pela boca.

Atrás de mim, Oliver se encontrava em perfeito estado. Havíamos vindo na mesma velocidade, então... Como?

— O que as Vossas Excelências fazem fora de seus aposentos? - a nossa frente estava Joseph Perança, braço direito do rei. – Acredito que seja tarde para estarem perambulando pelo castelo.

Tentando controlar minha respiração, consegui fôlego para perguntar:

— O que está acontecendo?

Pude ver a dor nos olhos do homem de meia idade a minha frente.

— Temo que não seja a hora para tais perguntas. Vou pedir que alguém acom...

— Senhor, devemos dar a notícia ao rei?

O ligeiro virar do senhor Perança foi o suficiente para dar a Oliver a visão do caos.

— Aquele é o... Príncipe Asaque? - ao ouvir o nome do meu pai, me virei para Oliver – Acho que ele está... Morto?

6 de Outubro de 2021 às 18:53 0 Denunciar Insira Seguir história
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