maxrocha Max Rocha

A vida não tem atalhos, embora muitos corram atrás de 15 minutos de fama...


Não-ficção Todo o público.

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Imagem não é tudo

Ao contrário do que reza a mídia, interessada nos potenciais lucros envolvidos, penso que cultivar a imagem acima de tudo é deveras perigoso. Exemplos de destruição explícita da “bela” imagem, construída ao longo de anos seguidos, são mostrados todos os dias, inclusive perpetrados pelos próprios meios de comunicação que a criaram. “A mão que aplaude é a mesma que atira pedras” ou “por fora bela viola, por dentro pão bolorento” são citações da sabedoria popular que fazem alusão ao assunto.


O que vemos diariamente é estarrecedor, e capaz de corromper as mentes imaturas de nossos jovens, ávidos por 15 minutos de fama ou pelo sucesso fácil, desacompanhado de seu alcance pelo trabalho e esforço legítimos. A ordem dos fatores parece estar invertida: ninguém valoriza o crescimento pelo trabalho honesto, uma vez que o mesmo é frequentemente mal remunerado, mas sim a competição desenfreada, onde evoluir significa, muitas vezes, passar a perna no próximo: leia-se reality shows ou similares.


Em nome da imagem pela imagem, pessoas se submetem às mais absurdas situações, sem pensarem nas consequências danosas de seus atos: cirurgias plásticas mil, exposição íntima nos já ditos reality shows, vídeos na internet... quantos não conhecemos vivendo apenas da imagem artificializada, vendendo seus direitos de propaganda, trocando sua alma por uns dólares a mais, e engordando ainda mais os bolsos dos empresários que os criaram, sugando até a ultima seiva de seu talento. O mundo do dinheiro rápido e fácil é perigoso e atrativo, que o digam os jogadores de futebol e de outros esportes de massa, artistas, músicos, modelos e tantos mais. E o que dizer dos rios de lucro rápido para alguns poucos, tão talentosos quanto imaturos? “Dinheiro na mão é vendaval”?


O interessante é que estes mesmos “empresários” não aparecem à hora em que a derrocada vem à tona, deixando moribundos à própria sorte, aqueles cuja fonte parece ter secado. Seu faro para aliciar, e também para descartar, é inesgotável. A fama também tem seu lado negro, onde se sacrifica a privacidade necessária a qualquer um de nós, sendo que muitos dos postulantes ao estrelato não estão preparados para tal. Separar, com sabedoria, a vida de ficção da vida real é tarefa para poucos...


Portanto, apesar do cabelo do Cristiano Ronaldo ou dos seios da Larissa Riquelme, ouso acreditar que imagem não é tudo, pois nada resiste aos rigores do tempo. O que realmente importa e vale é o pensamento crítico, bem como a capacidade de realizar boas escolhas, "vivendo um dia de cada vez", com tempo suficiente para se adaptar às novas circunstâncias. A vida não tem atalhos...


Tente pensar com sua própria cabeça, e não se deixe influenciar tanto pela mídia. Lembre-se, sempre que puder, das velhas máximas: “as aparências enganam” ou "nem tudo que reluz é ouro".

9 de Agosto de 2021 às 19:46 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Max Rocha Um Fantasma literário ou alguém que apenas gosta de escrever... me interesso por ficção histórica e científica, suspense, misticismo e mistério com um toque de humor. Às vezes enveredo pelo tom crítico e motivacional do cotidiano. Escrevo ouvindo música instrumental relacionada com o tema no Spotify, ao lado da Duda, minha cadela australiana de 5 anos. The Phantom (O Fantasma) foi criado por Lee Falk, em 1936.

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