mariribeiro_1370 Mari F.R

As lendas de Lirranda afastam todos do lago Lirrar, todos são avisados. Mas e se o aviso não adiantar? E se o chamado do lago for mais forte do que o medo?


Conto Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#402 #terror #conto #lendas
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A daminha do lago

No vilarejo de Lirranda, se conta uma história, a história do traiçoeiro lago Lirrar e o porque ninguém deve ir até lá.

Os moradores do vilarejo contavam, que seus anciões nunca gostaram do lago, e que por isso, fizeram suas casas na beira do rio Arcat. Eles diziam que aquele lago, era habitado por um espírito maligno e faminto, e que esse espírito roubava almas e aprisionavam no fundo do lago junto com ele.

Os moradores evitavam a todo custo passar perto do lago, muitos até rodeavam a floresta para não terem que sequer olhar para o lago.

E por muitos anos isso continuou assim, ninguém se aventurava a ir até a floresta que envolvia o lago.

Muitos dos moradores diziam ouvir os gritos das almas que estavam presas lá...

Um certo dia, uma garotinha de lindos cabelos negros, chamada Layla, apreciava a lua cheia do lado de fora de sua casa. A garota tinha apenas quinze anos, era linda e inteligente, também corajosa, mas nunca se atrevia a ir até o lago, pois sabia das lendas e que todos realmente temiam aquele local.

A garota sonhadora que sempre apreciava a lua, estava a entrar para casa, já que todo o vilarejo já estava em silêncio profundo. Porém escutou algo curioso.

Ela se levantou e então olhou para os lados e para as árvores que haviam a frente de sua casa.

Não viu nada, porém escutou uma voz a chamando com um leve sussurro.

Se virou para trás, sua mãe já dormia e o pai também. Deu um passo a frente descendo os degraus da casa. A voz a chamou novamente, e então, ela se viu em transe, não conseguia escutar nada além da voz suave e atraente que a chamava. Seus pés se moviam sozinhos a levando em direção a floresta, em direção ao lago...

Ela atravessou toda a mata sendo guiada pela voz, de repente não havia mais voz, não havia nada, apenas ela, sozinha no meio da mata. Olhou em volta assustada, tudo o que via eram árvores, porém a sua frente, enxergou um brilho azulado que parecia lindo.

E ela foi até aquele brilho...

O lago era envolto por árvores e brilhava dando uma aparência encantadora ao local. Layla deu mais alguns passos até o lago, e então ela se viu desperta, aquele era o lago que todos temiam, deveria ir embora.

Entretanto, quando estava a se virar, algo surgiu do lago, sua forma? Um garoto de sua idade, seus cabelos loiros brilhavam sob a luz da lua, assim como sua pele clara, seus olhos azuis brilhavam como a água do lago.

— Layla, fique comigo. — o voz suave disse se aproximando e estendendo suas mãos para ela. — Não preciso de mais ninguém desde que fique comigo. — a sua volta, outra pessoas apareceram, todas com olhos sofridos e desesperados. — Todos serão libertos, se ficar. Seremos só eu e você, ficarei com você para sempre. — um lindo sorriso apareceu em seu rosto que também parecia sofrido e desesperado.

Atraída por tamanha beleza, Layla se viu entregando suas mãos a ele. As pessoas do lago sumiram, ela olhou em seu rosto, seus olhos brilharam e então o garoto deu uma passo para trás, e foi como se estivesse flutuando.

Naquela noite de lua cheia, Layla se sacrificou para que as almas fossem libertas.

Ela notou que seu corpo ficou caído na beira do lago, olhou assustada para o garoto que agora sorria para ela.

— Será minha linda dama do lago.

Foi ali que sua alma ficou presa, tendo como companhia apenas água e o garoto.

No dia seguinte sua mãe não a encontrou, desesperada correu até o mais velho ancião de Lirranda.

— Sua filha se sacrificou para que os espíritos no lago fossem libertos e ninguém nunca mais tenha sua alma levada...

As pessoas agora passam sem medo pelo lago, porém alguns ainda se assustam, pois o espírito de Layla pode ser visto no lago...

8 de Agosto de 2021 às 17:53 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Mari F.R 18 Years Escritora de vários gêneros. Livro físico: Em minhas flores, poesias.

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