senhoritat T. Negri

Em um reino quimérico, um belo e desejado príncipe era incapaz de amar. Chae HyungWon apenas não tinha os olhos para mais ninguém além de suas obras. Cultivando aquelas cobranças de seu Rei, seguiu os conselhos de sua Rainha. "Foi em sua estufa de artes onde reconheceu que o amava. E como uma bela arte semelhante a esta nunca lhe fora apresentada? Lim Changkyun lhe é totalmente fiel... e então talvez pudesse tirar vantagem como um superior e fazê-lo cair de amores por si."


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Occultare...

Seu olhar é paralisante...

Céus, como esse homem pode ser tão aparentemente perfeito?

Chae Hyungwon é o herdeiro do reino prosperado de um mundo quimérico.

Além das características difíceis de lidar, ele é minucioso em suas ações e decisões... dono de uma voz que encanta as belas jovens, tais que ele deveria cortejar... sua mente é repleta de conhecimentos vastos dos livros da enorme biblioteca... e possuinte das maravilhosas mãos que pintam as maiorias dos quadros de paisagens nas paredes dos corredores daquele extenso castelo.

O príncipe Hyungwon era considerado um anjo... que pensava no reino... na família... e no sucesso juntamente com os outros reinos vizinhos... tão perfeito que era assombroso.

Dentre tudo... um herdeiro deveria se casar...

Mas ele não conseguia olhar para as moças e desejá-las como desejava suas obras quando as completava.

Talvez... entre toda essa perfeição... o único ponto que estragaria tudo, fosse a sua arrogância no amor para com outro ser humano... pois ninguém chegava aos seus pés.

“Apenas desista, não tem chances de eu ter um herdeiro com ela!”

“Sinto muito meu pai, mas seu gosto é ridículo!”

“Apenas leve-a de volta em segurança!”

“Não há como eu amar ela!”

“Eu... não a desejo!”

“Não a quero!”

“Não!”

O Rei apenas desistiu, com a única promessa de que ele se casaria futuramente.

Como Chae poderia ter um herdeiro se ele não sente o interesse romântico fluir?

E então uma vez ele ouviu o que sua Rainha tinha a lhe dizer;

“Use suas mãos... e ouça atentamente o seu coração! Coloque neste quadro o que você sente... isso não é obsessão, mas um amor oculto. Apenas alcance ele!”

E agora, sentado em frente de sua tela com um sutil grafite em mãos: olhos focados, lábios comprimidos, postura tão ereta quanto uma parede... sua mente parecia tão branca como o quadro de rascunho.

E um simples franzido mudou sua face angelical, demonstrando sua frustração irritada.

O olhar profundo, saiu da tela e rodeou o quarto claro, tentando se inspirar nas belas e coloridas árvores do jardim da primavera que era possível ver além das paredes de vidraça... mas não era isso... não era o que tinha que pôr na tela.

Sua boca pronunciou um suspiro pesado de mais um dia sem progresso... até que, ao se voltar para o tripé, no meio daquela distração mental, pôde vislumbrar a figura de alguém invadindo entre as galhas baixas e arbustos altos pelo caminho que trilhava até a estufa de vidraça, feita essencialmente para as pinturas do príncipe.

Os passos calmos de sempre, com uma face pacífica e movimentos calculados... tão centrado e fantasmagórico, que ao percebe-lo se sentia assombrado. Tais eram do jovem sério responsável pelas bebidas do lugar.

Lim Changkyun carregava uma bandeja com o chá das cinco... se distraindo brevemente com a brisa que jogou seus fios de cabelos para a face e desarrumou sua leve camisa social de algodão branco... isso era angelical; sei que Chae concorda comigo.

Sem contato visual, sem pronuncias vocais, sem qualquer mínimo barulho para arrumar o chá no lindo porcelanato... o homem sabia que era o momento de concentração de seu patrão e ali por regra era um local de total silêncio.

E Hyungwon apenas observou a movimentação enquanto se desapegava do lápis... mantendo seus dedos apoiados nas bordas da tela, enquanto a face quase se escondia por trás da mesma. Como uma criança curiosa, visava em segredo o homem de lateral; mergulhando as pequenas pétalas doce e, delicadamente, misturando o líquido para se tornar homogêneo.

De tão rápido que foi... se tornou surpreendente quando o rosto se voltou sem muito movimento para o príncipe adorador, mas sem o olhar– os subordinados não tinham a permissão do contato visual – separando levemente os lábios proporcionais para que as palavras surgissem como um sussurro por aquela voz de veludo... porém bem audível.

— Vossa Alteza...

— Changkyun.

O príncipe interrompeu, mas sem que realmente quisesse. Suas mãos se apertaram no quadro e o rapaz mais ao longe não lhe visou, apenas continuou quieto, aparentemente tenso, enquanto comprimia os lábios em ansiedade... os chumaços negros querendo se soltar da orelha, como um cumplice para esconder, talvez, o medo de uma repreensão.

Hyungwon sempre o achou curiosamente direto... mas ao mesmo tempo tão passivo que chegava a lhe agoniar... nunca se exaltando por motivos banais, como alguns de seus criados intolerantes. Ele era tão competente, comportado e respeitoso... uma bela linha atrativa.

— Me sirva.

Soltou como desculpa e se afastou da tela, exibindo uma postura majestosa sobre a banqueta enquanto aguardava o outro relaxar e ajeitar a xícara para lhe trazer.

Sem qualquer esforço e apenas um agarre de dedos na fina alça, pôs a experimentar da bebida ao manter o rapaz com o pires a alguns passos distantes de sua lateral.

— Changkyun... o que opina?

E novamente o corpo do outro tensionou pelo inesperado... Hyungwon expectando enquanto seu subordinado elevava o olhar para a tela em branco, conseguindo apenas um franzir de sobrecenho como avaliação.

Lim parecia hesitar infinitamente em abrir a boca, treinando ao separar os lábios e fecha-los consecutivamente, tais que eram analisados pelo príncipe... na espera de uma resposta.

— Uma tela em branco?

Foi o que saiu, evitando qualquer fala que poderia sair como um insulto... e Hyungwon sentiu-se aborrecido com a simplicidade.

—... o que pensaria em pôr nela?

O moreno voltou a afundar a sala no silêncio, a face se voltando para baixo, dando a impressão de que por pouco poderia fechar seu olhar em seu príncipe, caso continuasse a olhar para aquela tela.

— Não entendo muito de arte, Alteza... mas suas paisagens são mais do que belas... e qualquer coisa que colocar neste quadro, será magnífico.

Mesmo que já tenha ouvido isso de tantas pessoas importantes, por um acaso o príncipe conseguiu sentir algo com aquele simples elogio. E então, com a xícara contra os lábios, percebeu que havia delineado um sorriso... coisa que raramente o príncipe fazia frente aos outros... coisa que surpreendeu a si mesmo...

Assim como o seu comentário seguinte.

—... bem... você não fica atrás com seu dom para as bebidas. São excepcionais, cada dia um sabor ainda mais satisfatório.

Hyungwon bebericou do chá antes de voltar a focar no rosto de seu homem, estranhando a face surpresa e se assombrando quando o outro ousou lhe olhar nos olhos... com um pequeno sorriso puro sendo oferecido e a sinceridade nos olhos; os fazendo brilhar como um encanto tímido.

— Fico satisfeito em ouvir isso de Vossa Alteza!

O príncipe não havia percebido a expressão que pôs, mas foi rígida ao ponto de fazer Changkyun se recompor e lhe sussurrar desculpas antes de desviar o olhar envergonhado, com mais um passo para trás para impor o respeito que deveria ter.

Não que o jovem herdeiro tenha desgostado, mas a surpresa o fez se descontrair com a própria expressão... e ao se dar conta do que acabara de fazer, seu corpo tremeu em ansiedade, não querendo que o outro se afastasse, esperando que compartilhasse a opinião, que fosse natural... que se expressasse.

Com tantas distrações, mal notou... e apenas pôde soltar um grito sufocado quando deixou sua mão virar o líquido sobre a própria perna e a xícara cair no chão pela brutidão do fervor.

Quanta emoção sua mente tinha que processar nesse momento... e agora o jovem que lhe servia havia se alterado, surgindo de seu bolso traseiro um lenço grosso, que serviu para absorver boa parte do líquido na roupa fina... mas não foi o tecido que salvou o príncipe e sim o que lhe distraiu.

— Vossa Alteza, está bem?

Hyungwon não respondeu, sua mão sobre os lábios ocultava seus suspiros pelo choque, enquanto seu olhar aterrador pairava sobre a imagem do jovem que havia se infiltrado entre suas pernas para acudir a parte lesionada.

A mão estranhamente cálida de Changkyun queimava a perna imaculada, está sendo usada como um apoio enquanto a outra era pressionada com o tecido para ainda absorver o chá que já não queimava mais.

E o príncipe observou... analisou minuciosamente a imagem em sua frente, a face com expressões preocupadas, os movimentos calmos para tratar de algo que para si já não tinha tanta importância... aqueles cabelos eram tão atrativos que deveriam ser maravilhosos de tocar.

— Eu... irei buscar uma-

— Não se mova!

Ordenou quando agarrou o ombro do rapaz que ia se elevar... este paralisando no lugar, como um animal obediente... ainda se apoiando em sua Alteza, ainda abaixo do olhar profundo... ainda na posição vergonhosa em que se colocou pelo desespero.

Hyungwon não soltou seu subordinado, deixando que a mão deslizasse lentamente, sem pressa alguma de alcançar a mandíbula completamente tensa do outro.

— Olhe para mim Changkyun.

Com uma expressão pesada, que o príncipe avaliou como desagrado, o simples homem deixou que seu rosto fosse elevado em direção ao seu patrão, assim como os olhos pacíficos porém cheios de vida.

O príncipe encarou brevemente o homem intimidado, logo, pegando em seu lápis para esboçar algo na tela branca.

— Alteza, o que-

— Silêncio!

Hyungwon o olhou de canto, repreendedor, para poder voltar com o retoque na tela... os olhos vagando para o subordinado quando a mão – que ainda se apoiava na pele doutro – deslizou ousadamente pela linha da orelha, os dedos tocando por fase a pele da nuca, para enfim se enfiar entre os fios escuros.

O pobre homem apenas tentou não se expressar ao franzir o cenho e morder o lábio inferior... seu olhar buscando outro foco aleatório, sem ser aquelas irises avaliativas. Se surpreendeu quando foi tocado nos lábios, voltando a fitar a face concentrada, sendo incitado a abri a boca para que o polegar percorresse a maciez da pele úmida.

Changkyun não podia saber o que sua Alteza tanto esboçava naquela tela... o que em si era tão inspirador? Por que ele o queria nesse estado? E por que agora, enquanto acaricia seus lábios, ele continua paralisado, como um deus a avaliar sua obra inacabada... voltando suas irises para as do rapaz e... se inclinando tão lentamente... que o outro sentiu um espasmo percorrer seu corpo... e sem querer, se agarrando na perna lesionada de sua Alteza.

Hyungwon ofegou em surpresa e Changkyun se afastou instantaneamente, fugindo do agarre ousado... recolhendo o porcelanato – agora duplo – do chão e se elevando para poder desviar o olhar cheio de estranheza quando o príncipe se recompôs.

— Eu mandarei preparar uma medicina para a lesão... me perdoe qualquer erro, Alteza.

O que houve com o príncipe? Desde quando alguém tão superior se envolvia intimamente com um criado?

Quando viu aquele homem alcançando os utensílios para se retirar, sua boca abriu por si.

— Fique!

E o outro paralisou no lugar como se a voz tivesse poder.

—... Vossa Alteza... no que mais posso servir?

O corpo do príncipe tremeu com a pronúncia profunda, quase amedrontada, submisso, totalmente à sua disposição... e talvez aquele estivesse com medo das decisões de seu superior.

— Changkyun... seja meu modelo.

Ele ficou quieto, voltando lentamente seu tronco para olhar com timidez vossa Alteza, enquanto esse lhe sorriu simpático, resetado da situação anterior... simplesmente se levantado e caminhando com calma até o pobre homem receoso.

Changkyun sabia que não era um pedido, o tom mostrava por si, mas obviamente ficou sem reação perante o príncipe. E de que maneira ele iria recusar?

— Perdão... como poderia? Sou apenas-

— Não se rebaixe... eu decido o que está à altura de minhas obras... e... eu quero pintá-lo.

Hyungwon subiu sua mão para a perfeita camisa arrumada, delineando o peito direito e passando sobre os botões abertos do colarinho, onde alcançou o ombro e desceu até agarrar o braço do homem e carregá-lo para a mesa que sustentava um ornamentado vaso de flores coloridas, logo a frente do esboço anterior.

O príncipe avaliou seriamente... enquanto o tímido subordinado tentava se manter calmo.

— Eu preciso... ver mais...

Disse para si mesmo e empurrou levemente o outro homem contra a mesa, onde ele ficou recostado para ser alvo das mãos que passaram a abrir os botões da camisa.

— Alteza... não acho que deva-

No instante em que foi impedir as mãos de seu príncipe quase absorto, o mesmo lhe agarrou agressivamente o pulso e o abaixou para mesa, aproximando tão rápido os lábios de sua orelha que mal raciocinou a frase seguinte.

— Eu... decido como vai ser!

Se afastou lentamente, sorrindo pacificamente para o rosto surpreso e que agora caçava outro ponto para os olhos fitar, deixando-se submisso às ordens.

As mãos deslizaram pelos ombros e braços levando junto o tecido branco para expor a pele à brisa gentil, mas ainda fazendo Changkyun se encolher, também em vergonha dos olhos avaliativos.

Hyungwon admirou, ousando abrir a roupa inferior do moreno, ouvindo um som frustrado ser proferido, mas seguido seu caminho ao deslizar pelo cós da roupa...

Seu sobrecenho arqueou quando suas mãos foram seguradas novamente, impedindo que continuasse ao que fosse fazer. Seu olhar, em uma maneira severa foi de encontro ao envergonhado de Changkyun... conseguindo dominá-lo com apenas uma repreensão silenciosa, sentindo o agarre sumir e o outro desviar o rosto vermelho, tal que assentiu em desistência, murmurando um “Tudo bem” para si mesmo.


Depois de ordenar e observar seu subordinado retirar a roupa... o tinha em sua frente segurando apenas um lençol vermelho... completamente nu e envergonhado.

O príncipe estava felizmente completando sua obra... observando... intimidando o belo modelo.

Harmonioso em seus detalhes, dançou com o grafite nas margens do pescoço... a mente afundando em como seria na coloração real e relembrando da maciez cálida sob seus dedos.

Amando as linhas do corpo... pegando a tela inteira enquanto esboçava a parte do tronco.

Braços fortes, curvas viris, pelve clara... o grafite detalhou precisamente cada parte encantadora e quando terminou, seu modelo o espiou, os olhos curiosos capturaram os admiradores, novamente fugindo e se avermelhando... virando arte outra vez.

Jogou cor na pele... esta que deveria se igualar àquela em sua frente; aparentar irresistível, saborosa ao olhar... lhe fazer querer sentir a textura, e o príncipe alucinou em seu toque, enquanto passava sutilmente o polegar sobre o esboço.

Molhou os lábios e averiguou seu modelo; estático, de face para baixo e os cabelos escuros cobrindo seu olhar, o detalhado peitoral e abdome continha as sombras da contra luz, o tecido vermelho segurado por sua mão, cobria a essência masculina... e Hyungwon queria caprichar em sua obra... fazer outrem sentir o que estava sentindo ao visualizar tal ser.

O príncipe suspirou quando deu cor na linha do pescoço... e isso o fez se olhar... parando por um momento, se sentindo e se surpreendendo.

Engoliu em seco e visualizou o homem mais a frente, descansou metade de sua fronte na tela e sua mão desceu entre suas pernas e apertou o estofado da banqueta... seu olhar saboreando o peito exposto, a cor dos mínimos detalhes, as pernas grossas, a pelve escondida... lhe ascendia estranhamente.

Se levantou, mas seu modelo não se moveu... capturou um pincel mediano mergulhado na água e se colocou na frente do homem obediente.

Não houve ordem, mas Hyungwon usou o pincel para delinear os contornos sombreados na pele... começando com a mandíbula; para vislumbrar um espasmo. Descendo na curva do pescoço; e se cativando com a tensão do nervo. Parando na clavícula; apenas para admirar o corpo se arrepiando.

Moveu-se e estava a apenas um passo distante do modelo ansioso e ao vislumbrar a completa tensão florescer na pele que se tornou vermelha, sua mão livre deslizou para a maçã do rosto inclinado, o elevando, mas não recebendo o olhar que queria... não sendo o alvo da visão do homem... mas aquela feição; era uma tímida arte sensual.

Hyungwon não insistiu, porém ficou encantado... seus dedos se espalhando pela mandíbula nervosa, o polegar acariciando o lábio inferior e sua atenção descendo para onde molhou com o pincel. Ansiando o que mais poderia ser cedido como inspiração... tão excitado, sentimentalmente e fisicamente.

Aquele local que por regra se deve fazer silêncio, foi imaculado com o adorável gemido que Changkyun soltou quando sua Alteza deslizou os dedos sobre seu peito morno, o polegar demorando no mamilo eriçado e os lábios do belíssimo herdeiro sendo umedecidos para sentir o sabor deixado no ar.

— Vossa Alteza...

Murmurou com uma escassa voz. Hyungwon apenas deslizou sua mão da mandíbula para o pescoço pulsante, sentindo e ouvindo outro suspiro que escapou e vibrou pela garganta.

E o único espaço que os separavam foi devorado pelos corpos se juntando compassivamente.

Finalmente pôde capturar os olhos escuros nos seus reais, sendo seguido mesmo quando inclinou a face para mais próximo do peito carregado por uma respiração agitada... talvez desesperada.

— Meu senhor... "Oh, sim... ele estava desesperado."

Hyungwon fechou os olhos e suspirou com aquela voz amedrontada tão próxima de seu ouvido, o fazendo vibrar em antecipação e decidindo seguir o corpo que se apoiou na mesa para tentar a distância.

Suas mãos passearam, sentindo e imaginando cada detalhe dos músculos daquele corpo. Descendo... e pressionando. Totalmente sedento por aquela inspiração que vinha de seu interior.

Seguindo a onda instintiva, mal notou que seus próprios lábios alcançaram a pele fervorosa da clavícula... podendo abençoar seu subordinado com os ósculos apaixonados de uma Alteza.

O som que escapou de seu modelo o fez sentir perder a razão.

Impudor. Completamente descarado e impaciente.

Changkyun engoliu um grito assustado quando seu corpo foi empurrado com força contra a mesa, suas mãos buscando apoio nas vestes de sua Alteza, mas sendo impedido quando ele lhe prendeu os pulsos acima da cabeça.

Os cabelos claros e expelindo um odor floral, roçou em sua mandíbula e escondeu o rosto real, sentindo a respiração quente em sua garganta, assim como o corpo coberto por apenas aqueles tecidos finos e caros.

— Alte-

Se calou com a ousada fricção em seu baixo ventre, assustando-se quando uma de suas pernas foi elevada sobre a de seu superior que se posicionava sobre a mesa para o quadril entrar adequadamente em meio as suas coxas, ficando ainda mais perto para que pudesse sentir um sutil volume através do tecido vermelho que ainda cobria sua intimidade.

Iria chamar por Vossa Alteza, rogar para limitar o que pretendesse; mas mordeu o lábio e virou o rosto rapidamente no momento em que sua garganta foi agraciada com ósculos sensuais. O surpreendendo... estimulando... o fazendo perder o total juízo com os toques sigilosos em sua pele sensível.

Não pôde controlar a voz, e permitiu um gemido vergonhoso com o chuche recebido sob sua mandíbula... logo, uma mordida carinhosa na lateral do pescoço... em seguida, um beijo abaixo da orelha, para terminar com uma chupadela no lóbulo exposto.

Não conseguia olhá-lo... mas ele o estava admirando...

Seus olhos fecharam quando sua Alteza explorou com os lábios o caminho até a maçã de seu rosto; não podia deixar de corar, não podia controlar sua vergonha. Um subordinado sendo agraciado pela boca de uma beldade como o seu príncipe... era extasiante.

Tentou evitar; virou o rosto, franziu o cenho; mas não segurou o suspiro pesado quando foi despejado um ósculo ao canto de seus lábios, o seduzindo para não negar... o incitando a ceder perante sua Alteza; mas não podia.

Negou quando ele procurou seus lábios: virando o rosto contra a direção da luxúria.

— Por favor... meu príncipe...

Suspirou em surpresa quando a pele robusta e macia deslizou contra sua boca suplicante, suspirando sem fôlego e tentado novamente evitar mais contato ali.

— ... pare... por...

Tão malditamente insistente, Hyungwon ousou capturar entre os dentes o lábio inferior, sendo limitado a uma chupadela quando outra vez Changkyun fugiu.

Lágrimas? O moreno via apenas o embaço de sua vergonha e confusão. Suspirando um choro preso, e mesclando a gemidos e ofegos sob as mordiscadas em seu colo, ombros e pescoço, se eriçando e se culpando por permitir.

—... isso é... errado... — tremeu com a fricção lenta em sua parte inferior — ... meu senhor... isso é errado — engoliu um grito quando foi mordido abusadamente no peito esquerdo —... por favor... pare.

— Changkyun... — isso o fez paralisar, tenso e intimidado pela forma em que ele pronunciou amargamente seu nome. Parecia ódio... ferocidade que nunca presenciou. E as lágrimas involuntárias desceram pela última vez por seu rosto de expressão surpresa — Olhe para mim.

Não queria... e fechou os olhos com o cenho franzindo em um tipo de sofrimento por desobediência.

— Minha Alte-

— Eu ordeno a você... um mero subordinado ... — Changkyun tremeu com a aproximação da voz sob sua orelha sensível — que obedeça ao seu futuro rei.

Suspirou audivelmente, abrindo com lentidão os olhos úmidos e virando com temor seu rosto, até que estivesse encarando sua Alteza; o seu belo príncipe que possuía um olhar tão avassaladoramente libidinoso. Presenciando quando ele lhe encarou profundamente e logo desceu o olhar, mas voltando a fitar seus olhos como se assegurasse de que estivesse ciente do que pretendia, para então mergulhar lentamente... apertando seus pulsos mesmo que não ousasse fugir, movendo sutilmente – mas ainda incitador – a pelve contra a sua, e então fechando o espaço dentre seus lábios para lhe agraciar cuidadosamente ali; permitindo Changkyun fechar os olhos para que aprofundasse lentamente o contato íntimo.

Não era ruim... e isso assustava o homem.

Como podia manchar aquele ser belo? Como ousa sujar as mãos de sua preciosa Alteza?

Hyungwon não parecia se importar em se afogar na luxúria que o envolveu naquele momento; engolindo os gemidos, saboreando a língua fervente, acariciando a pele pulsante dos pulsos presos, e cedendo prazer na, agora, rígida intimidade do seu amado servente.

Belo; poderia pintá-lo em sua alma, mas ainda não seria o suficiente se não pudesse tê-lo.

Delicioso; o sabor de ervas, que sentia na língua que adorou chupar intensamente.

E agora, Chae HyungWon, o príncipe de um mundo quimérico, sentia que podia envolve-lo em seu calor, que podia senti-lo por dentro e profundamente o quanto desse. Puxando severamente o pano carmesim que cobria a rígida e bela essência masculina, para enfim estudar com as pontas de seus longos dedos a extensão, calor, umidade que esse homem expelia contra a própria pele bronzeada do abdome. Apenas sentindo enquanto o devorava como um demônio perverso.

Um movimento sutil em sua roupa inferior serviu para liberar sua virilha que há tempos doía em espera, permitindo sentir contra o dele a excitação que surtia ao esfregar com emoção aquela parte; tendo que separar os lábios esfomeados para suspirar um gemido de alívio.

Changkyun, aos olhos de vossa Alteza, ofegava com uma pele fervorosa e pintada em um admirável rosado. Gemendo enquanto escondia sob os braços cruzados sua vergonhar em ser tomado por seu príncipe; tensionando e elevando o quadril para bater a pelve em algo que lhe trouxesse prazer ali.

Não dando importância à consciência de que era apenas um servo. Sentindo a mão ousada de Hyungwon pesando em sua intimidade e guiando sensualmente seu quadril, segurando e apertando os dedos delicados por ali, murmurando palavras inaudíveis em sua pele do ombro, antes de chupar e morder com graça, afim de aliviar os espasmos de toda aquela ação.

Gozando prazeres nunca experimentados.

Ofegantes... levemente cansados. O príncipe pairava sobre o corpo que respirava pesado e mantinha os olhos longe, cobertos pela cortina e fios escuros enquanto mantinha o rubor de autoconsciência.

Lindo...

Era isso? Apenas isso?

E novamente, Hyungwon pôde notar, as lágrimas desceram pelo fervor na face. Lábios a ser mordido com agressividade, segurando qualquer coisa que pudesse infligir o status de cada.

O príncipe se afastou, o leve rastro da aventura secando em tecidos ricos e pele quente, mas isso não o desagradou. Puxou Changkyun pelo braço para se apoiar em si e o envolveu fortemente para outro beijo, dessa vez desprevenido.

O subordinado iria negar... se afastar, mas não podia quando o que sentiu fora ser abraçado com cautela e paixão. Beijado tão profundamente que doía de uma forma prazenteira.

Assegurou de que era amor... e não admiração o que sentia por seu belo príncipe. Permitiu-se alcançar os fios claros, recebendo um suspiro e a insistência de continuar o contato oral.

O que desde o início, desde o dia em que ele o olhou profundamente e vasculhou em sua alma, e sentiu... fora amor. Chae HyungWon percebeu.

— Seja meu... deixe-me tê-lo, Lim Changkyun.

4 de Agosto de 2021 às 00:12 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

T. Negri Uma nacirsa apaixonada pela magia das histórias... Pratica desde os 13 a escrita e possui várias fanfics guardadas a espera de sua ascensão... Recente com as postagens nas redes e nervosa com suas obras, procura ceder lindas histórias para alimentar vossa imaginação!

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