marilha Marilha Carneiro

Em minha doce melodia prepare-se para encontrar motivos para se apaixonar e para amar novamente.


Romance Todo o público.

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Lembranças

Era inverno, a neve, o frio, tomavam de conta da belíssima Genebra na Suíça. Marie estava vestida com seu casaco cor bege, mas podia sentir o frio passear por todo seu corpo. Seus olhos estavam paralisados nas montanhas, o sol estava pálido e a manhã estava nostálgica. As memórias começaram a chegar sem pedir licença ou permissão, dos olhos paralisados agora brotavam lágrimas, mas as lembranças continuavam ali, bem aonde deveriam estar. Marie tentou desviar os olhos, olhar para o céu, ou para qualquer outra obra existente ali perto, mas mesmo assim, as lembranças não a deixavam em paz.

Ano de 1990, exatamente no dia 12 de setembro, nascia uma linda garotinha, com seus olhos verdes e brilhantes, seus pais estavam maravilhados com a doçura daquele pedacinho de amor. Era um presente de Deus. Ambos pensavam que não podiam ter filhos, mas exatamente ali nos seus braços estava um sonho realizado. "Marie, irá se chamar Marie." Disse a mãe da garotinha olhando-a em seus olhos.

Os anos se passaram e com eles a garotinha crescia, cheia de sonhos e de vida, era feliz no bairro que morava na cidade de Porto Alegre.

— Marie você irá completar quinze anos, o que quer ganhar de presente? —Perguntou dona Cecília, sua avó, que sempre a mimava com seus doces favoritos.

— Vovó, a senhora pode me dar qualquer coisa que eu irei amar.

— " Menina", sorriu sua avó. —Você merece muitas coisas boas, mas o que tenho para você é algo muito especial para mim, tome, segure isto. Ofereceu um embrulho com os braços esticados para Marie.

— Vovó o que é isto? Perguntou Marie toda feliz da vida.

— Vamos abra! —Sorriu dona Cecília.

Os olhos de Marie ficaram surpresos. — Vovó, um livro?

—Sim minha querida, não um livro qualquer, mas um livro fabuloso, com muitas histórias bonitas e emocionantes, que irão lhe ensinar a ser uma pessoa melhor todos os dias da sua vida.

— Obrigada vovó, eu adoro ler, eu irei ler tudinho só para mostrar o quanto amei o seu presente. Eu a amo tanto vozinha. A senhora é a única coisa que tenho, foi a única coisa que me restou. E todos os dias eu agradeço por sua vida, por tê- la perto de mim, por cuidar de mim com tanto zelo e amor, eu sei que os meus pais estão em um lugar bom e estão felizes por mim. Eu não tenho memórias sobre eles, por que eu era muito pequena, tinha apenas dois anos quando tudo aconteceu, não me recordo de nada do dia do acidente. Agradeço a Deus por não ter lembranças daquele dia, não saberia conviver com a dor das lembranças.

— Olha Marie, seus pais a amavam muito, você era tudo de mais precioso na vida deles, e tenho certeza que estão em um bom lugar sim. Isso é confortante não é?

— Sim vovó, isso é confortante! obrigada!

— Ei mocinha não está na hora da sua aula de violino?

— Nossa vovó! quase me esqueci. Tenho que ir. Obrigada pelo presente, vou guardar para eu ler depois. Vou pegar meu violino.

Aquele violino velho era tudo que alegrava os tristes dias de Marie, era o instrumento do seu pai, ele tocava muito bem, era professor de violino, só restaram as fotos e os vídeos produzidos por alunos. Ela queria sair pelo mundo tocando sua doce melodia. Seu sonho era ser uma grande e reconhecida instrumentista compondo suas próprias melodias instrumentais. Conseguiu matricular-se gratuitamente na escola de música da OSPA. Se sentia mais perto do seu pai e dos sonhos que pretendia realizar.

Quinze anos se passaram desde o dia que ganhara aquele livro, e lá estava Marie, com os olhos paralisados, fitados nas montanhas de Genebra.



7 de Agosto de 2021 às 18:52 0 Denunciar Insira Seguir história
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